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06.11.20

NOTA: 3 ESTRELAS

 

Alguns artigos sobre Little Mix ao longo dos anos têm sido hipócritas, para dizer o mínimo. Até mesmo um dos bastiões do “Girl Power”, Melanie Chisholm (Mel C), fez um comentário preocupante sobre o quarteto em relação às suas roupas, resultando em um retrocesso, dada a mensagem de empoderamento e libertação propagada pelas Spice Girls em seu ápice. Foi uma atitude vergonhosa quando se considera os contínuos escândalos propagados pela imprensa acerca de pelo menos 3 delas. A ironia aqui é que as mulheres do Little Mix permanecem sem nenhum escândalo muito grande, e isso só demonstra a sinceridade delas como super estrelas do pop.

Se um grupo fosse assumir o reinado de Girls Aloud, teria que ser Little Mix. A sagacidade e ousadia na escolha de cada lançamento se mostrou um tremendo sucesso, hit atrás de hit. Seu último álbum LM5 foi seu último com a Syco Music, a última sacudida para se livrar das algemas de Simon Cowell e fazer a sua própria marca no mundo pop.

Break Up Song deu início a campanha em março com uma pegada bem Carly Rae Jepsen conversando com ‘Take On Me’ do grupo A-ha, o synth dos anos 80 e belas harmonias, provendo a dose de otimismo que precisávamos no começo do isolamento. Um gostinho a mais do álbum veio com Not A Pop Song, lançado em outubro, sugerindo que elas estavam prontas para tomar as rédeas do Cowell com um som forte e atrevido, abordando o pop manufaturado e o foco em músicas sobre amor e festas, com dicas de algumas surpresas que estavam por vir. Este foi um estratagema astuto do grupo, já que o álbum continua com marcas do pop manufaturado em sua maior parte.

Confetti é Little Mix saindo da sua prisão inicial andando poderosamente. Não tem nenhuma novidade nele, embora tenha algo antigo, como a marcha militar do R&B dos anos 90 é forte em Sweet Melody e na poderosa Gloves Up. Algumas partes são emprestadas, Rendezvous é bem Pussycat Dolls enquanto Holiday é algo bem John Lundvik mas também se assemelha a um mashup de ‘Break My Heart’ de Dua Lipa e ‘Anywhere’ da Rita Ora, o que deveria ser um crime de tão bom. Tudo isso pode deixar alguém querendo um mergulho refrescante na imensidão azul.

De fato existem algumas mudanças que são bem vindas no álbum. As grandes parcerias em peso para dominar os Estados Unidos se foram, mesmo que Nothing But My Feelings seja algo bem Nicki Minaj guiado por uma guitarra R&B. Ainda, A Mess (Happy 4 U) é um passo em uma direção diferente e correta, com um pouco de pop chiclete e um refrão grandioso e magnético.

Não há duvidas de que essas quatro mulheres são cantoras talentosas, mas algumas das faixas do álbum foram trabalhadas com produção exagerada e auto-tune. Seria espetacular ouvir esses vocais com menos polimento superficial na produção, My Love Won’t Let You Down está pedindo por isso assim como a faixa concluinte do álbum, Breath, uma balada que trilha os passos da narrativa de Breath Again de Toni Braxton, os órgãos de igreja fornecem uma sensação de coral.

Essas mulheres talentosas são sem sombra de dúvidas veteranas de hits do pop com refrões crescentes. Confetti é um álbum confiável com receita básica, mas para manter o interesse do público desperto no futuro, algo novo é necessário agora nessa mistura.

 

Fonte: Music OMH

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