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Publicado por nora em 17 de janeiro de 2018

Metade da Little Mix não pode vir ao telefone agora, mas duas integrantes estão livres – Leigh e Jade – insistem que eu ficarei bem enquanto falamos sobre o novo álbum, LM5 (estreia oficial nesta sexta-feira 16).

[Nós] somos as melhoresThirlwall brinca, dando uma pequena gargalhada ao lado de Pinnock. É o tipo de comentário que você realmente pode fazer quando seu grupo de garotas são unidas e funcionais – e durante toda a nossa ligação, as duas deixam claro como sincronizar o quarteto: terminando as frases uma da outra, sussurros no fundo, quando alguém diz algo com a qual a outra concorda, relembrando que estão bebendo vinho em suas casas.

Também está claro que estão no controle de sua carreira desde que se formaram no “The X Factor UK” em 2011. Com cinco álbuns e 13 singles no Top 10 nas paradas britânicas. O grupo que também inclui Jesy Nelson e Perrie Edwards, não deveria ter mais nada para provar sobre sua boa-fé artística.

Mas, ainda que você ache que um grupo de garotas pop – especialmente um grupo formado em um reality show de competição – é apenas uma embarcação paras as visões criativas dos outros, as mulheres do Little Mix frequentemente deixam evidências do contrário. Elas são as que definem a agenda, escolhem as mensagens, coescrevem as músicas (elas são creditadas em metade das faixas do LM5) e participam ativamente do estúdio (elas estão listadas como produtoras executivas pela primeira vez). E isso mostra o novo álbum, que não tem falta de personalidade entre os atrevidos e minimalistas club-bangers, baladas e flertes de poder feminino com dancehall e ritmos latinos.

Little Mix opera em um ritmo quase vertiginoso – o LM5 não é apenas seu quinto álbum, é quinto em seis anos -, mas as integrantes insistem que não o querem de outra maneira. Abaixo, Thirlwall e Pinnock contam à Billboard sobre o que as impulsionam em sua ética de trabalho, os novos sons que estão explorando no LM5 e o que é preciso para escrever um bom hino feminista em 2018.

Como vocês se aproximaram de seu quinto álbum? Vocês tem algum objetivo específico para esse, ou vocês apenas entraram no estúdio para ver o que aconteceria?

Jade: Para esse álbum, acho que estávamos nos sentindo um pouco mais animadas. Nós ganhamos confiança como compositoras ao longo dos anos, e para esse álbum em particular, nós definitivamente queríamos ter mensagens fortes sobre o empoderamento feminino e sobre ser uma mulher. Continuamos dizendo que este é o álbum que sempre quisemos fazer.

Você pode ouvir isso em músicas como ”Joan of Arc”, “Strip” e “Wasabi”. A produção e o vocal são muito agressivos e um pouco agressivos também. O que as levaram a explorar esse lado?

LeighEu sinto que estamos mais confiantes do que nunca. Nós só temos muito mais pra dizer em geral – nós tivemos mais experiências de vida, estamos envelhecendo. Somos apenas quatro garotas com atitude, não somos? Aconteceu naturalmente. E com músicas como “Joan of Arc”,  precisávamos que o rap dominasse um pouco nessa parte. “Wasabi” tem aquela vibe de aplaudir para os haters.

Thirlwall: Acabamos de parar de nos importar tanto com o que as pessoas pensam. Não temos mais medo de escrever sobre coisas que dão mais impacto ou são um pouco mais controversas. Estamos com sete anos agora. Nós crescemos na indústria. Temos 25 a 27 anos, e com isso vem uma espécie de confiança. Eu sinto que somos um pouco mais sobre…

Leigh: Liberdade?

Jade: Sim, liberdade no que escrevemos! É um peso tão grande escrever algo e não ter mais medo. Talvez quatro ou cinco anos atrás, se nós tivéssemos escrito uma música sobre sexo ou feminismo, ou sobre amor próprio e pensar que você é incrível, a gente iria ficar tipo ”Oh não, nós não podemos fazer isso”. Agora é mais, “Quer saber? É assim que a gente se sente – vamos escrever sobre isso!” É bom fazer isso. Nós conquistamos esse direito e sinto que estamos nessa era de artistas ouvindo mais sobre o que eles têm a dizer sobre o que está acontecendo no mundo.

Isso me faz pensar em “Woman’s World”, que vocês disseram que foi inspirado pelo movimento #MeToo e examina questões de locais de trabalho. Esse é o tipo de música que vocês não teriam escrito há alguns anos?

Thirlwall: Absolutamente. Eu sempre lembro, três ou quatro anos atrás eu escrevia um tweet sobre algo político e era totalmente humilhada e ridicularizada, principalmente por homens dizendo: “Oh meu Deus, por que essa pop star tem uma opinião?” Isso me fez pensar: “Eu apenas deveria ficar na minha?” Mas agora sinto que há uma mudança acontecendo. As pessoas estão percebendo e uma enorme influência sobre os nossos fãs mais jovens. Podemos usar isso a nosso favor e escrever sobre coisas importantes que significam algo.

Como se faz um um bom hino feminino em 2018?

Jade: Querido, você já ouviu nosso álbum por acaso?

Ok, talvez isso foi uma pergunta estúpida.

Leigh: Não!

Jade: Estamos apenas brincando! [risos] Mas é sobre isso que escrevemos: amar a si mesmo, imagem corporal – acho que a imagem corporal é realmente importante agora, então é bom escrever sobre isso.

Leigh: E sendo sempre confiante! Estar certa de como você é linda! Aprendendo a ficar confortável por dentro. Todas as mulheres são tão poderosas e fortes, e elas só precisam ser lembradas disso. E também, quando nos unimos somos uma força. Eu acho que é tudo sobre as mulheres se unir e estarem juntas.

A música “Told You So” parece um emblema disso – são todas vocês se unindo para confortar uma amiga de coração partido. E é muito convencional, como se você estivesse falando um com o outro no estúdio.

Jade: Essa é uma das nossas favoritas. Literalmente parece que [o que acontece] quando uma de nós se despede de nossos namorados e nós vamos para nossas casas, apenas sentamos e conversamos sobre bobeiras, choramos um pouco e bebemos vinho. É muito convencional. Essa foi a primeira música que ouvimos no álbum, não?

Leigh: Sim.

Thirlwall: E nos apaixonamos imediatamente, tipo, “se o resto do álbum soar desse jeito ficaremos muito felizes”. Até a maioria das baladas do álbum são empoderadoras. É uma balada, mas é sobre estar lá pelos seus amigos e passar por algo juntos.

Pinnock: É uma indicação de sobre o que é Little Mix, é essa música – amizade!

E os dias em que vocês não se sentem tão ousadas? Como você se empenha e entra nessa mentalidade de Strip” ou “Wasabi”?

Jade: Nós somos humanos, então vai ter dias em que acordaremos nos sentindo um lixo. Escrever música nos ajuda. Estar ao redor de pessoas com energia positiva ajuda – nós somos tão sortudas de estar em uma girl band e estamos cercadas por mulheres fortes se uma de nós estiver se sentindo confusas sobre nós mesmas.

Leigh: Um elogio percorre um longo caminho. Nós sempre elogiamos umas as outras. “Joan of Arc” é sobre não se sentir esse medo de se achar bonita. Por que você não deveria?

Há um momento em “Joan of Arc” que uma voz bem grave diz: ‘Oh, você é do tipo feminista?’ E todas vocês gritam de volta “Pode apostar que eu sou!” dos hinos de empoderamento das mulheres no pop, muito deles não mencionam explicitamente o feminismo pelo nome. Como isso aconteceu?

Thirlwall: Nós escrevemos isso em uma sessão com uma garota chamada Shun [Alexandra Shungudzo Govere] – ela escreveu “Touch” para nós e é uma feminista também. Acho que realmente falamos sobre como há um estigma estranho em admitir que você é feminista. Nós nunca entendemos o porquê, então nós apenas colocamos na música: “Você é feminista? Pode apostar que sim!” Não há nada de errado nisso.

Há vários contextos para manter o equilíbrio deste álbum. Em “Joan of Arc”, vocês literalmente cantam sobre se amar a si mesmas. E vocês deram nome ao álbum de LM5, que seus fãs usaram enquanto vocês faziam o disco. Por que foi importante reconhecer essa parte da sua base de fãs?

Thirlwall: Eu acho que somos muito modernas, querido! Estamos definitivamente mudando conforme o tempo. Estamos muito conscientes de que estamos onde estamos hoje por causa de nossos fãs e temos uma enorme mídia social a seguir. Queríamos refletir isso, aí é que vem o nome. Os fãs têm chamado de LM5 há mais de um ano. Nós só pensamos que era legal fazer algo diferente e seguir o que eles já diziam. É muito 2018!

Todas vocês chamaram o álbum de LM5 em suas conversas diárias?

Thirlwall: Sim, o tempo todo! E quando finalmente discutimos os títulos dos álbuns ficamos tipo “Vamos falar sobre o LM5? E então ficamos tipo “Oh, LM5! LM5!”

Leigh: E é muito bom! E isso funciona com toda a campanha, com as fotos que já fizemos. Apenas pareceu certo.

Jade: Estamos muito mais confiantes agora, então o LM5 é muito parecido com: “Somos nós, não precisamos de outro título, somos LM, este é o nosso quinto álbum – boom!”.

Além de mostrar os novos lados de seus vocais, há alguns sons muito legais neste álbum do ponto de vista da produção. O inesperado colapso do rock em “Wasabi”, aqueles teclados realmente brilhantes em “Forget You Not”, o tambor tipo merengue padrão em “Motivate”.

Pinnock: Nós amamos “Motivate”. A canção tem essas vibrações latinas e é tão bom.

Há alguma canção da qual vocês tem orgulho de ter nesse álbum?

Thirlwall: “Wasabi” é bom. Nós experimentamos muito mais nesse álbum, e nós provavelmente fizemos muita manchete dos produtores. Nós produzimos o álbum, então nós estaríamos em sessões como cientistas loucas: “Você pode fazer isso? Você pode fazer isso?”

Leigh: “Love a Girl Right” nós amamos também porque a gente experimentou [Sisqó] “Thong Song”, e nós estávamos muito, hã…qual é a palavra?

Jade: Bêbadas?

Leigh-Anne: Bem estávamos bêbadas. [risos] Mas nós estávamos realmente animadas, porque sempre quisemos escrever uma música que seja uma mensagem para nossos namorados: Trate minha garota do jeito certo, caso contrário, eu vou atrás de você! Nós distorcemos a música [original] de ser sobre mulheres em tangas para um hino positivo de poder feminino, por isso estamos orgulhosas disso.

Thirlwall: E em termos de produção, estamos mais no controle do que nunca, e é por isso que há tantos sons diferentes e maravilhosos.

Pinnock: É algo que não foi feito antes por Little Mix – queríamos chocar as pessoas.

Vocês estão juntas há sete anos e vocês lançaram cinco álbuns em seis anos – esse é um ritmo incrível de se trabalhar. Como é viver tudo isso? Vocês se sentem pressionadas por continuar assim?

Jade: Definitivamente mostra – esse tipo de coisa parece sério mas – como somos inteligentes. Somos mulheres de negócios. Nós sabemos em que ritmo deveríamos estar trabalhando, o que deveríamos estar colocando lá para as pessoas, o que deveríamos estar fazendo quando os fãs sentem que precisam de algo ou estão ficando impacientes. Estamos muito em contato com nossos fãs sobre o que eles precisam e também com o que queremos fazer.

O fato de termos durado sete anos e ainda estarmos tão fortes como sempre estivemos – se não ainda mais forte – é um testemunho de como isso [grupo] funciona. Estamos muito no controle de tudo o que fazemos e deixamos as pessoas à nossa volta ditarem o que devemos fazer, provavelmente ainda não estaríamos aqui agora.

Fonte original: Billboard

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