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Publicado por Mel em 15 de junho de 2019

Little Mix lançou nesta sexta-feira, (14), o seu novo single “Bounce Back” pela gravadora RCA Records UK e no mesmo dia se apresentaram no programa The One Show da BBC.

Veja a apresentação abaixo!

Confira fotos exclusivas da performance e do ensaio para o programa:

Arquivado em Fotos Vídeos
Publicado por Monise em 7 de junho de 2019

Perrie Edwards pode ser parte do grupo feminino britânico de maior sucesso de todos os tempos, Little Mix, com Brit Awards, recordes e vários topos nas paradas musicais, mas por trás da vida de famosa, a cantora vem lutando contra a ansiedade há algum tempo.

Em um post recente no Instagram no mês passado, a jovem de 25 anos revelou ter dificuldades em lidar com sua ansiedade e os ataques de pânico.

Ela está por conta própria pela primeira vez como o rosto da marca de sapatos Superga, e Perrie nos contou sobre o seu relacionamento com sua mente e de como ela mal conseguiu sair de casa por mais de um ano. Isso vai além da palavra “coragem”.

Estar por conta própria pela primeira vez para a campanha da Superga foi bastante assustador no começo…

Hoje tem sido ótimo – fazer o ensaio fotográfico com a Superga – eu tive o melhor dia de todos. Tem sido muito divertido. Mas tudo que é um pouco diferente é bastante assustador, pelo menos no começo, mas até você sentir na pele a experiência, rapidamente, esse “medo” acaba. No começo, eu não vou mentir, eu fiquei tipo ‘argghh‘, mas tem sido muito bom. É estranho porque nós (Little Mix) passamos tanto tempo juntas, passamos por emoções como se fôssemos uma só pessoa. Se uma de nós está passando por uma situação complicada em um relacionamento ou uma de nós está se sentindo um pouco pra baixo, a gente começa a se ajudar. Quando uma das garotas passa por um término, é como se eu estivesse passando por um término também. É muito bizarro, mas acho que, porque passamos muito tempo juntas, estamos em sincronia agora.

Se você for andar com a minha linha de tênis com a Superga por um dia…

Eu acho que se você fosse dar uma volta no meu lugar por um dia, prepare-se para um dia louco. Eu não acho que tenho dias normais, são todos um pouco estranhos. Estamos sempre ocupadas, sempre há algo acontecendo e eu estou sempre com a agenda cheia, então sempre acaba sendo um dia agitado. Tudo o que fazemos é diferente, como temos ensaios fotográficos, filmagens, dias de aquecimento vocal, aprendendo harmonias diferentes e depois temos longos dias de gravações. Todo dia é diferente.

Quando tive um ataque de pânico pela primeira vez, liguei para médicos dizendo: “Estou morrendo, acabei de ter um ataque cardíaco!”

No começo, eu nunca quis me abrir sobre isso. Quando começou a acontecer, parecia que nunca havia acontecido com ninguém antes. Eu não consigo explicar. Era quase como se eu não soubesse o que estava acontecendo quando eu estava passando pelos sintomas físicos dos ataques de pânico. Eu sempre tive ansiedade, eu só acho que nunca foi desencadeada de uma forma que se tornaria algum sintoma físico, então quando isso começou a acontecer foi tão assustador porque eu não sabia o que estava acontecendo direito. Eu estava ligando para médicos, eu estava ligando pra todo mundo dizendo: “Eu estou morrendo, eu acabei de ter um ataque cardíaco!” Eu pensei que havia algo realmente errado comigo. A razão pela qual eu nunca quis falar sobre isso antes era porque toda vez que alguém dizia: “Eu tenho um pouco de ansiedade“, isso acionava e então acontecia. Era quase como se falar sobre isso fizesse acontecer; esse maldita coisa da qual eu tinha medo. Agora eu tenho um lugar onde eu estou tentando não deixar isso tomar conta da minha vida, então agora quando eu falo sobre isso abertamente, eu sou bem honesta porque eu sei que estou bem, então se você tivesse me dito isso há um ano atrás (eu estaria falando abertamente sobre a minha ansiedade), eu realmente começaria entrar em pânico. Eu teria um ataque de pânico na hora.

Saber que outras pessoas tinham ansiedade me fez perceber que eu não sobrevivi apenas a um ataque cardíaco…

O que mais me ajudou foi saber que outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Eu fui saber procurar mais sobre o assunto e me dei conta de que Ellie Goulding disse que tinha muita ansiedade e que não podia levar um carro para o estúdio. Eu li que Fearne Cotton estava na estrada em seu carro e ela teve um ataque de pânico e foi aterrorizante. Isso começou a me fazer sentir mais normal. Isso me fez pensar, “oh m*rda, muitas pessoas passam por isso, não sou só eu. Não é a primeira vez que isso acontece, eu não sobrevivi a um ataque de pânico.” É uma coisa que todo mundo passa agora e é muito triste. Eu tive terapia e muita ajuda. Uma das principais razões pela qual eu entrei nesse quesito é porque eu tenho fãs que sofrem com ansiedade e que têm ataques de pânico. Muitos pais tentaram dizer “meu filho tem ansiedade e ele tem apenas doze anos“, ou “minha filha tem isso e ela tem apenas sete anos“, e isso é injusto. Se eu consegui me sentir melhor quando ouvi falar de Fearne Cotton e Ellie Goulding, espero que aconteça o mesmo quando as pessoas lerem sobre mim.

A redes sociais podem realmente mexer com a sua cabeça e fazer você pensar que você não é bom o suficiente…

As mídias sociais podem ser tão ruins porque, por um lado, pode ser a melhor coisa de todas. Podemos ficar online todos os dias, conversar com nossos fãs, ser muito próximos, ter essa conexão com eles, postar vídeos e fotos além mantê-los atualizados de tudo. É uma coisa legal porque temos um certo relacionamento com nossos fãs, nossos amigos e nossa família. Por outro lado, você entra no Instagram e vê as pessoas que vivem esses estilos de vida ideais e as pessoas que parecem perfeitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você vê e pensa: “Por que eu não pareço assim? Por que eu não tenho um jatinho particular todos os dias? Por que eu não tenho um carro estacionado do lado de fora?“. Isso começa a bagunçar sua cabeça e você começa a sentir que não é boa ou bom o suficiente. Trata-se de tentar diferenciar o que é real e o que não é e, na maior parte do tempo, as redes sociais não são reais. Quando eu me abri sobre a minha ansiedade no Instagram, eu decidi que iria ser honesta quanto a isso. Estou muito feliz por ter feito isso porque acho que a mídia social está consumindo a vida de todos agora, especialmente os mais jovens.

Você pode ler 100 comentários incríveis e há um pequeno comentário negativo que fica martelando na sua cabeça…

É o negativo que fica com você e te afeta mais. Eu não sei como olhar para pessoas de forma tão negativa e cheia de ódio desse jeito. Você não sabe se deve olhar para eles e pensar “Por que você é malvado? Você gosta de ser insuportável? Ou você sente pena dessas pessoas porque elas sentem a necessidade de fazer isso? Eles estão se beneficiando por se sentirem melhor. Eu não sei como essas pessoas conseguem ser assim. Eu acho que se você não tiver nada de bom para dizer, feche a boca. Por que trazer sua negatividade para outras pessoas? Se você estiver passando por algo e quiser falar com alguém, fale com alguém, não seja agressivo com outras pessoas nas redes sociais. Só porque você está atrás de uma tela não está tudo bem, porque você está afetando as pessoas fazendo comentários desagradáveis. Essas pessoas não são robôs, elas têm emoções, então eu acho que as pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras.

Ataques de pânico me deram medo de ficar sozinha – eu nem conseguia pegar um trem pra ver meu namorado…

Estranhamente, quando comecei a vivenciar os ataques de pânico, desenvolvi o medo de ficar sozinha. É muito melhor agora do que era antes, eu ficava pensando: ‘se estou sozinha e tenho um ataque de pânico, o que eu faço?‘. Eu não tinha ninguém pra raciocinar comigo e não conseguia racionalizar isso na minha cabeça. Uma vez a minha mãe estava indo ao estúdio comigo, ela dirigia pra trabalhar comigo porque eu não conseguia entrar em um carro sozinha. Eu ficava em um carro por dois segundos e ficava tipo “dê a volta por favor, me leve para casa!” Eu não era capaz de sair de casa me sentindo normal.

Mesmo agora, meu namorado mora em Manchester porque ele joga no Liverpool, então quando ele se mudou, foi uma porcaria e, em seguida, isso começou a acontecer. Eu ainda não consigo pegar o trem sozinha, isso me assusta e me faz sentir muito claustrofóbica. Eu me sinto desconfortável. Minha mãe dizia: “Vou à loja comprar uma garrafa de leite!“, eu suava, entrava em pânico e dizia “Por favor, não me deixe sozinha, porque no segundo em que você sair da porta, vou ter um ataque de pânico e estarei sozinha.” Minha mãe não sabia o que fazer porque ela não podia cuidar de mim 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu nunca pensei que houvesse uma saída. Eu pensei que essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita… Foi como aprender a andar de novo…

Minha melhor amiga e prima Ellie, veio morar comigo e ela ajudou bastante. Agora ela pode sair com as amigas e eu estou bem sozinha. Parece ridículo, mas era como se eu precisasse ter babá por um longo tempo. Eu ainda luto contra isso. Eu não seria capaz de pegar um trem e ir para algum lugar sozinha, eu não posso mais fazer isso, isso me assusta.

Eu não sei se é por estar na indústria e saber que as pessoas estão constantemente olhando para mim e querendo “um pedaço de mim” ou, pode haver um paparazzi em algum lugar. Eu não sei se isso desencadeou, mas aconteceu. Quando eu olho para trás agora, pra essa estranha oscilação que eu tive, eu nunca pensei que acabaria porque nunca pensei que havia uma saída. Eu pensava: “essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita, eu nunca vou sair de casa e eu vou precisar de alguém para segurar minha mão todos os dias” e então eu pensei “eu não posso viver minha vida vida assim. Como vou ter uma carreira? Que tal eu subir no palco e me apresentar? Como eu vou conhecer nossos fãs? Como eu vou fazer qualquer coisa que eu amo fazer se eu não sair de casa?’‘ Era como aprender a andar de novo, era tão bizarro. Depois de superar uma coisa, quando saí da casa um pouco mais, minha mãe não precisou vir trabalhar comigo e eu estava bem. Então eu comecei a viajar sozinha. Eu posso entrar em um carro e ir para Manchester numa boa.

É sobre encontrar mecanismos de defesa, estou tentando não deixar isso me derrotar…

É sobre encontrar mecanismos de defesa e – pensar que naquela época, eu nunca achei que fosse estar aqui agora. Eu estou melhorando, eu não deixo isso me afetar, é um passo de cada vez. Você tem que descobrir por si mesmo e de como lidar com esse tipo de coisa. Estou quase lá. Meus mecanismos de defesa incluem meu cachorro, Hatchi – ele é meu filho. Eu o amo muito. Ele me mantém calma e eu falo com ele o dia todo. Se Ellie vai às lojas, no começo, eu estava bem no limite, mas agora tenho que deixar ela ir. Eu não posso fazer um acordo se ela quiser sair com os amigos dela para o cinema. Eu não posso ser essa pessoa. Quando todo mundo sai, se eu tenho o Hatchi, estou de boa. Eu tenho o meu pequeno companheiro. Ele me mantém sã. Meus pais, minha mãe, meu pai, entes queridos, amigos da família, conversar com pessoas diferentes ajudou bastante.

No começo, eu estava com vergonha de ir à terapia. Eu pensei que se eu dissesse a todo mundo que eu tinha ido à terapia, eles iriam pensar que eu fiquei louca…

Terapia ajudou muito, especialmente conversar com alguém que sabe exatamente o que está acontecendo na sua vida, você apenas se abre e é a melhor coisa do mundo. No começo, eu estava tão envergonhada porque pensei que se eu falasse com alguém que eu estava fazendo terapia, iriam pensar que eu havia enlouquecido. Eu achei que as pessoas pensariam que eu tinha ficado maluca, e houve uma hora que realmente achei que minha mãe iria me internar, porque eu estava tendo esses pensamentos nada agradáveis. Eu estava pensando de uma maneira diferente da qual eu normalmente não costumo pensar. Eu sou muito otimista, sociável, feliz, uma pessoa que sempre passa uma energia boa, e então eu comecei a ter pensamentos negativos que começaram a me aterrorizar.

Quanto mais eu pensava nisso mais me assustava. Mas admito: achei que eu estava esquisita. Como eu disse no meu post, eu vivi na minha mente por 26 anos quando julho chegar – meu aniversário. Eu tenho sido a mesma pessoa por 26 anos, minha vida mudou sim, foi uma montanha russa de muito drama mas ainda está na minha mente (ansiedade), então quando você perde o controle disso, você começa a pensar ‘o que diabos está acontecendo? Porque minha mente está fazendo isso comigo?‘ Você sente que é contra e de repente, luta contra isso. Uma parte tenta te manter o mais sã possível, a outra é como ‘você está realmente confusa‘ É tão assustador e bizarro, e eu nunca me abri no início, isso só ajudou a piorar. Mesmo que você esteja se sentindo um pouco pra baixo no trabalho ou até em coisas que estejam acontecendo na sua família, é bom falar para as pessoas. É bacana conversar. Se você tem um amigo ou professor, apenas alguém que você sabe que vai escutar já é ótimo.

É como batalhar com você mesmo – minha mãe começou a me dar bonecas para pintar e eu sentava e ficava nervosa quando ela saia de casa por dois minutos…

No começo eu falava pra ela ‘não me deixe sozinha, eu vou morrer‘. Chegava em um ponto em que era tipo ‘vai no mercado e pega seu celular, então quando eu começar a ficar nervosa eu te ligo‘. Eu fiz o mesmo com a mãe do Alex, Wendy. Ela tem sido incrível. Era época de natal e ela dizia: ‘Eu vou passear com o cachorro por uns dois minutos, levo meu celular e se você precisar de mim é só me ligar‘ Eu tentei ficar o máximo que eu pude sem ligar pra ela. Eu ficava tremendo e ela dizia para eu encontrar algo para ocupar a minha cabeça, como pintura. Minha mãe me deu essas bonecas e eu começava a pintar elas tremendo pensando ‘não liga pra ela, você é uma adulta, você consegue‘. É como batalhar com você mesmo. Quanto mais eu fazia, melhor eu ficava. Nada vai mudar durante a noite. Não acontece tão cedo, então você tem que conversar com si mesmo e racionalizar.

Agora eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu era a um ano atrás, todos nós vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas…

Pensando há um ano e meio atrás, eu achei que nunca melhoraria. Agora eu sou uma pessoa completamente diferente da pessoa que eu era a um ano e meio atrás. É exatamente assim. Eu sou um ser humano, vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas, não vai ser uma jornada fácil sempre. É isso do que esquecemos. Nas redes sociais, parece que estamos vivendo essas vidas ideais e não estamos. Vai haver obstáculos na jornada, isso é a vida. A maneira da como você lidará com isso, mostrará a pessoa que faz de você um ser humano.

Nós passamos por corações partidos. Você pode estar de coração partido e se sentir miserável mas, ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação ou uma entrevista pra fazer…

É difícil. Isso é muito difícil. De vez em quando eu penso que, se você está nessa indústria, você tem que agir como uma atriz ás vezes – o que é triste porque é uma droga não poder mostrar suas emoções 24 horas por dia ou 7 dias por semana, você tem que ser profissional na câmera. É um desgosto. Você pode estar sentindo um certo desgosto, e apenas querer ficar na cama e jogar o seu cobertor por cima da sua cabeça e não sair por uma semana, comer sorvete e ficar miserável, mas ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação e tem entrevistar para dar. Você tem que colocar isso na cabeça e apenas lidar. Algumas vezes é bom porque acho que se eu não tivesse tido trabalhado na época em que a ansiedade atacava, eu não teria ido. Se eu não tivesse pensado nas outras três garotas e ser forte contra isso. Estávamos nos preparando para a The Glory Days Tour, eu sempre tinha umas recaídas durante a turnê porque aprender coreografia é muita coisa. É intenso. Te suga fisicamente e mentalmente. Apesar de ser divertido, é trabalho duro. Se eu não tivesse as outras três garotas e a turnê para me preparar para todos os fãs que queriam ver o show, eu não acho que conseguiria. Eu estava feliz de estar em casa com minha família – Hatchi e chamar isso de um dia de folga. Foi aterrorizante tentar voltar em tudo.

Eu odiava minhas sardas. Cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele…’

Minha relação com beleza mudou. Eu não sei se foi a idade ou se a confiança vem conforme você cresce em não ligar para o que as pessoas pensam. Mas quando eu era pequena, eu estava no parquinho e nós brincávamos de “pegar os beijinhos”. Um dos meninos ficou meio “vamos pegar os beijos” e eu pensava ”espero que alguém realmente me pegue“. Eu corria e olhei pra trás, não tinha ninguém correndo atrás de mim. Eles estavam todos atrás de Nicola, e eu lembro de pensar, ”Ei e eu?“, um dos meninos disse ‘não beije ela, ela é bem sardenta!‘ Eu me lembro de pensar o que diabos está errado com as minhas sardas. Eu as odiava. Eu cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele‘. Ela ficou tipo, ‘quê?‘, eu disse ‘eles podem tirar a sua pele e colocar uma nova, não?‘ e ela disse ‘O que há de errado com você? Por que está dizendo isso? Isso não tem sentido.

Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como, usar muita base para fazer minha pele parecer impecável quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda…

Crescendo – estando nos camarins, me trocando na frente de todas as garotas – eu tinha essa grande cicatriz no estômago e te afeta ainda mais quando você é criança. Você acha que é o fim do mundo. Você pensa: Por que não posso ser normal? Por que não posso ter uma barriga chapada? À medida que você envelhece, você pensa: “P*rra, eu acho que é muito estranho!” Eu amo sardas. Eu sou fico no sol tentando conseguir mais. Eu as amo, quando eu era criança, era diferente. Eu só acho que quando você é criança, tudo é dez vezes pior. Você se preocupa com as coisas mais bobas, não é? A idade definitivamente me ajudou e me tornei confiante em minha própria pele. Eu sempre disse: você não pode agradar a todos. Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como por exemplo, usar um monte de base pra fazer minha pele parecer perfeita quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda e elas vão dizer ”por que ela está usando tanta maquiagem?” Eu também posso ser eu mesma estando com maquiagem ou sem maquiagem, mas na real, quem liga?

Veja fotos do ensaio de Edwards para Superga UK:

Fonte: Glamour Magazine UK

Publicado por Monise em 4 de junho de 2019

Leigh-Anne Pinnock é membro da girl band mais poderosa da música, Little Mix, desde 2011. Mas Leigh-Anne nunca tinha dado uma entrevista por conta própria, até agora.

É bom estar por conta própria…

Parece um pouco estranho. Estamos tão acostumadas a estar sempre juntas e sempre há alguém em quem confiar ou recorrer, mas é bom estar por conta própria um pouco. Eu amo moda em geral, então ser a cara da Umbro é incrível!

Eu costumava me sentir invisível. Me vendo refletida de volta nessa campanha da UMBRO me ajudou muito…

Isso definitivamente ajudou. Eu me sinto privilegiada em ser o rosto disso e ajudar as garotas que se parecem comigo. Não é inacessível, não é impossível. Tudo é possível e definitivamente ajudou muito. Há muito movimento agora e estamos apenas dando apoio a conversa.

Eu procurava comentários negativos. Eu ia no Twitter e procurava ‘Leigh Anne, do Little Mix, a garota negra do Little Mix…’

Eu não vou mentir, os primeiros três anos de estar no grupo, eu procurava por trolls. Eu procurava Leigh Anne. Eu ia no Twitter e procurava Leigh Anne, da Little Mix, a garota negra do Little Mix. Eu colocava essas coisas em meus mecanismos de busca apenas para ver os comentários. Me arrependo muito de ter feito isso, mas estou aqui agora e me sinto muito mais forte, não faço mais isso. Eu não procuro por isso. Eu quero ser alguém que passou por esse tipo de coisa. ‘Ela era essa pessoa’ e agora estou tão orgulhosa de quem eu sou e é um sentimento tão bom.

Eu fico chateada porque lembro daquela garota. Eu ainda estou passando por coisas agora, você nunca está 100% seguro de si mesmo…

Você vai chegar lá, todo mundo vai chegar lá, mas leva tempo. Eu demorei tanto, mas agora eu não me importo mais com o que as pessoas têm a dizer sobre mim e é um ótima coisa de se sentir. Eu fico chateada porque eu me lembro daquela garota. Eu ainda estou passando por coisas agora, você nunca está 100% seguro de si mesmo. Sempre haverá algumas coisas que vão me chatear e chegar até mim. Eu sou muito mais forte. Eu não procuro mais por esses comentários, você não pode fazer isso.

Nos primeiros três anos (do Little Mix) eu ainda estava trabalhando onde eu me encaixava…

Nos primeiros três anos de entrar neste mundo louco, eu ainda estava trabalhando onde eu me encaixava. Foi uma sensação estranha porque eu me sentia invisível. Eu não sabia por que me sentia assim e levei um tempinho para processar tudo. Sobre o que falei antes, foi assim que interpretei e como me senti. Quando falei sobre isso, recebi muitas mensagens dizendo o quão corajosa eu era, e isso realmente ajudou muitas garotas negras. Quando eu fiz isso, algumas pessoas ficaram tão felizes e senti como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros. Foi uma sensação boa e acho que precisava ser dito de qualquer forma.

Eu tinha cuidado na hora de falar – eu estava com medo de dizer a coisa errada…

Acho que fui cuidadosa porque eu estava com medo de dizer a coisa errada. Eu não queria ofender ninguém. Porque eu era tão sensível, era difícil para mim colocar em palavras porque era uma situação pessoal, mas eu estou muito feliz porque eu só ajudei as pessoas, e estar apoiando a conversa e fazendo as pessoas se sentirem mais corajosas para falar sobre isso de si mesmos. É muito importante falar sobre essas questões porque, quanto mais pessoas fizerem isso, mais mudanças acontecerão. Eu tenho uma base de fãs incríveis que me apoia, nós fazemos isso por eles. É por isso que fazemos o que fazemos. Eles são nossos fãs e eles são os melhores.

No começo (de Little Mix) nos disseram para não usarmos a palavra ”feminista”. Os produtores do X-Factor não deixavam, eles disseram ‘bandas de garotas não se saem muito bem!

No começo nós não usávamos a palavra “feminista”. Na verdade, nos disseram para não usarmos apenas no caso de ser muito controverso. Para ser honesta, éramos muito jovens. Não acho que éramos tão espertas como somos agora. Agora estamos orgulhosas de dizer que somos feministas. Nós somos muito mais sábias. As coisas que aconteceram naquela época realmente fazem sentido agora. No começo, quando estávamos no X-Factor, nos disseram: “bandas de meninas não se saíram bem!” E quase não conseguíamos passar para outra fase. Os produtores não queriam nos convencer porque eles estavam dizendo, ‘qual é o ponto disso? elas não vão conseguir nada, eles não vão se sair bem, elas são uma banda de garotas!‘ Mas Tulisa nos defendeu e nós provamos que eles estavam errados, certo? Nós vencemos o maldito show! Nós provamos que eles estavam errados. Na época, não pensamos muito nisso, mas agora percebemos o quanto isso era ruim. Você não pode colocar todas as mulheres em uma caixa desse jeito. Quem vai dizer que não vamos ganhar? Quem pode dizer que não nos sairemos bem? São essas coisas que nos fizeram perceber que precisamos falar mais e falar sobre o que aconteceu com a gente.

Minhas melhores amigas [do Little Mix] me ajudaram muito…

Mesmo estando sentada aqui agora, eu sinto ‘onde estão minhas garotas?‘ Isso é tão estranho. Eu as amo muito e sinto muita sorte em ter elas. É tão necessário nessa indústria. Você precisa de pessoas ao seu redor, eu não poderia fazer isso sozinha.

Ser definida por alguém com quem você está é uma m*rda…

As perguntas que nos estão sendo feitas agora mudaram 100%. Nesta nova campanha (para o álbum LM5) nós estamos falando muito mais e sendo muito mais abertas sobre questões que estão acontecendo no mundo, e isso é muito bom. É realmente bom falar sobre algo que importa. Eu não quero falar sobre assuntos irrelevantes tipo ‘minha vida amorosa’. As campanhas anteriores eram focadas principalmente em coisas desse tipo e eu ficava tipo “arghhh pelo amor de Deus!” Era tão bom falar sobre coisas que importavam.

Agora estou tão orgulhosa da minha pele, você tem que ser positivo e não deixar nada te deter…

Não deixe que nada te atrapalhe – especialmente a cor da sua pele, isso é ridículo. Agora estou tão orgulhosa da minha pele. Você literalmente tem lutar por isso [amor próprio]. Eu nunca deixei ninguém me dizer nada em enquanto eu crescia, e eu sabia que queria ser cantora. Eu dizia a cada pessoa que entrou na minha vida: “Eu vou ser uma cantora, vou estar na Billboard e vou arrasar!” Você tem que colocar na sua cabeça que você tem que ser positivo e não deixar nada te deter.

Confira fotos de Pinnock para o ensaio fotográfico da UMBRO:

Fonte: Glamour Magazine UK

Publicado por Monise em 27 de maio de 2019

O quarteto britânico compareceu ao festival musical BBC Radio One Big Weekend, 26, neste domingo.

A girl band apresentou-se no festival com vários sucessos, incluindo: Salute, Power, Woman Like Me, Only You, Black Magic, No More Sad Songs, Wings, Shout Out To My Ex , Reggaetón Lento (Remix), Think About Us e Touch.

Confira fotos e vídeos das meninas no palco logo abaixo:

Woman Like Me:

Think About Us

Shout Out To My Ex

Touch

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Publicado por Monise em 22 de fevereiro de 2019

A girl band atendeu a cerimônia britânica, o Brit Awards na noite desta quarta-feira, 20, onde apresentaram sua mais nova canção do quinto álbum de estúdio LM5, ‘Woman Like Me‘.

As meninas concorreram a duas categorias no Brit Awards 2019 – Best British Group e British Video of The Year. Elas venceram na categoria British Video, que foi por voto do público, e superando artistas como Anne-Marie, Jess Glynne, Liam Paybe, Calvin Harris, Rita Ora, Dua Lipa, Jonas Blue, Jax Jones e Rudimental. Elas também se tornaram a segunda girl band a ganharem esta categoria depois de All Saints em 1998.

Confira imagens exclusivas do grupo no tapete vermelho:

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Publicado por Monise em 4 de janeiro de 2019

Nós conversamos com o grupo pop sobre a mega-fama, o movimento #MeToo e como é ganhar um dinheiro durante a noite toda.

Estou sentada em um sofá com os olhos fechados. Algumas músicas muito altas estão tocando sob meus fones de ouvido. É uma faixa pop saltitante e minimalista com letras sobre como amar seu corpo e sacudir seus peitos. Quando abro os olhos, não estou no meu próprio apartamento como normalmente estou neste cenário. Em vez disso, o empresário da Little Mix está sorrindo para mim, seu rosto iluminado por um carrossel de telas de TV que tocam vídeos de música sem parar ao nosso redor. “As garotas querem saber seus pensamentos”, ele bufa ameaçadoramente, apontando para os meus fones de ouvido. Antes que eu possa responder, porém, eu estou sendo conduzida pelos corredores lustrosos dos escritórios da Sony e em uma sala ao lado, onde Little Mix estão juntas em seus cabelo estilosos.

Primeiro, vamos voltar há alguns anos atrás. Little Mix ganhou o X Factor em 2011 – quando ainda era um caminho viável para o sucesso – e chegou a fazer cerca de 12 milhões de libras. Elas lançaram quatro álbuns, com outro em seu caminho, quebrando recordes anteriormente mantidos pelas Spice Girls. Elas também são a primeira “banda de garotas” britânicas a ter esse tipo de fama sob o brilho das mídias sociais. Embora possa ter sido muito bom lançar músicas cativantes e gritar muito “girl power”, espera-se que grupos pop brilhem como bastões de liberdade e livre-arbítrio em todas as plataformas sociais, além de não perturbar a multidão da Radio One e leitores de tabloides de fim de semana. É um ato de equilíbrio estranho – mas que o Little Mix parece ter dominado.

Agora com idades entre 25 e 27 anos, eu esperava que as quatro – Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade – estivessem cansadas, talvez até um pouco exaustas, como em entrevistas anteriores. Em vez disso, sou recebida por um coro de gritos entusiasmados. Mais tarde, descobri que esta é a primeira promoção que elas fizeram em anos.

Eu amei seu macacão!Jesy me diz, antes de se virar para Perrie, que está no meio de fofocar sobre o recente casamento de outro músico. “Você deveria ter visto o terno dele, era exatamente como você imagina“, ela está dizendo, tomando chá de uma caneca como uma mãe de acampamento. No entanto, assim que ligo o gravador, tudo é negócio: elas giram seus rostos imaculados e destacados em minha direção e calmamente aguardam minha linha de perguntas. Elas podem parecer pessoas de todas as garotas da sua escola nos condados de origem, mas, a essa altura, elas também são profissionais.

Quando elas ganharam o The X Factor, no entanto, elas não estavam tão bem preparadas. Na verdade, elas não estavam mesmo preparadas. “Nós éramos tão inconscientes quando começamos”, Jesy me conta. “Nós fomos jogadas dentro da indústria sem nenhuma expectativa, nós não sabíamos o que iria acontecer, não sabíamos que íamos receber abuso contra nós pela forma como estávamos. Foi realmente assustador. Foi horrível.Perrie acena: “Eu não sabia – nenhuma de nós sabia – as coisas que viriam com [fama], você sabe o que eu quero dizer? Nós amamos nos apresentar – essa é a nossa coisa favorita no mundo. Mas todo o resto…Nós não sabíamos que seriamos criticadas, ou odiadas por usar uma blusa e uma saia; nós não conhecíamos nenhuma dessas coisas.

Se elas pudessem voltar, eu pergunto, o que elas poderiam ter dito a si mesmos? Como elas poderiam ter se preparado para o que estava por vir? Há uma pausa, e então Perrie se inclina: “Eu teria dito, ‘você não está pronta, vá para casa”. As outras riem, mudando de posição em suas cadeiras. “Estou falando sério!“, ela diz: “Éramos todas muito jovens – tínhamos entre 16 e 18 anos. Isso é ruim? Isso não é uma coisa ruim para dizer, é?” Ela olha para o seu empresário, que balança a cabeça. Ela continua: “A ideia de ser uma popstar para mim era cantar e ser amada e idolatrada, dando autógrafos e sendo rica, e por mais egoísta que pareça, eu queria isso. Eu não queria algo medíocre. Eu queria ser ambiciosa. Mas, ao mesmo tempo, acho que aos 16 anos, fazendo testes para algo que minha mãe me obrigou a fazer…não me senti pronta.

Não era apenas a fama para a qual elas não estavam prontas, mas também a quantidade absurda de dinheiro que enchia suas contas bancárias da noite para o dia. Cada uma delas vem de famílias normais, em cidades regionais – então, não era uma riqueza que elas estavam acostumadas a estar por perto, muito menos saber o que fazer com tudo aquilo. Elas receberam um adiantamento imediatamente depois de ganhar o show, e Jade me diz que a maioria delas foi embora nos primeiros meses (“Eu fui para Marbella, vivi o sonho, não economizei um centavo”). Perrie foi à loja da Apple e comprou laptops para todos os seus amigos e família. Jesy ostentou roupas. “Vocês se lembram de quando fomos pagas pelo anúncio da Marks e achamos que era muito dinheiro?”, ela pergunta as outras. “Lembro-me de ir a All Saints com minha mãe e irmã – All Saints é realmente muito caro – e eu fiquei tipo, ‘Eu posso fazer compras em All Saints!’Perrie ri: “Eu lembro de ir ao Primark com a minha mãe e enlouquecer.

Confira imagens do grupo durante o ensaio fotográfico logo abaixo:

Sem saber se sua popularidade iria diminuir de repente, elas rapidamente alugaram os melhores apartamentos que puderam encontrar em Londres e dividiram os dois em cada duo. “Eu e Jess tínhamos uma cobertura em Putney“, lembra Leigh-Anne. “Era legal demais. Nós viemos sem nada, então apreciamos tudo.

Elas ainda têm momentos em que são como…”espere, o que estou fazendo aqui?” “Não“, murmura Perrie,Já faz muito tempo pra ficar pensando nisso.

Para realmente entender o sucesso do Little Mix, precisamos primeiro retroceder duas décadas e ver as Spice Girls. Muito já foi se dito sobre como o grupo de garotas dos anos 90 revolucionou o pop britânico. No início deste ano, a ex-editora da Music Week, Selina Webb, disse ao The Guardian: “A maneira experimentada e testada de quebrar uma banda foi se empolgar com a música primeiro, mas com as Spice Girls você se empolgou com elas.” Elas eram compreensíveis e carismáticas, e elas lançaram uma série de grandes sucessos do pop – era sobre essa combinação e ordem. Como o crítico pop David Sinclair escreveu em seu livro de 2007, Spice Girls Revisited: “Quando elas estavam prontas para enfrentar o mundo, havia uma química sensacional no trabalho entre as cinco Spice Girls, fundada em um vínculo genuíno”.

Little Mix seguiu uma trajetória muito semelhante. Quando elas foram colocadas juntas no The X Factor, elas pareciam engraçadas, barulhentas e calorosas – o tipo de garotas que poderiam segurar o cabelo uma da outra enquanto vomitava em um banheiro de uma balada, ou jogar sua vodka spritz sobre um cara estúpido que prejudicou uma delas. Claramente consciente de que este grupo estava dando aquela mesma energia específica que atrai jovens garotas britânicas em particular, a SYCO rapidamente as enviou para trabalhar com alguns dos produtores mais sensacionais do pop – TMS, Future Cut, Steve Mac, Xenomania, Jon Levine entre outros. E então veio o ataque de hits cativantes, e depois veio um pouco mais. Canções como “Wings“, “Shout Out To My Ex“, “Black Magic“, “Touch” e “Salute” tinham refrões gigantescos, harmonias sedosas e letras sobre amor e fortalecimento. O projeto foi repetido e sua entrega foi um sucesso.

Mas as Spice Girls foram há 20 anos atrás e Little Mix é uma banda muito diferente – especialmente agora. Para começar, há a maneira pela qual a fama de cada banda se manifesta. Quando entrevistei Mel C há alguns anos, ela me disse que a parte mais difícil de ser lançada no centro das atenções era a forma como coincidia com a ascensão da imprensa britânica dos tabloides. “As Spice Girls foram um verdadeiro ponto de virada para as celebridades [cultura] e fomos criticadas constantemente; mentiras foram escritas sobre nós ”, disse ela. “Eu acho que quando jovem, apenas ler sobre você mesmo é realmente difícil, especialmente quando é baseado em uma imagem composta de opiniões. Foi muito difícil e confuso para mim. Como muitas pessoas, em meus 20 e poucos anos eu era realmente vulnerável – eu não sabia quem eu era ou quem eu queria ser, eu estava me sentindo do meu jeito“.

Falando com Little Mix hoje, seus comentários sobre a fama soam extremamente parecidos com o que Mel C estava dizendo (Jesy: “Ninguém quer ver coisas desagradáveis ​​escritas sobre eles mesmos, todo mundo tem sentimentos – você não é um robô, você é um humano.”) Mas elas também estão no auge por quase o dobro do tempo, e são mais velhas. Elas me disseram que desenvolveram mecanismos de enfrentamento quando chegaram aos vinte e cinco anos. Ainda dói ler artigos que se concentram em seus corpos ou comentários que não são verdadeiros, mas sim equilibrar esse barulho. “Eu pessoalmente estou me aceitando mais agora. Eu sou o suficiente apenas sendo eu mesma”, diz Leigh-Anne. Jade concorda: “Para mim, foi apenas o ano passado. Eu não sei se um interruptor aconteceu…mas senti durante a noite. De repente, eu vi um artigo on-line sobre como eu era e em vez de ir para os comentários para ver o que as pessoas estavam dizendo, eu apenas fiquei tipo: ‘Não é verdade, agora vou comer um algo.’

Little Mix também vem de uma geração diferente de seus antecessores. Já não é considerado suficiente para libertar os hinos de capacitação das mulheres, espera-se que seja educado naquilo que está a advogar. Isso é basicamente uma coisa positiva – se você está lançando músicas com letras como “Mulheres de todo o mundo / Escute, estamos procurando recrutas … Representando todas as mulheres, saudação, saudação” faz sentido que essas palavras sejam seguras. Um olhar sobre a reação contra artistas como Taylor Swift, Lily Allen ou Miley Cyrus – que foram acusadas ​​de apropriação cultural, ou usando pessoas LGBTQ+ como adereços no passado – mostra que as conversas em torno da música pop e do feminismo progrediram desde os anos 90, quando foi o suficiente para soltar alguns slogans que você poderia imprimir em camisetas rosa e vender por dinheiro. Mas há uma imensa pressão que existe dentro dessa evolução também.

Ao responder a esses assuntos, Little Mix frequentemente se volta para Jade, que tem um jeito de se expressar com particular clareza e concisão (embora todas façam isso). Ela explica como, quando começaram, elas tiveram o cuidado de não falar muito abertamente por medo de controvérsia. “Estávamos com medo de dizer a coisa errada, basicamente“, diz ela. “Nós não queremos falar sobre algo se sentimos que não fomos realmente informadas. Mas há uma mudança que vem com a idade e também aprendemos mais sobre o que está acontecendo no mundo. Acho que estamos fazendo isso mais em geral, sobre as coisas pelas quais somos apaixonadas – sejam direitos das mulheres, questões LGBTQ ou Black Lives Matter. Todas aquelas coisas que uma vez teríamos medo de dizer. Mas não há problema em ser apaixonada por algo e falar contra algo se você não concordar com isso.

Nós queremos nos educar, aprender sobre essas coisas e ajudar as pessoas”, diz Leigh-Anne. Jade continua: “Porque como uma estrela pop, você está em uma bolha. Estamos na estrada o tempo todo. Nós realmente não assistimos TV. Às vezes somos um pouco ingênuas com o que está acontecendo ao nosso redor.” Para um de seus vídeos, para uma nova música “Strip”, elas falaram com mulheres diferentes para ganhar uma perspectiva mais intencional, então não foram apenas as vozes delas sobre o clipe. “Falamos com alguém que faz a fundação Daughters of Eve, que ajuda aquelas que passaram pela mutilação genital feminina. Nós falamos com Christine, uma mulher que dirige uma instituição de caridade para câncer de mama, falamos com um modelo trans.

As outras estão cutucando Jade agora, sussurrando para ela me falar sobre algo chamado “Woman’s World“. Por um momento eu acho que elas estão se referindo à música da Kate Bush, mas acontece que elas têm uma faixa em seu novo álbum que tem um nome igual. “Então nós escrevemos essa música quando todo o movimento #MeToo estava acontecendo”, diz Jade, colocando o chá na mesa. “Você sabe… eu estava tão brava com o que estava acontecendo. Foi importante escrever a canção com Jez, [um compositor] que é um homem. Ele contém uma mensagem importante. Nós não escrevíamos nada que era muito controverso antes, e agora estamos começando a escrever coisas que são um pouco mais honestas. Queremos ser um pouco mais animadas e dizer “sim, é difícil ser mulher“. Como são as letras? Ela enrola alguns deles: “Se você nunca teve que dificuldade para ser ouvido/ você não viveu no mundo de uma mulher“.

Nossas conversas sobre o modo como as mulheres às vezes são tratadas não são todas muito graves. Quando conversamos sobre aquela época, elas cantaram o hino de vingança “Shout Out To My Ex” no The X Factor em 2016 e logo foram chamados de “putas” e “strippers” por usarem roupas e se divertirem, há uma onda de riso genuíno. “Cachorraaas!” Grita Jade. “’Little Mix em roupas de prostituta de escravidão!’… Eu não vou mentir, geralmente é um jornalista masculino. Eu sempre vou verificar.” De repente o rosto de Perrie vem em uma imagem de preocupação simulada: “Sim, para sermos justas, não sei por que passamos semanas e semanas trabalhando em harmonia e coreografia, quando na verdade ninguém se importa – eles estão apenas escrevendo sobre nossas roupas.

Como eu acho que nossa conversa está chegando a um fim natural, Leigh-Anne se inclina para frente e me olha nos olhos: “Mas… o que você esperava de nós? Estou curiosa sobre o que você pensa.Jesy  cruza as pernas e continua: “Sim, daquelas quatro músicas que você ouviu. De qual você mais gostou?” Eu penso nas músicas que eu estava ouvindo no sofá, antes da nossa conversa. Elas eram poderosas, cheias de garras, mas também soava um tanto quanto americano, em seu fluxo e entonação. Algumas das canções poderiam ter sido faixas de Beyoncé de 2008. “Eu não sei se eu tinha alguma expectativa. Eu não sei como responder a essa pergunta“, eu respondo, não acostumada a ser questionada assim.

Leigh-Anne se inclina para trás, vagamente insatisfeita. “Talvez as pessoas geralmente não saibam o que vamos voltar a lançar“, ela dá de ombros. “Talvez eles não tenham ideia. O que você achou de “Woman Like Me?” Você não mencionou essa … Eu quero sua opinião sincera“.

Eu digo a elas que não era a minha favorita, eu gostei mais da faixa “Strip“. As letras – sobre positividade corporal e partes de você mesmo que você não pode mudar – foram positivas. Eu gosto da ideia de jovens adolescentes ouvirem essas palavras e absorvê-las. O fato de que há uma banda como Little Mix – mulheres engraçadas e barulhentas, com músicas pop que fazem você querer pisar na rua e chutar o lixo, músicas pop que dão a você uma corrida açucarada – é uma coisa valiosa.

Sim, tudo bem”, diz Perrie, remoendo a minha resposta antes de Jesy entrar: “Mas você gostou mais do ‘Strip’ porque achou interessante escrever sobre algo, ou gostou de ouvir como música, porque, é como você prefere ouvir?” Elas bufam, ouvindo a si mesmas. “Agora estamos entrevistando você!“, diz Leigh-Anne.

É assim que é sair com o Little Mix. Elas são sinceras e expressivas, ansiosas e facilmente entediadas, compreensivas e também apenas imaginando seus passados, como o resto de nós em nossos vinte anos e além. “Me desculpe, podemos parar porque eu realmente preciso ir ao banheiro“, diz Jade. “Eu também“, diz Perrie, e então todas nós estamos dando de frente para a porta e todo mundo está dando adeus.

Fonte: Noisey Magazine

Publicado por Mel em 16 de novembro de 2018

Em 2018, estrelas do pop dizem que amam seus fãs gays e não há nada de mais nisso – e com razão. Mas uma banda pop global com uma base de fãs jovens incorporando consistentemente temas LGBTQ+ em seu trabalho e usando sua plataforma para promover amor, aceitação e igualdade gay? Bem isso ainda é tristemente menos comum.

Desde que se formaram no The X Factor em 2011, Jade Thirlwall, Perrie Edwards, Jesy Nelson e Leigh-Anne Pinock usam sua plataforma como superstars para defender a igualdade LGBT+ em cada momento.

Desde o lançamento de um hino LGBT genuíno com “Secret Love Song” de 2015 – que mais tarde se dedicaram às vítimas ao massacre de Orlando Pulse durante sua turnê mundial – até o fechamento do fanatismo homofóbico nas redes sociais, Little Mix nunca deixou de apoiar seus fãs LGBT em sua jornada para se tornarem a maior girl band do mundo.

Enquanto elas posam para uma entrevista exclusiva e ensaio fotográfico, elas se abriram sobre seu compromisso com a causa, que as chamaram de vencedoras do Prêmio ”Honorary Gay Award ” no Attitude Awards no mês passado.

Nós estamos absolutamente loucas“,  diz Jade sobre a primeira capa das garotas para uma publicação LGBTQ. Queríamos estar na capa, ou pelo menos ser parte da Attitude por anos. É um sonho se tornando realidade.

Jesy acrescenta:

Tivemos um dia cheio“.

Jade, que atua como embaixadora da organização de direitos LGBT da caridade de Stonewall completa:

Ser reconhecida como aliada LGBTQ+ é incrível. Obviamente, temos uma enorme base de fãs gays, e portanto, esse prêmio é apenas… [sorri].

A maioria dos nossos amigos, especialmente, são LGBT. Eu não queria ser aquela pessoa que gostava de ‘adorar a ir a bares gays e ter um amigo gay. Na verdade, eu queria fazer isso como uma aliada.”

Veja algumas das fotos das meninas no ensaio:

Eu queria me educar e aprender a combater a homofobia ou saber o que dizer quando nossos fãs LGBTQ+ mandam mensagens ou enviam tweets: ‘Não sei o que fazer, não sei como contar para meus pais.’ Todas essas coisas. Foi sobre aprender o que dizer para poder ajudá-los.

Temos muitos fãs LGBT. Se vamos nos beneficiar deles como fãs, o mínimo que podemos fazer é dar-lhes algo em troca.

É muito importante para nós…

Little Mix fez história em 2011 como o primeiro e único grupo a vencer a oitava temporada do The X Factor e desde então, bombardeou as paradas com hit atrás de hit.

Mas sendo uma girl group – consistindo em Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards – tem um alto custo na indústria da música dominada pelos homens.

Em uma entrevista exclusiva na edição de dezembro da revista Attitude, as garotas acabaram com seus críticos sexistas enquanto se abriam sobre as batalhas que elas encaram dentro da indústria.

Quando nos reunimos pela primeira vez, nos disseram que banda de garotas não funcionam, então não iríamos realmente funcionar [no The X Factor]“, diz Leigh Anne.

[Nossa mentora] Tulisa teve que lutar e dizer: ‘Não, essas meninas merecem isso‘.

Perguntadas se as meninas experimentaram diretamente o comportamento sexista na indústria, ela responde: “Nós não tínhamos experimentado nada louco até recentemente. A gente acha engraçado alguma vezes, mas no devido tempo vamos nos manifestar e aumentar a conscientização, porque não está certo.

Jade acrescenta: “Mesmo agora, ainda enfrentamos o sexismo. Às vezes eu acho que esses homens poderosos na indústria brigam...”

As garotas também falam sobre enfrentar críticas por escolhas de roupas enquanto estão no palco depois de pessoas terem criticado o grupo por ser muito “provocativas”.

Jesy diz pra gente: “Você deve ser capaz de ser qualquer tipo de mulher que queira ser. Você deve ser capaz de usar o que você quer usar e arrasar com confiança!“.

Desde que você se sinta bem consigo mesmo, isso é tudo que importa. Isso só me irrita. Usaremos um collant e eles vão ficar tipo [faz uma careta].

Mas estou pensando: ‘Você diz isso para as pessoas nas Olimpíadas: que elas são provocativas demais? Não, você não sabe, mas porque estamos dançando ‘Oh, você é sexy demais!‘”

Perrie ainda complementa: “Se um homem está usando algo simples, todo mundo pensa ‘Ah sim!’ Se uma mulher faz o mesmo, elas são julgadas“.

Quando perguntados se elas estão seguindo uma rota similar à One Direction para se separar e trabalhar em projetos solo, as garotas deixaram claro que não poderiam estar mais longe de uma separação, com Leigh-Anne explicando:

Ainda não estamos nesse lugar. Estranhamente, sinto que estamos no começo. Ainda sentimos que o mundo ainda não sabe como somos boas”.

Publicado por Monise em 7 de novembro de 2018

O grupo compareceu pela primeira vez no evento MTV Europe Music Awards neste domingo, 4. A cerimônia ocorreu na Bizkaia Arena, em Bilbau na Espanha. É considerado a segunda maior premiação da MTV atrás apenas do VMA (Video Music Awards). O quarteto fez sua estreia no palco do EMAs pela primeira vez a convite de Nicki Minaj.

Enquanto a mesma apresentava “Good Form” a girl band entrou com um incrível medley cantando seu mais novo single “Woman Like Me”. A girl group entrou com grande estilo, fazendo um dos clássicos movimentos do Rei do Pop, Michael Jackson. As vestimentas preto e branco remeteram muito bem a essência do artista que é uma das maiores influências do grupo.

Veja agora a apresentação completa de Nicki Minaj e Little Mix no palco:

As meninas entregaram uma carta e um lindo buquê de flores para a rapper em seu respectivo hotel. Minaj respondeu através de seu Twitter:

Na mesma noite Little Mix estavam indicadas na categoria “Best UK & Ireland Act” onde acabaram vencendo o prêmio pela terceira vez. O primeiro foi em 2015 e o o segundo em 2016.

Confira alguma das fotos das meninas no EMA’s:

Arquivado em Fotos Vídeos
Publicado por Monise em 13 de outubro de 2018

Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall  compareceram ao evento Attitude Awards na quinta feira, 11/10, para receber o prêmio de honra, o “Honourary Gay Award”.

Este prêmio celebra artistas que dão vozes e apoiam à comunidade LGBT. Desde sempre o grupo usa suas plataformas digitais para espalhar apoio e amor aos seus fãs que são parte da comunidade em si, além de encorajar cada um a poder ser quem são sem ter medo. Prova disso é que “Secret Love Song de Little Mix se tornou um “hino LGBT” entre os seus fãs.

Veja um pequeno trecho do discurso das meninas durante à entrega do prêmio logo abaixo:

Thirlwall disse:

Acho que é nosso dever usar nossas redes sociais para criar conscientização. Se vocês ficarem conosco, ficaremos sempre, sempre com vocês.”

Leigh complementou:

Eu estou tão orgulhosa de você Jade. Por todo o apoio que você tem dado a comunidade LGBT. E você deveria ficar muito orgulhosa de você mesma. Uma das razões pela quais estou aqui é por causa dessa mulher!“.

Confira algumas das fotos das meninas no evento: