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Publicado por Monise em 7 de junho de 2019

Perrie Edwards pode ser parte do grupo feminino britânico de maior sucesso de todos os tempos, Little Mix, com Brit Awards, recordes e vários topos nas paradas musicais, mas por trás da vida de famosa, a cantora vem lutando contra a ansiedade há algum tempo.

Em um post recente no Instagram no mês passado, a jovem de 25 anos revelou ter dificuldades em lidar com sua ansiedade e os ataques de pânico.

Ela está por conta própria pela primeira vez como o rosto da marca de sapatos Superga, e Perrie nos contou sobre o seu relacionamento com sua mente e de como ela mal conseguiu sair de casa por mais de um ano. Isso vai além da palavra “coragem”.

Estar por conta própria pela primeira vez para a campanha da Superga foi bastante assustador no começo…

Hoje tem sido ótimo – fazer o ensaio fotográfico com a Superga – eu tive o melhor dia de todos. Tem sido muito divertido. Mas tudo que é um pouco diferente é bastante assustador, pelo menos no começo, mas até você sentir na pele a experiência, rapidamente, esse “medo” acaba. No começo, eu não vou mentir, eu fiquei tipo ‘argghh‘, mas tem sido muito bom. É estranho porque nós (Little Mix) passamos tanto tempo juntas, passamos por emoções como se fôssemos uma só pessoa. Se uma de nós está passando por uma situação complicada em um relacionamento ou uma de nós está se sentindo um pouco pra baixo, a gente começa a se ajudar. Quando uma das garotas passa por um rompimento, é como se eu estivesse passando por um rompimento também. É muito bizarro, mas acho que, porque passamos muito tempo juntas, estamos em sincronia agora.

Se você for andar com a minha linha de tênis com a Superga por um dia…

Eu acho que se você fosse dar uma volta no meu lugar por um dia, prepare-se para um dia louco. Eu não acho que tenho dias normais, são todos um pouco estranhos. Estamos sempre ocupadas, sempre há algo acontecendo e eu estou sempre com a agenda cheia, então sempre acaba sendo um dia agitado. Tudo o que fazemos é diferente, como temos ensaios fotográficos, filmagens, dias de aquecimento vocal, aprendendo harmonias diferentes e depois temos longos dias de gravações. Todo dia é diferente.

Quando tive um ataque de pânico pela primeira vez, liguei para médicos dizendo: “Estou morrendo, acabei de ter um ataque cardíaco!”

No começo, eu nunca quis me abrir sobre isso. Quando começou a acontecer, parecia que nunca havia acontecido com ninguém antes. Eu não consigo explicar. Era quase como se eu não soubesse o que estava acontecendo quando eu estava passando pelos sintomas físicos dos ataques de pânico. Eu sempre tive ansiedade, eu só acho que nunca foi desencadeada de uma forma que se tornaria algum sintoma físico, então quando isso começou a acontecer foi tão assustador porque eu não sabia o que estava acontecendo direito. Eu estava ligando para médicos, eu estava ligando pra todo mundo dizendo: “Eu estou morrendo, eu acabei de ter um ataque cardíaco!” Eu pensei que havia algo realmente errado comigo. A razão pela qual eu nunca quis falar sobre isso antes era porque toda vez que alguém dizia: “Eu tenho um pouco de ansiedade“, isso acionava e então acontecia. Era quase como se falar sobre isso fizesse acontecer; esse maldita coisa da qual eu tinha medo. Agora eu tenho um lugar onde eu estou tentando não deixar isso tomar conta da minha vida, então agora quando eu falo sobre isso abertamente, eu sou bem honesta porque eu sei que estou bem, então se você tivesse me dito isso há um ano atrás (eu estaria falando abertamente sobre a minha ansiedade), eu realmente começaria entrar em pânico. Eu teria um ataque de pânico na hora.

Saber que outras pessoas tinham ansiedade me fez perceber que eu não sobrevivi apenas a um ataque cardíaco…

O que mais me ajudou foi saber que outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Eu fui saber procurar mais sobre o assunto e me dei conta de que Ellie Goulding disse que tinha muita ansiedade e que não podia levar um carro para o estúdio. Eu li que Fearne Cotton estava na estrada em seu carro e ela teve um ataque de pânico e foi aterrorizante. Isso começou a me fazer sentir mais normal. Isso me fez pensar, “oh m*rda, muitas pessoas passam por isso, não sou só eu. Não é a primeira vez que isso acontece, eu não sobrevivi a um ataque de pânico.” É uma coisa que todo mundo passa agora e é muito triste. Eu tive terapia e muita ajuda. Uma das principais razões pela qual eu entrei nesse quesito é porque eu tenho fãs que sofrem com ansiedade e que têm ataques de pânico. Muitos pais tentaram dizer “meu filho tem ansiedade e ele tem apenas doze anos“, ou “minha filha tem isso e ela tem apenas sete anos“, e isso é injusto. Se eu consegui me sentir melhor quando ouvi falar de Fearne Cotton e Ellie Goulding, espero que aconteça o mesmo quando as pessoas lerem sobre mim.

A redes sociais pode realmente mexer com a sua cabeça e fazer você pensar que você não é bom o suficiente…

As mídias sociais podem ser tão ruins porque, por um lado, pode ser a melhor coisa de todas. Podemos ficar online todos os dias, conversar com nossos fãs, ser muito próximos, ter essa conexão com eles, postar vídeos e fotos além mantê-los atualizados de tudo. É uma coisa legal porque temos um certo relacionamento com nossos fãs, nossos amigos e nossa família. Por outro lado, você entra no Instagram e vê as pessoas que vivem esses estilos de vida ideais e as pessoas que parecem perfeitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você vê e pensa: “Por que eu não pareço assim? Por que eu não tenho um jatinho particular todos os dias? Por que eu não tenho um carro estacionado do lado de fora?“. Isso começa a bagunçar sua cabeça e você começa a sentir que não é boa ou bom o suficiente. Trata-se de tentar diferenciar o que é real e o que não é e, na maior parte do tempo, as redes sociais não são reais. Quando eu me abri sobre a minha ansiedade no Instagram, eu decidi que iria ser honesta quanto a isso. Estou muito feliz por ter feito isso porque acho que a mídia social está consumindo a vida de todos agora, especialmente os mais jovens.

Você pode ler 100 comentários incríveis e há um pequeno comentário negativo que fica martelando na sua cabeça…

É o negativo que fica com você e te afeta mais. Eu não sei como olhar para pessoas de forma tão negativa e cheia de ódio desse jeito. Você não sabe se deve olhar para eles e pensar “Por que você é malvado? Você gosta de ser insuportável? Ou você sente pena dessas pessoas porque elas sentem a necessidade de fazer isso?” Eles estão se beneficiando por se sentirem melhor. Eu não sei como essas pessoas conseguem ser assim. Eu acho que se você não tiver nada de bom para dizer, feche a boca. Por que trazer sua negatividade para outras pessoas? Se você estiver passando por algo e quiser falar com alguém, fale com alguém, não seja agressivo com outras pessoas nas redes sociais. Só porque você está atrás de uma tela não está tudo bem, porque você está afetando as pessoas fazendo comentários desagradáveis. Essas pessoas não são robôs, elas têm emoções, então eu acho que as pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras.

Ataques de pânico me deram medo de ficar sozinha – eu nem conseguia pegar um trem pra ver meu namorado…

Estranhamente, quando comecei a vivenciar os ataques de pânico, desenvolvi o medo de ficar sozinha. É muito melhor agora do que era antes, eu ficava pensando: ‘se estou sozinha e tenho um ataque de pânico, o que eu faço?‘. Eu não tinha ninguém pra raciocinar comigo e não conseguia racionalizar isso na minha cabeça. Uma vez a minha mãe estava indo ao estúdio comigo, ela dirigia pra trabalhar comigo porque eu não conseguia entrar em um carro sozinha. Eu ficava em um carro por dois segundos e ficava tipo “dê a volta por favor, me leve para casa!” Eu não era capaz de sair de casa me sentindo normal.

Mesmo agora, meu namorado mora em Manchester porque ele joga no Liverpool, então quando ele se mudou, foi uma porcaria e, em seguida, isso começou a acontecer. Eu ainda não consigo pegar o trem sozinha, isso me assusta e me faz sentir muito claustrofóbica. Eu me sinto desconfortável. Minha mãe dizia: “Vou à loja comprar uma garrafa de leite!“, eu suava, entrava em pânico e dizia “Por favor, não me deixe sozinha, porque no segundo em que você sair da porta, vou ter um ataque de pânico e estarei sozinha.” Minha mãe não sabia o que fazer porque ela não podia cuidar de mim 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu nunca pensei que houvesse uma saída. Eu pensei que essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita… Foi como aprender a andar de novo…

Minha melhor amiga e prima Ellie, veio morar comigo e ela ajudou bastante. Agora ela pode sair com as amigas e eu estou bem sozinha. Parece ridículo, mas era como se eu precisasse ter babá por um longo tempo. Eu ainda luto contra isso. Eu não seria capaz de pegar um trem e ir para algum lugar sozinha, eu não posso mais fazer isso, isso me assusta.

Eu não sei se é por estar na indústria e saber que as pessoas estão constantemente olhando para mim e querendo “um pedaço de mim” ou, pode haver um paparazzi em algum lugar. Eu não sei se isso desencadeou, mas aconteceu. Quando eu olho para trás agora, pra essa estranha oscilação que eu tive, eu nunca pensei que acabaria porque nunca pensei que havia uma saída. Eu pensava: “essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita, eu nunca vou sair de casa e eu vou precisar de alguém para segurar minha mão todos os dias” e então eu pensei
eu não posso viver minha vida vida assim. Como vou ter uma carreira? Que tal eu subir no palco e me apresentar? Como eu vou conhecer nossos fãs? Como eu vou fazer qualquer coisa que eu amo fazer se eu não sair de casa?’‘ Era como aprender a andar de novo, era tão bizarro. Depois de superar uma coisa, quando saí da casa um pouco mais, minha mãe não precisou vir trabalhar comigo e eu estava bem. Então eu comecei a viajar sozinha. Eu posso entrar em um carro e ir para Manchester numa boa.

Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como, usar muita base para fazer minha pele parecer impecável quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda…

Crescendo – estando nos camarins, me trocando na frente de todas as garotas – eu tinha essa grande cicatriz no estômago e te afeta ainda mais quando você é criança. Você acha que é o fim do mundo. Você pensa: “Por que não posso ser normal? Por que não posso ter uma barriga lisa? À medida que envelhece, você pensa: “P*rra, eu acho que é muito estranho!” Eu amo sardas. Eu sou fico no sol tentando conseguir mais. Eu as amo, quando eu era criança, era diferente. Eu só acho que quando você é criança, tudo é dez vezes pior. Você se preocupa com as coisas mais bobas, não é? A idade definitivamente me ajudou e me tornei confiante em minha própria pele. Eu sempre disse: você não pode agradar a todos. Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como por exemplo, usar um monte de base pra fazer minha pele parecer perfeita quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda e elas vão dizer ”por que ela está usando muita maquiagem?” Eu também posso ser eu mesma mesmo estando com maquiagem ou sem maquiagem, mas na real, quem liga?

Veja fotos do ensaio de Edwards para Superga UK:

Fonte: Glamour Magazine

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