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Publicado por Monise em 19 de novembro de 2018

Nós falamos com Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall na véspera do lançamento de LM5.

Houve um tempo em que Little Mix queria ser a maior girl group do mundo, mas agora que elas já conquistaram este status, sobrou somente mais outra coisa. “Acho que nós não vamos parar até sermos, tipo, a melhor girl band do mundo,” Jade Thirlwall admite, acrescentando, “nós ainda temos um longo caminho à percorrer”.

Seu último álbum, LM5, é do tipo que fará seus fãs comuns as acompanharem. Sua mensagem inicial – “Ela é uma vadia má/feita de magia” – é cantada numa harmonia angelical à quatro, uma captura perfeita de seu caráter moral. É o “The National Manthem,” e em 30 segundos e 23 palavras, elas resumem a essência de Little Mix: quatro mulheres que podiam cantar dentre a indústria pop mas que escolheram entregarem as vozes para os pilares do empoderamento feminino.

Está bem claro que há uma divisão de como os tabloides retratam Little Mix versus o que quem as acompanha pensa da banda, mas muita da negatividade vem de uma coisa em particular. “A maioria das pessoas não sabe que nós escrevemos nossa música,” diz Leigh-Anne, “pois viemos de um reality show.

Mesmo que já tenha se passado um bom tempo desde sua aparição no X Factor, críticas sempre se apoiam nisto. “Pessoas pensam que, por sermos uma girl band, somos fantoches, e simplesmente seguimos a maré.” diz Pinnock. “É a coisa mais preocupante, pois temos todo um pequeno controle que você possa imaginar.” Este álbum – o mais coerente e repleto de pancadões até hoje, na verdade, o que elas mais tiveram controle até hoje. Coproduziram o negócio todo, escreveram em quase todas as músicas, e encontraram uma identidade sonora diferente do que apontam para o que girl groups possam cantar.

Quando não são menosprezadas, são julgadas por suas roupas ou, mais apropriadamente, a falta dela. “Estamos de saco cheioThirlwall lamenta, “Tipo, qual o problema de vocês? Acabamos de fazer uma das melhores performances de nossas vidas, e a primeira coisa que falam é que deixamos um pouquinho de peito para fora”. É algo sério para a banda, e estão cansadas disso, agora mais do que nunca.

Pinnock admite que tem sido mais notável enquanto o grupo tem adotado uma “mentalidade feminista”. Ela menciona, “Saímos noite passada, e… as coisas que disseram sobre os peitos da Jesy…tipo, e daí? Ela tem peitos, todas temos, não é grande coisa. Nos sexualizam demais, a mídia.” Thirlwall concluiu, “Para nós, é mal jornalismo… achamos que a mídia está se perdendo.

Uma história em particular sobre a mídia, terminou como música no álbum, elas me contaram. As meninas foram perseguidas por paparazzi enquanto deixavam a Sony, e “disseram coisas muito ruins,” Pinnock explica. “Nós dissemos, ‘precisamos escrever sobre isso; precisamos usar isso e transformar em algo positivo que ajude quem se sente mal.

A experiência se tornou “Strip”, um manifesto afrontoso para dançar e para mandar os haters se calarem. “Imagem corporal era algo importante para o álbum,” Thirlwall disse. “Com a mídia social, há muita pressão nos jovens para estarem de certa forma, e acho que nos sentimos mais confiantes agora.

Você pode ouvir a confiança no álbum, na maneira em que elas impõem o amor próprio que elas aprenderam e o feminismo aperfeiçoado por girl groups do passado. Elas canalizaram um som mais ousado e é algo tão verdadeiro que outras garotas realmente querem ouvir (imagine se Play, o girl group sueco que pouco durou, que popularizou “Cinderella” se inspirasse no som de Destiny’s Child – provavelmente soaria como o LM5).

Sempre existiu um elemento feminista em Little Mix, mas tem sido algo muito pouco explorado, até agora. Em LM5, é bem mais explorado, e dá para ouvir a aprendizagem, crescimento e compartilhar suas lições com seus fãs.

Pinnock me disse que está entediada com a era dos influenciadores digitais: ”Quero ver algo que irá me inspirar. Quero ver pessoas falarem de problemas reais.” Então elas fizeram isto para si e para seus fãs.

Elas encontraram mulheres que podiam falar o que o grupo não tinha conhecimento, ativistas e artistas que são apaixonadas e peritas no assunto de empoderamento – Megan Jayne Crabbe, conhecida como ‘@bodyposipanda’, e a sócia-fundadora de Daughters of Eve, (Nimco Ali) que fala da conscientização da mutilação da genitália feminina, estão entre algumas que elas compartilharam- e entregam a plataforma Little Mix para elas, ao invés de tentar especificar cada tópico, no processo. “Estamos em um patamar da nossa carreira onde queremos ter certeza de que usamos nosso poder e influência em nossos fãs adolescentes para o bem,”Thirlwall me conta, e isto está bem claro em suas redes sociais e afins.

Elas deixam sua nuance mais feminista no fim do álbum. Thirlwall aponta um momento específico no passado que a inspirou. “Escrevi ‘Woman’s World’ no natal passado quando o movimento#MeTooestava realmente acontecendo,” ela me conta. “Lembro de ir ao estúdio e sentir muita raiva com o que estava e lendo e vendo.” Ela acrescenta, “Não acho que escrevemos outra música mais política e que realmente significa alguma coisa relacionado com o que acontece no mundo,” e ela está certa –  este deve ser um caminho que elas escolheram desenvolver futuramente.

Mas não será sua evolução de feminismo que prometerá a Little Mix uma trajetória contínua. Será o fato de que elas realmente se gostam. Uma raridade infeliz quando o assunto é de bandas, vindas de realitys ou outros lugares, e o fim da linha delas. O dia-a-dia da maior girl group do mundo não é bonito; é exausto e deixaria qualquer um no limite. Thirlwall admite que elas se apoiam rigorosamente uma nas outras, “Nós realmente não sabemos como artistas solo conseguem. Nós ficamos juntas, e quando uma está mal, sempre há três garotas que podem te por para cima e te fazer sentir melhor.

Aprendemos que precisamos estar no controle de nossas carreiras,Pinnock acrescenta, “pois no fim do dia, nós somente temos umas as outras.

Mas isto é tudo o que elas precisam enquanto embarcam em sua missão para se tornarem a maior banda do mundo.

Fonte: Nylon Magazine

Arquivado em Entrevistas LM5 Noticias
Publicado por Monise em 17 de novembro de 2018

Metade da Little Mix não pode vir ao telefone agora, mas duas integrantes estão livres – Leigh e Jade – insistem que eu ficarei bem enquanto falamos sobre o novo álbum, LM5 (estreia oficial nesta sexta-feira 16).

[Nós] somos as melhoresThirlwall brinca, dando uma pequena gargalhada ao lado de Pinnock. É o tipo de comentário que você realmente pode fazer quando seu grupo de garotas são unidas e funcionais – e durante toda a nossa ligação, as duas deixam claro como sincronizar o quarteto: terminando as frases uma da outra, sussurros no fundo, quando alguém diz algo com a qual a outra concorda, relembrando que estão bebendo vinho em suas casas.

Também está claro que estão no controle de sua carreira desde que se formaram no “The X Factor UK” em 2011. Com cinco álbuns e 13 singles no Top 10 nas paradas britânicas. O grupo que também inclui Jesy Nelson e Perrie Edwards, não deveria ter mais nada para provar sobre sua boa-fé artística.

Mas, ainda que você ache que um grupo de garotas pop – especialmente um grupo formado em um reality show de competição – é apenas uma embarcação paras as visões criativas dos outros, as mulheres do Little Mix frequentemente deixam evidências do contrário. Elas são as que definem a agenda, escolhem as mensagens, coescrevem as músicas (elas são creditadas em metade das faixas do LM5) e participam ativamente do estúdio (elas estão listadas como produtoras executivas pela primeira vez). E isso mostra o novo álbum, que não tem falta de personalidade entre os atrevidos e minimalistas club-bangers, baladas e flertes de poder feminino com dancehall e ritmos latinos.

Little Mix opera em um ritmo quase vertiginoso – o LM5 não é apenas seu quinto álbum, é quinto em seis anos -, mas as integrantes insistem que não o querem de outra maneira. Abaixo, Thirlwall e Pinnock contam à Billboard sobre o que as impulsionam em sua ética de trabalho, os novos sons que estão explorando no LM5 e o que é preciso para escrever um bom hino feminista em 2018.

Como vocês se aproximaram de seu quinto álbum? Vocês tem algum objetivo específico para esse, ou vocês apenas entraram no estúdio para ver o que aconteceria?

Jade: Para esse álbum, acho que estávamos nos sentindo um pouco mais animadas. Nós ganhamos confiança como compositoras ao longo dos anos, e para esse álbum em particular, nós definitivamente queríamos ter mensagens fortes sobre o empoderamento feminino e sobre ser uma mulher. Continuamos dizendo que este é o álbum que sempre quisemos fazer.

Você pode ouvir isso em músicas como ”Joan of Arc”, “Strip” e “Wasabi”. A produção e o vocal são muito agressivos e um pouco agressivos também. O que as levaram a explorar esse lado?

LeighEu sinto que estamos mais confiantes do que nunca. Nós só temos muito mais pra dizer em geral – nós tivemos mais experiências de vida, estamos envelhecendo. Somos apenas quatro garotas com atitude, não somos? Aconteceu naturalmente. E com músicas como “Joan of Arc”,  precisávamos que o rap dominasse um pouco nessa parte. “Wasabi” tem aquela vibe de aplaudir para os haters.

Thirlwall: Acabamos de parar de nos importar tanto com o que as pessoas pensam. Não temos mais medo de escrever sobre coisas que dão mais impacto ou são um pouco mais controversas. Estamos com sete anos agora. Nós crescemos na indústria. Temos 25 a 27 anos, e com isso vem uma espécie de confiança. Eu sinto que somos um pouco mais sobre…

Leigh: Liberdade?

Jade: Sim, liberdade no que escrevemos! É um peso tão grande escrever algo e não ter mais medo. Talvez quatro ou cinco anos atrás, se nós tivéssemos escrito uma música sobre sexo ou feminismo, ou sobre amor próprio e pensar que você é incrível, a gente iria ficar tipo ”Oh não, nós não podemos fazer isso”. Agora é mais, “Quer saber? É assim que a gente se sente – vamos escrever sobre isso!” É bom fazer isso. Nós conquistamos esse direito e sinto que estamos nessa era de artistas ouvindo mais sobre o que eles têm a dizer sobre o que está acontecendo no mundo.

Isso me faz pensar em “Woman’s World”, que vocês disseram que foi inspirado pelo movimento #MeToo e examina questões de locais de trabalho. Esse é o tipo de música que vocês não teriam escrito há alguns anos?

Thirlwall: Absolutamente. Eu sempre lembro, três ou quatro anos atrás eu escrevia um tweet sobre algo político e era totalmente humilhada e ridicularizada, principalmente por homens dizendo: “Oh meu Deus, por que essa pop star tem uma opinião?” Isso me fez pensar: “Eu apenas deveria ficar na minha?” Mas agora sinto que há uma mudança acontecendo. As pessoas estão percebendo e uma enorme influência sobre os nossos fãs mais jovens. Podemos usar isso a nosso favor e escrever sobre coisas importantes que significam algo.

Como se faz um um bom hino feminino em 2018?

Jade: Querido, você já ouviu nosso álbum por acaso?

Ok, talvez isso foi uma pergunta estúpida.

Leigh: Não!

Jade: Estamos apenas brincando! [risos] Mas é sobre isso que escrevemos: amar a si mesmo, imagem corporal – acho que a imagem corporal é realmente importante agora, então é bom escrever sobre isso.

Leigh: E sendo sempre confiante! Estar certa de como você é linda! Aprendendo a ficar confortável por dentro. Todas as mulheres são tão poderosas e fortes, e elas só precisam ser lembradas disso. E também, quando nos unimos somos uma força. Eu acho que é tudo sobre as mulheres se unir e estarem juntas.

A música “Told You So” parece um emblema disso – são todas vocês se unindo para confortar uma amiga de coração partido. E é muito convencional, como se você estivesse falando um com o outro no estúdio.

Jade: Essa é uma das nossas favoritas. Literalmente parece que [o que acontece] quando uma de nós se despede de nossos namorados e nós vamos para nossas casas, apenas sentamos e conversamos sobre bobeiras, choramos um pouco e bebemos vinho. É muito convencional. Essa foi a primeira música que ouvimos no álbum, não?

Leigh: Sim.

Thirlwall: E nos apaixonamos imediatamente, tipo, “se o resto do álbum soar desse jeito ficaremos muito felizes”. Até a maioria das baladas do álbum são empoderadoras. É uma balada, mas é sobre estar lá pelos seus amigos e passar por algo juntos.

Pinnock: É uma indicação de sobre o que é Little Mix, é essa música – amizade!

E os dias em que vocês não se sentem tão ousadas? Como você se empenha e entra nessa mentalidade de Strip” ou “Wasabi”?

Jade: Nós somos humanos, então vai ter dias em que acordaremos nos sentindo um lixo. Escrever música nos ajuda. Estar ao redor de pessoas com energia positiva ajuda – nós somos tão sortudas de estar em uma girl band e estamos cercadas por mulheres fortes se uma de nós estiver se sentindo confusas sobre nós mesmas.

Leigh: Um elogio percorre um longo caminho. Nós sempre elogiamos umas as outras. “Joan of Arc” é sobre não se sentir esse medo de se achar bonita. Por que você não deveria?

Há um momento em “Joan of Arc” que uma voz bem grave diz: ‘Oh, você é do tipo feminista?’ E todas vocês gritam de volta “Pode apostar que eu sou!” dos hinos de empoderamento das mulheres no pop, muito deles não mencionam explicitamente o feminismo pelo nome. Como isso aconteceu?

Thirlwall: Nós escrevemos isso em uma sessão com uma garota chamada Shun [Alexandra Shungudzo Govere] – ela escreveu “Touch” para nós e é uma feminista também. Acho que realmente falamos sobre como há um estigma estranho em admitir que você é feminista. Nós nunca entendemos o porquê, então nós apenas colocamos na música: “Você é feminista? Pode apostar que sim!” Não há nada de errado nisso.

Há vários contextos para manter o equilíbrio deste álbum. Em “Joan of Arc”, vocês literalmente cantam sobre se amar a si mesmas. E vocês deram nome ao álbum de LM5, que seus fãs usaram enquanto vocês faziam o disco. Por que foi importante reconhecer essa parte da sua base de fãs?

Thirlwall: Eu acho que somos muito modernas, querido! Estamos definitivamente mudando conforme o tempo. Estamos muito conscientes de que estamos onde estamos hoje por causa de nossos fãs e temos uma enorme mídia social a seguir. Queríamos refletir isso, aí é que vem o nome. Os fãs têm chamado de LM5 há mais de um ano. Nós só pensamos que era legal fazer algo diferente e seguir o que eles já diziam. É muito 2018!

Todas vocês chamaram o álbum de LM5 em suas conversas diárias?

Thirlwall: Sim, o tempo todo! E quando finalmente discutimos os títulos dos álbuns ficamos tipo “Vamos falar sobre o LM5? E então ficamos tipo “Oh, LM5! LM5!”

Leigh: E é muito bom! E isso funciona com toda a campanha, com as fotos que já fizemos. Apenas pareceu certo.

Jade: Estamos muito mais confiantes agora, então o LM5 é muito parecido com: “Somos nós, não precisamos de outro título, somos LM, este é o nosso quinto álbum – boom!”.

Além de mostrar os novos lados de seus vocais, há alguns sons muito legais neste álbum do ponto de vista da produção. O inesperado colapso do rock em “Wasabi”, aqueles teclados realmente brilhantes em “Forget You Not”, o tambor tipo merengue padrão em “Motivate”.

Pinnock: Nós amamos “Motivate”. A canção tem essas vibrações latinas e é tão bom.

Há alguma canção da qual vocês tem orgulho de ter nesse álbum?

Thirlwall: “Wasabi” é bom. Nós experimentamos muito mais nesse álbum, e nós provavelmente fizemos muita manchete dos produtores. Nós produzimos o álbum, então nós estaríamos em sessões como cientistas loucas: “Você pode fazer isso? Você pode fazer isso?”

Leigh: “Love a Girl Right” nós amamos também porque a gente experimentou [Sisqó] “Thong Song”, e nós estávamos muito, hã…qual é a palavra?

Jade: Bêbadas?

Leigh-Anne: Bem estávamos bêbadas. [risos] Mas nós estávamos realmente animadas, porque sempre quisemos escrever uma música que seja uma mensagem para nossos namorados: Trate minha garota do jeito certo, caso contrário, eu vou atrás de você! Nós distorcemos a música [original] de ser sobre mulheres em tangas para um hino positivo de poder feminino, por isso estamos orgulhosas disso.

Thirlwall: E em termos de produção, estamos mais no controle do que nunca, e é por isso que há tantos sons diferentes e maravilhosos.

Pinnock: É algo que não foi feito antes por Little Mix – queríamos chocar as pessoas.

Vocês estão juntas há sete anos e vocês lançaram cinco álbuns em seis anos – esse é um ritmo incrível de se trabalhar. Como é viver tudo isso? Vocês se sentem pressionadas por continuar assim?

Jade: Definitivamente mostra – esse tipo de coisa parece sério mas – como somos inteligentes. Somos mulheres de negócios. Nós sabemos em que ritmo deveríamos estar trabalhando, o que deveríamos estar colocando lá para as pessoas, o que deveríamos estar fazendo quando os fãs sentem que precisam de algo ou estão ficando impacientes. Estamos muito em contato com nossos fãs sobre o que eles precisam e também com o que queremos fazer.

O fato de termos durado sete anos e ainda estarmos tão fortes como sempre estivemos – se não ainda mais forte – é um testemunho de como isso [grupo] funciona. Estamos muito no controle de tudo o que fazemos e deixamos as pessoas à nossa volta ditarem o que devemos fazer, provavelmente ainda não estaríamos aqui agora.

Fonte original: Billboard

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Publicado por Mel em 16 de novembro de 2018

Em 2018, estrelas do pop dizem que amam seus fãs gays e não há nada de mais nisso – e com razão. Mas uma banda pop global com uma base de fãs jovens incorporando consistentemente temas LGBTQ+ em seu trabalho e usando sua plataforma para promover amor, aceitação e igualdade gay? Bem isso ainda é tristemente menos comum.

Desde que se formaram no The X Factor em 2011, Jade Thirlwall, Perrie Edwards, Jesy Nelson e Leigh-Anne Pinock usam sua plataforma como superstars para defender a igualdade LGBT+ em cada momento.

Desde o lançamento de um hino LGBT genuíno com “Secret Love Song” de 2015 – que mais tarde se dedicaram às vítimas ao massacre de Orlando Pulse durante sua turnê mundial – até o fechamento do fanatismo homofóbico nas redes sociais, Little Mix nunca deixou de apoiar seus fãs LGBT em sua jornada para se tornarem a maior girl band do mundo.

Enquanto elas posam para uma entrevista exclusiva e ensaio fotográfico, elas se abriram sobre seu compromisso com a causa, que as chamaram de vencedoras do Prêmio ”Honorary Gay Award ” no Attitude Awards no mês passado.

Nós estamos absolutamente loucas“,  diz Jade sobre a primeira capa das garotas para uma publicação LGBTQ. Queríamos estar na capa, ou pelo menos ser parte da Attitude por anos. É um sonho se tornando realidade.

Jesy acrescenta:

Tivemos um dia cheio“.

Jade, que atua como embaixadora da organização de direitos LGBT da caridade de Stonewall completa:

Ser reconhecida como aliada LGBTQ+ é incrível. Obviamente, temos uma enorme base de fãs gays, e portanto, esse prêmio é apenas… [sorri].

A maioria dos nossos amigos, especialmente, são LGBT. Eu não queria ser aquela pessoa que gostava de ‘adorar a ir a bares gays e ter um amigo gay. Na verdade, eu queria fazer isso como uma aliada.”

Veja algumas das fotos das meninas no ensaio:

Eu queria me educar e aprender a combater a homofobia ou saber o que dizer quando nossos fãs LGBTQ+ mandam mensagens ou enviam tweets: ‘Não sei o que fazer, não sei como contar para meus pais.’ Todas essas coisas. Foi sobre aprender o que dizer para poder ajudá-los.

Temos muitos fãs LGBT. Se vamos nos beneficiar deles como fãs, o mínimo que podemos fazer é dar-lhes algo em troca.

É muito importante para nós…

Little Mix fez história em 2011 como o primeiro e único grupo a vencer a oitava temporada do The X Factor e desde então, bombardeou as paradas com hit atrás de hit.

Mas sendo uma girl group – consistindo em Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards – tem um alto custo na indústria da música dominada pelos homens.

Em uma entrevista exclusiva na edição de dezembro da revista Attitude, as garotas acabaram com seus críticos sexistas enquanto se abriam sobre as batalhas que elas encaram dentro da indústria.

Quando nos reunimos pela primeira vez, nos disseram que banda de garotas não funcionam, então não iríamos realmente funcionar [no The X Factor]“, diz Leigh Anne.

[Nossa mentora] Tulisa teve que lutar e dizer: ‘Não, essas meninas merecem isso‘.

Perguntadas se as meninas experimentaram diretamente o comportamento sexista na indústria, ela responde: “Nós não tínhamos experimentado nada louco até recentemente. A gente acha engraçado alguma vezes, mas no devido tempo vamos nos manifestar e aumentar a conscientização, porque não está certo.

Jade acrescenta: “Mesmo agora, ainda enfrentamos o sexismo. Às vezes eu acho que esses homens poderosos na indústria brigam...”

As garotas também falam sobre enfrentar críticas por escolhas de roupas enquanto estão no palco depois de pessoas terem criticado o grupo por ser muito “provocativas”.

Jesy diz pra gente: “Você deve ser capaz de ser qualquer tipo de mulher que queira ser. Você deve ser capaz de usar o que você quer usar e arrasar com confiança!“.

Desde que você se sinta bem consigo mesmo, isso é tudo que importa. Isso só me irrita. Usaremos um collant e eles vão ficar tipo [faz uma careta].

Mas estou pensando: ‘Você diz isso para as pessoas nas Olimpíadas: que elas são provocativas demais? Não, você não sabe, mas porque estamos dançando ‘Oh, você é sexy demais!‘”

Perrie ainda complementa: “Se um homem está usando algo simples, todo mundo pensa ‘Ah sim!’ Se uma mulher faz o mesmo, elas são julgadas“.

Quando perguntados se elas estão seguindo uma rota similar à One Direction para se separar e trabalhar em projetos solo, as garotas deixaram claro que não poderiam estar mais longe de uma separação, com Leigh-Anne explicando:

Ainda não estamos nesse lugar. Estranhamente, sinto que estamos no começo. Ainda sentimos que o mundo ainda não sabe como somos boas”.

Publicado por Mel em 15 de novembro de 2018

Sempre muito simpática e animada, Leigh-Anne falou sobre o novo álbum do grupo Little Mix, o “#LM5”, que será lançado oficialmente nesta sexta-feira (16), sobre a tão sonhada parceria com Nicki Minaj e confirmou até uma parceria descartada com Maluma. A próxima turnê do grupo, que acontece em 2019, também foi pauta da conversa e, claro, a tão desejada vindo ao Brasil.

Confira a entrevista:

Oi, Leigh-Anne! Como está, garota?

Estou bem, obrigada! E você?

Estou ótimo! Primeiro de tudo, gostaria de dizer que sou um grande fã de vocês e estou muito feliz por estar falando com você novamente, já que no ano passado também conversei com você, Leigh-Anne e você foi incrível de conversar!

Ahh! Muito obrigada! Que fofo!

Então, vamos conversar falando de seu novo álbum, o “#LM5”… Vocês deixaram de lado um pouco os assuntos de amor e relacionamentos paradar lugar a um discurso um pouco mais empoderado, especialmente para as mulheres e para a comunidade LGBTQ+, coisa que vocês já fizeram antes em algumas músicas.. Por que vocês decidiram seguir esse caminho com esse álbum?

Quando nós escrevemos esse álbum, estávamos naquele momento de tipo, era tudo sobre empoderar as pessoas. E isso aconteceu meio que naturalmente, na verdade. Eu acho que com todas as coisas que estavam acontecendo, os movimentos das mulheres.. Todas as mulheres se juntando, isso é muito incrível. E eu acho que a gente realmente queria destacar isso. Nós queríamos apenas que as pessoas ouçam o álbum e se sintam bem com elas mesmas, especialmente quando a mídia tende a mostrar as pessoas em geral… Nós queríamos que todo mundo soubessem que elas podem ser elas mesmas, que não precisa ser nada mais além de você mesmo. Então é isso o que esse álbum faz, é tão empoderador. E é exatamente como eu me sinto quando ouço esse álbum, eu me sinto bem comigo mesma e isso é o que todo mundo sente.

E nós podemos ouvir vários estilos musicais diferentes neste álbum, mas qual foi a maior influência, musicalmente falando, para o “#LM5”?

Com certeza, o Hip-Hop. Nós seguimos mais por essa direção dessa vez. As músicas são bem mais legais, eu acho. E também é o tipo de música que nós mais gostamos também e eu acho que por isso esse é um dos nossos álbuns favoritos. É feito de músicas que nós ouviríamos de qualquer forma. Então, era isso o que a gente queria com esse álbum, que viesse de nós e ser exatamente o que a gente gosta e que ainda tivesse a nossa sonoridade. Eu acho que o Little Mix tem uma sonoridade e eu acho que as nossas músicas têm que sempre ter esse “sabor” do Little Mix nelas. Então eu acho que ainda temos o estilo Little Mix nelas, mas um pouco mais ousadas, mais urban.

Vocês finalmente conseguiram colaborar com Nicki Minaj, um sonho antigo e vocês. Como vocês se sentiram quando souberam que ela toparia?

Nicki Minaj, a gente a queria já há 7 anos, sempre queríamos trabalhar com ela e finalmente aconteceu! Ela amou a música e pra nós isso foi absolutamente incrível, um sonho realizado. E cantamos com ela no EMAs também, que foi inacreditável! Eu ainda estou sem acreditar… Estou nas nuvens! Foi incrível!

Nesse novo álbum, podemos ouvir várias influências latinas, especialmente na música “Think About Us”, mas eu soube que vocês teriam gravado uma música com Maluma, mas que descartaram porque queria manter um álbum só com colaborações femininas. É verdade?

Em geral, a gente recebe algumas músicas e às vezes não é a hora certa para serem lançadas.. E nós achamos ele um querido, absolutamente incrível! Eu acho que se fosse a música certa, nós lançaríamos. Mas nós adoraríamos fazer algo com ele em outro momento.

Mas vocês gravaram com ele?

Sim! Nós gravamos algo sim!

E vamos ouvir essa parceria em breve ou não?

Não, não vai estar no álbum.. E como eu disse, se fosse a música certa, nós lançaríamos.. Então esperamos tê-lo em outro projeto.

E para vocês, como é serem a única girlband da nova geração, do Reino Unido e dos Estados Unidos, ainda na atividade e com todos os membros fundadores? Em sua opinião, qual o diferencial do Little Mix em relação aos outros grupos que já passaram?

Eu acho que o fato que somos amigas muito próximas e que não há uma garota que seja a grande estrela, a principal integrante, somos todas iguais… Eu acho que faz uma girlband funcionar, sem ciumes. Você tem que concordar que somos todas iguais, cada uma adiciona algo diferente para o grupo. E se não tivesse uma de nós no grupo, será que funcionaria? O motivo que eu acho que a gente tem durado tanto tempo é que cada uma de nós traz um sabor diferente para o Little Mix e somos como família. Somos muito próximas e a gente se ama!

Com um novo álbum para ser lançado, vocês já estão pensando no próximo?

Eu acho que sempre estamos pensando no próximo álbum, definitivamente. Mas não queremos falar em datas agora. Próximo ano estaremos em turnê, estamos animadas por isso. E vamos esperar como esse álbum irá se sair, esperamos que seja o nosso maior álbum até agora, o que seria incrível. E veremos como tudo isso vai!

Falando em turnê, ano passado eu falei com você que iria assistir a “Glory Days Tour” em Newcastle. E eu fui. E foi incrível! Vocês fazem um show incrível! E o que eu quero saber é: o que vocês estão planejando para superar a turnê anterior? Vocês sentem a pressão de sempre estarem fazendo um show melhor do que o outro? 

Ahhh, que fofo! Obrigada! Mas sim, não acho que sentimos a pressão, mas obviamente nós sabemos que temos que ser melhores. Nós prometemos fazer um grande show! Temos que ter certeza que tem muita coreografia, que o figurino seja incrível. Eu acho que o gostaríamos de fazer também é ter uma banda ao vivo dessa vez. Eu acho que isso poderia elevar ainda mais e fazer que seja diferente da última turnê. Isso seria incrível. Mas eu posso te adiantar que vai ser incrível!

Farei o possível para ir assistir novamente, com certeza! 

Sim, vai ser incrível! E esperamos ir para o Brasil!

E era exatamente isso que eu ia perguntar a você agora! Podemos esperar vocês, finalmente, aqui no Brasil? Próximo ano?

Na verdade é meu sonho pessoal de ir para América Latina com as garotas, fazem uma turnê por aí, porque eu sei quantos fãs nós temos aí. Vocês são incríveis! Nós temos que ir ver vocês, não há dúvidas sobre isso. Então próximo ano será o ano.

Para finalizar essa conversa maravilhosa, eu gostaria de saber quando vamos ver o clipe de “Joan of Arc” na íntegra? Temos visto bastante os teasers…

Bem… Nós não temos certeza se vamos lançar o clipe completo, nós queríamos apenas usar pequenos teasers dele. Mas eu acho que pessoas suficientes quiserem, nós vamos ter que lançar. Eu acho.

Enquanto me despedia desse “papo de comadre” com Leigh-Anne, a cantora me pergunta quais são as minhas músicas favoritas do álbum novo do Little Mix, ao que respondo prontamente: “Wasabi”, “Think About Us”, “Woman’s World” e “Joan of Arc”. Claro que, na mesma hora, retomo a entrevista para mais uns minutos de conversa e pergunto se ela teria alguma música que ela estava mais ansiosa para saber qual seria a reação dos fãs.

“Eu e Jade escrevemos ‘Notice’ e pra mim é uma das minhas favoritas. Eu amo tudo que seja lento, baladas… Então é uma das minhas favoritas e também ‘I Told You So’, eu amo!”, afirmou Leigh-Anne.

Com mais uma promessa de vir ao Brasil, a conversa se encerra e agora é só esperar… Esperar pelo lançamento oficial do “#LM5”, esperar que o Little Mix lance o videoclipe de “Joan of Arc” e sua parceria com Maluma e, mais do que nunca, esperar que elas tragam seu novo show para o Brasil.

 

Fonte: PopLine

Arquivado em Noticias
Publicado por Mel em 15 de novembro de 2018

Little Mix revelou que seus chefes de gravadora as obrigavam a flertar com homens para poder avançar na indústria da música. As acusações do quarteto veio depois que Simon Cowell confirmou que o grupo mudou-se para a gravadora ”RCA Records”. A mudança surgiu em meio a alegações de que a banda se desentendeu com a SYCO sobre a ”direção musical” delas enquanto faziam o novo álbum LM5.

Agora as meninas contam que foram aconselhadas a se comportar para conseguir sucesso nas paradas após a vitória no The X Factor em 2011.

Jade Thirlwall afirmou:

“Nós fomos a um evento de rádio nos Estados Unidos, cheio de VIPs. Alguém da gravadora disse: “Vá e flerte com todos esses homens importantes”. Eu estava tipo ‘P*rra, sai daqui.’ Por que temos que flertar para que as nossas músicas toquem nas rádios?”

A cantora de 25 anos também revelou que as mesmas não recebiam créditos sobre suas próprias músicas porque são mulheres.

No começo nos disseram que não devíamos nos envolver em nossos videoclipes”, ela diz. “Um produtor nos disse que não deveríamos estar escrevendo, devemos apenas receber as músicas.

Percebemos que nós, como mulheres, temos que trabalhar dez vezes mais, o que é muito chato porque escrevemos nossas músicas.

Além do sexismo, sua colega de banda, Leigh-Anne Pinnock disse que foi deixada de lado por causa do racismo durante a ascensão estratosférica. Em entrevista para a revista ASOS, a cantora de 27 anos disse:

Durante os primeiros anos da banda, eu me senti invisível. Lembro de chorar com meu gerente regularmente. Eu simplesmente não conseguia encontrar o meu lugar e não sabia o por quê.

Eu senti que eu não tinha muitos fãs como as outras garotas. Era um sentimento estranho. Eu nunca pensei que era por causa de eu ser “a negra” da banda. Eu me senti esquecida, então eu fiz tudo para poder ser mais notada, convencida de que eu não era boa o suficiente.”

Agora eu não me sinto sozinha porque eu vi várias mulheres falando sobre isso” ela explica. “Eu sei que há muitas mulheres de cor que se sentiram do mesmo jeito que eu“.

Confira fotos das meninas para a ASOS Magazine:

Leigh-Anne concluiu que o grupo – completado por Perrie Edwards, 25, e Jesy Nelson, 27 – estava sempre de pé contra o reality show de Cowell.

Nós não íamos participar da fase shows ao vivo no The X Factor“, diz. “Eles não acreditavam que uma banda de garotas pudesse ganhar o programa, então desde este momento você já está colocando mulheres e garotas para baixo“, acrescentou. “Nós jogamos essa ideia pela janela.

Jesy adicionou:

Quando eu comecei, eu tive dificuldades. Eu nunca pensei que as pessoas pensavam certas coisas sobre mim. Eu ainda fico chateada quando falo disso.

Eu nunca vou conseguir ter esses anos de volta. Eu estava tão infeliz, eu deveria ter aproveitado mais a minha vida. É por isso que somos apaixonadas pelo o que estamos falando nesse álbum. Quanto mais falarmos sobre isso, melhor vai ser para as crianças ao crescerem. Queremos que as pessoas saibam que elas não estão sozinhas“.

Perrie Edwards também falou sobre a beleza do grupo – junto de Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall – pregando mensagens poderosas através de suas músicas e redes sociais.

Você abre uma revista…Ou está vendo um site e toda garota é magra e basta apenas um biquíni para elas parecerem surreais. Eu fico pensando, ‘Bom eu não vou parecer assim em Mykonos“, destaca Edwards, não muito tempo depois que ela realmente parecia estar arrasando em Mykonos.

Você não pode escapar disso. Coisas como Instagram ou capas de revistas são uma porcentagem minúscula de um estilo de vida que as pessoas querem que você veja, nunca é o quadro todo. Eu acho que agora mais do que nunca o mundo precisa de um álbum como o LM5. Continuaremos pregar isso até que de certo – queremos empoderar as mulheres e a nós mesmas.

Fonte: ASOS Magazine

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Publicado por Monise em 7 de novembro de 2018

O grupo compareceu pela primeira vez no evento MTV Europe Music Awards neste domingo, 4. A cerimônia ocorreu na Bizkaia Arena, em Bilbau na Espanha. É considerado a segunda maior premiação da MTV atrás apenas do VMA (Video Music Awards). O quarteto fez sua estreia no palco do EMAs pela primeira vez a convite de Nicki Minaj.

Enquanto a mesma apresentava “Good Form” a girl band entrou com um incrível medley cantando seu mais novo single “Woman Like Me”. A girl group entrou com grande estilo, fazendo um dos clássicos movimentos do Rei do Pop, Michael Jackson. As vestimentas preto e branco remeteram muito bem a essência do artista que é uma das maiores influências do grupo.

Veja agora a apresentação completa de Nicki Minaj e Little Mix no palco:

As meninas entregaram uma carta e um lindo buquê de flores para a rapper em seu respectivo hotel. Minaj respondeu através de seu Twitter:

Na mesma noite Little Mix estavam indicadas na categoria “Best UK & Ireland Act” onde acabaram vencendo o prêmio pela terceira vez. O primeiro foi em 2015 e o o segundo em 2016.

Confira alguma das fotos das meninas no EMA’s:

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