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Publicado por Monise em 16 de junho de 2019

Faz oito anos desde que o Little Mix se tornou a primeira girl band a ganhar o maior prêmio da TV britânica: O The X Factor. Desde então, as quatro mulheres ganharam dois prêmios BRIT, conseguiram um álbum em primeiro lugar e viram 4 de seus singles impecavelmente cativantes atingirem o primeiro lugar nas paradas.

Antes do lançamento de seu novo single, “Bounce Back,” o Bustle UK conversou com a Little Mix sobre a noite que mudou suas vidas para sempre – há oito anos. Continue lendo para descobrir o que Perrie diria para sua versão jovem de 18 anos durante a final do X Factor UK que a consagrou como campeã. Leia abaixo:

Querida Perrie,

Eu entendo. Você não acha que vai ganhar, mesmo que não queira mais nada. Você é uma ganhadora inesperada. Mas está acontecendo, então segure seu chapéu, porque vai ser uma jornada difícil. Os altos e baixos serão loucos. É basicamente como uma montanha-russa de emoções. Há material o suficiente lá pra uma autobiografia – você não tem a filmagem completa, mas se lembrará de tudo. E pra recordar, quando se trata de atuação, eu gostaria que a Margot Robbie te interpretasse.

Você vai aprender da maneira mais difícil a importância de se manter segura. Durante todo o processo do The X Factor, você tem tido um certo receio de magoar as pessoas. Você está de pé às 4 da manhã para se maquiar? Ok, ótimo! Então você está mesmo fazendo isso. Tudo bem, bacana! Isso é divertido! Isso é demais! Você tem uma mente ingênua. Sendo sincera, eu quero que você aproveite. É realmente muito bom. Nesse momento, você não está se preocupando com nada e tudo é novo e animador – você está curiosa pelo que está por vir. O medo do desconhecido é uma coisa boa, e você vai sentir falta disso.

Agora é 2019, e ainda é mais assustador. Você tem tudo o que quer, mas mesmo assim, há momentos em que você não está bem, você fica tipo ‘O que diabos estou fazendo?’ Hoje eu faria qualquer coisa pra poder mudar isso. Quando olho para as pessoas que não estão nem aí – as que geralmente não se importam, deve ser a melhor sensação de todas. Mas você é um ser humano, então não seja tão dura consigo mesma. Você vai passar por etapas. É apenas uma jornada.

Agradeça muito pela Tulisa – foi ela que esteve lá por você 24 horas por dia como uma amiga, uma irmã mais velha, e não apenas quando as câmeras estavam ligadas. Foi o destino ela ter cuidado tanto de você. Qualquer outra pessoa além dela teria sido completamente diferente. E cara, tem sido uma jornada e tanto, não? Pensa no primeiro grupo em que você esteve com a Jesy. Ainda bem que você encontrou suas amigas. Aquelas noites em que vocês iam para a casa uma da outra e assistiam a filmes como o Spice World. Se apegue mais a seu cachorro Hatchi, vai mantê-la muito viva e otimista. É uma montanha russa da vida. Você amadurecerá com o tempo e ficará mais sábia. Confie em você e em suas amigas, e você conseguirá passar.

Com amor,

Perrie

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Publicado por Monise em 15 de junho de 2019

Faz oito anos desde que o Little Mix se tornou a primeira girl band a ganhar o maior prêmio da TV britânica: O The X Factor. Desde então, as quatro mulheres ganharam dois prêmios BRIT, conseguiram um álbum em primeiro lugar e viram 4 de seus singles impecavelmente cativantes atingirem o primeiro lugar nas paradas.

Antes do lançamento de seu novo single, “Bounce Back,” o Bustle UK conversou com a Little Mix sobre a noite que mudou suas vidas para sempre – há oito anos. Continue lendo para descobrir a carta de Leigh-Anne para sua versão jovem de 20 anos durante a final do X Factor UK que a consagrou como campeã. Leia abaixo:

Querida Leigh,

Nesse momento você está aí sentada pensando: “Meu Deus, isso não tem mais volta!” Você acha que apenas há 50% de chance. Você está com dificuldades, e tem medo de que todo aquele trabalho duro possa ter sido em vão. É um sentimento estranho. Tudo que você sempre fez foi cantar na escola. Não havia outra maneira pra você, nada mais “escrito” nas estrelas, mas às vezes você vai se perguntar como teria sido se você tivesse ido para a faculdade. Tudo isso vai acontecer tão rápido, mas tenha certeza de que irá valer a pena.

Eu me lembro dessa época e percebo de como éramos ingênuas. Éramos bebês. Você não tem ideia do que vai acontecer. Lembra daquela vez que você saiu para conhecer os fãs, e ninguém queria te ver ou queria um autógrafo seu? Tudo isso está prestes a mudar. Depois de ganhar o programa, seu empresário virá e te levará embora quando você terminar de ver sua família. Deveria ter se mantido muito mais forte, especialmente em relação ao que vestia – algumas dessas roupas eram horríveis, mas isso vai ser o de menos.

Não se cobre tanto. Você terá que colocar sua confiança em alguém. Essas pessoas têm tanta experiência, como você não consegue confiar nelas? Sua vida está nas mãos dessa gente, e o mais louco é que, muitas vezes, as decisões que as pessoas tomarão por você não funcionará. As pessoas vão te dizer coisas que logo você vai se dar conta que estão totalmente erradas, como dizer que ‘você não pode estar em sessões de composição porque os artistas não podem compor’. Ignore isso e confie em você mesma. Muita coisa vai acontecer com você – coisas que estão fora das câmeras, e que ninguém nem se quer sabe. Não será sempre fácil.

Depois do segundo álbum, você vai começar a escrever o terceiro e não vai parecer certo. Simplesmente não é bom o suficiente. Não é o que você quer e você vai descartar tudo. Nesse momento, você vai temer que você vai ser derrubada, que você não será capaz de continuar. É uma sensação horrível, mas então você vai encontrar algo como “Black Magic”. Esse será o ponto de virada que salvará a sua carreira.

Com o tempo, você vai perceber que todo mundo está apenas se exibindo. Será uma jornada tão difícil, chegará o dia em que você não vai mais se importar com o que as pessoas dizem sobre você, mas todas vocês vão superar isso. E através de tudo isso, você terá suas garotas. Vocês vão ficar juntas, desde a primeira viagem a Camden antes das casas dos juízes, onde compraram todas aquelas camisetas e meias listradas que combinam. Nesse momento, ninguém vai ter dizer nada. Continuem se ajudando — isso manterá vocês quatro juntas. E em caso de dúvida, não faça o que os outros pensam. Apenas seja você mesma.

Com amor,

Leigh

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Publicado por Mel em 14 de junho de 2019

A girl band lançou na tarde desta sexta-feira, 14/06, o videoclipe de seu novo single “Bounce Back“, que foi anunciado em 26/05/2019 pelas redes sociais. É o primeiro single lançado pela nova gravadora das garotas, RCA Records UK.

A música já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. Não deixem de comprar a música no iTunes e fazer Stream no Spotify, Tidal, Deezer, Youtube e/ou Apple Music, além de pedir a música nas rádios.

“Bounce Back” faz sample da música “Back to Life” de Soul II Soul e foi composta por Jude Demorest, Mikkel Eriksen, Steve M. Thornton II, Tor Hermansen e Normani Kordei (Fifth Harmony). Os noruegueses do Stargate, conhecidos por já terem trabalhado com artistas aclamados da indústria como Beyoncé, Mariah Carey, Rihanna, Janet Jackson, Ne-Yo, Justin Bieber entre outros, foram os responsáveis pela produção da música.

Assista agora!

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Publicado por Monise em 12 de junho de 2019

Little Mix aumentou seus ganhos em quase cinco vezes em um ano – dividindo 6,6 milhões de libras em dinheiro arrecadados de sua empresa de música. Esta arrecadação foi revelada em novas contas do Eternal Magic Touring, empresa que elas possuem e coadministram em conjunto.

Os registros mostram que Perrie Edwards, 25, Jesy Nelson, 27, Leigh-Anne Pinnock, 27, e Jade Thirlwall, 26, que são todas diretoras da empresa, dividiram a quantia em quatro – com cada uma levando para casa £1,65 milhões. As contas recém-lançadas cobrem o ano até 31 de agosto de 2018 e foram registradas na Companies House esta semana.

Os registros também revelam que a Eternal Magic Touring fez um lucro de £2,8 milhões e reteve £5 milhões em fundos. As meninas arrecadaram £9,2 milhões de libras da empresa desde que foi criada no ano de 2015 – sendo que 2018 foi o ano de maior sucesso.

Em 2017, elas receberam £350.000 cada. Em 2016, o valor estimado foi de £325.000. As contas dizem “Durante o ano, foram pagos mais de £6,600,000 às diretoras” – que foram nomeadas como Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade.

Em novembro de 2018, a girl band não estava mais trabalhando com a gravadora SYCO, de Simon Cowell – a notícia foi divulgada poucos dias antes do lançamento de seu álbum LM5. O grupo britânico passou a ser parte da gravadora RCA Records, um dos maiores subgrupos da Sony Music, que também inclui a SYCO.

Simon Cowell revelou anteriormente que a separação aconteceu porque ele se desentendeu com a empresa de gestão da girl band, a Modest Management. Mas ele insistiu que não havia se desentendido com a banda. Ele disse que a discordância com a Modest “não foi por dinheiro”, e acrescentou:

“Basicamente, eles [Modest] disseram que fizemos um trabalho terrível.”

“Eu tinha concordado em não falar sobre isso publicamente porque achava que era um assunto privado […] Eu disse: ‘Não podemos trabalhar com a Modest, simples assim'”.

Leigh-Anne, do Little Mix, disse mais tarde:

“Estávamos na Syco por sete anos e tivemos uma jornada incrível, mas vai ser bom mudar e ter uma nova visão diferente sobre nós.”

“Uma mudança e um novo começo são sempre uma coisa boa, estamos animadas.”

“A gente sabe o que dizer. Se não gostamos de algo, nós falamos. Eu acho que vai ser bom para nós também. Estou curiosa pra ver o que as pessoas vão querem fazer por nós.’”

Fonte: The Mirror

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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

Little Mix estreou um trecho de seu novo single “Bounce Back” nas redes sociais. Isso marca um novo começo após uma turbulência em torno de seu quinto álbum de estúdio, LM5, lançado em novembro do ano passado.

O The Sun revelou que a banda deixou a Syco – sua antiga gravadora – para a RCA Records UK na mesma época em que o quinto álbum foi lançado.

Jade disse:

“Apenas pareceu certo, especialmente mudar para a nova gravadora. Nós sentimos que queríamos fazer algo novo. ”

Elas gravaram a faixa em Los Angeles no início deste ano e gravaram o videoclipe em Londres no início deste mês (maio).

Jesy completou:

“Isso aconteceu muito rapidamente. Nós ouvimos isso [o single] há dois meses e, assim que ouvimos, dissemos: “OK, temos isso.”

“Nós amamos, tem uma vibe tão boa, é uma música de verão. Foi uma escolha fácil de ser tomada. É uma daquelas músicas que podem ser tocadas em qualquer lugar e só faz você querer dançar. ”

Sobre a nova turnê, Perrie revelou:

“Espere grandes coisas. Toda vez que fazemos turnê, queremos que seja melhor que a anterior. E a última foi muito boa.”

Jesy acrescentou:

“Temos uma nova equipe, então isso é ainda mais emocionante. Tudo vai ser diferente. É muito mais maduro.”

Fonte: The Sun

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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

O quarteto famoso, que ganhou o The X Factor em 2011, tocou um trecho de seu novo single no final de sua apresentação que durou 45 minutos no Big Weekend da Radio 1.

Conversando com exclusividade ao Daily Star após o show, as garotas ficaram de boca fechada sobre o título do single, mas Jesy Nelson não conseguiu esconder o sorriso quando perguntaram se os rumores de que a música se chamava “Bounce Back” eram verdadeiros.

Jesy disse:

“Não podemos contar, mas está chegando. Muito em breve.”

Confirmando que o vídeo já foi filmado em segredo, Perrie continuou:

“Nós gravamos o videoclipe. É divertido! É um pouco louco. Não faz muito sentido.”

Jade Thirlwall acrescentou:

“É estranho. É sexy. Muito fashion. Estamos servindo visuais.”

Em novembro, a Little Mix dará início à sua turnê LM5: The Tour. E apesar de estar a meses de distância, as garotas já estão ensaiando para o show.

Jesy explicou:

“Será um show completo. Vai ser incrível.”

“Estamos tão atentas a todos os detalhes…Temos uma ótima equipe e a produção está de tirar o fôlego.”

Admitindo que elas sentem a necessidade de fazer um show mais elaborado do que nunca, Perrie brincou:

“Acaba sempre sendo melhor que o último. A gente precisa manter as pessoas voltando para as nossas turnês.”

Fonte: Daily Star

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Publicado por Monise em 7 de junho de 2019

Perrie Edwards pode ser parte do grupo feminino britânico de maior sucesso de todos os tempos, Little Mix, com Brit Awards, recordes e vários topos nas paradas musicais, mas por trás da vida de famosa, a cantora vem lutando contra a ansiedade há algum tempo.

Em um post recente no Instagram no mês passado, a jovem de 25 anos revelou ter dificuldades em lidar com sua ansiedade e os ataques de pânico.

Ela está por conta própria pela primeira vez como o rosto da marca de sapatos Superga, e Perrie nos contou sobre o seu relacionamento com sua mente e de como ela mal conseguiu sair de casa por mais de um ano. Isso vai além da palavra “coragem”.

Estar por conta própria pela primeira vez para a campanha da Superga foi bastante assustador no começo…

Hoje tem sido ótimo – fazer o ensaio fotográfico com a Superga – eu tive o melhor dia de todos. Tem sido muito divertido. Mas tudo que é um pouco diferente é bastante assustador, pelo menos no começo, mas até você sentir na pele a experiência, rapidamente, esse “medo” acaba. No começo, eu não vou mentir, eu fiquei tipo ‘argghh‘, mas tem sido muito bom. É estranho porque nós (Little Mix) passamos tanto tempo juntas, passamos por emoções como se fôssemos uma só pessoa. Se uma de nós está passando por uma situação complicada em um relacionamento ou uma de nós está se sentindo um pouco pra baixo, a gente começa a se ajudar. Quando uma das garotas passa por um término, é como se eu estivesse passando por um término também. É muito bizarro, mas acho que, porque passamos muito tempo juntas, estamos em sincronia agora.

Se você for andar com a minha linha de tênis com a Superga por um dia…

Eu acho que se você fosse dar uma volta no meu lugar por um dia, prepare-se para um dia louco. Eu não acho que tenho dias normais, são todos um pouco estranhos. Estamos sempre ocupadas, sempre há algo acontecendo e eu estou sempre com a agenda cheia, então sempre acaba sendo um dia agitado. Tudo o que fazemos é diferente, como temos ensaios fotográficos, filmagens, dias de aquecimento vocal, aprendendo harmonias diferentes e depois temos longos dias de gravações. Todo dia é diferente.

Quando tive um ataque de pânico pela primeira vez, liguei para médicos dizendo: “Estou morrendo, acabei de ter um ataque cardíaco!”

No começo, eu nunca quis me abrir sobre isso. Quando começou a acontecer, parecia que nunca havia acontecido com ninguém antes. Eu não consigo explicar. Era quase como se eu não soubesse o que estava acontecendo quando eu estava passando pelos sintomas físicos dos ataques de pânico. Eu sempre tive ansiedade, eu só acho que nunca foi desencadeada de uma forma que se tornaria algum sintoma físico, então quando isso começou a acontecer foi tão assustador porque eu não sabia o que estava acontecendo direito. Eu estava ligando para médicos, eu estava ligando pra todo mundo dizendo: “Eu estou morrendo, eu acabei de ter um ataque cardíaco!” Eu pensei que havia algo realmente errado comigo. A razão pela qual eu nunca quis falar sobre isso antes era porque toda vez que alguém dizia: “Eu tenho um pouco de ansiedade“, isso acionava e então acontecia. Era quase como se falar sobre isso fizesse acontecer; esse maldita coisa da qual eu tinha medo. Agora eu tenho um lugar onde eu estou tentando não deixar isso tomar conta da minha vida, então agora quando eu falo sobre isso abertamente, eu sou bem honesta porque eu sei que estou bem, então se você tivesse me dito isso há um ano atrás (eu estaria falando abertamente sobre a minha ansiedade), eu realmente começaria entrar em pânico. Eu teria um ataque de pânico na hora.

Saber que outras pessoas tinham ansiedade me fez perceber que eu não sobrevivi apenas a um ataque cardíaco…

O que mais me ajudou foi saber que outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Eu fui saber procurar mais sobre o assunto e me dei conta de que Ellie Goulding disse que tinha muita ansiedade e que não podia levar um carro para o estúdio. Eu li que Fearne Cotton estava na estrada em seu carro e ela teve um ataque de pânico e foi aterrorizante. Isso começou a me fazer sentir mais normal. Isso me fez pensar, “oh m*rda, muitas pessoas passam por isso, não sou só eu. Não é a primeira vez que isso acontece, eu não sobrevivi a um ataque de pânico.” É uma coisa que todo mundo passa agora e é muito triste. Eu tive terapia e muita ajuda. Uma das principais razões pela qual eu entrei nesse quesito é porque eu tenho fãs que sofrem com ansiedade e que têm ataques de pânico. Muitos pais tentaram dizer “meu filho tem ansiedade e ele tem apenas doze anos“, ou “minha filha tem isso e ela tem apenas sete anos“, e isso é injusto. Se eu consegui me sentir melhor quando ouvi falar de Fearne Cotton e Ellie Goulding, espero que aconteça o mesmo quando as pessoas lerem sobre mim.

A redes sociais podem realmente mexer com a sua cabeça e fazer você pensar que você não é bom o suficiente…

As mídias sociais podem ser tão ruins porque, por um lado, pode ser a melhor coisa de todas. Podemos ficar online todos os dias, conversar com nossos fãs, ser muito próximos, ter essa conexão com eles, postar vídeos e fotos além mantê-los atualizados de tudo. É uma coisa legal porque temos um certo relacionamento com nossos fãs, nossos amigos e nossa família. Por outro lado, você entra no Instagram e vê as pessoas que vivem esses estilos de vida ideais e as pessoas que parecem perfeitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você vê e pensa: “Por que eu não pareço assim? Por que eu não tenho um jatinho particular todos os dias? Por que eu não tenho um carro estacionado do lado de fora?“. Isso começa a bagunçar sua cabeça e você começa a sentir que não é boa ou bom o suficiente. Trata-se de tentar diferenciar o que é real e o que não é e, na maior parte do tempo, as redes sociais não são reais. Quando eu me abri sobre a minha ansiedade no Instagram, eu decidi que iria ser honesta quanto a isso. Estou muito feliz por ter feito isso porque acho que a mídia social está consumindo a vida de todos agora, especialmente os mais jovens.

Você pode ler 100 comentários incríveis e há um pequeno comentário negativo que fica martelando na sua cabeça…

É o negativo que fica com você e te afeta mais. Eu não sei como olhar para pessoas de forma tão negativa e cheia de ódio desse jeito. Você não sabe se deve olhar para eles e pensar “Por que você é malvado? Você gosta de ser insuportável? Ou você sente pena dessas pessoas porque elas sentem a necessidade de fazer isso? Eles estão se beneficiando por se sentirem melhor. Eu não sei como essas pessoas conseguem ser assim. Eu acho que se você não tiver nada de bom para dizer, feche a boca. Por que trazer sua negatividade para outras pessoas? Se você estiver passando por algo e quiser falar com alguém, fale com alguém, não seja agressivo com outras pessoas nas redes sociais. Só porque você está atrás de uma tela não está tudo bem, porque você está afetando as pessoas fazendo comentários desagradáveis. Essas pessoas não são robôs, elas têm emoções, então eu acho que as pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras.

Ataques de pânico me deram medo de ficar sozinha – eu nem conseguia pegar um trem pra ver meu namorado…

Estranhamente, quando comecei a vivenciar os ataques de pânico, desenvolvi o medo de ficar sozinha. É muito melhor agora do que era antes, eu ficava pensando: ‘se estou sozinha e tenho um ataque de pânico, o que eu faço?‘. Eu não tinha ninguém pra raciocinar comigo e não conseguia racionalizar isso na minha cabeça. Uma vez a minha mãe estava indo ao estúdio comigo, ela dirigia pra trabalhar comigo porque eu não conseguia entrar em um carro sozinha. Eu ficava em um carro por dois segundos e ficava tipo “dê a volta por favor, me leve para casa!” Eu não era capaz de sair de casa me sentindo normal.

Mesmo agora, meu namorado mora em Manchester porque ele joga no Liverpool, então quando ele se mudou, foi uma porcaria e, em seguida, isso começou a acontecer. Eu ainda não consigo pegar o trem sozinha, isso me assusta e me faz sentir muito claustrofóbica. Eu me sinto desconfortável. Minha mãe dizia: “Vou à loja comprar uma garrafa de leite!“, eu suava, entrava em pânico e dizia “Por favor, não me deixe sozinha, porque no segundo em que você sair da porta, vou ter um ataque de pânico e estarei sozinha.” Minha mãe não sabia o que fazer porque ela não podia cuidar de mim 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu nunca pensei que houvesse uma saída. Eu pensei que essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita… Foi como aprender a andar de novo…

Minha melhor amiga e prima Ellie, veio morar comigo e ela ajudou bastante. Agora ela pode sair com as amigas e eu estou bem sozinha. Parece ridículo, mas era como se eu precisasse ter babá por um longo tempo. Eu ainda luto contra isso. Eu não seria capaz de pegar um trem e ir para algum lugar sozinha, eu não posso mais fazer isso, isso me assusta.

Eu não sei se é por estar na indústria e saber que as pessoas estão constantemente olhando para mim e querendo “um pedaço de mim” ou, pode haver um paparazzi em algum lugar. Eu não sei se isso desencadeou, mas aconteceu. Quando eu olho para trás agora, pra essa estranha oscilação que eu tive, eu nunca pensei que acabaria porque nunca pensei que havia uma saída. Eu pensava: “essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita, eu nunca vou sair de casa e eu vou precisar de alguém para segurar minha mão todos os dias” e então eu pensei “eu não posso viver minha vida vida assim. Como vou ter uma carreira? Que tal eu subir no palco e me apresentar? Como eu vou conhecer nossos fãs? Como eu vou fazer qualquer coisa que eu amo fazer se eu não sair de casa?’‘ Era como aprender a andar de novo, era tão bizarro. Depois de superar uma coisa, quando saí da casa um pouco mais, minha mãe não precisou vir trabalhar comigo e eu estava bem. Então eu comecei a viajar sozinha. Eu posso entrar em um carro e ir para Manchester numa boa.

É sobre encontrar mecanismos de defesa, estou tentando não deixar isso me derrotar…

É sobre encontrar mecanismos de defesa e – pensar que naquela época, eu nunca achei que fosse estar aqui agora. Eu estou melhorando, eu não deixo isso me afetar, é um passo de cada vez. Você tem que descobrir por si mesmo e de como lidar com esse tipo de coisa. Estou quase lá. Meus mecanismos de defesa incluem meu cachorro, Hatchi – ele é meu filho. Eu o amo muito. Ele me mantém calma e eu falo com ele o dia todo. Se Ellie vai às lojas, no começo, eu estava bem no limite, mas agora tenho que deixar ela ir. Eu não posso fazer um acordo se ela quiser sair com os amigos dela para o cinema. Eu não posso ser essa pessoa. Quando todo mundo sai, se eu tenho o Hatchi, estou de boa. Eu tenho o meu pequeno companheiro. Ele me mantém sã. Meus pais, minha mãe, meu pai, entes queridos, amigos da família, conversar com pessoas diferentes ajudou bastante.

No começo, eu estava com vergonha de ir à terapia. Eu pensei que se eu dissesse a todo mundo que eu tinha ido à terapia, eles iriam pensar que eu fiquei louca…

Terapia ajudou muito, especialmente conversar com alguém que sabe exatamente o que está acontecendo na sua vida, você apenas se abre e é a melhor coisa do mundo. No começo, eu estava tão envergonhada porque pensei que se eu falasse com alguém que eu estava fazendo terapia, iriam pensar que eu havia enlouquecido. Eu achei que as pessoas pensariam que eu tinha ficado maluca, e houve uma hora que realmente achei que minha mãe iria me internar, porque eu estava tendo esses pensamentos nada agradáveis. Eu estava pensando de uma maneira diferente da qual eu normalmente não costumo pensar. Eu sou muito otimista, sociável, feliz, uma pessoa que sempre passa uma energia boa, e então eu comecei a ter pensamentos negativos que começaram a me aterrorizar.

Quanto mais eu pensava nisso mais me assustava. Mas admito: achei que eu estava esquisita. Como eu disse no meu post, eu vivi na minha mente por 26 anos quando julho chegar – meu aniversário. Eu tenho sido a mesma pessoa por 26 anos, minha vida mudou sim, foi uma montanha russa de muito drama mas ainda está na minha mente (ansiedade), então quando você perde o controle disso, você começa a pensar ‘o que diabos está acontecendo? Porque minha mente está fazendo isso comigo?‘ Você sente que é contra e de repente, luta contra isso. Uma parte tenta te manter o mais sã possível, a outra é como ‘você está realmente confusa‘ É tão assustador e bizarro, e eu nunca me abri no início, isso só ajudou a piorar. Mesmo que você esteja se sentindo um pouco pra baixo no trabalho ou até em coisas que estejam acontecendo na sua família, é bom falar para as pessoas. É bacana conversar. Se você tem um amigo ou professor, apenas alguém que você sabe que vai escutar já é ótimo.

É como batalhar com você mesmo – minha mãe começou a me dar bonecas para pintar e eu sentava e ficava nervosa quando ela saia de casa por dois minutos…

No começo eu falava pra ela ‘não me deixe sozinha, eu vou morrer‘. Chegava em um ponto em que era tipo ‘vai no mercado e pega seu celular, então quando eu começar a ficar nervosa eu te ligo‘. Eu fiz o mesmo com a mãe do Alex, Wendy. Ela tem sido incrível. Era época de natal e ela dizia: ‘Eu vou passear com o cachorro por uns dois minutos, levo meu celular e se você precisar de mim é só me ligar‘ Eu tentei ficar o máximo que eu pude sem ligar pra ela. Eu ficava tremendo e ela dizia para eu encontrar algo para ocupar a minha cabeça, como pintura. Minha mãe me deu essas bonecas e eu começava a pintar elas tremendo pensando ‘não liga pra ela, você é uma adulta, você consegue‘. É como batalhar com você mesmo. Quanto mais eu fazia, melhor eu ficava. Nada vai mudar durante a noite. Não acontece tão cedo, então você tem que conversar com si mesmo e racionalizar.

Agora eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu era a um ano atrás, todos nós vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas…

Pensando há um ano e meio atrás, eu achei que nunca melhoraria. Agora eu sou uma pessoa completamente diferente da pessoa que eu era a um ano e meio atrás. É exatamente assim. Eu sou um ser humano, vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas, não vai ser uma jornada fácil sempre. É isso do que esquecemos. Nas redes sociais, parece que estamos vivendo essas vidas ideais e não estamos. Vai haver obstáculos na jornada, isso é a vida. A maneira da como você lidará com isso, mostrará a pessoa que faz de você um ser humano.

Nós passamos por corações partidos. Você pode estar de coração partido e se sentir miserável mas, ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação ou uma entrevista pra fazer…

É difícil. Isso é muito difícil. De vez em quando eu penso que, se você está nessa indústria, você tem que agir como uma atriz ás vezes – o que é triste porque é uma droga não poder mostrar suas emoções 24 horas por dia ou 7 dias por semana, você tem que ser profissional na câmera. É um desgosto. Você pode estar sentindo um certo desgosto, e apenas querer ficar na cama e jogar o seu cobertor por cima da sua cabeça e não sair por uma semana, comer sorvete e ficar miserável, mas ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação e tem entrevistar para dar. Você tem que colocar isso na cabeça e apenas lidar. Algumas vezes é bom porque acho que se eu não tivesse tido trabalhado na época em que a ansiedade atacava, eu não teria ido. Se eu não tivesse pensado nas outras três garotas e ser forte contra isso. Estávamos nos preparando para a The Glory Days Tour, eu sempre tinha umas recaídas durante a turnê porque aprender coreografia é muita coisa. É intenso. Te suga fisicamente e mentalmente. Apesar de ser divertido, é trabalho duro. Se eu não tivesse as outras três garotas e a turnê para me preparar para todos os fãs que queriam ver o show, eu não acho que conseguiria. Eu estava feliz de estar em casa com minha família – Hatchi e chamar isso de um dia de folga. Foi aterrorizante tentar voltar em tudo.

Eu odiava minhas sardas. Cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele…’

Minha relação com beleza mudou. Eu não sei se foi a idade ou se a confiança vem conforme você cresce em não ligar para o que as pessoas pensam. Mas quando eu era pequena, eu estava no parquinho e nós brincávamos de “pegar os beijinhos”. Um dos meninos ficou meio “vamos pegar os beijos” e eu pensava ”espero que alguém realmente me pegue“. Eu corria e olhei pra trás, não tinha ninguém correndo atrás de mim. Eles estavam todos atrás de Nicola, e eu lembro de pensar, ”Ei e eu?“, um dos meninos disse ‘não beije ela, ela é bem sardenta!‘ Eu me lembro de pensar o que diabos está errado com as minhas sardas. Eu as odiava. Eu cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele‘. Ela ficou tipo, ‘quê?‘, eu disse ‘eles podem tirar a sua pele e colocar uma nova, não?‘ e ela disse ‘O que há de errado com você? Por que está dizendo isso? Isso não tem sentido.

Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como, usar muita base para fazer minha pele parecer impecável quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda…

Crescendo – estando nos camarins, me trocando na frente de todas as garotas – eu tinha essa grande cicatriz no estômago e te afeta ainda mais quando você é criança. Você acha que é o fim do mundo. Você pensa: Por que não posso ser normal? Por que não posso ter uma barriga chapada? À medida que você envelhece, você pensa: “P*rra, eu acho que é muito estranho!” Eu amo sardas. Eu sou fico no sol tentando conseguir mais. Eu as amo, quando eu era criança, era diferente. Eu só acho que quando você é criança, tudo é dez vezes pior. Você se preocupa com as coisas mais bobas, não é? A idade definitivamente me ajudou e me tornei confiante em minha própria pele. Eu sempre disse: você não pode agradar a todos. Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como por exemplo, usar um monte de base pra fazer minha pele parecer perfeita quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda e elas vão dizer ”por que ela está usando tanta maquiagem?” Eu também posso ser eu mesma estando com maquiagem ou sem maquiagem, mas na real, quem liga?

Veja fotos do ensaio de Edwards para Superga UK:

Fonte: Glamour Magazine UK

Publicado por Monise em 4 de janeiro de 2019

Nós conversamos com o grupo pop sobre a mega-fama, o movimento #MeToo e como é ganhar um dinheiro durante a noite toda.

Estou sentada em um sofá com os olhos fechados. Algumas músicas muito altas estão tocando nos meus fones de ouvido. É uma faixa pop saltitante e minimalista com letras sobre como amar seu corpo e sacudir seus peitos. Quando abro os olhos, não estou no meu próprio apartamento. Em vez disso, o empresário da Little Mix está sorrindo para mim, seu rosto iluminado por um carrossel de telas de TV que tocam vídeos de música sem parar ao nosso redor. “As garotas querem saber seus pensamentos”, ele bufa ameaçadoramente, apontando para os meus fones de ouvido. Antes que eu possa responder, porém, eu estou sendo conduzida pelos corredores lustrosos dos escritórios da Sony e em uma sala ao lado, onde Little Mix estão juntas em seus cabelo estilosos.

Primeiro, vamos voltar há alguns anos atrás. Little Mix ganhou o X Factor em 2011 – quando ainda era um caminho viável para o sucesso – e chegaram a fazer cerca de 12 milhões de libras. Elas lançaram quatro álbuns, com outro em seu caminho, quebrando recordes anteriormente mantidos pelas Spice Girls. Elas também são a primeira “banda de garotas” britânicas a ter esse tipo de fama sob o brilho das mídias sociais. Embora possa ter sido muito bom lançar músicas cativantes e gritar muito “girl power”, espera-se que grupos pop brilhem com bastões de liberdade e livre-arbítrio em todas as plataformas sociais, além de não perturbar a multidão da Radio One e leitores de tabloides de fim de semana. É um ato de equilíbrio estranho – mas que o Little Mix parece ter dominado.

Agora com idades entre 25 e 27 anos, eu esperava que as quatro – Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade – estivessem cansadas, talvez até um pouco exaustas, como em entrevistas anteriores. Em vez disso, sou recebida por um coro de gritos entusiasmados. Mais tarde, descobri que esta é a primeira promoção que elas fazem em anos.

Eu amei seu macacão!Jesy me diz, antes de se virar para Perrie, que está no meio fofocando sobre o recente casamento de outro músico. “Você deveria ter visto o terno dele, era exatamente como você imagina“, ela está dizendo, tomando chá de uma caneca como uma mãe acampando. No entanto, assim que ligo o gravador, tudo é negócio: elas giram seus rostos imaculados e destacados em minha direção e calmamente aguardam minha lista de perguntas. Elas podem parecer as garotas da sua escola nos condados de origem, mas, a essa altura, elas também são profissionais.

Quando elas ganharam o The X Factor, no entanto, elas não estavam tão bem preparadas. Na verdade, elas não estavam mesmo preparadas. “Nós éramos tão inconscientes quando começamos”, Jesy me conta. “Nós fomos jogadas dentro da indústria sem nenhuma expectativa, nós não sabíamos o que iria acontecer, não sabíamos que íamos receber abuso contra nós pela forma como estávamos. Foi realmente assustador. Foi horrível.Perrie acena: “Eu não sabia – nenhuma de nós sabia – as coisas que viriam com [fama], você sabe o que eu quero dizer? Nós amamos nos apresentar – essa é a nossa coisa favorita no mundo. Mas todo o resto…Nós não sabíamos que seriamos criticadas, ou odiadas por usar uma blusa oi uma saia; nós não tínhamos noção de nenhuma dessas coisas.

Se elas pudessem voltar, eu pergunto, o que elas poderiam terem dito a si mesmos? Como elas poderiam ter se preparado para o que estava por vir? Há uma pausa, e então Perrie se inclina: “Eu teria dito, ‘você não está pronta, vá para casa”. As outras riem, mudando de posição em suas cadeiras. “Estou falando sério!“, ela diz: “Éramos todas muito jovens – tínhamos entre 16 e 18 anos. Isso é ruim? Isso não é uma coisa ruim para dizer, é?” Ela olha para o seu empresário, que balança a cabeça. Ela continua: “A ideia de ser uma popstar para mim era cantar e ser amada e idolatrada, dando autógrafos e sendo rica, e por mais egoísta que pareça, eu queria isso. Eu não queria algo medíocre. Eu queria ser ambiciosa. Mas, ao mesmo tempo, acho que aos 16 anos, fazendo testes para algo que minha mãe me obrigou a fazer…não me senti pronta.

Não era apenas a fama para a qual elas não estavam prontas, mas também a quantidade absurda de dinheiro que enchia suas contas bancárias da noite para o dia. Cada uma delas vem de famílias normais, em cidades regionais – então, não era uma riqueza que elas estavam acostumadas a estar por perto, muito menos saber o que fazer com tudo aquilo. Elas receberam um adiantamento imediatamente depois de ganhar o show, e Jade me diz que a maioria delas viajaram nos primeiros meses (“Eu fui para Marbella, vivi o sonho, não economizei um centavo”). Perrie foi à loja da Apple e comprou laptops para todos os seus amigos e família. Jesy ostentou roupas. “Vocês se lembram de quando fomos pagas pelo anúncio da Marks e achamos que era muito dinheiro?”, ela pergunta as outras. “Lembro-me de ir a All Saints com minha mãe e irmã – All Saints é realmente muito caro – e eu fiquei tipo, ‘Eu posso fazer compras na All Saints!’Perrie ri: “Eu lembro de ir ao Primark com a minha mãe e enlouquecer.

Confira imagens do grupo durante o ensaio fotográfico logo abaixo:

Sem saber se sua popularidade iria diminuir de repente, elas rapidamente alugaram os melhores apartamentos que puderam encontrar em Londres e dividiram os dois em cada duo. “Eu e Jess tínhamos uma cobertura em Putney“, lembra Leigh-Anne. “Era legal demais. Nós viemos sem nada, então apreciamos tudo.”Elas ainda têm momentos em que são como…”espere, o que estou fazendo aqui?” “Não“, murmura Perrie, “Muito tempo se passou pra ficar pensando nisso.

Para realmente entender o sucesso do Little Mix, precisamos primeiro retroceder duas décadas e ver as Spice Girls. Muito já foi se dito sobre como o grupo de garotas dos anos 90 revolucionou o pop britânico. No início deste ano, a ex-editora da Music Week, Selina Webb, disse ao The Guardian: “A maneira experimentada e testada de quebrar uma banda foi se empolgar com a música primeiro, mas com as Spice Girls você se empolgou com elas.” Elas eram compreensíveis e carismáticas, e elas lançaram uma série de grandes sucessos do pop – era sobre essa combinação e ordem. Como o crítico pop David Sinclair escreveu em seu livro de 2007, Spice Girls Revisited: “Quando elas estavam prontas para enfrentar o mundo, havia uma química sensacional no trabalho entre as cinco Spice Girls, fundada em um vínculo genuíno”.

Little Mix seguiu uma trajetória muito semelhante. Quando elas foram colocadas juntas no The X Factor, elas pareciam engraçadas, barulhentas e calorosas – o tipo de garotas que poderiam segurar o cabelo uma da outra enquanto vomitam em um banheiro de uma balada, ou jogar sua vodka spritz num cara estúpido que prejudicou uma delas. Claramente consciente de que este grupo estava dando aquela mesma energia específica que atrai jovens garotas britânicas em particular, a SYCO rapidamente as enviou para trabalhar com alguns dos produtores mais sensacionais do pop – TMS, Future Cut, Steve Mac, Xenomania, Jon Levine entre outros. E então veio o ataque de hits cativantes, e depois veio um pouco mais. Canções como “Wings“, “Shout Out To My Ex“, “Black Magic“, “Touch” e “Salute” tinham refrões gigantescos, harmonias sedosas e letras sobre amor e fortalecimento. O projeto foi repetido e sua entrega foi um sucesso.

Mas as Spice Girls foram há 20 anos atrás e Little Mix é uma banda muito diferente – especialmente agora. Para começar, há a maneira pela qual a fama de cada banda se manifesta. Quando entrevistei Mel C há alguns anos, ela me disse que a parte mais difícil de ser lançada no centro das atenções era a forma como coincidia com a ascensão da imprensa britânica dos tabloides. “As Spice Girls foram um verdadeiro ponto de virada para as celebridades [cultura] e fomos criticadas constantemente; mentiras foram escritas sobre nós ”, disse ela. “Eu acho que quando jovem, apenas ler sobre você mesmo é realmente difícil, especialmente quando é baseado em uma imagem composta de opiniões. Foi muito difícil e confuso para mim. Como muitas pessoas, em meus 20 e poucos anos eu era realmente vulnerável – eu não sabia quem eu era ou quem eu queria ser, eu estava me sentindo do meu jeito“.

Falando com Little Mix hoje, seus comentários sobre a fama soam extremamente parecidos com o que Mel C estava dizendo (Jesy: “Ninguém quer ver coisas desagradáveis ​​escritas sobre eles mesmos, todo mundo tem sentimentos – você não é um robô, você é um humano.”) Mas elas também estão no auge por quase o dobro do tempo, e são mais velhas. Elas me disseram que desenvolveram mecanismos de enfrentamento quando chegaram aos vinte e cinco anos. Ainda dói ler artigos que se concentram em seus corpos ou comentários que não são verdadeiros, mas sim equilibrar esse barulho. “Eu pessoalmente estou me aceitando mais agora. Eu sou o suficiente apenas sendo eu mesma”, diz Leigh-Anne. Jade concorda: “Para mim, foi apenas o ano passado. Eu não sei se um interruptor aconteceu…mas senti durante a noite. De repente, eu vi um artigo on-line sobre mim em vez de ir para os comentários para ver o que as pessoas estavam dizendo, eu apenas fiquei pensei: ‘Nada disso é verdade, agora vou comer algo.’

Little Mix também vem de uma geração diferente de suas antecessoras. Já não é considerado suficiente para libertar os hinos de capacitação das mulheres. Isso é basicamente uma coisa positiva – se você está lançando músicas com letras como “Mulheres de todo o mundo / Escute, estamos procurando recrutas … Representando todas as mulheres, saudação, saudação” faz sentido que essas palavras sejam seguras. Um olhar sobre a reação contra artistas como Taylor Swift, Lily Allen ou Miley Cyrus – que foram acusadas ​​de apropriação cultural, ou usando pessoas LGBTQ+ como adereços no passado – mostra que as conversas em torno da música pop e do feminismo progrediram desde os anos 90, quando foi o suficiente para soltar alguns slogans que você poderia imprimir em camisetas rosa e vender por dinheiro. Mas há uma imensa pressão que existe dentro dessa evolução também.

Ao responder a esses assuntos, Little Mix frequentemente se volta para Jade, que tem um jeito de se expressar com particular clareza e concisão (embora todas façam isso). Ela explica como, quando começaram, elas tiveram o cuidado de não falar muito abertamente por medo de controvérsia. “Estávamos com medo de dizer a coisa errada, basicamente“, diz ela. “Nós não queremos falar sobre algo se sentimos que não fomos realmente informadas. Mas há uma mudança que vem com a idade e também aprendemos mais sobre o que está acontecendo no mundo. Acho que estamos fazendo isso mais em geral, sobre as coisas pelas quais somos apaixonadas – sejam direitos das mulheres, questões LGBTQIA+ ou Black Lives Matter. Todas aquelas coisas que uma vez teríamos medo de dizer. Mas não há problema em ser apaixonada por algo e falar contra algo se você não concordar com isso.

Nós queremos nos educar, aprender sobre essas coisas e ajudar as pessoas”, diz Leigh-Anne. Jade continua: “Porque como uma estrela pop, você está em uma bolha. Estamos na estrada o tempo todo. Nós realmente não assistimos TV. Às vezes somos um pouco ingênuas com o que está acontecendo ao nosso redor.” Para um de seus vídeos, para uma nova música “Strip”, elas falaram com mulheres diferentes para ganhar uma perspectiva mais intencional, então não foram apenas as vozes delas sobre o clipe. “Falamos com alguém que faz a fundação Daughters of Eve, que ajuda aquelas que passaram pela mutilação genital feminina. Nós falamos com Christine, uma mulher que dirige uma instituição de caridade para câncer de mama, falamos com um modelo trans.

As outras estão cutucando Jade agora, sussurrando para ela me falar sobre algo chamado “Woman’s World“. Por um momento eu acho que elas estão se referindo à música da Kate Bush, mas acontece que elas têm uma faixa em seu novo álbum que tem um nome igual. “Então nós escrevemos essa música quando todo o movimento – #MeToo estava acontecendo”, diz Jade, colocando o chá na mesa. “Você sabe… eu estava tão brava com o que estava acontecendo. Foi importante escrever a canção com Jez, [um compositor] que é um homem. Ele contém uma mensagem importante. Nós não escrevíamos nada que era muito controverso antes, e agora estamos começando a escrever coisas que são um pouco mais honestas. Queremos ser um pouco mais animadas e dizer “sim, é difícil ser mulher“. Como são as letras? Ela enrola alguns deles: “Se você nunca teve que dificuldade para ser ouvido/ você não viveu no mundo de uma mulher“.

Nossas conversas sobre o modo como as mulheres às vezes são tratadas não são todas muito graves. Quando conversamos sobre aquela época, elas cantaram o hino de vingança “Shout Out To My Ex” no The X Factor em 2016 e logo foram chamados de “p*tas” e “strippers” por usarem roupas e se divertirem, há uma onda de riso genuíno. “Cachorraaas!” Grita Jade. “’Little Mix em roupas de prostitutas de escravidão!’… Eu não vou mentir, geralmente é um jornalista masculino. Eu sempre dou uma olhada.” De repente o rosto de Perrie vem em uma imagem de preocupação simulada: “Sim, para sermos justas, não sei por que passamos semanas e semanas trabalhando em harmonia e coreografia, quando na verdade ninguém se importa – eles estão apenas escrevendo sobre nossas roupas.

Como eu acho que nossa conversa está chegando a um fim natural, Leigh-Anne se inclina para frente e me olha nos olhos: “Mas… o que você esperava de nós? Estou curiosa sobre o que você pensa.Jesy  cruza as pernas e continua: “Sim, daquelas quatro músicas que você ouviu. De qual você mais gostou?” Eu penso nas músicas que eu estava ouvindo no sofá, antes da nossa conversa. Elas eram poderosas, cheias de garras, mas também soava um tanto quanto americano, em seu fluxo e entonação. Algumas das canções poderiam ter sido faixas de Beyoncé de 2008. “Eu não sei se eu tinha alguma expectativa. Eu não sei como responder a essa pergunta“, eu respondo, não acostumada a ser questionada assim.

Leigh-Anne se inclina para trás, vagamente insatisfeita. “Talvez as pessoas geralmente não saibam o que vamos voltar a lançar“, ela dá de ombros. “Talvez eles não tenham ideia. O que você achou de “Woman Like Me?” Você não mencionou essa … Eu quero sua opinião sincera“.

Eu digo a elas que não era a minha favorita, eu gostei mais da faixa “Strip“. As letras – sobre positividade corporal e partes de você mesmo que você não pode mudar – foram positivas. Eu gosto da ideia de jovens adolescentes ouvirem essas palavras e absorvê-las. O fato de que há uma banda como Little Mix – mulheres engraçadas e barulhentas, com músicas pop que fazem você querer pisar na rua e chutar o lixo, músicas pop que dão a você uma corrida açucarada – é uma coisa valiosa.

Sim, tudo bem”, diz Perrie, remoendo a minha resposta antes de Jesy entrar: “Mas você gostou mais do ‘Strip’ porque achou interessante escrever sobre algo, ou gostou de ouvir como música, porque, é como você prefere ouvir?” Elas bufam, ouvindo a si mesmas. “Agora estamos entrevistando você!“, diz Leigh-Anne.

É assim que é sair com o Little Mix. Elas são sinceras e expressivas, ansiosas e facilmente entediadas, compreensivas e também apenas imaginando seus passados, como o resto de nós em nossos vinte anos e além. “Me desculpe, podemos parar porque eu realmente preciso ir ao banheiro“, diz Jade. “Eu também“, diz Perrie, e então todas nós estamos dando de frente para a porta e todo mundo está dando adeus.

Fonte: Noisey Magazine

Publicado por Monise em 20 de dezembro de 2018

Segundo o colunista de música José Norberto Flesch do jornal Destak, o grupo britânico será uma das principais atrações do megafestival Rock in Rio no ano que vem, que acontece a cada dois anos. No intuito de divulgar seu mais novo quinto álbum, ‘LM5’, o Little Mix está finalmente preparado para poder colocar os pés em solo brasileiro pela primeira vez.

Artistas internacionais como P!nk, Imagine Dragons e The Black Eyed Peas já estão oficialmente confirmados. Ainda não se tem uma data exata do dia em que irão se apresentar mas a previsão é que se apresentem na primeira semana do evento de música. O Rock in Rio de 2019 acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro.

Arquivado em Noticias
Publicado por Monise em 19 de novembro de 2018

Little Mix têm tratado de empoderamento e de fazer as pessoas se sentirem bem desde o começo. Este é um princípio que continua com elas através de suas carreiras – agora em seu sétimo ano – mas no novo álbum, LM5; fica claro que querem alcançar bem mais. Ou, como Jesy diz, elas querem “falar  umas boas verdades”. Enquanto as músicas anteriores, ”Wings”, ”How Ya Doin’?” e ”Salute” encorajaram os jovens, em sua maioria meninas, para que persigam seus sonhos, se imporem e nunca deixar nenhum homem em seu caminho, em LM5 elas deixam isso específico em temas que relacionam à mulher, como sexismo, humilhações e a imagem corporal, mais explicitamente.

Quando conheci a banda (infelizmente sem Jade, que foi para sua casa em South Shields por conta de uma emergência familiar) num hotel em Central London, Jesy, Leigh e Perrie estavam loucas para falar sobre o álbum, e tem muito a dizer sobre o que as inspirou a começar a falarem desta vez.

Acho que todas estamos nos sentindo verdadeiras feministas”, diz Leigh, ao lembrar de escrever e gravar o LM5. “Tem tanta coisa acontecendo agora no mundo, e tinha muito o que dizer no álbum. Nós nunca nos sentimos tão corajosas em nossas vidas, nem tão fortes, empoderadas e confiantes.”

Faz dois anos desde o lançamento de Glory Days, e mesmo não sendo notável, como Leigh aponta, muito mudou desde aquilo.

Mais pessoas estão se impondo sobre… bem, tudo” ela explica. “E isso nos deu a confiança de que podemos nos impor um pouco mais sobre as coisas.” “E amadurecemos!Perrie complementa. “Passamos por tanta coisa desde Glory Days. Apenas parecia ser o certo [se impor].

Para alguns, um grupo pop vindo do X Factor provavelmente não seria a primeira escolha para falar de problemas sociais pertinentes, e Leigh reconheceu isso no começo, elas eram mais relutantes sobre falar problemas sérios “Ás vezes você sente que pode ofender alguém ou falar algo errado.” Ao perguntar se já foram desencorajadas ao falar publicamente, houve uma conversa entre as três, antes de Jesy virar para sua colega de banda e dizer, “Fala, Pez…”.

Acho que é como Leigh disse sobre não querer dizer nada que ofenda alguém,” Perrie diz, claramente numa forma relutante de explicar. “Mas, eu acho, honestamente que estamos mais velhas e estamos na indústria há um bom tempo, experimentamos coisas que nós pensamos, “Quer saber? Não vou me calar mais’. Se estou sentindo algo, apaixonada e alguma coisa aconteceu comigo, pessoalmente, na banda, local de trabalho, não importa a situação, eu vou me impor em relação a isso.

Ainda que o feminismo tem sido um tema prevalecente no pop há algum tempo, ainda é raro ouvir essa palavra em uma música pop, o motivo pelo qual a banda diz que acham importante para o público escuta-la no em Joan Of Arc, prévia do álbum.

Eu sempre acho que no começo, nós estávamos realmente com medo de dizer essa palavra e dizer que somos feministas” Leigh Anne admite.

Porque… eu não sei porque nós estávamos com medo de dizer isso, eu realmente não sei…

Eu vou te dizer porque” sugere Perrie. “Porque quando começamos, isso não era ‘uma coisa’. Existia, mas era empurrado para baixo do tapete. Era algo que ninguém falava”.

“Agora, sete anos depois, nós somos mulheres na indústria, nós somos poderosas. Então agora nós estamos falando e agora dizemos como nos sentimos e o que pensamos, e nós estamos tentando fazer a diferença. Então é por isso.

Nós não sentíamos que era apropriado falar sobre isso naquela época. Mesmo que nos sentíamos dessa forma, nós sentíamos que queríamos que tudo fosse igual e nós acreditávamos em igualdade, e não achávamos que os homens deveriam ignorar o que nós tínhamos a dizer em reuniões e no nosso espaço de trabalho, e coisas do tipo, e agora é importante.”

Eu não estou dizendo que estamos aderindo a moda” ela adicionou rapidamente. “Nós sempre nos sentimos dessa forma. É só que, talvez, no passado, nós evitamos falar…

Jesy diz: “Eu acho que estávamos com medo também, para sermos justas. Tipo, nós tínhamos acabado de começar, você não quer causar intriga com ninguém. Não é louco? Que você sente que não pode defender algo em que acredita porque você tem medo de irritar alguém e que isso pode afetar a sua carreira. Isso é uma loucura. Nós conquistamos para caralho o nosso direito de dizer como nos sentimos“.

Enquanto muitas fãs do Little Mix são meninas e mulheres jovens, vários homens também estão concordando com as mensagens que elas colocam em pauta. Em uma época em que os estereótipos de gênero estão constantemente mudando e sendo reavaliados, a banda tem uma mensagem sobre isso? Em resposta, Jesy lamenta a ausência de Jade (“essa é a sua causa, não é?“), antes da Leigh Anne dizer:

O que tentamos colocar, como um grupo, é direitos iguais. Por que alguém deveria ser tratado de forma diferente por causa de raça, sexo ou qualquer outra coisa? Nós somos todos seres humanos, nós todos respiramos, nós temos almas, corações e eu acho que tudo o que podemos fazer é continuar espalhando essa mensagem positiva. E continuar…

Insistindo no assunto?” sugere Jesy, com uma risada.

Sim, basicamente! Continuar insistindo no assunto.

A faixa do LM5 que a banda parece estar mais ansiosa para falar sobre é Strip, uma música que elas escreveram sobre as inseguranças que sentiram como mulheres jovens expostas ao público, e é um hino animado sobre positividade corporal. Enquanto o amor próprio está distante de ser um tema novo no pop (Lady Gaga lançou Born This Way antes mesmo das integrantes do Little Mix terem se conhecido), tais hinos focam na beleza interior e ignoram o supostos defeitos, porque outros atributos devem brilhar de fato. Strip, no entanto, tem uma abordagem expressivamente diferente, celebrando o que a sociedade considera ser um defeito, com a letra citando “seios pequenos”, “bundas grandes”, “marcas de estria” e “sacudir todo esse peso”.

Jesy diz que Strip é o seu maior orgulho depois de sete anos de grupo, com todas as meninas codirigindo o clipe com o fotógrafo de moda Rankin (“Nós somos as chefes, vadias!” exclama Jesy) no qual elas aparecem peladas, cobertas de insultos que as cercaram ao longo dos anos: “vadia”, “feia”, “insignificante”, “aparência estranha” e “gorda”.

Quando eu comecei, eu nunca queria falar sobre o meu peso” lembra Jesy; “Eu estava tipo ‘Que m*rda, essa é a única razão pela qual eu vou ser sempre lembrada?’. Eu queria ser conhecida apenas como uma cantora no grupo, eu não queria ser conhecida como ‘a gorda’ ou ‘a maior que as outras’. Era tão ruim e eu só pensava ‘talvez se eu não falar sobre isso, então, talvez, isso vai acabar’. […] Mas então eu estava tipo ‘que se f*da’, nós precisamos falar sobre isso, porque quanto mais nós falamos, mais encorajamento colocamos em meninas a se olhar no espelho e dizer ‘Eu sou uma garota normal, não tem nada de errado com o meu corpo, isso é normal, e eu devia me amar assim’, ao invés de olhar o Instagram e se comparar com outras garotas… provavelmente nem é real, de qualquer forma, tem filtros e Facetune” […]

Então o clipe de Strip era muito importante para nós, porque quando você assiste, é tão real, tipo, não tem como ser mais real que nesse vídeo. Nada foi editado, o que você vê é a realidade, e é sobre as mulheres se sentirem bem e confiantes e amar cada uma das partes do seu corpo. E nós tivemos algumas mulheres incríveis lá que defendem causas realmente incríveis“.

A banda está completamente frustrada sobre vários tabloides ter focado mais na nudez do que na mensagem que estava sendo passada (“Nós estamos fazendo algo positivo para car*lho, para de tentar nos sexualizar de novo!Jesy gritou, quando eu mencionei algumas manchetes), mas além do assunto relevante da música, parece que elas conseguiram se divertir nas filmagens.

Eu não vou mentir, eu sou um pouco puritana, em geral” disse Leigh Anne, sobre o ensaio nu. “Eu me cubro um pouco, não porque não sou confiante, mas porque sou prudente. Então foi incrível, eu me senti liberta ao mesmo tempo“.

Eu amei!Jesy grita, antes de avisar “A Perrie ama ficar pelada, de qualquer forma“.

Eu gosto de uma nudez, própria” ela confirma. “Você deveria me ver no meu camarim! Eu constantemente tenho que me desculpar com as outras pessoas“.

O que segue é um testamento sobre o que tem mantido Little Mix no gosto do público pelos últimos sete anos; a sua química inegável, enquanto Leigh-Anne e Perrie mantém um debate tocante sobre a postura dos seus familiares quanto a nudez enquanto elas cresciam.

Isso pode soar um pouco estranho, mas eu nunca me acostumei ver a minha mãe pelada quando era mais nova…” admite Leigh Anne, enquanto Perrie compartilha: “Isso é engraçado, eu estava vendo vários vídeos caseiros há pouco tempo atrás. E eu estava tipo ‘oh eu adoraria postar isso [nas redes sociais]’, mas minha mãe disse ‘Você não pode’.

Porque, quando eu era mais nova, nós sempre estávamos só de roupa íntima. Eu e meu irmão estávamos sempre, ele com sua cueca, eu com minha calcinha e a minha mãe com calcinha e um sutiã, e era isso. Nós éramos uma família tão próxima, que era assim que funcionava“.

Jesy teve que se manifestar para continuar a entrevista, voltando ao assunto com clipe de Strip: “Eu amo saber que nós criamos essa imagem que pode, possivelmente, durar… Você sabe o que eu quero dizer?

Eu gosto de que podemos olhar para trás quando, infelizmente, acabar… Eu me pergunto em quantos anos isso vai acontecer?… Mas nós poderemos olhar para trás e tipo… nós fizemos isso. E essa é a nossa única prioridade nesse grupo. Nós não estamos aqui para cantar e dançar no palco, nós estamos aqui para ser a mudança“.

Eu acho que nenhum grupo fez isso antes e eu acho que fomos muito corajosas. Nós passamos por muita coisa quando jovens e terminou sendo o oposto. Foi um sentimento incrível para nós só sentar lá, sabendo que essa imagem vai ser divulgada e vai inspirar muitas pessoas a se sentir muito bem consigo mesmas“.

Eu amei o que você acabou de dizer sobre tudo o que já passamos” concorda Leigh Anne. “Porque isso não é apenas nós aderindo a moda, ou qualquer coisa do tipo ou dizendo ‘olhe para nós peladas’…” acrescenta Perrie.

… Essas somos nós enfrentando as coisas e de fato tendo a coragem para defender a causa agora. Nós todas tivemos negatividade, muita negatividade nos cercando por razões diferentes. E agora eu acho que é muito importante e corajoso da nossa parte nos expor e dizer todas essas coisas e ajudar as pessoas. Porque isso vai ajudar as pessoas, pense em todas as pessoas que vão olhar aquilo e se sentir inspiradas, e é exatamente por isso que estamos o fazendo“.

Perrie adiciona que o vídeo é intencionado como “a luz no fim do túnel” para os seus fãs, comentando: “É sobre acreditar em você mesmo e se achar bonito, independentemente, porque todos passamos por fases que nos odiávamos muito. Odiávamos isso, odiávamos aquilo, odiávamos nossos corpos, ‘por que eu não pareço com ela, por que você é assim? Por que eu não tenho seis grandes? Por que eu tenho seios pequenos?’.

Você constantemente se compara a outras pessoas e é aí que pode ficar insuportável fisicamente e mentalmente“.

Jesy, em particular, disse que a seu caminho de aceitação foi difícil, lembrando que sua maior dificuldade enquanto era integrante do Little Mix foi “a superação de o quão inferior eu me sentia sobre mim mesma ao longo dos últimos quatro anos“.

Eu não consigo falar sobre isso porque me deixa triste” ela admite com lágrimas, afirmando: “Isso é estranho, agora eu sou outra pessoa. Eu estou mais feliz do que nunca“.

A coisa mais difícil é, provavelmente, ter que lidar com sua vida pessoal e seus problemas pessoais sendo uma figura pública” disse Perrie. “E eu acho que ter que sorrir quando você está  acabada por dentro é a coisa mais difícil de todas…Ainda assim, quando você consegue, é como ‘vitória para mim!‘. ”

Nós superamos uma grande negatividade na banda” Leigh Anne diz “E nos tornamos mais fortes, por outros lado”. Ela revela que a coisa mais difícil foi tentar fazer as pessoas entender que “só porque você está em uma girl band não significa que você não é uma artista de verdade”.

Você nem imagina o quão difícil é para nós não ser só artistas pop, mas o estigma atrelado a nós porque somos uma girl band. É tão frustrante, mas estamos fazendo tudo o que podemos para provar que somos artistas de verdade.”

Nós escrevemos as músicas, nós produzimos o nosso álbum, fizemos o desenvolvimento artístico, nós dirigimos o clipe de Strip… e nós fazemos músicas boas! Então nós, de fato, não podemos fazer mais nada para provar as pessoas. Nós somos uma girl band e temos orgulho disso“.

As pessoas acham que devíamos ficar no nosso cantoPerrie diz. “Mas eu vou te dizer uma coisa, nós não temos um canto. Nós não queremos ter um canto. Nós não planejamos estar em um canto, e nós vamos fazer o nosso próprio espaço. É o que eu penso.”

Fonte: Huffpost

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