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02.06.20

Jade Thirlwall fala sobre Drag, ser uma aliada LGBTQIA+ e levar acidentalmente a mãe ao Porn Idol.

O status de aliada LGBTQ e o amor pela cultura drag da Jade Thirlwall não necessita de explicação, mas a estrela de Little Mix está usando a quarentena para ir atrás de sua paixão com o novo programa da MTV, Served! With Jade Thirlwall.

O talk show de culinária acompanha Jade colocando suas habilidades na cozinha (questionáveis) contra algumas das maiores estrelas drag do mundo, incluindo Alyssa Edwards, Courtney Act, e The Vivienne – e sua mãe Norma está à disposição para julgar os resultados.

Naturalmente, tivemos que contatar Jade por videochamada na quarentena para descobrir mais sobre, e tivemos um longo papo sobre suas melhores amigas drag, seu trabalho de falar lado a lado com a comunidade LGBTQ e não por eles e como ela introduziu acidentalmente Norma às maravilhas de ‘Porn Idol’ na famosa G-A-Y de Londres.

Served! já chegou, mas eu queria começar falando sobre uma pequena série de culinária que você fez chamada Eat In with Little Mix: Houve muita trapaça de todos os envolvidos. Quem era a mais competitiva?

“Eu diria que provavelmente a Leigh-Anne, porque ela é boa na cozinha. Então significava muito para ela ganhar o programa, e com razão. Ela mereceu a vitória, enquanto eu e Jesy, em particular, não ficamos chateadas. Eu acho que todo mundo continua chamando esse programa da MTV de programa de culinária quando já se sabe que eu não sou a melhor cozinheira, a verdade seja dita! Digo, eu sou muito boa em fazer comidas que se leva ao forno. Mas apresentar é um problema, obviamente. Sabe de uma coisa, eu achei isso muito difícil: Eu não sou apresentadora de TV, mas eu tive mais dificuldades ao tentar entrevistar pessoas ao mesmo tempo em que cozinho. Então houve vezes que minha comida foi por água abaixo, mas é o sacríficio que tive que fazer para realizar uma boa conversa com as queens.”

Sua mãe, o ícone que a Norma é, é uma jurada em Served!. Como o programa funciona?

“A premissa é basicamente eu entrevistando e rindo um pouquinho com algumas amigas drag queens, chamando alguns amigos durante o programa. E então minha mãe, Norma, basicamente julga quem fez o melhor prato na semana. Cada episódio é um tema diferente que serve para saber qual comida faremos e depois eu fico um pouco alegrinha e comemoro. Nós duas somos grande fãs de Drag Race e da cultura drag em geral.”

Você tem algumas queens de peso a bordo. Quem foi a mais caótica cozinhando?

“Ah Deus, mais caótica? Bem, Alyssa [Edwards] é um fogo de artifício, não é? Ela tem uma personalidade muito forte e eu absolutamente a adoro, ela é tão engraçada. Durante este processo eu descobri que na verdade, não são muitas drags que sabem cozinhar… Tem sido interessante ver como as pessoas se dão. Alyssa definitivamente trapaceou – ela estava com um amigo! Ele estava cozinhando tudo enquanto ela somente tagarelava. Tem sido muito engraçado e tem sido legal surpreender elas com convidados especiais.”

O que achou dos convidados?

“Bem, toda vez que a drag estava online, nós pensávamos: ‘Com quem podemos surpreendê-las sendo talvez alguém que as inspirou ou alguém que são amigas?’ Então juntamos Kim Woodburn com The Vivienne, o que foi muito engraçado.”

The Vivienne fez uma imitação dela de Kim?

“Sim. Sim! Kim definitivamente acabou com a The Vivienne, o que foi fantástico. E para Alyssa nós recebemos Alyssa Milano no programa – a qual eu não percebi, até conversar com Alyssa Edwards, é que ela tem seu nome em homenagem à Alyssa Milano! Ela também nunca a tinha conhecido, então foi uma boa surpresa.”

Eu sinto que você é tipo a nova Oprah, juntando as pessoas em suas entrevistas…

“Honestamente, me chame de Maury!”

Eu na verdade ia te perguntar sobre sua mãe, já que a conheci: Nós fomos fazer Drag Bingo na Hamburger Mary’s com você em Los Angeles. Você a introduziu a cultura drag e a comunidade LGBTQ+, ou ela que te introduziu?

“Eu acho que foi um pouco das duas coisas, na verdade. Minha mãe sempre foi mente aberta. Por fazer muita apresentação de artes enquanto crescia e outras coisas do tipo, eu sempre estive rodeada de muitos amigos LGBTQ+ que estiveram na faculdade de teatro comigo ou na escola. Quando costumávamos ir de férias para Bernidorm, uma das melhores coisas era quando minha mãe ia para shows de drag queen. Minha mãe sempre gostou do brilho e glamour [de drag queens] e nossas ídolas eram Diana Ross, e todas as grandes divas. E eu acho que durante meu crescimento, sempre que eu via shows de drag queens como uma garotinha, eu associava drag queens às grandes divas. É algo que sempre amamos. Quando envelheci e me mudei para Londres, e ganhei mais amigos LGBTQ+, acho que foi bom, porque, somos de uma cidade pequena do tipo trabalhadora no norte, que provavelmente ainda tem um caminho a percorrer em termos de aceitação, então acho que minha mãe ama quando ela vem para Londres. Eu levo ela para Heaven para assistir um pouco de Porn Idol!”

Meu Deus! Ela gostou? Eu não sei se conseguiria levar minha mãe ao Porn Idol…

Ah, bem, sabe o que? Na primeira vez que eu a levei não tinha percebido o que era aquilo e quando eles começaram a se despir eu fiquei tipo “Eeh mãe. Eu sinto muito. Eu não tinha percebido que isso seria assim!” Ela ficou tipo “Tá brincando? Eu estou amando! É a coisa mais divertida que faço há anos!”

Então ela deve ter amado fazer parte de Served?

“Ah sim, eu acho que para minha mãe foi ótimo. Ela está sozinha em casa há quase três meses por ter lupus, ela está tendo que se isolar. Então para mim, fazer esse programa foi uma ótima maneira de incluí-la em algo que a mantém ocupada e sim, ela é boa em entreter também.”

Você tem escrito nas redes sociais sobre a Semana de Conscientização da Saúde Mental e a respeito de como tem lidado com o isolamento. Foi difícil ser tão aberta e honesta com seus fãs?

“Sim, foi meio que um marco histórico para mim me abrir dessa maneira porque eu não acho que faço isso com frequência, especialmente com relação a minha saúde mental. Não sei por que tenho dificuldade em falar sobre isso: eu escrevi sobre isso antes, sobre quando era mais jovem, sobre ter anorexia, nos nossos livros. Eu acho que a maneira que eu uso para falar sobre algumas coisas ou expressar como estou me sentindo é escrevendo. Eu sou amiga do cara que começou esse projeto para o qual eu escrevi o poema, ‘World from my Window’. Eu estava literalmente tremendo antes de postar o poema, porque é uma coisa bastante pessoal, não é? Especialmente quando você não está acostumada a compartilhar coisas desse tipo.”

Você recebe muitas mensagens de fãs LGBTQ+ ou outros?

“Sim, parte do motivo pelo qual eu acho que me tornei uma aliada foi por causa dos fãs. Eu recebo DMs e mensagens constantemente, particularmente dos nossos fãs LGBTQ+ que estão passando por dificuldades em casa e coisas do tipo. Com o passar dos anos, eu tenho tentado encontrar maneiras de, como eu disse anteriormente, fazer parte da caminhada ao invés de apenas falar sobre isso, e realmente mostrar a eles que eu estou fazendo tudo que posso para ajudar. Foi bom mudar um pouco e expor um pouco da minha vulnerabilidade, e então receber essas mensagens dos fãs. Tem sido adorável.”

Jesy e Leigh têm feito documentários sobre vários problemas que as afetam também: é ótimo que vocês tenham falado sobre coisas que são tão pessoais a vocês.

“Eu acho que essa é a beleza de nós quatro estarmos em um grupo, nós sempre apoiamos o poder feminino e o empoderamento feminino. Eu acho que com o passar do tempo tem sido legal nos aprimorar em coisas pelas quais somos apaixonadas, e eu acho que há alguém no grupo com a qual todos podem se identificar.”

Vocês estão sentindo falta umas das outras durante o isolamento?

“Meu Deus, eu sinto muita falta daquela energia. Quando estamos trabalhando nós choramos de rir todos os dias. É muito divertido estarmos juntas. Não me entenda mal, nós somos humanas: houve momentos em que todas nós nos estressamos, mas nós superamos e sempre vemos o cenário como um todo. No nosso grupo de conversa nós temos feito muito “relembrando” enquanto não estamos juntas, mandamos fotos antigas, quando estávamos com uma aparência um pouco pior, apenas rimos umas das outras e falamos bastante sobre garotos e coisas assim. Eu sinto muita falta das meninas.”

Alguma de vocês irá liberar as fotos do Whatsapp para o mundo?

“Meu Deus. Para ser honesta, nós não escondemos muito. Eu acho que somos muito abertas em admitir que nós estávamos horríveis! É parte da evolução de pop star, não é?”

Teve um post incrível que viralizou recentemente falando que você convenceu o mundo a usar gravata borboleta e suspensórios!

“Honestamente, você sabe o que era pior? Eu só tinha dezoito ou dezenove anos na época, mas eu não vestiria uma roupa que não tivesse uma gravata borboleta. Eu era obcecada!”

Era ótimo na época!

Ah, eu achava que eu era uma inspiração de estilo, sendo bem honesta! Eu achava que estava mudando o mundo, uma gravata borboleta de cada vez.

Você ainda está escrevendo algo no momento? Como vocês estão em relação ao álbum?

“O álbum está quase pronto. Para ser honesta, eu acho difícil escrever músicas para o Little Mix quando não estamos juntas, mas Leigh e eu temos feito algumas sessões. Eu terei algumas sessões de composição amanhã também.”

Você mencionou recentemente que havia escrito uma música que poderia ser um hino muito bom para a comunidade trans. Você pode divulgar mais sobre isso?

“Na verdade, foi uma ideia meio vaga no dia em que mencionei isso em uma entrevista, e realmente todos começaram falar sobre, e pensei: ‘Oh Deus (risos), é melhor eu terminar a música agora!’ O resultado do clipe de ‘Secret Love Song’ não foi exatamente o que queríamos. Você aprende à medida que avança na sua carreira. Então, para mim, de um modo pessoal, eu adoraria, quando for a hora certa, fazer mais vídeos e músicas que façam a diferença. Se você olhar músicas como ‘Secret Love Song’, ela teve um grande impacto em nossos fãs LGBTQ +. Seria ótimo fazer outra música que possa alcançar isso de novo – e fazer mais declarações como essa em videoclipes.”

Você sente que existe uma pressão por ser um aliada da comunidade de uma forma tão pública?

“Eu acho que a pressão vem com o simples fato de você querer dizer e fazer as coisas certas. Eu não acho que exista algo como ‘o aliado perfeito’. Ainda estou aprendendo muito, e não quero me colocar em um pedestal, pois então talvez diga a coisa errada um dia e escorregue e fique tipo ‘Oh Deus, me desculpe, eu fiz a coisa errada’. Eu apenas estou constantemente tentando aprender e não falar por outras pessoas, mas falar lado a lado com elas. Essa é uma grande parte da minha jornada como aliada. Porque eu nunca iria querer que parecesse que estava apenas usando esse público para meu próprio benefício.”

Voltando as Drags: Você já assistiu alguma Secret Celebrity Drag Race? E se sim, você gostaria de ser uma participante?

“Você está de brincadeira?! Você me conhece, querida. Mas você sabe o que? Na verdade, eu acho que adoraria ser um rei drag. Ser transformada em um cara, eu adoraria isso. Mas sim, eu adoraria. Foi tão bom assistir, na verdade, foi muito divertido.”

Quem você gostaria que fosse o seu mentor de drag queen?

“Essa é uma pergunta muito difícil… talvez alguém como Naomi Smalls. Se eu for me vestir de drag, gostaria de ser uma rainha muito glamurosa.

Quem é a rainha favorita de Norma?

“Oooh, de quem minha mãe é fã? Acho que minha mãe ama um pouco da Bianca Del Rio, só por causa de como ela é selvagem. Minha mãe é um pouco assim.Eles têm um senso de humor muito semelhante. Você sabe quem eu estou realmente amando no momento? Nina West! Ela parece tão adorável e está realmente usando sua plataforma para fazer muitas coisas incríveis para os jovens, o que é bom de ver. Eu tenho um grupo realmente adorável de amigos do Drag Race: Willam é um bom amigo meu. nunca tinha conhecido Alyssa antes do show e quando filmamos Served! Eu fiquei tipo ‘Por que não somos amigas?!’, porque ela é um absolutamente hilária. E então, é claro, The Vivienne, eu sempre fui uma grande fã dela, então participar do programa foi ótimo, eu esqueci a porra da sua pergunta agora para ser honesta, tagarelando…”

Estou feliz por você tagarelar sobre o Drag Race! Eu também amei Divina De Campo, como ela nasceu e cresceu em Bradford, como eu.

“Oh, Eu amo a Divina. Sabe de uma coisa? É uma pena que tenhamos apenas 6 queens por que se dependesse de mim eu iria ter todas as queens que eu pudesse no programa.”

Para quem você está torcendo para ganhar a 12ª temporada?

“Gigi Goode era a minha favorita e ainda continuo amando ela. Eu amo a Crystal. Crystal acaba de sair com as fadas e eu acho lindo de assistir. E eu adoro quando existe um talento escondido, uma rainha que você não botava muita fé, e então no final elas realmente mostram o quão incríveis são. Eu sinto que Crystal definitivamente fez isso. Eu ficaria feliz com qualquer uma das três vencendo, sendo bem honesta. Eu amei Heidi N Closet. Não acredito que ela partiu no último desáfio. Foi uma pena, não foi?”

Fonte: Attitude Tradução e Apatação: Equipe BrasilLM

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