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Publicado por Mel em 15 de junho de 2019

Little Mix lançou nesta sexta-feira, (14), o seu novo single “Bounce Back” pela gravadora RCA Records UK e no mesmo dia se apresentaram no programa The One Show da BBC.

Veja a apresentação abaixo!

Confira fotos exclusivas da performance e do ensaio para o programa:

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Publicado por Mel em 14 de junho de 2019

A girl band lançou na tarde desta sexta-feira, 14/06, o videoclipe de seu novo single “Bounce Back“, que foi anunciado em 26/05/2019 pelas redes sociais. É o primeiro single lançado pela nova gravadora das garotas, RCA Records UK.

A música já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. Não deixem de comprar a música no iTunes e fazer Stream no Spotify, Tidal, Deezer, Youtube e/ou Apple Music, além de pedir a música nas rádios.

“Bounce Back” faz sample da música “Back to Life” de Soul II Soul e foi composta por Jude Demorest, Mikkel Eriksen, Steve M. Thornton II, Tor Hermansen e Normani Kordei (Fifth Harmony). Os noruegueses do Stargate, conhecidos por já terem trabalhado com artistas aclamados da indústria como Beyoncé, Mariah Carey, Rihanna, Janet Jackson, Ne-Yo, Justin Bieber entre outros, foram os responsáveis pela produção da música.

Assista agora!

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Publicado por Monise em 12 de junho de 2019

Little Mix aumentou seus ganhos em quase cinco vezes em um ano – dividindo 6,6 milhões de libras em dinheiro arrecadados de sua empresa de música. Esta arrecadação foi revelada em novas contas do Eternal Magic Touring, empresa que elas possuem e coadministram em conjunto.

Os registros mostram que Perrie Edwards, 25, Jesy Nelson, 27, Leigh-Anne Pinnock, 27, e Jade Thirlwall, 26, que são todas diretoras da empresa, dividiram a quantia em quatro – com cada uma levando para casa £1,65 milhões. As contas recém-lançadas cobrem o ano até 31 de agosto de 2018 e foram registradas na Companies House esta semana.

Os registros também revelam que a Eternal Magic Touring fez um lucro de £2,8 milhões e reteve £5 milhões em fundos. As meninas arrecadaram £9,2 milhões de libras da empresa desde que foi criada no ano de 2015 – sendo que 2018 foi o ano de maior sucesso.

Em 2017, elas receberam £350.000 cada. Em 2016, o valor estimado foi de £325.000. As contas dizem “Durante o ano, foram pagos mais de £6,600,000 às diretoras” – que foram nomeadas como Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade.

Em novembro de 2018, a girl band não estava mais trabalhando com a gravadora SYCO, de Simon Cowell – a notícia foi divulgada poucos dias antes do lançamento de seu álbum LM5. O grupo britânico passou a ser parte da gravadora RCA Records, um dos maiores subgrupos da Sony Music, que também inclui a SYCO.

Simon Cowell revelou anteriormente que a separação aconteceu porque ele se desentendeu com a empresa de gestão da girl band, a Modest Management. Mas ele insistiu que não havia se desentendido com a banda. Ele disse que a discordância com a Modest “não foi por dinheiro”, e acrescentou:

“Basicamente, eles [Modest] disseram que fizemos um trabalho terrível.”

“Eu tinha concordado em não falar sobre isso publicamente porque achava que era um assunto privado […] Eu disse: ‘Não podemos trabalhar com a Modest, simples assim'”.

Leigh-Anne, do Little Mix, disse mais tarde:

“Estávamos na Syco por sete anos e tivemos uma jornada incrível, mas vai ser bom mudar e ter uma nova visão diferente sobre nós.”

“Uma mudança e um novo começo são sempre uma coisa boa, estamos animadas.”

“A gente sabe o que dizer. Se não gostamos de algo, nós falamos. Eu acho que vai ser bom para nós também. Estou curiosa pra ver o que as pessoas vão querem fazer por nós.’”

Fonte: The Mirror

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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

Little Mix estreou um trecho de seu novo single “Bounce Back” nas redes sociais. Isso marca um novo começo após uma turbulência em torno de seu quinto álbum de estúdio, LM5, lançado em novembro do ano passado.

O The Sun revelou que a banda deixou a Syco – sua antiga gravadora – para a RCA Records UK na mesma época em que o quinto álbum foi lançado.

Jade disse:

“Apenas pareceu certo, especialmente mudar para a nova gravadora. Nós sentimos que queríamos fazer algo novo. ”

Elas gravaram a faixa em Los Angeles no início deste ano e gravaram o videoclipe em Londres no início deste mês (maio).

Jesy completou:

“Isso aconteceu muito rapidamente. Nós ouvimos isso [o single] há dois meses e, assim que ouvimos, dissemos: “OK, temos isso.”

“Nós amamos, tem uma vibe tão boa, é uma música de verão. Foi uma escolha fácil de ser tomada. É uma daquelas músicas que podem ser tocadas em qualquer lugar e só faz você querer dançar. ”

Sobre a nova turnê, Perrie revelou:

“Espere grandes coisas. Toda vez que fazemos turnê, queremos que seja melhor que a anterior. E a última foi muito boa.”

Jesy acrescentou:

“Temos uma nova equipe, então isso é ainda mais emocionante. Tudo vai ser diferente. É muito mais maduro.”

Fonte: The Sun

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Publicado por Monise em 8 de junho de 2019

O quarteto famoso, que ganhou o The X Factor em 2011, tocou um trecho de seu novo single no final de sua apresentação que durou 45 minutos no Big Weekend da Radio 1.

Conversando com exclusividade ao Daily Star após o show, as garotas ficaram de boca fechada sobre o título do single, mas Jesy Nelson não conseguiu esconder o sorriso quando perguntaram se os rumores de que a música se chamava “Bounce Back” eram verdadeiros.

Jesy disse:

“Não podemos contar, mas está chegando. Muito em breve.”

Confirmando que o vídeo já foi filmado em segredo, Perrie continuou:

“Nós gravamos o videoclipe. É divertido! É um pouco louco. Não faz muito sentido.”

Jade Thirlwall acrescentou:

“É estranho. É sexy. Muito fashion. Estamos servindo visuais.”

Em novembro, a Little Mix dará início à sua turnê LM5: The Tour. E apesar de estar a meses de distância, as garotas já estão ensaiando para o show.

Jesy explicou:

“Será um show completo. Vai ser incrível.”

“Estamos tão atentas a todos os detalhes…Temos uma ótima equipe e a produção está de tirar o fôlego.”

Admitindo que elas sentem a necessidade de fazer um show mais elaborado do que nunca, Perrie brincou:

“Acaba sempre sendo melhor que o último. A gente precisa manter as pessoas voltando para as nossas turnês.”

Fonte: Daily Star

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Publicado por Monise em 7 de junho de 2019

Perrie Edwards pode ser parte do grupo feminino britânico de maior sucesso de todos os tempos, Little Mix, com Brit Awards, recordes e vários topos nas paradas musicais, mas por trás da vida de famosa, a cantora vem lutando contra a ansiedade há algum tempo.

Em um post recente no Instagram no mês passado, a jovem de 25 anos revelou ter dificuldades em lidar com sua ansiedade e os ataques de pânico.

Ela está por conta própria pela primeira vez como o rosto da marca de sapatos Superga, e Perrie nos contou sobre o seu relacionamento com sua mente e de como ela mal conseguiu sair de casa por mais de um ano. Isso vai além da palavra “coragem”.

Estar por conta própria pela primeira vez para a campanha da Superga foi bastante assustador no começo…

Hoje tem sido ótimo – fazer o ensaio fotográfico com a Superga – eu tive o melhor dia de todos. Tem sido muito divertido. Mas tudo que é um pouco diferente é bastante assustador, pelo menos no começo, mas até você sentir na pele a experiência, rapidamente, esse “medo” acaba. No começo, eu não vou mentir, eu fiquei tipo ‘argghh‘, mas tem sido muito bom. É estranho porque nós (Little Mix) passamos tanto tempo juntas, passamos por emoções como se fôssemos uma só pessoa. Se uma de nós está passando por uma situação complicada em um relacionamento ou uma de nós está se sentindo um pouco pra baixo, a gente começa a se ajudar. Quando uma das garotas passa por um término, é como se eu estivesse passando por um término também. É muito bizarro, mas acho que, porque passamos muito tempo juntas, estamos em sincronia agora.

Se você for andar com a minha linha de tênis com a Superga por um dia…

Eu acho que se você fosse dar uma volta no meu lugar por um dia, prepare-se para um dia louco. Eu não acho que tenho dias normais, são todos um pouco estranhos. Estamos sempre ocupadas, sempre há algo acontecendo e eu estou sempre com a agenda cheia, então sempre acaba sendo um dia agitado. Tudo o que fazemos é diferente, como temos ensaios fotográficos, filmagens, dias de aquecimento vocal, aprendendo harmonias diferentes e depois temos longos dias de gravações. Todo dia é diferente.

Quando tive um ataque de pânico pela primeira vez, liguei para médicos dizendo: “Estou morrendo, acabei de ter um ataque cardíaco!”

No começo, eu nunca quis me abrir sobre isso. Quando começou a acontecer, parecia que nunca havia acontecido com ninguém antes. Eu não consigo explicar. Era quase como se eu não soubesse o que estava acontecendo quando eu estava passando pelos sintomas físicos dos ataques de pânico. Eu sempre tive ansiedade, eu só acho que nunca foi desencadeada de uma forma que se tornaria algum sintoma físico, então quando isso começou a acontecer foi tão assustador porque eu não sabia o que estava acontecendo direito. Eu estava ligando para médicos, eu estava ligando pra todo mundo dizendo: “Eu estou morrendo, eu acabei de ter um ataque cardíaco!” Eu pensei que havia algo realmente errado comigo. A razão pela qual eu nunca quis falar sobre isso antes era porque toda vez que alguém dizia: “Eu tenho um pouco de ansiedade“, isso acionava e então acontecia. Era quase como se falar sobre isso fizesse acontecer; esse maldita coisa da qual eu tinha medo. Agora eu tenho um lugar onde eu estou tentando não deixar isso tomar conta da minha vida, então agora quando eu falo sobre isso abertamente, eu sou bem honesta porque eu sei que estou bem, então se você tivesse me dito isso há um ano atrás (eu estaria falando abertamente sobre a minha ansiedade), eu realmente começaria entrar em pânico. Eu teria um ataque de pânico na hora.

Saber que outras pessoas tinham ansiedade me fez perceber que eu não sobrevivi apenas a um ataque cardíaco…

O que mais me ajudou foi saber que outras pessoas estavam passando pela mesma situação. Eu fui saber procurar mais sobre o assunto e me dei conta de que Ellie Goulding disse que tinha muita ansiedade e que não podia levar um carro para o estúdio. Eu li que Fearne Cotton estava na estrada em seu carro e ela teve um ataque de pânico e foi aterrorizante. Isso começou a me fazer sentir mais normal. Isso me fez pensar, “oh m*rda, muitas pessoas passam por isso, não sou só eu. Não é a primeira vez que isso acontece, eu não sobrevivi a um ataque de pânico.” É uma coisa que todo mundo passa agora e é muito triste. Eu tive terapia e muita ajuda. Uma das principais razões pela qual eu entrei nesse quesito é porque eu tenho fãs que sofrem com ansiedade e que têm ataques de pânico. Muitos pais tentaram dizer “meu filho tem ansiedade e ele tem apenas doze anos“, ou “minha filha tem isso e ela tem apenas sete anos“, e isso é injusto. Se eu consegui me sentir melhor quando ouvi falar de Fearne Cotton e Ellie Goulding, espero que aconteça o mesmo quando as pessoas lerem sobre mim.

A redes sociais podem realmente mexer com a sua cabeça e fazer você pensar que você não é bom o suficiente…

As mídias sociais podem ser tão ruins porque, por um lado, pode ser a melhor coisa de todas. Podemos ficar online todos os dias, conversar com nossos fãs, ser muito próximos, ter essa conexão com eles, postar vídeos e fotos além mantê-los atualizados de tudo. É uma coisa legal porque temos um certo relacionamento com nossos fãs, nossos amigos e nossa família. Por outro lado, você entra no Instagram e vê as pessoas que vivem esses estilos de vida ideais e as pessoas que parecem perfeitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e você vê e pensa: “Por que eu não pareço assim? Por que eu não tenho um jatinho particular todos os dias? Por que eu não tenho um carro estacionado do lado de fora?“. Isso começa a bagunçar sua cabeça e você começa a sentir que não é boa ou bom o suficiente. Trata-se de tentar diferenciar o que é real e o que não é e, na maior parte do tempo, as redes sociais não são reais. Quando eu me abri sobre a minha ansiedade no Instagram, eu decidi que iria ser honesta quanto a isso. Estou muito feliz por ter feito isso porque acho que a mídia social está consumindo a vida de todos agora, especialmente os mais jovens.

Você pode ler 100 comentários incríveis e há um pequeno comentário negativo que fica martelando na sua cabeça…

É o negativo que fica com você e te afeta mais. Eu não sei como olhar para pessoas de forma tão negativa e cheia de ódio desse jeito. Você não sabe se deve olhar para eles e pensar “Por que você é malvado? Você gosta de ser insuportável? Ou você sente pena dessas pessoas porque elas sentem a necessidade de fazer isso? Eles estão se beneficiando por se sentirem melhor. Eu não sei como essas pessoas conseguem ser assim. Eu acho que se você não tiver nada de bom para dizer, feche a boca. Por que trazer sua negatividade para outras pessoas? Se você estiver passando por algo e quiser falar com alguém, fale com alguém, não seja agressivo com outras pessoas nas redes sociais. Só porque você está atrás de uma tela não está tudo bem, porque você está afetando as pessoas fazendo comentários desagradáveis. Essas pessoas não são robôs, elas têm emoções, então eu acho que as pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras.

Ataques de pânico me deram medo de ficar sozinha – eu nem conseguia pegar um trem pra ver meu namorado…

Estranhamente, quando comecei a vivenciar os ataques de pânico, desenvolvi o medo de ficar sozinha. É muito melhor agora do que era antes, eu ficava pensando: ‘se estou sozinha e tenho um ataque de pânico, o que eu faço?‘. Eu não tinha ninguém pra raciocinar comigo e não conseguia racionalizar isso na minha cabeça. Uma vez a minha mãe estava indo ao estúdio comigo, ela dirigia pra trabalhar comigo porque eu não conseguia entrar em um carro sozinha. Eu ficava em um carro por dois segundos e ficava tipo “dê a volta por favor, me leve para casa!” Eu não era capaz de sair de casa me sentindo normal.

Mesmo agora, meu namorado mora em Manchester porque ele joga no Liverpool, então quando ele se mudou, foi uma porcaria e, em seguida, isso começou a acontecer. Eu ainda não consigo pegar o trem sozinha, isso me assusta e me faz sentir muito claustrofóbica. Eu me sinto desconfortável. Minha mãe dizia: “Vou à loja comprar uma garrafa de leite!“, eu suava, entrava em pânico e dizia “Por favor, não me deixe sozinha, porque no segundo em que você sair da porta, vou ter um ataque de pânico e estarei sozinha.” Minha mãe não sabia o que fazer porque ela não podia cuidar de mim 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Eu nunca pensei que houvesse uma saída. Eu pensei que essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita… Foi como aprender a andar de novo…

Minha melhor amiga e prima Ellie, veio morar comigo e ela ajudou bastante. Agora ela pode sair com as amigas e eu estou bem sozinha. Parece ridículo, mas era como se eu precisasse ter babá por um longo tempo. Eu ainda luto contra isso. Eu não seria capaz de pegar um trem e ir para algum lugar sozinha, eu não posso mais fazer isso, isso me assusta.

Eu não sei se é por estar na indústria e saber que as pessoas estão constantemente olhando para mim e querendo “um pedaço de mim” ou, pode haver um paparazzi em algum lugar. Eu não sei se isso desencadeou, mas aconteceu. Quando eu olho para trás agora, pra essa estranha oscilação que eu tive, eu nunca pensei que acabaria porque nunca pensei que havia uma saída. Eu pensava: “essa sou eu agora, eu vou ser uma casa eremita, eu nunca vou sair de casa e eu vou precisar de alguém para segurar minha mão todos os dias” e então eu pensei “eu não posso viver minha vida vida assim. Como vou ter uma carreira? Que tal eu subir no palco e me apresentar? Como eu vou conhecer nossos fãs? Como eu vou fazer qualquer coisa que eu amo fazer se eu não sair de casa?’‘ Era como aprender a andar de novo, era tão bizarro. Depois de superar uma coisa, quando saí da casa um pouco mais, minha mãe não precisou vir trabalhar comigo e eu estava bem. Então eu comecei a viajar sozinha. Eu posso entrar em um carro e ir para Manchester numa boa.

É sobre encontrar mecanismos de defesa, estou tentando não deixar isso me derrotar…

É sobre encontrar mecanismos de defesa e – pensar que naquela época, eu nunca achei que fosse estar aqui agora. Eu estou melhorando, eu não deixo isso me afetar, é um passo de cada vez. Você tem que descobrir por si mesmo e de como lidar com esse tipo de coisa. Estou quase lá. Meus mecanismos de defesa incluem meu cachorro, Hatchi – ele é meu filho. Eu o amo muito. Ele me mantém calma e eu falo com ele o dia todo. Se Ellie vai às lojas, no começo, eu estava bem no limite, mas agora tenho que deixar ela ir. Eu não posso fazer um acordo se ela quiser sair com os amigos dela para o cinema. Eu não posso ser essa pessoa. Quando todo mundo sai, se eu tenho o Hatchi, estou de boa. Eu tenho o meu pequeno companheiro. Ele me mantém sã. Meus pais, minha mãe, meu pai, entes queridos, amigos da família, conversar com pessoas diferentes ajudou bastante.

No começo, eu estava com vergonha de ir à terapia. Eu pensei que se eu dissesse a todo mundo que eu tinha ido à terapia, eles iriam pensar que eu fiquei louca…

Terapia ajudou muito, especialmente conversar com alguém que sabe exatamente o que está acontecendo na sua vida, você apenas se abre e é a melhor coisa do mundo. No começo, eu estava tão envergonhada porque pensei que se eu falasse com alguém que eu estava fazendo terapia, iriam pensar que eu havia enlouquecido. Eu achei que as pessoas pensariam que eu tinha ficado maluca, e houve uma hora que realmente achei que minha mãe iria me internar, porque eu estava tendo esses pensamentos nada agradáveis. Eu estava pensando de uma maneira diferente da qual eu normalmente não costumo pensar. Eu sou muito otimista, sociável, feliz, uma pessoa que sempre passa uma energia boa, e então eu comecei a ter pensamentos negativos que começaram a me aterrorizar.

Quanto mais eu pensava nisso mais me assustava. Mas admito: achei que eu estava esquisita. Como eu disse no meu post, eu vivi na minha mente por 26 anos quando julho chegar – meu aniversário. Eu tenho sido a mesma pessoa por 26 anos, minha vida mudou sim, foi uma montanha russa de muito drama mas ainda está na minha mente (ansiedade), então quando você perde o controle disso, você começa a pensar ‘o que diabos está acontecendo? Porque minha mente está fazendo isso comigo?‘ Você sente que é contra e de repente, luta contra isso. Uma parte tenta te manter o mais sã possível, a outra é como ‘você está realmente confusa‘ É tão assustador e bizarro, e eu nunca me abri no início, isso só ajudou a piorar. Mesmo que você esteja se sentindo um pouco pra baixo no trabalho ou até em coisas que estejam acontecendo na sua família, é bom falar para as pessoas. É bacana conversar. Se você tem um amigo ou professor, apenas alguém que você sabe que vai escutar já é ótimo.

É como batalhar com você mesmo – minha mãe começou a me dar bonecas para pintar e eu sentava e ficava nervosa quando ela saia de casa por dois minutos…

No começo eu falava pra ela ‘não me deixe sozinha, eu vou morrer‘. Chegava em um ponto em que era tipo ‘vai no mercado e pega seu celular, então quando eu começar a ficar nervosa eu te ligo‘. Eu fiz o mesmo com a mãe do Alex, Wendy. Ela tem sido incrível. Era época de natal e ela dizia: ‘Eu vou passear com o cachorro por uns dois minutos, levo meu celular e se você precisar de mim é só me ligar‘ Eu tentei ficar o máximo que eu pude sem ligar pra ela. Eu ficava tremendo e ela dizia para eu encontrar algo para ocupar a minha cabeça, como pintura. Minha mãe me deu essas bonecas e eu começava a pintar elas tremendo pensando ‘não liga pra ela, você é uma adulta, você consegue‘. É como batalhar com você mesmo. Quanto mais eu fazia, melhor eu ficava. Nada vai mudar durante a noite. Não acontece tão cedo, então você tem que conversar com si mesmo e racionalizar.

Agora eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu era a um ano atrás, todos nós vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas…

Pensando há um ano e meio atrás, eu achei que nunca melhoraria. Agora eu sou uma pessoa completamente diferente da pessoa que eu era a um ano e meio atrás. É exatamente assim. Eu sou um ser humano, vamos passar por tempos difíceis em nossas vidas, não vai ser uma jornada fácil sempre. É isso do que esquecemos. Nas redes sociais, parece que estamos vivendo essas vidas ideais e não estamos. Vai haver obstáculos na jornada, isso é a vida. A maneira da como você lidará com isso, mostrará a pessoa que faz de você um ser humano.

Nós passamos por corações partidos. Você pode estar de coração partido e se sentir miserável mas, ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação ou uma entrevista pra fazer…

É difícil. Isso é muito difícil. De vez em quando eu penso que, se você está nessa indústria, você tem que agir como uma atriz ás vezes – o que é triste porque é uma droga não poder mostrar suas emoções 24 horas por dia ou 7 dias por semana, você tem que ser profissional na câmera. É um desgosto. Você pode estar sentindo um certo desgosto, e apenas querer ficar na cama e jogar o seu cobertor por cima da sua cabeça e não sair por uma semana, comer sorvete e ficar miserável, mas ao invés disso, você tem que se preparar para uma apresentação e tem entrevistar para dar. Você tem que colocar isso na cabeça e apenas lidar. Algumas vezes é bom porque acho que se eu não tivesse tido trabalhado na época em que a ansiedade atacava, eu não teria ido. Se eu não tivesse pensado nas outras três garotas e ser forte contra isso. Estávamos nos preparando para a The Glory Days Tour, eu sempre tinha umas recaídas durante a turnê porque aprender coreografia é muita coisa. É intenso. Te suga fisicamente e mentalmente. Apesar de ser divertido, é trabalho duro. Se eu não tivesse as outras três garotas e a turnê para me preparar para todos os fãs que queriam ver o show, eu não acho que conseguiria. Eu estava feliz de estar em casa com minha família – Hatchi e chamar isso de um dia de folga. Foi aterrorizante tentar voltar em tudo.

Eu odiava minhas sardas. Cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele…’

Minha relação com beleza mudou. Eu não sei se foi a idade ou se a confiança vem conforme você cresce em não ligar para o que as pessoas pensam. Mas quando eu era pequena, eu estava no parquinho e nós brincávamos de “pegar os beijinhos”. Um dos meninos ficou meio “vamos pegar os beijos” e eu pensava ”espero que alguém realmente me pegue“. Eu corria e olhei pra trás, não tinha ninguém correndo atrás de mim. Eles estavam todos atrás de Nicola, e eu lembro de pensar, ”Ei e eu?“, um dos meninos disse ‘não beije ela, ela é bem sardenta!‘ Eu me lembro de pensar o que diabos está errado com as minhas sardas. Eu as odiava. Eu cheguei em casa e disse ‘mãe acho que vou fazer uma limpeza de pele‘. Ela ficou tipo, ‘quê?‘, eu disse ‘eles podem tirar a sua pele e colocar uma nova, não?‘ e ela disse ‘O que há de errado com você? Por que está dizendo isso? Isso não tem sentido.

Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como, usar muita base para fazer minha pele parecer impecável quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda…

Crescendo – estando nos camarins, me trocando na frente de todas as garotas – eu tinha essa grande cicatriz no estômago e te afeta ainda mais quando você é criança. Você acha que é o fim do mundo. Você pensa: Por que não posso ser normal? Por que não posso ter uma barriga chapada? À medida que você envelhece, você pensa: “P*rra, eu acho que é muito estranho!” Eu amo sardas. Eu sou fico no sol tentando conseguir mais. Eu as amo, quando eu era criança, era diferente. Eu só acho que quando você é criança, tudo é dez vezes pior. Você se preocupa com as coisas mais bobas, não é? A idade definitivamente me ajudou e me tornei confiante em minha própria pele. Eu sempre disse: você não pode agradar a todos. Por que eu tenho que fazer algo que me deixa infeliz como por exemplo, usar um monte de base pra fazer minha pele parecer perfeita quando as pessoas ainda vão dizer que eu pareço uma m*rda e elas vão dizer ”por que ela está usando tanta maquiagem?” Eu também posso ser eu mesma estando com maquiagem ou sem maquiagem, mas na real, quem liga?

Veja fotos do ensaio de Edwards para Superga UK:

Fonte: Glamour Magazine UK