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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

Little Mix estreou um trecho de seu novo single “Bounce Back” nas redes sociais. Isso marca um novo começo após uma turbulência em torno de seu quinto álbum de estúdio, LM5, lançado em novembro do ano passado.

O The Sun revelou que a banda deixou a Syco – sua antiga gravadora – para a RCA Records UK na mesma época em que o quinto álbum foi lançado.

Jade disse:

“Apenas pareceu certo, especialmente mudar para a nova gravadora. Nós sentimos que queríamos fazer algo novo. ”

Elas gravaram a faixa em Los Angeles no início deste ano e gravaram o videoclipe em Londres no início deste mês (maio).

Jesy completou:

“Isso aconteceu muito rapidamente. Nós ouvimos isso [o single] há dois meses e, assim que ouvimos, dissemos: “OK, temos isso.”

“Nós amamos, tem uma vibe tão boa, é uma música de verão. Foi uma escolha fácil de ser tomada. É uma daquelas músicas que podem ser tocadas em qualquer lugar e só faz você querer dançar. ”

Sobre a nova turnê, Perrie revelou:

“Espere grandes coisas. Toda vez que fazemos turnê, queremos que seja melhor que a anterior. E a última foi muito boa.”

Jesy acrescentou:

“Temos uma nova equipe, então isso é ainda mais emocionante. Tudo vai ser diferente. É muito mais maduro.”

Fonte: The Sun

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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

O quarteto famoso, que ganhou o The X Factor em 2011, tocou um trecho de seu novo single no final de sua apresentação que durou 45 minutos no Big Weekend da Radio 1.

Conversando com exclusividade ao Daily Star após o show, as garotas ficaram de boca fechada sobre o título do single, mas Jesy Nelson não conseguiu esconder o sorriso quando perguntaram se os rumores de que a música se chamava “Bounce Back” eram verdadeiros.

Jesy disse:

“Não podemos contar, mas está chegando. Muito em breve.”

Confirmando que o vídeo já foi filmado em segredo, Perrie continuou:

“Nós gravamos o videoclipe. É divertido! É um pouco louco. Não faz muito sentido.”

Jade Thirlwall acrescentou:

“É estranho. É sexy. Muito fashion. Estamos servindo visuais.”

Em novembro, a Little Mix dará início à sua turnê LM5: The Tour. E apesar de estar a meses de distância, as garotas já estão ensaiando para o show.

Jesy explicou:

“Será um show completo. Vai ser incrível.”

“Estamos tão atentas a todos os detalhes…Temos uma ótima equipe e a produção está de tirar o fôlego.”

Admitindo que elas sentem a necessidade de fazer um show mais elaborado do que nunca, Perrie brincou:

“Acaba sempre sendo melhor que o último. A gente precisa manter as pessoas voltando para as nossas turnês.”

Fonte: Daily Star

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Publicado por Monise em 7 de junho de 2019

Perrie Edwards pode ser parte do grupo feminino britânico de maior sucesso de todos os tempos, Little Mix, com Brit Awards, recordes e vários topos nas paradas musicais, mas por trás da vida de famosa, a cantora vem lutando contra a ansiedade há algum tempo.

Em um post recente no Instagram no mês passado, a jovem de 25 anos revelou ter dificuldades em lidar com sua ansiedade e os ataques de pânico.

Ela está por conta própria pela primeira vez como o rosto da marca de sapatos Superga, e Perrie nos contou sobre o seu relacionamento com sua mente e de como ela mal conseguiu sair de casa por mais de um ano. Isso vai além da palavra “coragem”.

Estar por conta própria pela primeira vez para a campanha da Superga foi bastante assustador no começo…

Hoje tem sido ótimo – fazer o ensaio fotográfico com a Superga – eu tive o melhor dia de todos. Tem sido muito divertido. Mas tudo que é um pouco diferente é bastante assustador, pelo menos no começo, mas até você sentir na pele a experiência, rapidamente, esse “medo” acaba. No começo, eu não vou mentir, eu fiquei tipo ‘argghh‘, mas tem sido muito bom. É estranho porque nós (Little Mix) passamos tanto tempo juntas, passamos por emoções como se fôssemos uma só pessoa. Se uma de nós está passando por uma situação complicada em um relacionamento ou uma de nós está se sentindo um pouco pra baixo, a gente começa a se ajudar. Quando uma das garotas passa por um término, é como se eu estivesse passando por um término também. É muito bizarro, mas acho que, porque passamos muito tempo juntas, estamos em sincronia agora.

Se você for andar com a minha linha de tênis com a Superga por um dia…

Eu acho que se você fosse dar uma volta no meu lugar por um dia, prepare-se para um dia louco. Eu não acho que tenho dias normais, são todos um pouco estranhos. Estamos sempre ocupadas, sempre há algo acontecendo e eu estou sempre com a agenda cheia, então sempre acaba sendo um dia agitado. Tudo o que fazemos é diferente, como temos ensaios fotográficos, filmagens, dias de aquecimento vocal, aprendendo harmonias diferentes e depois temos longos dias de gravações. Todo dia é diferente.

Quando tive um ataque de pânico pela primeira vez, liguei para médicos dizendo: “Estou morrendo, acabei de ter um ataque cardíaco!”

No começo, eu nunca quis me abrir sobre isso. Quando começou a acontecer, parecia que nunca havia acontecido com ninguém antes. Eu não consigo explicar. Era quase como se eu não soubesse o que estava acontecendo quando eu estava passando pelos sintomas físicos dos ataques de pânico. Eu sempre tive ansiedade, eu só acho que nunca foi desencadeada de uma forma que se tornaria algum sintoma físico, então quando isso começou a acontecer foi tão assustador porque eu não sabia o que estava acontecendo direito. Eu estava ligando para médicos, eu estava ligando pra todo mundo dizendo: “Eu estou morrendo, eu acabei de ter um ataque cardíaco!” Eu pensei que havia algo realmente errado comigo. A razão pela qual eu nunca quis falar sobre isso antes era porque toda vez que alguém dizia: “Eu tenho um pouco de ansiedade“, isso acionava e então acontecia. Era quase como se falar sobre isso fizesse acontecer; esse maldita coisa da qual eu tinha medo. Agora eu tenho um lugar onde eu estou tentando não deixar isso tomar conta da minha vida, então agora quando eu falo sobre isso abertamente, eu sou bem honesta porque eu sei que estou bem, então se você tivesse me dito isso há um ano atrás (eu estaria falando abertamente sobre a minha ansiedade), eu realmente começaria entrar em pânico. Eu teria um ataque de pânico na hora.

Saber que outras pessoas tinham ansiedade me fez perceber que eu não sobrevivi apenas a um ataque cardíaco…

O que mais me ajudou foi saber que outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Eu fui saber procurar mais sobre o assunto e me dei conta de que Ellie Goulding disse que tinha muita ansiedade e que não podia levar um carro para o estúdio. Eu li que Fearne Cotton estava na estrada em seu carro e ela teve um ataque de pânico e foi aterrorizante. Isso começou a me fazer sentir mais normal. Isso me fez pensar, “oh m*rda, muitas pessoas passam por isso, não sou só eu. Não é a primeira vez que isso acontece, eu não sobrevivi a um ataque de pânico.” É uma coisa que todo mundo passa agora e é muito triste. Eu tive terapia e muita ajuda. Uma das principais razões pela qual eu entrei nesse quesito é porque eu tenho fãs que sofrem com ansiedade e que têm ataques de pânico. Muitos pais tentaram dizer “meu filho tem ansiedade e ele tem apenas doze anos“, ou “minha filha tem isso e ela tem apenas sete anos“, e isso é injusto. Se eu consegui me sentir melhor quando ouvi falar de Fearne Cotton e Ellie Goulding, espero que aconteça o mesmo quando as pessoas lerem sobre mim.

A redes sociais podem realmente mexer com a sua cabeça e fazer você pensar que você não é bom o suficiente…

As mídias sociais podem ser tão ruins porque, por um lado, pode ser a melhor coisa de todas. Podemos ficar online todos os dias, conversar com nossos fãs, ser muito próximos, ter essa conexão com eles, postar vídeos e fotos além mantê-los atualizados de tudo. É uma coisa legal porque temos um certo relacionamento com nossos fãs, nossos amigos e nossa família. Por outro lado, você entra no Instagram e vê as pessoas que vivem esses estilos de vida ideais e as pessoas que parecem perfeitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você vê e pensa: “Por que eu não pareço assim? Por que eu não tenho um jatinho particular todos os dias? Por que eu não tenho um carro estacionado do lado de fora?“. Isso começa a bagunçar sua cabeça e você começa a sentir que não é boa ou bom o suficiente. Trata-se de tentar diferenciar o que é real e o que não é e, na maior parte do tempo, as redes sociais não são reais. Quando eu me abri sobre a minha ansiedade no Instagram, eu decidi que iria ser honesta quanto a isso. Estou muito feliz por ter feito isso porque acho que a mídia social está consumindo a vida de todos agora, especialmente os mais jovens.

Você pode ler 100 comentários incríveis e há um pequeno comentário negativo que fica martelando na sua cabeça…

É o negativo que fica com você e te afeta mais. Eu não sei como olhar para pessoas de forma tão negativa e cheia de ódio desse jeito. Você não sabe se deve olhar para eles e pensar “Por que você é malvado? Você gosta de ser insuportável? Ou você sente pena dessas pessoas porque elas sentem a necessidade de fazer isso? Eles estão se beneficiando por se sentirem melhor. Eu não sei como essas pessoas conseguem ser assim. Eu acho que se você não tiver nada de bom para dizer, feche a boca. Por que trazer sua negatividade para outras pessoas? Se você estiver passando por algo e quiser falar com alguém, fale com alguém, não seja agressivo com outras pessoas nas redes sociais. Só porque você está atrás de uma tela não está tudo bem, porque você está afetando as pessoas fazendo comentários desagradáveis. Essas pessoas não são robôs, elas têm emoções, então eu acho que as pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras.

Ataques de pânico me deram medo de ficar sozinha – eu nem conseguia pegar um trem pra ver meu namorado…

Estranhamente, quando comecei a vivenciar os ataques de pânico, desenvolvi o medo de ficar sozinha. É muito melhor agora do que era antes, eu ficava pensando: ‘se estou sozinha e tenho um ataque de pânico, o que eu faço?‘. Eu não tinha ninguém pra raciocinar comigo e não conseguia racionalizar isso na minha cabeça. Uma vez a minha mãe estava indo ao estúdio comigo, ela dirigia pra trabalhar comigo porque eu não conseguia entrar em um carro sozinha. Eu ficava em um carro por dois segundos e ficava tipo “dê a volta por favor, me leve para casa!” Eu não era capaz de sair de casa me sentindo normal.

Mesmo agora, meu namorado mora em Manchester porque ele joga no Liverpool, então quando ele se mudou, foi uma porcaria e, em seguida, isso começou a acontecer. Eu ainda não consigo pegar o trem sozinha, isso me assusta e me faz sentir muito claustrofóbica. Eu me sinto desconfortável. Minha mãe dizia: “Vou à loja comprar uma garrafa de leite!“, eu suava, entrava em pânico e dizia “Por favor, não me deixe sozinha, porque no segundo em que você sair da porta, vou ter um ataque de pânico e estarei sozinha.” Minha mãe não sabia o que fazer porque ela não podia cuidar de mim 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu nunca pensei que houvesse uma saída. Eu pensei que essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita… Foi como aprender a andar de novo…

Minha melhor amiga e prima Ellie, veio morar comigo e ela ajudou bastante. Agora ela pode sair com as amigas e eu estou bem sozinha. Parece ridículo, mas era como se eu precisasse ter babá por um longo tempo. Eu ainda luto contra isso. Eu não seria capaz de pegar um trem e ir para algum lugar sozinha, eu não posso mais fazer isso, isso me assusta.

Eu não sei se é por estar na indústria e saber que as pessoas estão constantemente olhando para mim e querendo “um pedaço de mim” ou, pode haver um paparazzi em algum lugar. Eu não sei se isso desencadeou, mas aconteceu. Quando eu olho para trás agora, pra essa estranha oscilação que eu tive, eu nunca pensei que acabaria porque nunca pensei que havia uma saída. Eu pensava: “essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita, eu nunca vou sair de casa e eu vou precisar de alguém para segurar minha mão todos os dias” e então eu pensei “eu não posso viver minha vida vida assim. Como vou ter uma carreira? Que tal eu subir no palco e me apresentar? Como eu vou conhecer nossos fãs? Como eu vou fazer qualquer coisa que eu amo fazer se eu não sair de casa?’‘ Era como aprender a andar de novo, era tão bizarro. Depois de superar uma coisa, quando saí da casa um pouco mais, minha mãe não precisou vir trabalhar comigo e eu estava bem. Então eu comecei a viajar sozinha. Eu posso entrar em um carro e ir para Manchester numa boa.

É sobre encontrar mecanismos de defesa, estou tentando não deixar isso me derrotar…

É sobre encontrar mecanismos de defesa e – pensar que naquela época, eu nunca achei que fosse estar aqui agora. Eu estou melhorando, eu não deixo isso me afetar, é um passo de cada vez. Você tem que descobrir por si mesmo e de como lidar com esse tipo de coisa. Estou quase lá. Meus mecanismos de defesa incluem meu cachorro, Hatchi – ele é meu filho. Eu o amo muito. Ele me mantém calma e eu falo com ele o dia todo. Se Ellie vai às lojas, no começo, eu estava bem no limite, mas agora tenho que deixar ela ir. Eu não posso fazer um acordo se ela quiser sair com os amigos dela para o cinema. Eu não posso ser essa pessoa. Quando todo mundo sai, se eu tenho o Hatchi, estou de boa. Eu tenho o meu pequeno companheiro. Ele me mantém sã. Meus pais, minha mãe, meu pai, entes queridos, amigos da família, conversar com pessoas diferentes ajudou bastante.

No começo, eu estava com vergonha de ir à terapia. Eu pensei que se eu dissesse a todo mundo que eu tinha ido à terapia, eles iriam pensar que eu fiquei louca…

Terapia ajudou muito, especialmente conversar com alguém que sabe exatamente o que está acontecendo na sua vida, você apenas se abre e é a melhor coisa do mundo. No começo, eu estava tão envergonhada porque pensei que se eu falasse com alguém que eu estava fazendo terapia, iriam pensar que eu havia enlouquecido. Eu achei que as pessoas pensariam que eu tinha ficado maluca, e houve uma hora que realmente achei que minha mãe iria me internar, porque eu estava tendo esses pensamentos nada agradáveis. Eu estava pensando de uma maneira diferente da qual eu normalmente não costumo pensar. Eu sou muito otimista, sociável, feliz, uma pessoa que sempre passa uma energia boa, e então eu comecei a ter pensamentos negativos que começaram a me aterrorizar.

Quanto mais eu pensava nisso mais me assustava. Mas admito: achei que eu estava esquisita. Como eu disse no meu post, eu vivi na minha mente por 26 anos quando julho chegar – meu aniversário. Eu tenho sido a mesma pessoa por 26 anos, minha vida mudou sim, foi uma montanha russa de muito drama mas ainda está na minha mente (ansiedade), então quando você perde o controle disso, você começa a pensar ‘o que diabos está acontecendo? Porque minha mente está fazendo isso comigo?‘ Você sente que é contra e de repente, luta contra isso. Uma parte tenta te manter o mais sã possível, a outra é como ‘você está realmente confusa‘ É tão assustador e bizarro, e eu nunca me abri no início, isso só ajudou a piorar. Mesmo que você esteja se sentindo um pouco pra baixo no trabalho ou até em coisas que estejam acontecendo na sua família, é bom falar para as pessoas. É bacana conversar. Se você tem um amigo ou professor, apenas alguém que você sabe que vai escutar já é ótimo.

É como batalhar com você mesmo – minha mãe começou a me dar bonecas para pintar e eu sentava e ficava nervosa quando ela saia de casa por dois minutos…

No começo eu falava pra ela ‘não me deixe sozinha, eu vou morrer‘. Chegava em um ponto em que era tipo ‘vai no mercado e pega seu celular, então quando eu começar a ficar nervosa eu te ligo‘. Eu fiz o mesmo com a mãe do Alex, Wendy. Ela tem sido incrível. Era época de natal e ela dizia: ‘Eu vou passear com o cachorro por uns dois minutos, levo meu celular e se você precisar de mim é só me ligar‘ Eu tentei ficar o máximo que eu pude sem ligar pra ela. Eu ficava tremendo e ela dizia para eu encontrar algo para ocupar a minha cabeça, como pintura. Minha mãe me deu essas bonecas e eu começava a pintar elas tremendo pensando ‘não liga pra ela, você é uma adulta, você consegue‘. É como batalhar com você mesmo. Quanto mais eu fazia, melhor eu ficava. Nada vai mudar durante a noite. Não acontece tão cedo, então você tem que conversar com si mesmo e racionalizar.

Agora eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu era a um ano atrás, todos nós vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas…

Pensando há um ano e meio atrás, eu achei que nunca melhoraria. Agora eu sou uma pessoa completamente diferente da pessoa que eu era a um ano e meio atrás. É exatamente assim. Eu sou um ser humano, vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas, não vai ser uma jornada fácil sempre. É isso do que esquecemos. Nas redes sociais, parece que estamos vivendo essas vidas ideais e não estamos. Vai haver obstáculos na jornada, isso é a vida. A maneira da como você lidará com isso, mostrará a pessoa que faz de você um ser humano.

Nós passamos por corações partidos. Você pode estar de coração partido e se sentir miserável mas, ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação ou uma entrevista pra fazer…

É difícil. Isso é muito difícil. De vez em quando eu penso que, se você está nessa indústria, você tem que agir como uma atriz ás vezes – o que é triste porque é uma droga não poder mostrar suas emoções 24 horas por dia ou 7 dias por semana, você tem que ser profissional na câmera. É um desgosto. Você pode estar sentindo um certo desgosto, e apenas querer ficar na cama e jogar o seu cobertor por cima da sua cabeça e não sair por uma semana, comer sorvete e ficar miserável, mas ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação e tem entrevistar para dar. Você tem que colocar isso na cabeça e apenas lidar. Algumas vezes é bom porque acho que se eu não tivesse tido trabalhado na época em que a ansiedade atacava, eu não teria ido. Se eu não tivesse pensado nas outras três garotas e ser forte contra isso. Estávamos nos preparando para a The Glory Days Tour, eu sempre tinha umas recaídas durante a turnê porque aprender coreografia é muita coisa. É intenso. Te suga fisicamente e mentalmente. Apesar de ser divertido, é trabalho duro. Se eu não tivesse as outras três garotas e a turnê para me preparar para todos os fãs que queriam ver o show, eu não acho que conseguiria. Eu estava feliz de estar em casa com minha família – Hatchi e chamar isso de um dia de folga. Foi aterrorizante tentar voltar em tudo.

Eu odiava minhas sardas. Cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele…’

Minha relação com beleza mudou. Eu não sei se foi a idade ou se a confiança vem conforme você cresce em não ligar para o que as pessoas pensam. Mas quando eu era pequena, eu estava no parquinho e nós brincávamos de “pegar os beijinhos”. Um dos meninos ficou meio “vamos pegar os beijos” e eu pensava ”espero que alguém realmente me pegue“. Eu corria e olhei pra trás, não tinha ninguém correndo atrás de mim. Eles estavam todos atrás de Nicola, e eu lembro de pensar, ”Ei e eu?“, um dos meninos disse ‘não beije ela, ela é bem sardenta!‘ Eu me lembro de pensar o que diabos está errado com as minhas sardas. Eu as odiava. Eu cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele‘. Ela ficou tipo, ‘quê?‘, eu disse ‘eles podem tirar a sua pele e colocar uma nova, não?‘ e ela disse ‘O que há de errado com você? Por que está dizendo isso? Isso não tem sentido.

Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como, usar muita base para fazer minha pele parecer impecável quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda…

Crescendo – estando nos camarins, me trocando na frente de todas as garotas – eu tinha essa grande cicatriz no estômago e te afeta ainda mais quando você é criança. Você acha que é o fim do mundo. Você pensa: Por que não posso ser normal? Por que não posso ter uma barriga chapada? À medida que você envelhece, você pensa: “P*rra, eu acho que é muito estranho!” Eu amo sardas. Eu sou fico no sol tentando conseguir mais. Eu as amo, quando eu era criança, era diferente. Eu só acho que quando você é criança, tudo é dez vezes pior. Você se preocupa com as coisas mais bobas, não é? A idade definitivamente me ajudou e me tornei confiante em minha própria pele. Eu sempre disse: você não pode agradar a todos. Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como por exemplo, usar um monte de base pra fazer minha pele parecer perfeita quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda e elas vão dizer ”por que ela está usando tanta maquiagem?” Eu também posso ser eu mesma estando com maquiagem ou sem maquiagem, mas na real, quem liga?

Veja fotos do ensaio de Edwards para Superga UK:

Fonte: Glamour Magazine UK

Publicado por Monise em 4 de janeiro de 2019

Nós conversamos com o grupo pop sobre a mega-fama, o movimento #MeToo e como é ganhar um dinheiro durante a noite toda.

Estou sentada em um sofá com os olhos fechados. Algumas músicas muito altas estão tocando sob meus fones de ouvido. É uma faixa pop saltitante e minimalista com letras sobre como amar seu corpo e sacudir seus peitos. Quando abro os olhos, não estou no meu próprio apartamento como normalmente estou neste cenário. Em vez disso, o empresário da Little Mix está sorrindo para mim, seu rosto iluminado por um carrossel de telas de TV que tocam vídeos de música sem parar ao nosso redor. “As garotas querem saber seus pensamentos”, ele bufa ameaçadoramente, apontando para os meus fones de ouvido. Antes que eu possa responder, porém, eu estou sendo conduzida pelos corredores lustrosos dos escritórios da Sony e em uma sala ao lado, onde Little Mix estão juntas em seus cabelo estilosos.

Primeiro, vamos voltar há alguns anos atrás. Little Mix ganhou o X Factor em 2011 – quando ainda era um caminho viável para o sucesso – e chegou a fazer cerca de 12 milhões de libras. Elas lançaram quatro álbuns, com outro em seu caminho, quebrando recordes anteriormente mantidos pelas Spice Girls. Elas também são a primeira “banda de garotas” britânicas a ter esse tipo de fama sob o brilho das mídias sociais. Embora possa ter sido muito bom lançar músicas cativantes e gritar muito “girl power”, espera-se que grupos pop brilhem como bastões de liberdade e livre-arbítrio em todas as plataformas sociais, além de não perturbar a multidão da Radio One e leitores de tabloides de fim de semana. É um ato de equilíbrio estranho – mas que o Little Mix parece ter dominado.

Agora com idades entre 25 e 27 anos, eu esperava que as quatro – Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade – estivessem cansadas, talvez até um pouco exaustas, como em entrevistas anteriores. Em vez disso, sou recebida por um coro de gritos entusiasmados. Mais tarde, descobri que esta é a primeira promoção que elas fizeram em anos.

Eu amei seu macacão!Jesy me diz, antes de se virar para Perrie, que está no meio de fofocar sobre o recente casamento de outro músico. “Você deveria ter visto o terno dele, era exatamente como você imagina“, ela está dizendo, tomando chá de uma caneca como uma mãe de acampamento. No entanto, assim que ligo o gravador, tudo é negócio: elas giram seus rostos imaculados e destacados em minha direção e calmamente aguardam minha linha de perguntas. Elas podem parecer pessoas de todas as garotas da sua escola nos condados de origem, mas, a essa altura, elas também são profissionais.

Quando elas ganharam o The X Factor, no entanto, elas não estavam tão bem preparadas. Na verdade, elas não estavam mesmo preparadas. “Nós éramos tão inconscientes quando começamos”, Jesy me conta. “Nós fomos jogadas dentro da indústria sem nenhuma expectativa, nós não sabíamos o que iria acontecer, não sabíamos que íamos receber abuso contra nós pela forma como estávamos. Foi realmente assustador. Foi horrível.Perrie acena: “Eu não sabia – nenhuma de nós sabia – as coisas que viriam com [fama], você sabe o que eu quero dizer? Nós amamos nos apresentar – essa é a nossa coisa favorita no mundo. Mas todo o resto…Nós não sabíamos que seriamos criticadas, ou odiadas por usar uma blusa e uma saia; nós não conhecíamos nenhuma dessas coisas.

Se elas pudessem voltar, eu pergunto, o que elas poderiam ter dito a si mesmos? Como elas poderiam ter se preparado para o que estava por vir? Há uma pausa, e então Perrie se inclina: “Eu teria dito, ‘você não está pronta, vá para casa”. As outras riem, mudando de posição em suas cadeiras. “Estou falando sério!“, ela diz: “Éramos todas muito jovens – tínhamos entre 16 e 18 anos. Isso é ruim? Isso não é uma coisa ruim para dizer, é?” Ela olha para o seu empresário, que balança a cabeça. Ela continua: “A ideia de ser uma popstar para mim era cantar e ser amada e idolatrada, dando autógrafos e sendo rica, e por mais egoísta que pareça, eu queria isso. Eu não queria algo medíocre. Eu queria ser ambiciosa. Mas, ao mesmo tempo, acho que aos 16 anos, fazendo testes para algo que minha mãe me obrigou a fazer…não me senti pronta.

Não era apenas a fama para a qual elas não estavam prontas, mas também a quantidade absurda de dinheiro que enchia suas contas bancárias da noite para o dia. Cada uma delas vem de famílias normais, em cidades regionais – então, não era uma riqueza que elas estavam acostumadas a estar por perto, muito menos saber o que fazer com tudo aquilo. Elas receberam um adiantamento imediatamente depois de ganhar o show, e Jade me diz que a maioria delas foi embora nos primeiros meses (“Eu fui para Marbella, vivi o sonho, não economizei um centavo”). Perrie foi à loja da Apple e comprou laptops para todos os seus amigos e família. Jesy ostentou roupas. “Vocês se lembram de quando fomos pagas pelo anúncio da Marks e achamos que era muito dinheiro?”, ela pergunta as outras. “Lembro-me de ir a All Saints com minha mãe e irmã – All Saints é realmente muito caro – e eu fiquei tipo, ‘Eu posso fazer compras em All Saints!’Perrie ri: “Eu lembro de ir ao Primark com a minha mãe e enlouquecer.

Confira imagens do grupo durante o ensaio fotográfico logo abaixo:

Sem saber se sua popularidade iria diminuir de repente, elas rapidamente alugaram os melhores apartamentos que puderam encontrar em Londres e dividiram os dois em cada duo. “Eu e Jess tínhamos uma cobertura em Putney“, lembra Leigh-Anne. “Era legal demais. Nós viemos sem nada, então apreciamos tudo.

Elas ainda têm momentos em que são como…”espere, o que estou fazendo aqui?” “Não“, murmura Perrie,Já faz muito tempo pra ficar pensando nisso.

Para realmente entender o sucesso do Little Mix, precisamos primeiro retroceder duas décadas e ver as Spice Girls. Muito já foi se dito sobre como o grupo de garotas dos anos 90 revolucionou o pop britânico. No início deste ano, a ex-editora da Music Week, Selina Webb, disse ao The Guardian: “A maneira experimentada e testada de quebrar uma banda foi se empolgar com a música primeiro, mas com as Spice Girls você se empolgou com elas.” Elas eram compreensíveis e carismáticas, e elas lançaram uma série de grandes sucessos do pop – era sobre essa combinação e ordem. Como o crítico pop David Sinclair escreveu em seu livro de 2007, Spice Girls Revisited: “Quando elas estavam prontas para enfrentar o mundo, havia uma química sensacional no trabalho entre as cinco Spice Girls, fundada em um vínculo genuíno”.

Little Mix seguiu uma trajetória muito semelhante. Quando elas foram colocadas juntas no The X Factor, elas pareciam engraçadas, barulhentas e calorosas – o tipo de garotas que poderiam segurar o cabelo uma da outra enquanto vomitava em um banheiro de uma balada, ou jogar sua vodka spritz sobre um cara estúpido que prejudicou uma delas. Claramente consciente de que este grupo estava dando aquela mesma energia específica que atrai jovens garotas britânicas em particular, a SYCO rapidamente as enviou para trabalhar com alguns dos produtores mais sensacionais do pop – TMS, Future Cut, Steve Mac, Xenomania, Jon Levine entre outros. E então veio o ataque de hits cativantes, e depois veio um pouco mais. Canções como “Wings“, “Shout Out To My Ex“, “Black Magic“, “Touch” e “Salute” tinham refrões gigantescos, harmonias sedosas e letras sobre amor e fortalecimento. O projeto foi repetido e sua entrega foi um sucesso.

Mas as Spice Girls foram há 20 anos atrás e Little Mix é uma banda muito diferente – especialmente agora. Para começar, há a maneira pela qual a fama de cada banda se manifesta. Quando entrevistei Mel C há alguns anos, ela me disse que a parte mais difícil de ser lançada no centro das atenções era a forma como coincidia com a ascensão da imprensa britânica dos tabloides. “As Spice Girls foram um verdadeiro ponto de virada para as celebridades [cultura] e fomos criticadas constantemente; mentiras foram escritas sobre nós ”, disse ela. “Eu acho que quando jovem, apenas ler sobre você mesmo é realmente difícil, especialmente quando é baseado em uma imagem composta de opiniões. Foi muito difícil e confuso para mim. Como muitas pessoas, em meus 20 e poucos anos eu era realmente vulnerável – eu não sabia quem eu era ou quem eu queria ser, eu estava me sentindo do meu jeito“.

Falando com Little Mix hoje, seus comentários sobre a fama soam extremamente parecidos com o que Mel C estava dizendo (Jesy: “Ninguém quer ver coisas desagradáveis ​​escritas sobre eles mesmos, todo mundo tem sentimentos – você não é um robô, você é um humano.”) Mas elas também estão no auge por quase o dobro do tempo, e são mais velhas. Elas me disseram que desenvolveram mecanismos de enfrentamento quando chegaram aos vinte e cinco anos. Ainda dói ler artigos que se concentram em seus corpos ou comentários que não são verdadeiros, mas sim equilibrar esse barulho. “Eu pessoalmente estou me aceitando mais agora. Eu sou o suficiente apenas sendo eu mesma”, diz Leigh-Anne. Jade concorda: “Para mim, foi apenas o ano passado. Eu não sei se um interruptor aconteceu…mas senti durante a noite. De repente, eu vi um artigo on-line sobre como eu era e em vez de ir para os comentários para ver o que as pessoas estavam dizendo, eu apenas fiquei tipo: ‘Não é verdade, agora vou comer um algo.’

Little Mix também vem de uma geração diferente de seus antecessores. Já não é considerado suficiente para libertar os hinos de capacitação das mulheres, espera-se que seja educado naquilo que está a advogar. Isso é basicamente uma coisa positiva – se você está lançando músicas com letras como “Mulheres de todo o mundo / Escute, estamos procurando recrutas … Representando todas as mulheres, saudação, saudação” faz sentido que essas palavras sejam seguras. Um olhar sobre a reação contra artistas como Taylor Swift, Lily Allen ou Miley Cyrus – que foram acusadas ​​de apropriação cultural, ou usando pessoas LGBTQ+ como adereços no passado – mostra que as conversas em torno da música pop e do feminismo progrediram desde os anos 90, quando foi o suficiente para soltar alguns slogans que você poderia imprimir em camisetas rosa e vender por dinheiro. Mas há uma imensa pressão que existe dentro dessa evolução também.

Ao responder a esses assuntos, Little Mix frequentemente se volta para Jade, que tem um jeito de se expressar com particular clareza e concisão (embora todas façam isso). Ela explica como, quando começaram, elas tiveram o cuidado de não falar muito abertamente por medo de controvérsia. “Estávamos com medo de dizer a coisa errada, basicamente“, diz ela. “Nós não queremos falar sobre algo se sentimos que não fomos realmente informadas. Mas há uma mudança que vem com a idade e também aprendemos mais sobre o que está acontecendo no mundo. Acho que estamos fazendo isso mais em geral, sobre as coisas pelas quais somos apaixonadas – sejam direitos das mulheres, questões LGBTQ ou Black Lives Matter. Todas aquelas coisas que uma vez teríamos medo de dizer. Mas não há problema em ser apaixonada por algo e falar contra algo se você não concordar com isso.

Nós queremos nos educar, aprender sobre essas coisas e ajudar as pessoas”, diz Leigh-Anne. Jade continua: “Porque como uma estrela pop, você está em uma bolha. Estamos na estrada o tempo todo. Nós realmente não assistimos TV. Às vezes somos um pouco ingênuas com o que está acontecendo ao nosso redor.” Para um de seus vídeos, para uma nova música “Strip”, elas falaram com mulheres diferentes para ganhar uma perspectiva mais intencional, então não foram apenas as vozes delas sobre o clipe. “Falamos com alguém que faz a fundação Daughters of Eve, que ajuda aquelas que passaram pela mutilação genital feminina. Nós falamos com Christine, uma mulher que dirige uma instituição de caridade para câncer de mama, falamos com um modelo trans.

As outras estão cutucando Jade agora, sussurrando para ela me falar sobre algo chamado “Woman’s World“. Por um momento eu acho que elas estão se referindo à música da Kate Bush, mas acontece que elas têm uma faixa em seu novo álbum que tem um nome igual. “Então nós escrevemos essa música quando todo o movimento #MeToo estava acontecendo”, diz Jade, colocando o chá na mesa. “Você sabe… eu estava tão brava com o que estava acontecendo. Foi importante escrever a canção com Jez, [um compositor] que é um homem. Ele contém uma mensagem importante. Nós não escrevíamos nada que era muito controverso antes, e agora estamos começando a escrever coisas que são um pouco mais honestas. Queremos ser um pouco mais animadas e dizer “sim, é difícil ser mulher“. Como são as letras? Ela enrola alguns deles: “Se você nunca teve que dificuldade para ser ouvido/ você não viveu no mundo de uma mulher“.

Nossas conversas sobre o modo como as mulheres às vezes são tratadas não são todas muito graves. Quando conversamos sobre aquela época, elas cantaram o hino de vingança “Shout Out To My Ex” no The X Factor em 2016 e logo foram chamados de “putas” e “strippers” por usarem roupas e se divertirem, há uma onda de riso genuíno. “Cachorraaas!” Grita Jade. “’Little Mix em roupas de prostituta de escravidão!’… Eu não vou mentir, geralmente é um jornalista masculino. Eu sempre vou verificar.” De repente o rosto de Perrie vem em uma imagem de preocupação simulada: “Sim, para sermos justas, não sei por que passamos semanas e semanas trabalhando em harmonia e coreografia, quando na verdade ninguém se importa – eles estão apenas escrevendo sobre nossas roupas.

Como eu acho que nossa conversa está chegando a um fim natural, Leigh-Anne se inclina para frente e me olha nos olhos: “Mas… o que você esperava de nós? Estou curiosa sobre o que você pensa.Jesy  cruza as pernas e continua: “Sim, daquelas quatro músicas que você ouviu. De qual você mais gostou?” Eu penso nas músicas que eu estava ouvindo no sofá, antes da nossa conversa. Elas eram poderosas, cheias de garras, mas também soava um tanto quanto americano, em seu fluxo e entonação. Algumas das canções poderiam ter sido faixas de Beyoncé de 2008. “Eu não sei se eu tinha alguma expectativa. Eu não sei como responder a essa pergunta“, eu respondo, não acostumada a ser questionada assim.

Leigh-Anne se inclina para trás, vagamente insatisfeita. “Talvez as pessoas geralmente não saibam o que vamos voltar a lançar“, ela dá de ombros. “Talvez eles não tenham ideia. O que você achou de “Woman Like Me?” Você não mencionou essa … Eu quero sua opinião sincera“.

Eu digo a elas que não era a minha favorita, eu gostei mais da faixa “Strip“. As letras – sobre positividade corporal e partes de você mesmo que você não pode mudar – foram positivas. Eu gosto da ideia de jovens adolescentes ouvirem essas palavras e absorvê-las. O fato de que há uma banda como Little Mix – mulheres engraçadas e barulhentas, com músicas pop que fazem você querer pisar na rua e chutar o lixo, músicas pop que dão a você uma corrida açucarada – é uma coisa valiosa.

Sim, tudo bem”, diz Perrie, remoendo a minha resposta antes de Jesy entrar: “Mas você gostou mais do ‘Strip’ porque achou interessante escrever sobre algo, ou gostou de ouvir como música, porque, é como você prefere ouvir?” Elas bufam, ouvindo a si mesmas. “Agora estamos entrevistando você!“, diz Leigh-Anne.

É assim que é sair com o Little Mix. Elas são sinceras e expressivas, ansiosas e facilmente entediadas, compreensivas e também apenas imaginando seus passados, como o resto de nós em nossos vinte anos e além. “Me desculpe, podemos parar porque eu realmente preciso ir ao banheiro“, diz Jade. “Eu também“, diz Perrie, e então todas nós estamos dando de frente para a porta e todo mundo está dando adeus.

Fonte: Noisey Magazine

Publicado por Monise em 20 de dezembro de 2018

Segundo o colunista de música José Norberto Flesch do jornal Destak, o grupo britânico será uma das principais atrações do megafestival Rock in Rio no ano que vem, que acontece a cada dois anos. No intuito de divulgar seu mais novo quinto álbum, ‘LM5’, o Little Mix está finalmente preparado para poder colocar os pés em solo brasileiro pela primeira vez.

Artistas internacionais como P!nk, Imagine Dragons e The Black Eyed Peas já estão oficialmente confirmados. Ainda não se tem uma data exata do dia em que irão se apresentar mas a previsão é que se apresentem na primeira semana do evento de música. O Rock in Rio de 2019 acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro.

Arquivado em Noticias
Publicado por Monise em 19 de novembro de 2018

Little Mix têm tratado de empoderamento e de fazer as pessoas se sentirem bem desde o começo. Este é um princípio que continua com elas através de suas carreiras – agora em seu sétimo ano – mas no novo álbum, LM5; fica claro que querem alcançar bem mais. Ou, como Jesy diz, elas querem “falar  umas boas verdades”. Enquanto as músicas anteriores, ”Wings”, ”How Ya Doin’?” e ”Salute” encorajaram os jovens, em sua maioria meninas, para que persigam seus sonhos, se imporem e nunca deixar nenhum homem em seu caminho, em LM5 elas deixam isso específico em temas que relacionam à mulher, como sexismo, humilhações e a imagem corporal, mais explicitamente.

Quando conheci a banda (infelizmente sem Jade, que foi para sua casa em South Shields por conta de uma emergência familiar) num hotel em Central London, Jesy, Leigh e Perrie estavam loucas para falar sobre o álbum, e tem muito a dizer sobre o que as inspirou a começar a falarem desta vez.

Acho que todas estamos nos sentindo verdadeiras feministas”, diz Leigh, ao lembrar de escrever e gravar o LM5. “Tem tanta coisa acontecendo agora no mundo, e tinha muito o que dizer no álbum. Nós nunca nos sentimos tão corajosas em nossas vidas, nem tão fortes , empoderadas e confiantes.”

Faz dois anos desde o lançamento de Glory Days, e mesmo não sendo notável, como Leigh aponta, muito mudou desde aquilo.

Mais pessoas estão se impondo sobre… bem, tudo” ela explica. “E isso nos deu a confiança de que podemos nos impor um pouco mais sobre as coisas.” “E amadurecemos!Perrie complementa. “Passamos por tanta coisa desde Glory Days. Apenas parecia ser o certo [se impor].

Para alguns, um grupo pop vindo do X Factor provavelmente não seria a primeira escolha para falar de problemas sociais pertinentes, e Leigh reconheceu isso no começo, elas eram mais relutantes sobre falar problemas sérios “Ás vezes você sente que pode ofender alguém ou falar algo errado.” Ao perguntar se já foram desencorajadas ao falar publicamente, houve uma conversa entre as três, antes de Jesy virar para sua colega de banda e dizer, “Fala, Pez”.

Acho que é como Leigh disse sobre não querer dizer nada que ofenda alguém,” Perrie diz, claramente numa forma relutante de explicar. “Mas, eu acho, honestamente que estamos mais velhas e estamos na indústria a um bom tempo, experimentamos coisas que nós pensamos, “Quer saber? Não vou me calar mais’. Se estou sentindo algo, apaixonada e alguma coisa aconteceu comigo, pessoalmente, na banda, local de trabalho, não importa a situação, eu vou me impor em relação a isso.

Ainda que o feminismo tem sido um tema prevalecente no pop há algum tempo, ainda é raro ouvir essa palavra em uma música pop, o motivo pelo qual a banda diz que acham importante para o público escuta-la no em Joan Of Arc, prévia do álbum.

Eu sempre acho que no começo, nós estávamos realmente com medo de dizer essa palavra e dizer que somos feministas”Leigh Anne admite.

Porque… eu não sei porque nós estávamos com medo de dizer isso, eu realmente não sei…

Eu vou te dizer porque” sugere Perrie. “Porque quando começamos, isso não era ‘uma coisa’. Existia, mas era empurrado para baixo do tapete. Era algo que ninguém falava sobre”.

Enquanto agora, sete anos depois, nós somos mulheres na indústria, nós somos poderosas. Então agora nós estamos falando e agora dizemos como nos sentimos e o que pensamos, e nós estamos tentando fazer a diferença. Então é por isso.

Nós não sentíamos que era apropriado falar sobre isso naquela época. Mesmo que nos sentíamos dessa forma, nós sentíamos que queríamos que tudo fosse igual e nós acreditávamos em igualdade, e não achávamos que os homens deveriam ignorar o que nós tínhamos a dizer em reuniões e no nosso espaço de trabalho, e coisas do tipo, e agora é importante.”

Eu não estou dizendo que estamos aderindo a moda” ela adicionou rapidamente. “Nós sempre nos sentimos dessa forma. É só que, talvez, no passado, nós evitamos falar…

Jesy diz: “Eu acho que estávamos com medo também, para sermos justas. Tipo, nós tínhamos acabado de começar, você não quer causar intriga com ninguém. Não é louco? Que você sente que não pode defender algo em que acredita porque você tem medo de irritar alguém e que isso pode afetar a sua carreira. Isso é uma loucura. Nós conquistamos para caralho o nosso direito de dizer como nos sentimos“.

Enquanto muitas fãs do Little Mix são meninas e mulheres jovens, vários homens também estão concordando com as mensagens que elas colocam em pauta. Em uma época em que os estereótipos de gênero estão constantemente mudando e sendo reavaliados, a banda tem uma mensagem sobre isso? Em resposta, Jesy lamenta a ausência de Jade (“essa é a sua causa, não é?“), antes da Leigh Anne dizer:

O que tentamos colocar, como um grupo, é direitos iguais. Por que alguém deveria ser tratado de forma diferente por causa de raça, sexo ou qualquer outra coisa? Nós somos todos seres humanos, nós todos respiramos, nós temos almas, corações e eu acho que tudo o que podemos fazer é continuar espalhando essa mensagem positiva. E continuar…

Insistindo no assunto?” sugere Jesy, com uma risada.

Sim, basicamente! Continuar insistindo no assunto.

A faixa do LM5 que a banda parece estar mais ansiosa para falar sobre é Strip, uma música que elas escreveram sobre as inseguranças que sentiram como mulheres jovens expostas ao público, e é um hino animado sobre positividade corporal. Enquanto o amor próprio está distante de ser um tema novo no pop (Lady Gaga lançou Born This Way antes mesmo das integrantes do Little Mix terem se conhecido), tais hinos focam na beleza interior e ignoram o supostos defeitos, porque outros atributos devem brilhar de fato. Strip, no entanto, tem uma abordagem expressivamente diferente, celebrando o que a sociedade considera ser um defeito, com a letra citando “seios pequenos”, “bundas grandes”, “marcas de estria” e “sacudir todo esse peso”.

Jesy diz que Strip é o seu maior orgulho depois de sete anos de grupo, com todas as meninas codirigindo o clipe com o fotógrafo de moda Rankin (“Nós somos as chefes, vadias!” exclama Jesy) no qual elas aparecem peladas, cobertas de insultos que as cercaram ao longo dos anos: “vadia”, “feia”, “insignificante”, “aparência estranha” e “gorda”.

Quando eu comecei, eu nunca queria falar sobre o meu peso” lembra Jesy; “Eu estava tipo ‘Que m*rda, essa é a única razão pela qual eu vou ser sempre lembrada?’. Eu queria ser conhecida apenas como uma cantora no grupo, eu não queria ser conhecida como ‘a gorda’ ou ‘a maior que as outras’. Era tão ruim e eu só pensava ‘talvez se eu não falar sobre isso, então, talvez, isso vai acabar’. […] Mas então eu estava tipo ‘que se f*da’, nós precisamos falar sobre isso, porque quanto mais nós falamos, mais encorajamento colocamos em meninas a se olhar no espelho e dizer ‘Eu sou uma garota normal, não tem nada de errado com o meu corpo, isso é normal, e eu devia me amar assim’, ao invés de olhar o Instagram e se comparar com outras garotas… provavelmente nem é real, de qualquer forma, tem filtros e Facetune” […]

Então o clipe de Strip era muito importante para nós, porque quando você assiste, é tão real, tipo, não tem como ser mais real que nesse vídeo. Nada foi editado, o que você vê é a realidade, e é sobre as mulheres se sentirem bem e confiantes e amar cada uma das partes do seu corpo. E nós tivemos algumas mulheres incríveis lá que defendem causas realmente incríveis“.

A banda está completamente frustrada sobre vários tabloides ter focado mais na nudez do que na mensagem que estava sendo passada (“Nós estamos fazendo algo positivo para car*lho, para de tentar nos sexualizar de novo!Jesy gritou, quando eu mencionei algumas manchetes), mas além do assunto relevante da música, parece que elas conseguiram se divertir nas filmagens.

Eu não vou mentir, eu sou um pouco puritana, em geral” disse Leigh Anne, sobre o ensaio nu. “Eu me cubro um pouco, não porque não sou confiante, mas porque sou prudente. Então foi incrível, eu me senti liberta ao mesmo tempo“.

Eu amei!Jesy grita, antes de avisar “A Perrie ama ficar pelada, de qualquer forma“.

Eu gosto de uma nudez, própria” ela confirma. “Você deveria me ver no meu camarim! Eu constantemente tenho que me desculpar com as outras pessoas“.

O que segue é um testamento sobre o que tem mantido Little Mix no gosto do público pelos últimos sete anos; a sua química inegável, enquanto Leigh-Anne e Perrie mantém um debate tocante sobre a postura dos seus familiares quanto a nudez enquanto elas cresciam.

Isso pode soar um pouco estranho, mas eu nunca me acostumei ver a minha mãe pelada quando era mais nova…” admite Leigh Anne, enquanto Perrie compartilha: “Isso é engraçado, eu estava vendo vários vídeos caseiros há pouco tempo atrás. E eu estava tipo ‘oh eu adoraria postar isso [nas redes sociais]’, mas minha mãe estava tipo ‘Você não pode’.

Porque, quando eu era mais nova, nós sempre estávamos só de roupa íntima. Eu e meu irmão estávamos sempre, ele com sua cueca, eu com minha calcinha e a mãe com calcinha e um sutiã, e era isso. Nós éramos uma família tão próxima, que era assim que funcionava“.

Jesy teve que se manifestar para continuar a entrevista, voltando ao assunto com clipe de Strip: “Eu amo saber que nós criamos essa imagem que pode, possivelmente, durar… Você sabe o que eu quero dizer?

Eu gosto de que podemos olhar para trás quando, infelizmente, acabar… Eu me pergunto em quantos anos isso vai acontecer?… Mas nós poderemos olhar para trás e tipo… nós fizemos isso. E essa é a nossa única prioridade nesse grupo. Nós não estamos aqui para cantar e dançar no palco, nós estamos aqui para ser a mudança“.

Eu acho que nenhum grupo fez isso antes e eu acho que fomos muito corajosas. Nós passamos por muita coisa quando meninas e terminou sendo o oposto e foi um sentimento incrível para nós só sentar lá, sabendo que essa imagem vai ser divulgada e vai inspirar muitas pessoas a se sentir muito bem consigo mesmas“.

Eu amei o que você acabou de dizer sobre tudo o que já passamos” concorda Leigh Anne. “Porque isso não é apenas nós aderindo a moda, ou qualquer coisa do tipo ou dizendo ‘olhe para nós peladas’…” acrescenta Perrie.

… Essas somos nós enfrentando as coisas e de fato tendo a coragem para defender a causa agora. Nós todas tivemos negatividade, muita negatividade nos cercando por razões diferentes. E agora eu acho que é muito importante e corajoso da nossa parte nos expor e dizer todas essas coisas e ajudar as pessoas. Porque isso vai ajudar as pessoas, pense em todas as pessoas que vão olhar aquilo e se sentir inspiradas, e é exatamente por isso que estamos o fazendo“.

Perrie adiciona que o vídeo é intencionado como “a luz no fim do túnel” para os seus fãs, comentando: “É sobre acreditar em você mesmo e se achar bonito, independentemente, porque todos passamos por fases que nos odiávamos para car*lho. Odiávamos isso, odiávamos aquilo, odiávamos nossos corpos, ‘por que eu não pareço com ela, por que você é assim? Por que eu não tenho seis grandes? Por que eu tenho seios pequenos?’.

Você constantemente se compara a outras pessoas e é aí que pode ficar insuportável fisicamente e mentalmente“.

Jesy, em particular, disse que a seu caminho de aceitação foi difícil, lembrando que sua maior dificuldade enquanto era integrante do Little Mix foi “a superação de o quão inferior eu me sentia sobre mim mesma ao longo dos últimos quatro anos“.

Eu não consigo falar sobre isso porque me deixa triste” ela admite com lágrimas, afirmando: “Isso é estranho, agora eu sou outra pessoa. Eu estou mais feliz do que nunca“.

A coisa mais difícil é, provavelmente, ter que lidar com sua vida pessoal e seus problemas pessoais sendo uma figura pública” disse Perrie. “E eu acho que ter que sorrir quando você está  acabada por dentro é a coisa mais difícil de todas…Ainda assim, quando você consegue, é como ‘vitória para mim!‘. ”

Nós superamos uma grande negatividade na banda” Leigh Anne diz “E nos tornamos mais fortes, por outros lado”. Ela revela que a coisa mais difícil foi tentar fazer as pessoas entender que “só porque você está em uma girl band não significa que você não é uma artista de verdade”.

Você nem imagina o quão difícil é para nós não ser só artistas pop, mas o estigma atrelado a nós porque somos uma girl band. É tão frustrante, mas estamos fazendo tudo o que podemos para provar que somos artistas de verdade.”

Nós escrevemos as músicas, nós produzimos o nosso álbum, fizemos o desenvolvimento artístico, nós dirigimos o clipe de Strip… e nós fazemos músicas boas! Então nós, de fato, não podemos fazer mais nada para provar as pessoas. Nós somos uma girl band e temos orgulho disso“.

As pessoas acham que devíamos ficar no nosso cantoPerrie diz. “Mas eu vou te dizer uma coisa, nós não temos um canto. Nós não queremos ter um canto. Nós não planejamos estar em um canto, e nós vamos fazer o nosso próprio espaço. É o que eu penso.”

Fonte: Huffpost

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Publicado por Monise em 19 de novembro de 2018

Nós falamos com Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall na véspera do lançamento de LM5. Leia abaixo:

Houve um tempo em que Little Mix queria ser a maior girl group do mundo, mas agora que elas já conquistaram este status, sobrou somente mais outra coisa. “Acho que nós não vamos parar até sermos, tipo, a melhor girl band do mundo,” Jade Thirlwall admite, acrescentando, “nós ainda temos um longo caminho à percorrer”.

Seu último álbum, LM5, é do tipo que fará seus fãs comuns as acompanharem. Sua mensagem inicial – “Ela é uma vadia má/feita de magia” – é cantada numa harmonia angelical à quatro, uma captura perfeita de seu caráter moral. É o “The National Manthem,” e em 30 segundos e 23 palavras, elas resumem a essência de Little Mix: quatro mulheres que podiam cantar dentre a indústria pop mas que escolheram entregarem as vozes para os pilares do empoderamento feminino.

Está bem claro que há uma divisão de como os tabloides retratam Little Mix versus o que quem as acompanha pensa da banda, mas muita da negatividade vem de uma coisa em particular. “A maioria das pessoas não sabe que nós escrevemos nossa música,” diz Leigh-Anne, “pois viemos de um reality show.

Mesmo que já tenha se passado um bom tempo desde sua aparição no X Factor, críticas sempre se apoiam nisto. “Pessoas pensam que, por sermos uma girl band, somos fantoches, e simplesmente seguimos a maré.” diz Pinnock. “É a coisa mais preocupante, pois temos todo um pequeno controle que você possa imaginar.” Este álbum – o mais coerente e repleto de pancadões até hoje, na verdade, o que elas mais tiveram controle até hoje. Coproduziram o negócio todo, escreveram em quase todas as músicas, e encontraram uma identidade sonora diferente do que apontam para o que girl groups possam cantar.

Quando não são menosprezadas, são julgadas por suas roupas ou, mais apropriadamente, a falta dela. “Estamos de saco cheioThirlwall lamenta, “Tipo, qual o problema de vocês? Acabamos de fazer uma das melhores performances de nossas vidas, e a primeira coisa que falam é que deixamos um pouquinho de peito para fora”. É algo sério para a banda, e estão cansadas disso, agora mais do que nunca.

Pinnock admite que tem sido mais notável enquanto o grupo tem adotado uma “mentalidade feminista”. Ela menciona, “Saímos noite passada, e… as coisas que disseram sobre os peitos da Jesy…tipo, e daí? Ela tem peitos, todas temos, não é grande coisa. Nos sexualizam demais, a mídia.” Thirlwall concluiu, “Para nós, é mal jornalismo… achamos que a mídia está se perdendo.

Uma história em particular sobre a mídia, terminou como música no álbum, elas me contaram. As meninas foram perseguidas por paparazzi enquanto deixavam a Sony, e “disseram coisas muito ruins,” Pinnock explica. “Nós dissemos, ‘precisamos escrever sobre isso; precisamos usar isso e transformar em algo positivo que ajude quem se sente mal.

A experiência se tornou “Strip”, um manifesto afrontoso para dançar e para mandar os haters se calarem. “Imagem corporal era algo importante para o álbum,” Thirlwall disse. “Com a mídia social, há muita pressão nos jovens para estarem de certa forma, e acho que nos sentimos mais confiantes agora.

Você pode ouvir a confiança no álbum, na maneira em que elas impõem o amor próprio que elas aprenderam e o feminismo aperfeiçoado por girl groups do passado. Elas canalizaram um som mais ousado e é algo tão verdadeiro que outras garotas realmente querem ouvir (imagine se Play, o girl group sueco que pouco durou, que popularizou “Cinderella” se inspirasse no som de Destiny’s Child – provavelmente soaria como o LM5).

Sempre existiu um elemento feminista em Little Mix, mas tem sido algo muito pouco explorado, até agora. Em LM5, é bem mais explorado, e dá para ouvir a aprendizagem, crescimento e compartilhar suas lições com seus fãs.

Pinnock me disse que está entediada com a era dos influenciadores digitais: ”Quero ver algo que irá me inspirar. Quero ver pessoas falarem de problemas reais.” Então elas fizeram isto para si e para seus fãs.

Elas encontraram mulheres que podiam falar o que o grupo não tinha conhecimento, ativistas e artistas que são apaixonadas e peritas no assunto de empoderamento – Megan Jayne Crabbe, conhecida como ‘@bodyposipanda’, e a sócia-fundadora de Daughters of Eve, (Nimco Ali) que fala da conscientização da mutilação da genitália feminina, estão entre algumas que elas compartilharam- e entregam a plataforma Little Mix para elas, ao invés de tentar especificar cada tópico, no processo. “Estamos em um patamar da nossa carreira onde queremos ter certeza de que usamos nosso poder e influência em nossos fãs adolescentes para o bem,”Thirlwall me conta, e isto está bem claro em suas redes sociais e afins.

Elas deixam sua nuance mais feminista no fim do álbum. Thirlwall aponta um momento específico no passado que a inspirou. “Escrevi ‘Woman’s World’ no natal passado quando o movimento#MeToo estava realmente acontecendo,” ela me conta. “Lembro de ir ao estúdio e sentir muita raiva com o que estava e lendo e vendo.” Ela acrescenta, “Não acho que escrevemos outra música mais política e que realmente significa alguma coisa relacionado com o que acontece no mundo,” e ela está certa –  este deve ser um caminho que elas escolheram desenvolver futuramente.

Mas não será sua evolução de feminismo que prometerá a Little Mix uma trajetória contínua. Será o fato de que elas realmente se gostam. Uma raridade infeliz quando o assunto é de bandas, vindas de realitys ou outros lugares, e o fim da linha delas. O dia-a-dia da maior girl group do mundo não é bonito; é exausto e deixaria qualquer um no limite. Thirlwall admite que elas se apoiam rigorosamente uma nas outras, “Nós realmente não sabemos como artistas solo conseguem. Nós ficamos juntas, e quando uma está mal, sempre há três garotas que podem te por para cima e te fazer sentir melhor.

Aprendemos que precisamos estar no controle de nossas carreiras,Pinnock acrescenta, “pois no fim do dia, nós somente temos umas as outras.

Mas isto é tudo o que elas precisam enquanto embarcam em sua missão para se tornarem a maior banda do mundo.

Fonte: Nylon Magazine

Arquivado em Entrevistas LM5 Noticias
Publicado por Monise em 17 de novembro de 2018

Metade da Little Mix não pode vir ao telefone agora, mas duas integrantes estão livres – Leigh e Jade – insistem que eu ficarei bem enquanto falamos sobre o novo álbum, LM5 (estreia oficial nesta sexta-feira 16).

[Nós] somos as melhoresThirlwall brinca, dando uma pequena gargalhada ao lado de Pinnock. É o tipo de comentário que você realmente pode fazer quando seu grupo de garotas são unidas e funcionais – e durante toda a nossa ligação, as duas deixam claro como sincronizar o quarteto: terminando as frases uma da outra, sussurros no fundo, quando alguém diz algo com a qual a outra concorda, relembrando que estão bebendo vinho em suas casas.

Também está claro que estão no controle de sua carreira desde que se formaram no “The X Factor UK” em 2011. Com cinco álbuns e 13 singles no Top 10 nas paradas britânicas. O grupo que também inclui Jesy Nelson e Perrie Edwards, não deveria ter mais nada para provar sobre sua boa-fé artística.

Mas, ainda que você ache que um grupo de garotas pop – especialmente um grupo formado em um reality show de competição – é apenas uma embarcação paras as visões criativas dos outros, as mulheres do Little Mix frequentemente deixam evidências do contrário. Elas são as que definem a agenda, escolhem as mensagens, coescrevem as músicas (elas são creditadas em metade das faixas do LM5) e participam ativamente do estúdio (elas estão listadas como produtoras executivas pela primeira vez). E isso mostra o novo álbum, que não tem falta de personalidade entre os atrevidos e minimalistas club-bangers, baladas e flertes de poder feminino com dancehall e ritmos latinos.

Little Mix opera em um ritmo quase vertiginoso – o LM5 não é apenas seu quinto álbum, é quinto em seis anos -, mas as integrantes insistem que não o querem de outra maneira. Abaixo, Thirlwall e Pinnock contam à Billboard sobre o que as impulsionam em sua ética de trabalho, os novos sons que estão explorando no LM5 e o que é preciso para escrever um bom hino feminista em 2018.

Como vocês se aproximaram de seu quinto álbum? Vocês tem algum objetivo específico para esse, ou vocês apenas entraram no estúdio para ver o que aconteceria?

Jade: Para esse álbum, acho que estávamos nos sentindo um pouco mais animadas. Nós ganhamos confiança como compositoras ao longo dos anos, e para esse álbum em particular, nós definitivamente queríamos ter mensagens fortes sobre o empoderamento feminino e sobre ser uma mulher. Continuamos dizendo que este é o álbum que sempre quisemos fazer.

Você pode ouvir isso em músicas como ”Joan of Arc”, “Strip” e “Wasabi”. A produção e o vocal são muito agressivos e um pouco agressivos também. O que as levaram a explorar esse lado?

LeighEu sinto que estamos mais confiantes do que nunca. Nós só temos muito mais pra dizer em geral – nós tivemos mais experiências de vida, estamos envelhecendo. Somos apenas quatro garotas com atitude, não somos? Aconteceu naturalmente. E com músicas como “Joan of Arc”,  precisávamos que o rap dominasse um pouco nessa parte. “Wasabi” tem aquela vibe de aplaudir para os haters.

Thirlwall: Acabamos de parar de nos importar tanto com o que as pessoas pensam. Não temos mais medo de escrever sobre coisas que dão mais impacto ou são um pouco mais controversas. Estamos com sete anos agora. Nós crescemos na indústria. Temos 25 a 27 anos, e com isso vem uma espécie de confiança. Eu sinto que somos um pouco mais sobre…

Leigh: Liberdade?

Jade: Sim, liberdade no que escrevemos! É um peso tão grande escrever algo e não ter mais medo. Talvez quatro ou cinco anos atrás, se nós tivéssemos escrito uma música sobre sexo ou feminismo, ou sobre amor próprio e pensar que você é incrível, a gente iria ficar tipo ”Oh não, nós não podemos fazer isso”. Agora é mais, “Quer saber? É assim que a gente se sente – vamos escrever sobre isso!” É bom fazer isso. Nós conquistamos esse direito e sinto que estamos nessa era de artistas ouvindo mais sobre o que eles têm a dizer sobre o que está acontecendo no mundo.

Isso me faz pensar em “Woman’s World”, que vocês disseram que foi inspirado pelo movimento #MeToo e examina questões de locais de trabalho. Esse é o tipo de música que vocês não teriam escrito há alguns anos?

Thirlwall: Absolutamente. Eu sempre lembro, três ou quatro anos atrás eu escrevia um tweet sobre algo político e era totalmente humilhada e ridicularizada, principalmente por homens dizendo: “Oh meu Deus, por que essa pop star tem uma opinião?” Isso me fez pensar: “Eu apenas deveria ficar na minha?” Mas agora sinto que há uma mudança acontecendo. As pessoas estão percebendo e uma enorme influência sobre os nossos fãs mais jovens. Podemos usar isso a nosso favor e escrever sobre coisas importantes que significam algo.

Como se faz um um bom hino feminino em 2018?

Jade: Querido, você já ouviu nosso álbum por acaso?

Ok, talvez isso foi uma pergunta estúpida.

Leigh: Não!

Jade: Estamos apenas brincando! [risos] Mas é sobre isso que escrevemos: amar a si mesmo, imagem corporal – acho que a imagem corporal é realmente importante agora, então é bom escrever sobre isso.

Leigh: E sendo sempre confiante! Estar certa de como você é linda! Aprendendo a ficar confortável por dentro. Todas as mulheres são tão poderosas e fortes, e elas só precisam ser lembradas disso. E também, quando nos unimos somos uma força. Eu acho que é tudo sobre as mulheres se unir e estarem juntas.

A música “Told You So” parece um emblema disso – são todas vocês se unindo para confortar uma amiga de coração partido. E é muito convencional, como se você estivesse falando um com o outro no estúdio.

Jade: Essa é uma das nossas favoritas. Literalmente parece que [o que acontece] quando uma de nós se despede de nossos namorados e nós vamos para nossas casas, apenas sentamos e conversamos sobre bobeiras, choramos um pouco e bebemos vinho. É muito convencional. Essa foi a primeira música que ouvimos no álbum, não?

Leigh: Sim.

Thirlwall: E nos apaixonamos imediatamente, tipo, “se o resto do álbum soar desse jeito ficaremos muito felizes”. Até a maioria das baladas do álbum são empoderadoras. É uma balada, mas é sobre estar lá pelos seus amigos e passar por algo juntos.

Pinnock: É uma indicação de sobre o que é Little Mix, é essa música – amizade!

E os dias em que vocês não se sentem tão ousadas? Como você se empenha e entra nessa mentalidade de Strip” ou “Wasabi”?

Jade: Nós somos humanos, então vai ter dias em que acordaremos nos sentindo um lixo. Escrever música nos ajuda. Estar ao redor de pessoas com energia positiva ajuda – nós somos tão sortudas de estar em uma girl band e estamos cercadas por mulheres fortes se uma de nós estiver se sentindo confusas sobre nós mesmas.

Leigh: Um elogio percorre um longo caminho. Nós sempre elogiamos umas as outras. “Joan of Arc” é sobre não se sentir esse medo de se achar bonita. Por que você não deveria?

Há um momento em “Joan of Arc” que uma voz bem grave diz: ‘Oh, você é do tipo feminista?’ E todas vocês gritam de volta “Pode apostar que eu sou!” dos hinos de empoderamento das mulheres no pop, muito deles não mencionam explicitamente o feminismo pelo nome. Como isso aconteceu?

Thirlwall: Nós escrevemos isso em uma sessão com uma garota chamada Shun [Alexandra Shungudzo Govere] – ela escreveu “Touch” para nós e é uma feminista também. Acho que realmente falamos sobre como há um estigma estranho em admitir que você é feminista. Nós nunca entendemos o porquê, então nós apenas colocamos na música: “Você é feminista? Pode apostar que sim!” Não há nada de errado nisso.

Há vários contextos para manter o equilíbrio deste álbum. Em “Joan of Arc”, vocês literalmente cantam sobre se amar a si mesmas. E vocês deram nome ao álbum de LM5, que seus fãs usaram enquanto vocês faziam o disco. Por que foi importante reconhecer essa parte da sua base de fãs?

Thirlwall: Eu acho que somos muito modernas, querido! Estamos definitivamente mudando conforme o tempo. Estamos muito conscientes de que estamos onde estamos hoje por causa de nossos fãs e temos uma enorme mídia social a seguir. Queríamos refletir isso, aí é que vem o nome. Os fãs têm chamado de LM5 há mais de um ano. Nós só pensamos que era legal fazer algo diferente e seguir o que eles já diziam. É muito 2018!

Todas vocês chamaram o álbum de LM5 em suas conversas diárias?

Thirlwall: Sim, o tempo todo! E quando finalmente discutimos os títulos dos álbuns ficamos tipo “Vamos falar sobre o LM5? E então ficamos tipo “Oh, LM5! LM5!”

Leigh: E é muito bom! E isso funciona com toda a campanha, com as fotos que já fizemos. Apenas pareceu certo.

Jade: Estamos muito mais confiantes agora, então o LM5 é muito parecido com: “Somos nós, não precisamos de outro título, somos LM, este é o nosso quinto álbum – boom!”.

Além de mostrar os novos lados de seus vocais, há alguns sons muito legais neste álbum do ponto de vista da produção. O inesperado colapso do rock em “Wasabi”, aqueles teclados realmente brilhantes em “Forget You Not”, o tambor tipo merengue padrão em “Motivate”.

Pinnock: Nós amamos “Motivate”. A canção tem essas vibrações latinas e é tão bom.

Há alguma canção da qual vocês tem orgulho de ter nesse álbum?

Thirlwall: “Wasabi” é bom. Nós experimentamos muito mais nesse álbum, e nós provavelmente fizemos muita manchete dos produtores. Nós produzimos o álbum, então nós estaríamos em sessões como cientistas loucas: “Você pode fazer isso? Você pode fazer isso?”

Leigh: “Love a Girl Right” nós amamos também porque a gente experimentou [Sisqó] “Thong Song”, e nós estávamos muito, hã…qual é a palavra?

Jade: Bêbadas?

Leigh-Anne: Bem estávamos bêbadas. [risos] Mas nós estávamos realmente animadas, porque sempre quisemos escrever uma música que seja uma mensagem para nossos namorados: Trate minha garota do jeito certo, caso contrário, eu vou atrás de você! Nós distorcemos a música [original] de ser sobre mulheres em tangas para um hino positivo de poder feminino, por isso estamos orgulhosas disso.

Thirlwall: E em termos de produção, estamos mais no controle do que nunca, e é por isso que há tantos sons diferentes e maravilhosos.

Pinnock: É algo que não foi feito antes por Little Mix – queríamos chocar as pessoas.

Vocês estão juntas há sete anos e vocês lançaram cinco álbuns em seis anos – esse é um ritmo incrível de se trabalhar. Como é viver tudo isso? Vocês se sentem pressionadas por continuar assim?

Jade: Definitivamente mostra – esse tipo de coisa parece sério mas – como somos inteligentes. Somos mulheres de negócios. Nós sabemos em que ritmo deveríamos estar trabalhando, o que deveríamos estar colocando lá para as pessoas, o que deveríamos estar fazendo quando os fãs sentem que precisam de algo ou estão ficando impacientes. Estamos muito em contato com nossos fãs sobre o que eles precisam e também com o que queremos fazer.

O fato de termos durado sete anos e ainda estarmos tão fortes como sempre estivemos – se não ainda mais forte – é um testemunho de como isso [grupo] funciona. Estamos muito no controle de tudo o que fazemos e deixamos as pessoas à nossa volta ditarem o que devemos fazer, provavelmente ainda não estaríamos aqui agora.

Fonte: Billboard

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Publicado por Mel em 16 de novembro de 2018

Em 2018, estrelas do pop dizem que amam seus fãs gays e não há nada de mais nisso – e com razão. Mas uma banda pop global com uma base de fãs jovens incorporando consistentemente temas LGBTQ+ em seu trabalho e usando sua plataforma para promover amor, aceitação e igualdade gay? Bem isso ainda é tristemente menos comum.

Desde que se formaram no The X Factor em 2011, Jade Thirlwall, Perrie Edwards, Jesy Nelson e Leigh-Anne Pinock usam sua plataforma como superstars para defender a igualdade LGBT+ em cada momento.

Desde o lançamento de um hino LGBT genuíno com “Secret Love Song” de 2015 – que mais tarde se dedicaram às vítimas ao massacre de Orlando Pulse durante sua turnê mundial – até o fechamento do fanatismo homofóbico nas redes sociais, Little Mix nunca deixou de apoiar seus fãs LGBT em sua jornada para se tornarem a maior girl band do mundo.

Enquanto elas posam para uma entrevista exclusiva e ensaio fotográfico, elas se abriram sobre seu compromisso com a causa, que as chamaram de vencedoras do Prêmio ”Honorary Gay Award ” no Attitude Awards no mês passado.

Nós estamos absolutamente loucas“,  diz Jade sobre a primeira capa das garotas para uma publicação LGBTQ. Queríamos estar na capa, ou pelo menos ser parte da Attitude por anos. É um sonho se tornando realidade.

Jesy acrescenta:

Tivemos um dia cheio“.

Jade, que atua como embaixadora da organização de direitos LGBT da caridade de Stonewall completa:

Ser reconhecida como aliada LGBTQ+ é incrível. Obviamente, temos uma enorme base de fãs gays, e portanto, esse prêmio é apenas… [sorri].

A maioria dos nossos amigos, especialmente, são LGBT. Eu não queria ser aquela pessoa que gostava de ‘adorar a ir a bares gays e ter um amigo gay. Na verdade, eu queria fazer isso como uma aliada.”

Veja algumas das fotos das meninas no ensaio:

Eu queria me educar e aprender a combater a homofobia ou saber o que dizer quando nossos fãs LGBTQ+ mandam mensagens ou enviam tweets: ‘Não sei o que fazer, não sei como contar para meus pais.’ Todas essas coisas. Foi sobre aprender o que dizer para poder ajudá-los.

Temos muitos fãs LGBT. Se vamos nos beneficiar deles como fãs, o mínimo que podemos fazer é dar-lhes algo em troca.

É muito importante para nós…

Little Mix fez história em 2011 como o primeiro e único grupo a vencer a oitava temporada do The X Factor e desde então, bombardeou as paradas com hit atrás de hit.

Mas sendo uma girl group – consistindo em Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards – tem um alto custo na indústria da música dominada pelos homens.

Em uma entrevista exclusiva na edição de dezembro da revista Attitude, as garotas acabaram com seus críticos sexistas enquanto se abriam sobre as batalhas que elas encaram dentro da indústria.

Quando nos reunimos pela primeira vez, nos disseram que banda de garotas não funcionam, então não iríamos realmente funcionar [no The X Factor]“, diz Leigh Anne.

[Nossa mentora] Tulisa teve que lutar e dizer: ‘Não, essas meninas merecem isso‘.

Perguntadas se as meninas experimentaram diretamente o comportamento sexista na indústria, ela responde: “Nós não tínhamos experimentado nada louco até recentemente. A gente acha engraçado alguma vezes, mas no devido tempo vamos nos manifestar e aumentar a conscientização, porque não está certo.

Jade acrescenta: “Mesmo agora, ainda enfrentamos o sexismo. Às vezes eu acho que esses homens poderosos na indústria brigam...”

As garotas também falam sobre enfrentar críticas por escolhas de roupas enquanto estão no palco depois de pessoas terem criticado o grupo por ser muito “provocativas”.

Jesy diz pra gente: “Você deve ser capaz de ser qualquer tipo de mulher que queira ser. Você deve ser capaz de usar o que você quer usar e arrasar com confiança!“.

Desde que você se sinta bem consigo mesmo, isso é tudo que importa. Isso só me irrita. Usaremos um collant e eles vão ficar tipo [faz uma careta].

Mas estou pensando: ‘Você diz isso para as pessoas nas Olimpíadas: que elas são provocativas demais? Não, você não sabe, mas porque estamos dançando ‘Oh, você é sexy demais!‘”

Perrie ainda complementa: “Se um homem está usando algo simples, todo mundo pensa ‘Ah sim!’ Se uma mulher faz o mesmo, elas são julgadas“.

Quando perguntados se elas estão seguindo uma rota similar à One Direction para se separar e trabalhar em projetos solo, as garotas deixaram claro que não poderiam estar mais longe de uma separação, com Leigh-Anne explicando:

Ainda não estamos nesse lugar. Estranhamente, sinto que estamos no começo. Ainda sentimos que o mundo ainda não sabe como somos boas”.

Fonte: Attitude Magazine

Publicado por Mel em 15 de novembro de 2018

Sempre muito simpática e animada, Leigh-Anne falou sobre o novo álbum do grupo Little Mix, o “#LM5”, que será lançado oficialmente nesta sexta-feira (16), sobre a tão sonhada parceria com Nicki Minaj e confirmou até uma parceria descartada com Maluma. A próxima turnê do grupo, que acontece em 2019, também foi pauta da conversa e, claro, a tão desejada vindo ao Brasil.

Confira a entrevista:

Oi, Leigh-Anne! Como está, garota?

Estou bem, obrigada! E você?

Estou ótimo! Primeiro de tudo, gostaria de dizer que sou um grande fã de vocês e estou muito feliz por estar falando com você novamente, já que no ano passado também conversei com você, Leigh-Anne e você foi incrível de conversar!

Ahh! Muito obrigada! Que fofo!

Então, vamos conversar falando de seu novo álbum, o “#LM5”… Vocês deixaram de lado um pouco os assuntos de amor e relacionamentos paradar lugar a um discurso um pouco mais empoderado, especialmente para as mulheres e para a comunidade LGBTQ+, coisa que vocês já fizeram antes em algumas músicas.. Por que vocês decidiram seguir esse caminho com esse álbum?

Quando nós escrevemos esse álbum, estávamos naquele momento de tipo, era tudo sobre empoderar as pessoas. E isso aconteceu meio que naturalmente, na verdade. Eu acho que com todas as coisas que estavam acontecendo, os movimentos das mulheres.. Todas as mulheres se juntando, isso é muito incrível. E eu acho que a gente realmente queria destacar isso. Nós queríamos apenas que as pessoas ouçam o álbum e se sintam bem com elas mesmas, especialmente quando a mídia tende a mostrar as pessoas em geral… Nós queríamos que todo mundo soubessem que elas podem ser elas mesmas, que não precisa ser nada mais além de você mesmo. Então é isso o que esse álbum faz, é tão empoderador. E é exatamente como eu me sinto quando ouço esse álbum, eu me sinto bem comigo mesma e isso é o que todo mundo sente.

E nós podemos ouvir vários estilos musicais diferentes neste álbum, mas qual foi a maior influência, musicalmente falando, para o “#LM5”?

Com certeza, o Hip-Hop. Nós seguimos mais por essa direção dessa vez. As músicas são bem mais legais, eu acho. E também é o tipo de música que nós mais gostamos também e eu acho que por isso esse é um dos nossos álbuns favoritos. É feito de músicas que nós ouviríamos de qualquer forma. Então, era isso o que a gente queria com esse álbum, que viesse de nós e ser exatamente o que a gente gosta e que ainda tivesse a nossa sonoridade. Eu acho que o Little Mix tem uma sonoridade e eu acho que as nossas músicas têm que sempre ter esse “sabor” do Little Mix nelas. Então eu acho que ainda temos o estilo Little Mix nelas, mas um pouco mais ousadas, mais urban.

Vocês finalmente conseguiram colaborar com Nicki Minaj, um sonho antigo e vocês. Como vocês se sentiram quando souberam que ela toparia?

Nicki Minaj, a gente a queria já há 7 anos, sempre queríamos trabalhar com ela e finalmente aconteceu! Ela amou a música e pra nós isso foi absolutamente incrível, um sonho realizado. E cantamos com ela no EMAs também, que foi inacreditável! Eu ainda estou sem acreditar… Estou nas nuvens! Foi incrível!

Nesse novo álbum, podemos ouvir várias influências latinas, especialmente na música “Think About Us”, mas eu soube que vocês teriam gravado uma música com Maluma, mas que descartaram porque queria manter um álbum só com colaborações femininas. É verdade?

Em geral, a gente recebe algumas músicas e às vezes não é a hora certa para serem lançadas.. E nós achamos ele um querido, absolutamente incrível! Eu acho que se fosse a música certa, nós lançaríamos. Mas nós adoraríamos fazer algo com ele em outro momento.

Mas vocês gravaram com ele?

Sim! Nós gravamos algo sim!

E vamos ouvir essa parceria em breve ou não?

Não, não vai estar no álbum.. E como eu disse, se fosse a música certa, nós lançaríamos.. Então esperamos tê-lo em outro projeto.

E para vocês, como é serem a única girlband da nova geração, do Reino Unido e dos Estados Unidos, ainda na atividade e com todos os membros fundadores? Em sua opinião, qual o diferencial do Little Mix em relação aos outros grupos que já passaram?

Eu acho que o fato que somos amigas muito próximas e que não há uma garota que seja a grande estrela, a principal integrante, somos todas iguais… Eu acho que faz uma girlband funcionar, sem ciumes. Você tem que concordar que somos todas iguais, cada uma adiciona algo diferente para o grupo. E se não tivesse uma de nós no grupo, será que funcionaria? O motivo que eu acho que a gente tem durado tanto tempo é que cada uma de nós traz um sabor diferente para o Little Mix e somos como família. Somos muito próximas e a gente se ama!

Com um novo álbum para ser lançado, vocês já estão pensando no próximo?

Eu acho que sempre estamos pensando no próximo álbum, definitivamente. Mas não queremos falar em datas agora. Próximo ano estaremos em turnê, estamos animadas por isso. E vamos esperar como esse álbum irá se sair, esperamos que seja o nosso maior álbum até agora, o que seria incrível. E veremos como tudo isso vai!

Falando em turnê, ano passado eu falei com você que iria assistir a “Glory Days Tour” em Newcastle. E eu fui. E foi incrível! Vocês fazem um show incrível! E o que eu quero saber é: o que vocês estão planejando para superar a turnê anterior? Vocês sentem a pressão de sempre estarem fazendo um show melhor do que o outro? 

Ahhh, que fofo! Obrigada! Mas sim, não acho que sentimos a pressão, mas obviamente nós sabemos que temos que ser melhores. Nós prometemos fazer um grande show! Temos que ter certeza que tem muita coreografia, que o figurino seja incrível. Eu acho que o gostaríamos de fazer também é ter uma banda ao vivo dessa vez. Eu acho que isso poderia elevar ainda mais e fazer que seja diferente da última turnê. Isso seria incrível. Mas eu posso te adiantar que vai ser incrível!

Farei o possível para ir assistir novamente, com certeza! 

Sim, vai ser incrível! E esperamos ir para o Brasil!

E era exatamente isso que eu ia perguntar a você agora! Podemos esperar vocês, finalmente, aqui no Brasil? Próximo ano?

Na verdade é meu sonho pessoal de ir para América Latina com as garotas, fazem uma turnê por aí, porque eu sei quantos fãs nós temos aí. Vocês são incríveis! Nós temos que ir ver vocês, não há dúvidas sobre isso. Então próximo ano será o ano.

Para finalizar essa conversa maravilhosa, eu gostaria de saber quando vamos ver o clipe de “Joan of Arc” na íntegra? Temos visto bastante os teasers…

Bem… Nós não temos certeza se vamos lançar o clipe completo, nós queríamos apenas usar pequenos teasers dele. Mas eu acho que pessoas suficientes quiserem, nós vamos ter que lançar. Eu acho.

Enquanto me despedia desse “papo de comadre” com Leigh-Anne, a cantora me pergunta quais são as minhas músicas favoritas do álbum novo do Little Mix, ao que respondo prontamente: “Wasabi”, “Think About Us”, “Woman’s World” e “Joan of Arc”. Claro que, na mesma hora, retomo a entrevista para mais uns minutos de conversa e pergunto se ela teria alguma música que ela estava mais ansiosa para saber qual seria a reação dos fãs.

“Eu e Jade escrevemos ‘Notice’ e pra mim é uma das minhas favoritas. Eu amo tudo que seja lento, baladas… Então é uma das minhas favoritas e também ‘I Told You So’, eu amo!”, afirmou Leigh-Anne.

Com mais uma promessa de vir ao Brasil, a conversa se encerra e agora é só esperar… Esperar pelo lançamento oficial do “#LM5”, esperar que o Little Mix lance o videoclipe de “Joan of Arc” e sua parceria com Maluma e, mais do que nunca, esperar que elas tragam seu novo show para o Brasil.

 

Fonte: PopLine

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