visite a galeria de fotos littlemixpics.com

últimas imagens enviadas
19.11.18

Little Mix têm tratado de empoderamento e de fazer as pessoas se sentirem bem desde o começo. Este é um princípio que continua com elas através de suas carreiras – agora em seu sétimo ano – mas no novo álbum, LM5; fica claro que querem alcançar bem mais. Ou, como Jesy diz, elas querem “falar  umas boas verdades”. Enquanto as músicas anteriores, ”Wings”, ”How Ya Doin’?” e ”Salute” encorajaram os jovens, em sua maioria meninas, para que persigam seus sonhos, se imporem e nunca deixar nenhum homem em seu caminho, em LM5 elas deixam isso específico em temas que relacionam à mulher, como sexismo, humilhações e a imagem corporal, mais explicitamente.

Quando conheci a banda (infelizmente sem Jade, que foi para sua casa em South Shields por conta de uma emergência familiar) num hotel em Central London, Jesy, Leigh e Perrie estavam loucas para falar sobre o álbum, e tem muito a dizer sobre o que as inspirou a começar a falarem desta vez.

Acho que todas estamos nos sentindo verdadeiras feministas”, diz Leigh, ao lembrar de escrever e gravar o LM5. “Tem tanta coisa acontecendo agora no mundo, e tinha muito o que dizer no álbum. Nós nunca nos sentimos tão corajosas em nossas vidas, nem tão fortes, empoderadas e confiantes.”

Faz dois anos desde o lançamento de Glory Days, e mesmo não sendo notável, como Leigh aponta, muito mudou desde aquilo.

Mais pessoas estão se impondo sobre… bem, tudo” ela explica. “E isso nos deu a confiança de que podemos nos impor um pouco mais sobre as coisas.” “E amadurecemos!Perrie complementa. “Passamos por tanta coisa desde Glory Days. Apenas parecia ser o certo [se impor].

Para alguns, um grupo pop vindo do X Factor provavelmente não seria a primeira escolha para falar de problemas sociais pertinentes, e Leigh reconheceu isso no começo, elas eram mais relutantes sobre falar problemas sérios “Ás vezes você sente que pode ofender alguém ou falar algo errado.” Ao perguntar se já foram desencorajadas ao falar publicamente, houve uma conversa entre as três, antes de Jesy virar para sua colega de banda e dizer, “Fala, Pez…”.

Acho que é como Leigh disse sobre não querer dizer nada que ofenda alguém,” Perrie diz, claramente numa forma relutante de explicar. “Mas, eu acho, honestamente que estamos mais velhas e estamos na indústria há um bom tempo, experimentamos coisas que nós pensamos, “Quer saber? Não vou me calar mais’. Se estou sentindo algo, apaixonada e alguma coisa aconteceu comigo, pessoalmente, na banda, local de trabalho, não importa a situação, eu vou me impor em relação a isso.

Ainda que o feminismo tem sido um tema prevalecente no pop há algum tempo, ainda é raro ouvir essa palavra em uma música pop, o motivo pelo qual a banda diz que acham importante para o público escuta-la no em Joan Of Arc, prévia do álbum.

Eu sempre acho que no começo, nós estávamos realmente com medo de dizer essa palavra e dizer que somos feministas” Leigh Anne admite.

Porque… eu não sei porque nós estávamos com medo de dizer isso, eu realmente não sei…

Eu vou te dizer porque” sugere Perrie. “Porque quando começamos, isso não era ‘uma coisa’. Existia, mas era empurrado para baixo do tapete. Era algo que ninguém falava”.

“Agora, sete anos depois, nós somos mulheres na indústria, nós somos poderosas. Então agora nós estamos falando e agora dizemos como nos sentimos e o que pensamos, e nós estamos tentando fazer a diferença. Então é por isso.

Nós não sentíamos que era apropriado falar sobre isso naquela época. Mesmo que nos sentíamos dessa forma, nós sentíamos que queríamos que tudo fosse igual e nós acreditávamos em igualdade, e não achávamos que os homens deveriam ignorar o que nós tínhamos a dizer em reuniões e no nosso espaço de trabalho, e coisas do tipo, e agora é importante.”

Eu não estou dizendo que estamos aderindo a moda” ela adicionou rapidamente. “Nós sempre nos sentimos dessa forma. É só que, talvez, no passado, nós evitamos falar…

Jesy diz: “Eu acho que estávamos com medo também, para sermos justas. Tipo, nós tínhamos acabado de começar, você não quer causar intriga com ninguém. Não é louco? Que você sente que não pode defender algo em que acredita porque você tem medo de irritar alguém e que isso pode afetar a sua carreira. Isso é uma loucura. Nós conquistamos para caralho o nosso direito de dizer como nos sentimos“.

Enquanto muitas fãs do Little Mix são meninas e mulheres jovens, vários homens também estão concordando com as mensagens que elas colocam em pauta. Em uma época em que os estereótipos de gênero estão constantemente mudando e sendo reavaliados, a banda tem uma mensagem sobre isso? Em resposta, Jesy lamenta a ausência de Jade (“essa é a sua causa, não é?“), antes da Leigh Anne dizer:

O que tentamos colocar, como um grupo, é direitos iguais. Por que alguém deveria ser tratado de forma diferente por causa de raça, sexo ou qualquer outra coisa? Nós somos todos seres humanos, nós todos respiramos, nós temos almas, corações e eu acho que tudo o que podemos fazer é continuar espalhando essa mensagem positiva. E continuar…

Insistindo no assunto?” sugere Jesy, com uma risada.

Sim, basicamente! Continuar insistindo no assunto.

A faixa do LM5 que a banda parece estar mais ansiosa para falar sobre é Strip, uma música que elas escreveram sobre as inseguranças que sentiram como mulheres jovens expostas ao público, e é um hino animado sobre positividade corporal. Enquanto o amor próprio está distante de ser um tema novo no pop (Lady Gaga lançou Born This Way antes mesmo das integrantes do Little Mix terem se conhecido), tais hinos focam na beleza interior e ignoram o supostos defeitos, porque outros atributos devem brilhar de fato. Strip, no entanto, tem uma abordagem expressivamente diferente, celebrando o que a sociedade considera ser um defeito, com a letra citando “seios pequenos”, “bundas grandes”, “marcas de estria” e “sacudir todo esse peso”.

Jesy diz que Strip é o seu maior orgulho depois de sete anos de grupo, com todas as meninas codirigindo o clipe com o fotógrafo de moda Rankin (“Nós somos as chefes, vadias!” exclama Jesy) no qual elas aparecem peladas, cobertas de insultos que as cercaram ao longo dos anos: “vadia”, “feia”, “insignificante”, “aparência estranha” e “gorda”.

Quando eu comecei, eu nunca queria falar sobre o meu peso” lembra Jesy; “Eu estava tipo ‘Que m*rda, essa é a única razão pela qual eu vou ser sempre lembrada?’. Eu queria ser conhecida apenas como uma cantora no grupo, eu não queria ser conhecida como ‘a gorda’ ou ‘a maior que as outras’. Era tão ruim e eu só pensava ‘talvez se eu não falar sobre isso, então, talvez, isso vai acabar’. […] Mas então eu estava tipo ‘que se f*da’, nós precisamos falar sobre isso, porque quanto mais nós falamos, mais encorajamento colocamos em meninas a se olhar no espelho e dizer ‘Eu sou uma garota normal, não tem nada de errado com o meu corpo, isso é normal, e eu devia me amar assim’, ao invés de olhar o Instagram e se comparar com outras garotas… provavelmente nem é real, de qualquer forma, tem filtros e Facetune” […]

Então o clipe de Strip era muito importante para nós, porque quando você assiste, é tão real, tipo, não tem como ser mais real que nesse vídeo. Nada foi editado, o que você vê é a realidade, e é sobre as mulheres se sentirem bem e confiantes e amar cada uma das partes do seu corpo. E nós tivemos algumas mulheres incríveis lá que defendem causas realmente incríveis“.

A banda está completamente frustrada sobre vários tabloides ter focado mais na nudez do que na mensagem que estava sendo passada (“Nós estamos fazendo algo positivo para car*lho, para de tentar nos sexualizar de novo!Jesy gritou, quando eu mencionei algumas manchetes), mas além do assunto relevante da música, parece que elas conseguiram se divertir nas filmagens.

Eu não vou mentir, eu sou um pouco puritana, em geral” disse Leigh Anne, sobre o ensaio nu. “Eu me cubro um pouco, não porque não sou confiante, mas porque sou prudente. Então foi incrível, eu me senti liberta ao mesmo tempo“.

Eu amei!Jesy grita, antes de avisar “A Perrie ama ficar pelada, de qualquer forma“.

Eu gosto de uma nudez, própria” ela confirma. “Você deveria me ver no meu camarim! Eu constantemente tenho que me desculpar com as outras pessoas“.

O que segue é um testamento sobre o que tem mantido Little Mix no gosto do público pelos últimos sete anos; a sua química inegável, enquanto Leigh-Anne e Perrie mantém um debate tocante sobre a postura dos seus familiares quanto a nudez enquanto elas cresciam.

Isso pode soar um pouco estranho, mas eu nunca me acostumei ver a minha mãe pelada quando era mais nova…” admite Leigh Anne, enquanto Perrie compartilha: “Isso é engraçado, eu estava vendo vários vídeos caseiros há pouco tempo atrás. E eu estava tipo ‘oh eu adoraria postar isso [nas redes sociais]’, mas minha mãe disse ‘Você não pode’.

Porque, quando eu era mais nova, nós sempre estávamos só de roupa íntima. Eu e meu irmão estávamos sempre, ele com sua cueca, eu com minha calcinha e a minha mãe com calcinha e um sutiã, e era isso. Nós éramos uma família tão próxima, que era assim que funcionava“.

Jesy teve que se manifestar para continuar a entrevista, voltando ao assunto com clipe de Strip: “Eu amo saber que nós criamos essa imagem que pode, possivelmente, durar… Você sabe o que eu quero dizer?

Eu gosto de que podemos olhar para trás quando, infelizmente, acabar… Eu me pergunto em quantos anos isso vai acontecer?… Mas nós poderemos olhar para trás e tipo… nós fizemos isso. E essa é a nossa única prioridade nesse grupo. Nós não estamos aqui para cantar e dançar no palco, nós estamos aqui para ser a mudança“.

Eu acho que nenhum grupo fez isso antes e eu acho que fomos muito corajosas. Nós passamos por muita coisa quando jovens e terminou sendo o oposto. Foi um sentimento incrível para nós só sentar lá, sabendo que essa imagem vai ser divulgada e vai inspirar muitas pessoas a se sentir muito bem consigo mesmas“.

Eu amei o que você acabou de dizer sobre tudo o que já passamos” concorda Leigh Anne. “Porque isso não é apenas nós aderindo a moda, ou qualquer coisa do tipo ou dizendo ‘olhe para nós peladas’…” acrescenta Perrie.

… Essas somos nós enfrentando as coisas e de fato tendo a coragem para defender a causa agora. Nós todas tivemos negatividade, muita negatividade nos cercando por razões diferentes. E agora eu acho que é muito importante e corajoso da nossa parte nos expor e dizer todas essas coisas e ajudar as pessoas. Porque isso vai ajudar as pessoas, pense em todas as pessoas que vão olhar aquilo e se sentir inspiradas, e é exatamente por isso que estamos o fazendo“.

Perrie adiciona que o vídeo é intencionado como “a luz no fim do túnel” para os seus fãs, comentando: “É sobre acreditar em você mesmo e se achar bonito, independentemente, porque todos passamos por fases que nos odiávamos muito. Odiávamos isso, odiávamos aquilo, odiávamos nossos corpos, ‘por que eu não pareço com ela, por que você é assim? Por que eu não tenho seis grandes? Por que eu tenho seios pequenos?’.

Você constantemente se compara a outras pessoas e é aí que pode ficar insuportável fisicamente e mentalmente“.

Jesy, em particular, disse que a seu caminho de aceitação foi difícil, lembrando que sua maior dificuldade enquanto era integrante do Little Mix foi “a superação de o quão inferior eu me sentia sobre mim mesma ao longo dos últimos quatro anos“.

Eu não consigo falar sobre isso porque me deixa triste” ela admite com lágrimas, afirmando: “Isso é estranho, agora eu sou outra pessoa. Eu estou mais feliz do que nunca“.

A coisa mais difícil é, provavelmente, ter que lidar com sua vida pessoal e seus problemas pessoais sendo uma figura pública” disse Perrie. “E eu acho que ter que sorrir quando você está  acabada por dentro é a coisa mais difícil de todas…Ainda assim, quando você consegue, é como ‘vitória para mim!‘. ”

Nós superamos uma grande negatividade na banda” Leigh Anne diz “E nos tornamos mais fortes, por outros lado”. Ela revela que a coisa mais difícil foi tentar fazer as pessoas entender que “só porque você está em uma girl band não significa que você não é uma artista de verdade”.

Você nem imagina o quão difícil é para nós não ser só artistas pop, mas o estigma atrelado a nós porque somos uma girl band. É tão frustrante, mas estamos fazendo tudo o que podemos para provar que somos artistas de verdade.”

Nós escrevemos as músicas, nós produzimos o nosso álbum, fizemos o desenvolvimento artístico, nós dirigimos o clipe de Strip… e nós fazemos músicas boas! Então nós, de fato, não podemos fazer mais nada para provar as pessoas. Nós somos uma girl band e temos orgulho disso“.

As pessoas acham que devíamos ficar no nosso cantoPerrie diz. “Mas eu vou te dizer uma coisa, nós não temos um canto. Nós não queremos ter um canto. Nós não planejamos estar em um canto, e nós vamos fazer o nosso próprio espaço. É o que eu penso.”

Fonte: Huffpost



19.11.18

Nós falamos com Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall na véspera do lançamento de LM5. Leia abaixo:

Houve um tempo em que Little Mix queria ser a maior girl group do mundo, mas agora que elas já conquistaram este status, sobrou somente mais outra coisa. “Acho que nós não vamos parar até sermos, tipo, a melhor girl band do mundo,” Jade Thirlwall admite, acrescentando, “nós ainda temos um longo caminho à percorrer”.

Seu último álbum, LM5, é do tipo que fará seus fãs comuns as acompanharem. Sua mensagem inicial – “Ela é uma vadia má/feita de magia” – é cantada numa harmonia angelical à quatro, uma captura perfeita de seu caráter moral. É o “The National Manthem,” e em 30 segundos e 23 palavras, elas resumem a essência de Little Mix: quatro mulheres que podiam cantar dentre a indústria pop mas que escolheram entregarem as vozes para os pilares do empoderamento feminino.

Está bem claro que há uma divisão de como os tabloides retratam Little Mix versus o que quem as acompanha pensa da banda, mas muita da negatividade vem de uma coisa em particular. “A maioria das pessoas não sabe que nós escrevemos nossa música,” diz Leigh-Anne, “pois viemos de um reality show.

Mesmo que já tenha se passado um bom tempo desde sua aparição no X Factor, críticas sempre se apoiam nisto. “Pessoas pensam que, por sermos uma girl band, somos fantoches, e simplesmente seguimos a maré.” diz Pinnock. “É a coisa mais preocupante, pois temos todo um pequeno controle que você possa imaginar.” Este álbum – o mais coerente e repleto de pancadões até hoje, na verdade, o que elas mais tiveram controle até hoje. Coproduziram o negócio todo, escreveram em quase todas as músicas, e encontraram uma identidade sonora diferente do que apontam para o que girl groups possam cantar.

Quando não são menosprezadas, são julgadas por suas roupas ou, mais apropriadamente, a falta dela. “Estamos de saco cheioThirlwall lamenta, “Tipo, qual o problema de vocês? Acabamos de fazer uma das melhores performances de nossas vidas, e a primeira coisa que falam é que deixamos um pouquinho de peito para fora”. É algo sério para a banda, e estão cansadas disso, agora mais do que nunca.

Pinnock admite que tem sido mais notável enquanto o grupo tem adotado uma “mentalidade feminista”. Ela menciona, “Saímos noite passada, e… as coisas que disseram sobre os peitos da Jesy…tipo, e daí? Ela tem peitos, todas temos, não é grande coisa. Nos sexualizam demais, a mídia.” Thirlwall concluiu, “Para nós, é mal jornalismo… achamos que a mídia está se perdendo.

Uma história em particular sobre a mídia, terminou como música no álbum, elas me contaram. As meninas foram perseguidas por paparazzi enquanto deixavam a Sony, e “disseram coisas muito ruins,” Pinnock explica. “Nós dissemos, ‘precisamos escrever sobre isso; precisamos usar isso e transformar em algo positivo que ajude quem se sente mal.

A experiência se tornou “Strip”, um manifesto afrontoso para dançar e para mandar os haters se calarem. “Imagem corporal era algo importante para o álbum,” Thirlwall disse. “Com a mídia social, há muita pressão nos jovens para estarem de certa forma, e acho que nos sentimos mais confiantes agora.

Você pode ouvir a confiança no álbum, na maneira em que elas impõem o amor próprio que elas aprenderam e o feminismo aperfeiçoado por girl groups do passado. Elas canalizaram um som mais ousado e é algo tão verdadeiro que outras garotas realmente querem ouvir (imagine se Play, o girl group sueco que pouco durou, que popularizou “Cinderella” se inspirasse no som de Destiny’s Child – provavelmente soaria como o LM5).

Sempre existiu um elemento feminista em Little Mix, mas tem sido algo muito pouco explorado, até agora. Em LM5, é bem mais explorado, e dá para ouvir a aprendizagem, crescimento e compartilhar suas lições com seus fãs.

Pinnock me disse que está entediada com a era dos influenciadores digitais: ”Quero ver algo que irá me inspirar. Quero ver pessoas falarem de problemas reais.” Então elas fizeram isto para si e para seus fãs.

Elas encontraram mulheres que podiam falar o que o grupo não tinha conhecimento, ativistas e artistas que são apaixonadas e peritas no assunto de empoderamento – Megan Jayne Crabbe, conhecida como ‘@bodyposipanda’, e a sócia-fundadora de Daughters of Eve, (Nimco Ali) que fala da conscientização da mutilação da genitália feminina, estão entre algumas que elas compartilharam- e entregam a plataforma Little Mix para elas, ao invés de tentar especificar cada tópico, no processo. “Estamos em um patamar da nossa carreira onde queremos ter certeza de que usamos nosso poder e influência em nossos fãs adolescentes para o bem,”Thirlwall me conta, e isto está bem claro em suas redes sociais e afins.

Elas deixam sua nuance mais feminista no fim do álbum. Thirlwall aponta um momento específico no passado que a inspirou. “Escrevi ‘Woman’s World’ no natal passado quando o movimento#MeToo estava realmente acontecendo,” ela me conta. “Lembro de ir ao estúdio e sentir muita raiva com o que estava e lendo e vendo.” Ela acrescenta, “Não acho que escrevemos outra música mais política e que realmente significa alguma coisa relacionado com o que acontece no mundo,” e ela está certa –  este deve ser um caminho que elas escolheram desenvolver futuramente.

Mas não será sua evolução de feminismo que prometerá a Little Mix uma trajetória contínua. Será o fato de que elas realmente se gostam. Uma raridade infeliz quando o assunto é de bandas, vindas de realitys ou outros lugares, e o fim da linha delas. O dia-a-dia da maior girl group do mundo não é bonito; é exausto e deixaria qualquer um no limite. Thirlwall admite que elas se apoiam rigorosamente uma nas outras, “Nós realmente não sabemos como artistas solo conseguem. Nós ficamos juntas, e quando uma está mal, sempre há três garotas que podem te por para cima e te fazer sentir melhor.

Aprendemos que precisamos estar no controle de nossas carreiras,Pinnock acrescenta, “pois no fim do dia, nós somente temos umas as outras.

Mas isto é tudo o que elas precisam enquanto embarcam em sua missão para se tornarem a maior banda do mundo.

Fonte: Nylon Magazine



17.11.18

Metade da Little Mix não pode vir ao telefone agora, mas duas integrantes estão livres – Leigh e Jade – insistem que eu ficarei bem enquanto falamos sobre o novo álbum, LM5 (estreia oficial nesta sexta-feira 16).

[Nós] somos as melhoresThirlwall brinca, dando uma pequena gargalhada ao lado de Pinnock. É o tipo de comentário que você realmente pode fazer quando seu grupo de garotas são unidas e funcionais – e durante toda a nossa ligação, as duas deixam claro como sincronizar o quarteto: terminando as frases uma da outra, sussurros no fundo, quando alguém diz algo com a qual a outra concorda, relembrando que estão bebendo vinho em suas casas.

Também está claro que estão no controle de sua carreira desde que se formaram no “The X Factor UK” em 2011. Com cinco álbuns e 13 singles no Top 10 nas paradas britânicas. O grupo que também inclui Jesy Nelson e Perrie Edwards, não deveria ter mais nada para provar sobre sua boa-fé artística.

Mas, ainda que você ache que um grupo de garotas pop – especialmente um grupo formado em um reality show de competição – é apenas uma embarcação paras as visões criativas dos outros, as mulheres do Little Mix frequentemente deixam evidências do contrário. Elas são as que definem a agenda, escolhem as mensagens, coescrevem as músicas (elas são creditadas em metade das faixas do LM5) e participam ativamente do estúdio (elas estão listadas como produtoras executivas pela primeira vez). E isso mostra o novo álbum, que não tem falta de personalidade entre os atrevidos e minimalistas club-bangers, baladas e flertes de poder feminino com dancehall e ritmos latinos.

Little Mix opera em um ritmo quase vertiginoso – o LM5 não é apenas seu quinto álbum, é quinto em seis anos -, mas as integrantes insistem que não o querem de outra maneira. Abaixo, Thirlwall e Pinnock contam à Billboard sobre o que as impulsionam em sua ética de trabalho, os novos sons que estão explorando no LM5 e o que é preciso para escrever um bom hino feminista em 2018.

Como vocês se aproximaram de seu quinto álbum? Vocês tem algum objetivo específico para esse, ou vocês apenas entraram no estúdio para ver o que aconteceria?

Jade: Para esse álbum, acho que estávamos nos sentindo um pouco mais animadas. Nós ganhamos confiança como compositoras ao longo dos anos, e para esse álbum em particular, nós definitivamente queríamos ter mensagens fortes sobre o empoderamento feminino e sobre ser uma mulher. Continuamos dizendo que este é o álbum que sempre quisemos fazer.

Você pode ouvir isso em músicas como ”Joan of Arc”, “Strip” e “Wasabi”. A produção e o vocal são muito agressivos e um pouco agressivos também. O que as levaram a explorar esse lado?

LeighEu sinto que estamos mais confiantes do que nunca. Nós só temos muito mais pra dizer em geral – nós tivemos mais experiências de vida, estamos envelhecendo. Somos apenas quatro garotas com atitude, não somos? Aconteceu naturalmente. E com músicas como “Joan of Arc”,  precisávamos que o rap dominasse um pouco nessa parte. “Wasabi” tem aquela vibe de aplaudir para os haters.

Thirlwall: Acabamos de parar de nos importar tanto com o que as pessoas pensam. Não temos mais medo de escrever sobre coisas que dão mais impacto ou são um pouco mais controversas. Estamos com sete anos agora. Nós crescemos na indústria. Temos 25 a 27 anos, e com isso vem uma espécie de confiança. Eu sinto que somos um pouco mais sobre…

Leigh: Liberdade?

Jade: Sim, liberdade no que escrevemos! É um peso tão grande escrever algo e não ter mais medo. Talvez quatro ou cinco anos atrás, se nós tivéssemos escrito uma música sobre sexo ou feminismo, ou sobre amor próprio e pensar que você é incrível, a gente iria ficar tipo ”Oh não, nós não podemos fazer isso”. Agora é mais, “Quer saber? É assim que a gente se sente – vamos escrever sobre isso!” É bom fazer isso. Nós conquistamos esse direito e sinto que estamos nessa era de artistas ouvindo mais sobre o que eles têm a dizer sobre o que está acontecendo no mundo.

Isso me faz pensar em “Woman’s World”, que vocês disseram que foi inspirado pelo movimento #MeToo e examina questões de locais de trabalho. Esse é o tipo de música que vocês não teriam escrito há alguns anos?

Thirlwall: Absolutamente. Eu sempre lembro, três ou quatro anos atrás eu escrevia um tweet sobre algo político e era totalmente humilhada e ridicularizada, principalmente por homens dizendo: “Oh meu Deus, por que essa pop star tem uma opinião?” Isso me fez pensar: “Eu apenas deveria ficar na minha?” Mas agora sinto que há uma mudança acontecendo. As pessoas estão percebendo e uma enorme influência sobre os nossos fãs mais jovens. Podemos usar isso a nosso favor e escrever sobre coisas importantes que significam algo.

Como se faz um um bom hino feminino em 2018?

Jade: Querido, você já ouviu nosso álbum por acaso?

Ok, talvez isso foi uma pergunta estúpida.

Leigh: Não!

Jade: Estamos apenas brincando! [risos] Mas é sobre isso que escrevemos: amar a si mesmo, imagem corporal – acho que a imagem corporal é realmente importante agora, então é bom escrever sobre isso.

Leigh: E sendo sempre confiante! Estar certa de como você é linda! Aprendendo a ficar confortável por dentro. Todas as mulheres são tão poderosas e fortes, e elas só precisam ser lembradas disso. E também, quando nos unimos somos uma força. Eu acho que é tudo sobre as mulheres se unir e estarem juntas.

A música “Told You So” parece um emblema disso – são todas vocês se unindo para confortar uma amiga de coração partido. E é muito convencional, como se você estivesse falando um com o outro no estúdio.

Jade: Essa é uma das nossas favoritas. Literalmente parece que [o que acontece] quando uma de nós se despede de nossos namorados e nós vamos para nossas casas, apenas sentamos e conversamos sobre bobeiras, choramos um pouco e bebemos vinho. É muito convencional. Essa foi a primeira música que ouvimos no álbum, não?

Leigh: Sim.

Thirlwall: E nos apaixonamos imediatamente, tipo, “se o resto do álbum soar desse jeito ficaremos muito felizes”. Até a maioria das baladas do álbum são empoderadoras. É uma balada, mas é sobre estar lá pelos seus amigos e passar por algo juntos.

Pinnock: É uma indicação de sobre o que é Little Mix, é essa música – amizade!

E os dias em que vocês não se sentem tão ousadas? Como você se empenha e entra nessa mentalidade de Strip” ou “Wasabi”?

Jade: Nós somos humanos, então vai ter dias em que acordaremos nos sentindo um lixo. Escrever música nos ajuda. Estar ao redor de pessoas com energia positiva ajuda – nós somos tão sortudas de estar em uma girl band e estamos cercadas por mulheres fortes se uma de nós estiver se sentindo confusas sobre nós mesmas.

Leigh: Um elogio percorre um longo caminho. Nós sempre elogiamos umas as outras. “Joan of Arc” é sobre não se sentir esse medo de se achar bonita. Por que você não deveria?

Há um momento em “Joan of Arc” que uma voz bem grave diz: ‘Oh, você é do tipo feminista?’ E todas vocês gritam de volta “Pode apostar que eu sou!” dos hinos de empoderamento das mulheres no pop, muito deles não mencionam explicitamente o feminismo pelo nome. Como isso aconteceu?

Thirlwall: Nós escrevemos isso em uma sessão com uma garota chamada Shun [Alexandra Shungudzo Govere] – ela escreveu “Touch” para nós e é uma feminista também. Acho que realmente falamos sobre como há um estigma estranho em admitir que você é feminista. Nós nunca entendemos o porquê, então nós apenas colocamos na música: “Você é feminista? Pode apostar que sim!” Não há nada de errado nisso.

Há vários contextos para manter o equilíbrio deste álbum. Em “Joan of Arc”, vocês literalmente cantam sobre se amar a si mesmas. E vocês deram nome ao álbum de LM5, que seus fãs usaram enquanto vocês faziam o disco. Por que foi importante reconhecer essa parte da sua base de fãs?

Thirlwall: Eu acho que somos muito modernas, querido! Estamos definitivamente mudando conforme o tempo. Estamos muito conscientes de que estamos onde estamos hoje por causa de nossos fãs e temos uma enorme mídia social a seguir. Queríamos refletir isso, aí é que vem o nome. Os fãs têm chamado de LM5 há mais de um ano. Nós só pensamos que era legal fazer algo diferente e seguir o que eles já diziam. É muito 2018!

Todas vocês chamaram o álbum de LM5 em suas conversas diárias?

Thirlwall: Sim, o tempo todo! E quando finalmente discutimos os títulos dos álbuns ficamos tipo “Vamos falar sobre o LM5? E então ficamos tipo “Oh, LM5! LM5!”

Leigh: E é muito bom! E isso funciona com toda a campanha, com as fotos que já fizemos. Apenas pareceu certo.

Jade: Estamos muito mais confiantes agora, então o LM5 é muito parecido com: “Somos nós, não precisamos de outro título, somos LM, este é o nosso quinto álbum – boom!”.

Além de mostrar os novos lados de seus vocais, há alguns sons muito legais neste álbum do ponto de vista da produção. O inesperado colapso do rock em “Wasabi”, aqueles teclados realmente brilhantes em “Forget You Not”, o tambor tipo merengue padrão em “Motivate”.

Pinnock: Nós amamos “Motivate”. A canção tem essas vibrações latinas e é tão bom.

Há alguma canção da qual vocês tem orgulho de ter nesse álbum?

Thirlwall: “Wasabi” é bom. Nós experimentamos muito mais nesse álbum, e nós provavelmente fizemos muita manchete dos produtores. Nós produzimos o álbum, então nós estaríamos em sessões como cientistas loucas: “Você pode fazer isso? Você pode fazer isso?”

Leigh: “Love a Girl Right” nós amamos também porque a gente experimentou [Sisqó] “Thong Song”, e nós estávamos muito, hã…qual é a palavra?

Jade: Bêbadas?

Leigh-Anne: Bem estávamos bêbadas. [risos] Mas nós estávamos realmente animadas, porque sempre quisemos escrever uma música que seja uma mensagem para nossos namorados: Trate minha garota do jeito certo, caso contrário, eu vou atrás de você! Nós distorcemos a música [original] de ser sobre mulheres em tangas para um hino positivo de poder feminino, por isso estamos orgulhosas disso.

Thirlwall: E em termos de produção, estamos mais no controle do que nunca, e é por isso que há tantos sons diferentes e maravilhosos.

Pinnock: É algo que não foi feito antes por Little Mix – queríamos chocar as pessoas.

Vocês estão juntas há sete anos e vocês lançaram cinco álbuns em seis anos – esse é um ritmo incrível de se trabalhar. Como é viver tudo isso? Vocês se sentem pressionadas por continuar assim?

Jade: Definitivamente mostra – esse tipo de coisa parece sério mas – como somos inteligentes. Somos mulheres de negócios. Nós sabemos em que ritmo deveríamos estar trabalhando, o que deveríamos estar colocando lá para as pessoas, o que deveríamos estar fazendo quando os fãs sentem que precisam de algo ou estão ficando impacientes. Estamos muito em contato com nossos fãs sobre o que eles precisam e também com o que queremos fazer.

O fato de termos durado sete anos e ainda estarmos tão fortes como sempre estivemos – se não ainda mais forte – é um testemunho de como isso [grupo] funciona. Estamos muito no controle de tudo o que fazemos e deixamos as pessoas à nossa volta ditarem o que devemos fazer, provavelmente ainda não estaríamos aqui agora.

Fonte: Billboard



16.11.18

Em 2018, estrelas do pop dizem que amam seus fãs gays e não há nada de mais nisso – e com razão. Mas uma banda pop global com uma base de fãs jovens incorporando consistentemente temas LGBTQ+ em seu trabalho e usando sua plataforma para promover amor, aceitação e igualdade gay? Bem isso ainda é tristemente menos comum.

Desde que se formaram no The X Factor em 2011, Jade Thirlwall, Perrie Edwards, Jesy Nelson e Leigh-Anne Pinock usam sua plataforma como superstars para defender a igualdade LGBT+ em cada momento.

Desde o lançamento de um hino LGBT genuíno com “Secret Love Song” de 2015 – que mais tarde se dedicaram às vítimas ao massacre de Orlando Pulse durante sua turnê mundial – até o fechamento do fanatismo homofóbico nas redes sociais, Little Mix nunca deixou de apoiar seus fãs LGBT em sua jornada para se tornarem a maior girl band do mundo.

Enquanto elas posam para uma entrevista exclusiva e ensaio fotográfico, elas se abriram sobre seu compromisso com a causa, que as chamaram de vencedoras do Prêmio ”Honorary Gay Award ” no Attitude Awards no mês passado.

Nós estamos absolutamente loucas“,  diz Jade sobre a primeira capa das garotas para uma publicação LGBTQ. Queríamos estar na capa, ou pelo menos ser parte da Attitude por anos. É um sonho se tornando realidade.

Jesy acrescenta:

Tivemos um dia cheio“.

Jade, que atua como embaixadora da organização de direitos LGBT da caridade de Stonewall completa:

Ser reconhecida como aliada LGBTQ+ é incrível. Obviamente, temos uma enorme base de fãs gays, e portanto, esse prêmio é apenas… [sorri].

A maioria dos nossos amigos, especialmente, são LGBT. Eu não queria ser aquela pessoa que gostava de ‘adorar a ir a bares gays e ter um amigo gay. Na verdade, eu queria fazer isso como uma aliada.”

Veja algumas das fotos das meninas no ensaio:

Eu queria me educar e aprender a combater a homofobia ou saber o que dizer quando nossos fãs LGBTQ+ mandam mensagens ou enviam tweets: ‘Não sei o que fazer, não sei como contar para meus pais.’ Todas essas coisas. Foi sobre aprender o que dizer para poder ajudá-los.

Temos muitos fãs LGBT. Se vamos nos beneficiar deles como fãs, o mínimo que podemos fazer é dar-lhes algo em troca.

É muito importante para nós…

Little Mix fez história em 2011 como o primeiro e único grupo a vencer a oitava temporada do The X Factor e desde então, bombardeou as paradas com hit atrás de hit.

Mas sendo uma girl group – consistindo em Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards – tem um alto custo na indústria da música dominada pelos homens.

Em uma entrevista exclusiva na edição de dezembro da revista Attitude, as garotas acabaram com seus críticos sexistas enquanto se abriam sobre as batalhas que elas encaram dentro da indústria.

Quando nos reunimos pela primeira vez, nos disseram que banda de garotas não funcionam, então não iríamos realmente funcionar [no The X Factor]“, diz Leigh Anne.

[Nossa mentora] Tulisa teve que lutar e dizer: ‘Não, essas meninas merecem isso‘.

Perguntadas se as meninas experimentaram diretamente o comportamento sexista na indústria, ela responde: “Nós não tínhamos experimentado nada louco até recentemente. A gente acha engraçado alguma vezes, mas no devido tempo vamos nos manifestar e aumentar a conscientização, porque não está certo.

Jade acrescenta: “Mesmo agora, ainda enfrentamos o sexismo. Às vezes eu acho que esses homens poderosos na indústria brigam...”

As garotas também falam sobre enfrentar críticas por escolhas de roupas enquanto estão no palco depois de pessoas terem criticado o grupo por ser muito “provocativas”.

Jesy diz pra gente: “Você deve ser capaz de ser qualquer tipo de mulher que queira ser. Você deve ser capaz de usar o que você quer usar e arrasar com confiança!“.

Desde que você se sinta bem consigo mesmo, isso é tudo que importa. Isso só me irrita. Usaremos um collant e eles vão ficar tipo [faz uma careta].

Mas estou pensando: ‘Você diz isso para as pessoas nas Olimpíadas: que elas são provocativas demais? Não, você não sabe, mas porque estamos dançando ‘Oh, você é sexy demais!‘”

Perrie ainda complementa: “Se um homem está usando algo simples, todo mundo pensa ‘Ah sim!’ Se uma mulher faz o mesmo, elas são julgadas“.

Quando perguntados se elas estão seguindo uma rota similar à One Direction para se separar e trabalhar em projetos solo, as garotas deixaram claro que não poderiam estar mais longe de uma separação, com Leigh-Anne explicando:

Ainda não estamos nesse lugar. Estranhamente, sinto que estamos no começo. Ainda sentimos que o mundo ainda não sabe como somos boas”.

Fonte: Attitude Magazine



Little Mix Brasil • Hospedado por Flaunt • Layout por Lannie D online &