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27.03.20

Se há alguém que pode nos tirar da melancolia, esse alguém é Little Mix. O grupo feminino de maior sucesso da Grã-Bretanha está rompendo o auto-isolamento com um novo single poderoso que tem um título auto-explicativo: Break Up Song (Música de término).

A música foi escrita em uma onda de criatividade no ano passado – uma das sete músicas que a banda compôs em um único dia com a escritora parceira delas (e ex-corretora), Camille Purcell.

Imediatamente, [Break Up Song] foi escolhido como o primeiro single do sexto álbum da Little Mix – [porém] o primeiro desde que o grupo se separou da gravadora de Simon Cowell, Syco, em 2018.

Os planos para o álbum são incertos, considerando que o surto de coronavírus deixou as sessões de gravação em espera – mas, as meninas decidiram lançar Break Up Song mesmo assim, na tentativa de manter seus fãs felizes em tempos incertos.

A cantora Perrie Edwards de sua casa em Londres se juntou a nós por telefone para explicar o que está acontecendo; como a separação da Syco deu a Little Mix permissão para voltar ao primeiro amor delas: o pop puro e sem filtros.

BBC: Hey Perrie, como você está?

Perrie: Eu estou bem! Estou na minha cozinha fazendo sanduíche grelhado.

BBC: Ótimas notícias. Qual recheio?

Perrie: Você já ouviu falar de Joe and the Juice? (uma rede de bar de sucos dinamarqueses)

BBC: Sim, há uma loja ao lado da BBC!

Perrie: Bem, estou um pouco obcecada por eles porque meu namorado gosta, então… tem um sanduíche de atum que eles fazem, e basicamente estou fazendo minha própria versão dele.

BBC: Estou feliz que conversamos sobre coisas importantes primeiro. Vamos encerrar a entrevista aqui?

Perrie: Haha, sim.

BBC: Ou talvez devêssemos falar sobre o novo single…

Perrie: Oh, pode ser.

BBC: É reconhecível como uma música clássica da Little Mix, mas como isso aconteceu?

Perrie: Então, basicamente, a história é assim… Às vezes, quando fazemos sessões de composição, você fica literalmente sentada, mexendo os polegares, rabiscando em um pedaço de papel, fingindo que está tendo ideias enquanto está secretamente no Uber pedindo um carro para casa. Mas há dias em que tudo flui e é incrível. E esse foi um desses dias. Fomos ao estúdio com Camille, que é como o quinto membro do Little Mix, e escrevemos cerca de seis ou sete músicas em um dia.

BBC: Todas as músicas completas e finalizadas?

Perrie: Bem, era tudo, desde ideias brutas a demos de singles, e uma delas era Break Up Song. Era básica na época. Tinha muita batida e estava muito bruta – mas havia algo nela. E pensamos: “Este deve ser o primeiro single. Vamos apenas arrumar tudo com o que já pensávamos em mudar e continuar com isso”.

BBC: Então não foi destinada desde o início a ser o single principal?

Perrie: Não, mas tocamos a demo em nossa gravadora e dissemos: “Isso vai ser um sucesso – só precisamos finalizá-la”. E eles disseram: “Como você sabe que será um sucesso se é só um verso e o refrão?” E nós dissemos: “Confiem em nós. Vamos fazer uma demo muito boa juntas e apresentaremos a vocês para ver o que acham”. E foi assim que fizemos, todo mundo adorou. Nos sentimos muito orgulhosas porque era nosso bebê.

BBC: Eu sempre me perguntei como vocês dividem a parte de cada uma nas músicas. Vocês tem partes específicas que cada uma canta?

Perrie: Nós costumávamos ter uma rotina sobre quem cantava o quê, mas, desde o último álbum, tornou-se uma escolha livre para todas. Eu cheguei a um momento onde eu estava tipo “Pessoal, eu realmente não quero fazer as notas altas e os ad-libs ​​o tempo todo. Eu quero cantar um verso, ou algo num tom mais baixo porque eu também gosto de cantar num tom baixo”. Então não temos mais divisão agora. Eu acho que fica mais emocionante para nós e os fãs.

BBC: Uma das frases que Jesy canta em Break Up Song é: “Eu ficarei bem sozinha/vou encontrar uma maneira de dançar sem você“. Obviamente, a música foi escrita antes do confinamento, mas parece assustadoramente apropriada nesta semana.

Perrie: Exatamente! Não poderia ter chegado em um momento melhor. Eu acho que isso vai animar todo mundo em casa, apenas curtindo.

BBC: E, como mágica, você acabou de se tornar viral dançando com seu namorado [jogador do Liverpool, Alex Oxlade-Chamberlain] no Instagram…

Perrie: (Rindo) Eu não acredito que [o vídeo] se tornou viral! Não entendo o que o tornou tão bom.

BBC: Eu acho que é porque você flutua pelas escadas como se estivesse em um filme de Ginger Rogers dos anos 50.

Perrie: Ah, eu amei isso. Realmente parece. Mas nós fizemos como uma brincadeira; e então viralizou.

BBC: Essa é a sua dica para o isolamento, dançar pela casa?

Perrie: Sim, dançar, manter-se ocupado. Eu continuo usando bronzeado falso como se estivesse indo para algum lugar mas não vou. E estou tricotando um pouco.

BBC: O que você fez?

Perrie: Bem, como uma avó, eu tricotei um cobertor – e é muito útil.

BBC: O que o confinamento significa para Little Mix? Vocês tem agendado uma turnê, festivais, um programa de TV e um álbum para os próximos meses.

Perrie: Eu honestamente não faço ideia. Estou rezando e esperando que nossa turnê aconteça. Mas também estou colocando as coisas em perspectiva. É péssimo para nós, mas é uma pandemia global, então vamos apenas seguir o fluxo e fazer o possível para manter nossos fãs felizes enquanto estamos em quarentena e resolveremos isso depois.

BBC: Isso é basicamente o que todo mundo está fazendo.

Perrie: Essa é a questão: Todo mundo está na mesma posição. Estamos todos juntos nisso.

BBC: No entanto, algumas pessoas ainda parecem correr riscos desnecessários.

Perrie: É estranho, eu não entendo por que as pessoas não ficam em casa, não é tão difícil. As pessoas querem o tempo todo ficar doentes para faltar um dia no trabalho, mas, agora que precisamos ficar em casa elas estão tipo “Bem, eu não quero!”

BBC: Então em qual fase o álbum está agora?

Perrie: Para ser justa, estava se formando muito bem antes de toda a situação do Corona Vírus acontecer. Mas ainda tem trabalho a ser feito. Se estivesse tudo pronto nós diríamos “quer saber? Vamos lançar”, mas ainda não está finalizado…

BBC: O último álbum de vocês, LM5, foi lançado um dia depois que vocês romperam com a gravadora do Simon Cowell, mas, o lançamento [do álbum] ainda foi com a gravadora. Muitos fãs sentiram que o álbum não teve a divulgação que merecia… Qual foi a sua perspectiva?

Perrie: Foi um momento estranho na nossa carreira. Tinha muita coisa acontecendo. Nós estávamos orgulhosas do álbum, estávamos felizes com ele e os fãs pareceram amar. Eu acho que, seguindo em frente com a nossa música, ao invés de tentarmos amadurecer nosso som e tentar gêneros diferentes, nós vamos apenas fazer o que nos faz felizes – que é música pop e música para sentir bem tipo Break Up Song.

BBC: Foi isso que aconteceu com a Syco? Vocês estavam sendo forçadas a seguir uma direção em que não estavam confortáveis?

Perrie: Hmmm… Acho que só queríamos tentar algo novo. Foi o nosso quinto álbum e chega um ponto em que você quer mudar o som, mudar o visual, tentar coisas diferentes. Você não quer continuar fazendo as mesmas coisas todos os dias.

BBC: Vocês estão basicamente em território incomum agora. Grupos femininos normalmente não duram 3 álbuns, muito menos 6.

Perrie: Obrigada, é verdade. É bem raro conseguir se sair tão bem por tanto tempo, então somos realmente gratas. Acho que é devido à nossa amizade, trabalho duro e dedicação.

BBC: Você acha que as pessoas subestimam o quanto vocês trabalham?

Perrie: Exatamente. Acho que as pessoas pensam que a gente sobe no palco, ficamos bonitas, e aí inserimos um cartão de memória na nossa nuca e a performance acontece. Acho que não percebem que leva semanas e meses de preparação e ensaios e tempo e esforço. Não é fácil ser uma estrela do pop!

BBC: Como era a rotina antes do isolamento?

Perrie: Era intensa. É sempre a mesma coisa no mundo de Little Mix. Nossas horários normalmente são planejados com 2 anos de antecedência.

BBC: Uau. Eu não sei nem o que eu vou fazer amanhã, Perrie.

Perrie: Nem eu!

BBC: Isso deve ser estranho.

Perrie: É uma situação contraditória. É renovador, porém, também é assustador porque estou acostumada a ter a minha vida planejada para mim. Mas é bom não pensar em trabalho por um tempinho.

BBC: Você escreveu um post muito poderoso e corajoso no Instagram NO ano passado sobre a sua ansiedade e ataques de pânico. Como isso te afetou em fazer parte da banda?

Perrie: É esquisito. Afetou muito, mas também não afetou tanto, se é que isso faz sentido? Quando os ataques de pânico pioraram, eu não queria sair de casa. Minha mãe e Sam, a minha “manager”, tinham que me encontrar em casa para me levar para o trabalho porque eu não aguentava a ideia de estar em um carro sozinha. E eu sempre fui muito independente. Sempre amei meu próprio espaço. Eu vivia perto do campo sem nada ao meu redor e aquele era o meu lugar de felicidade. E aí de repente isso mudou e agora essa é a minha ideia do inferno. Então eu gosto de estar rodeada de pessoas agora porque eu sinto que se fosse para ter um ataque de pânico, eu estaria melhor se tivesse alguém comigo. Então atrapalhou o trabalho no sentido do dia a dia, mas nunca afetou estar no palco, porque performar é o que eu amo fazer. É onde eu me sinto mais confortável e segura, eu suponho.

BBC: Deve ser difícil subir naquele palco depois de passar por todo aquele estresse só para estar ali.

Perrie: É a pior coisa do mundo. É meio frustrante, porque se alguém quebrasse a perna, você não diria “ah, apenas suba no palco e performe, você está bem.” Mas como você não vê a ansiedade, por ser uma doença mental, as pessoas não necessariamente acreditam tanto assim.

BBC: A ansiedade diminuiu ou você descobriu mecanismos para lidar?

Perrie: Bate na madeira, os ataques de pânico pararam, mas a ansiedade é meio difícil de mudar, então você tem que tentar achar mecanismos para lidar com isso em vez de pensar que você vai se livrar dela. Terapia ajudou; e também descobrir os gatilhos para a minha ansiedade e tentar evitar essas situações de alguma forma. E se não, apenas tentar manter a calma e respirar.

BBC: Falando de notícias mais felizes, você acabou de passar no teste de direção, não é?

Perrie: Sim, passei! Eu nunca pensei que passaria no teste mas agora amo dirigir. É a melhor coisa do mundo.

BBC: Qual carro você comprou?

Perrie: É um grande caminhonete! É enorme. É uma aberração mas eu amei.

BBC: E você ainda toca violão?

Perrie: Um pouco – porém, não tanto quanto eu deveria. Eu estou com unhas longas e naturais agora e não consigo tocar violão com elas.

BBC: Elas não são úteis como palhetas?

Perrie: Não! É muito difícil quando você pressiona as cordas para fazer o acorde porque as unhas ficam no caminho. Então estou colocando a beleza antes do talento no violão!

BBC: Você já considerou fazer um acústico com as meninas?

Perrie: Eu pensei nisso mas não sei… Eu ficaria bem preocupada porque eu não sou tão boa. Eu sei tocar os acordes básicos e é isso.

BBC: Bem, você só precisa de 3.

Perrie: Isso é verdade! Toda música é basicamente só 3 ou 4 acordes, então nunca se sabe!

BBC: Certo, é melhor eu deixar você voltar para esse sanduíche de atum. Obrigada pela conversa.

Perrie: Obrigada! Te vejo quando tudo acabar. Fique segura!

Fonte: BBC
Tradução e Adaptação: Equipe BRLM.

Salvo em: Entrevistas
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