visite a galeria de fotos littlemixpics.com

últimas imagens enviadas
09.11.20

Há quem fale da Little Mix como super-heroínas, – o que são – também há quem as veja como referência, – que também são – não estamos acostumados com girlgroups que durem tanto e com níveis de qualidade como o que o quarteto britânico oferece em Confetti, seu sexto álbum.

Dessa forma, devem celebrar sua volta com este álbum que as coloca novamente em primeiro lugar como um dos grupos pop imprescindíveis para levantar o astral e, como já está mais do que claro, em nível artístico.

Little Mix está tendo um incrível 2020 porque só lançaram singles de sucesso para o Confetti. O mais curioso é que a promoção é bem diferente da que teve o álbum anterior – quando as entrevistamos em Bilbao:

“Hoje em dia, a maior parte das promoções é feita pelo Zoom”.

E foi assim que conversamos com elas. Com Jade, precisamente, porque quando chega a hora de falar com a mídia internacional elas dividem as tarefas entre as quatro em países. Jade sempre foi uma das mais bem articuladas do grupo e a que é mais ativa na defesa da comunidade LGBTIQ+. Hoje em dia, enfrentam o lançamento mais atípico de sua carreira.

Jade diz:

“Fizemos pouquíssimas performances ao vivo”

No momento é impossível e já faz muito tempo desde que cantaram com um público em sua frente.

“Foi ano passado, quando gravamos o The Search. É muito estranho pensar que já se passou tanto tempo”.

E confirma que enfrentou o isolamento de maneira razoavelmente boa.

“Já que estive com minha melhor amiga e, além disso, não paramos de produzir conteúdo para as redes sociais durante estes meses […] É muito estranho pensar que passamos tanto tempo sem estar juntas”.

É sem dúvida um grande feito que estejamos aqui falando de seu novo álbum e Jade é a primeira a ficar surpreendida quando para pra pensar sobre isso.

“É que em sí, é uma grande realização para qualquer artista pop. Quase dez anos na indústria, não poderíamos estar mais orgulhosas”.

E também está feliz em como ficou o Confetti.

“Trabalhamos por mais de um ano nele e é a primeira vez que tivemos que lançar um projeto dessa forma, distantes umas das outras, da nossa gravadora e nossa agência. Por sorte, todas as peças se encaixaram e lançamos o álbum pop que nós mesmas gostaríamos de escutar no momento”.

Sua ideia de criar um repertório de temas ideais para dançar em uma balada é ótima, mas é claro, devido as circunstâncias, não será possível.

“Ainda sim, acredito que o álbum é ideal para um momento como esse e todo o mundo pode dançar em sua casa”.

Com certeza souberam criar expectativas graças a singles como Break Up Song, Holiday e Sweet Melody

Um dos favoritos de nossa carreira“.

E Confetti não é só mais uma das faixas imprescindíveis do álbum mas também dá nome a ele.

“Parecia o conceito perfeito pra gente, celebração”.

Apesar dos rumores que surgem o tempo todo sobre grupos como Little Mix, Jade diz que se dão muito bem apesar de tantos anos trabalhando juntas e que se apoiam em tudo que precisam.

“O segredo para seguir juntas é ceder em algumas ocasiões, não pensar só em você, ser leal e criar um espaço seguro em que podem opinar sem se sentir julgadas”.

Em algumas ocasiões tornaram público alguns desconfortos pessoais.

Lembramos quando a Jesy, em seu primeiro show de sua última turnê, em Madrid, começou a chorar ao lembrar de ter passado por uma situação difícil, onde a pressão das redes sociais a levou a pensar em suicídio, e Jade disse:

“Lá estava eu, oferecendo um ombro para chorar, como todos nós fazemos quando temos um momento ruim. É ótimo ter uma plataforma como a nossa, que nos permite desabafar publicamente se precisarmos, e também falar sobre questões sociais que nos preocupam”.

Assim fizeram com o Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Leigh-Anne falou sobre todas essas pessoas que sempre a fizeram se sentir insuficiente pela cor de sua pele ao ponto em que disse sentir invisível em muitos momentos.

Jade diz:

“É algo que todas nós presenciamos. E estamos muito orgulhosas por ela ter falado sobre o assunto abertamente, pois sabemos o quanto ela se sente aliviada.”

O apoio de Little Mix a comunidade LGBTIQ+, a qual dão visibilidade sempre que podem, é digno de admiração. É bom recordar como sua última turnê mostrava a bandeira arco-íris em um momento do show, inclusive em países nos quais haviam riscos em fazer isso, como Dubai, onde a homossexualidade é punida.

Jade é, sem dúvida, a mais comprometida nesse sentido.

“Para mim é muito importante mostrar esse apoio e sempre estou aberta a aprender mais coisas sobre a comunidade com pessoas que fazem parte dela. Se me considero uma aliada, e assim dizem que sou, tenho que estar sempre ali, e dar a cara a tapa também quando for necessário. Somos muito gratas de ter uma comunidade como a LGBTIQ+ que dá tanto amor a um girlgroup”.

Esse compromisso da Jade vem de longa data.

“Desde nova sempre quis estar ali ajudando amigos que fazem parte da comunidade. Nessa etapa da vida em que está consolidando seus valores, você percebe aquilo pelo qual quer lutar, que sempre estará contigo. Percebemos de maneira evidente o apoio do público LGBTIQ+ e para mim é importante servir de porta voz frente as injustiças que precisamos denunciar […] Temos que agradecer por ter uma comunidade assim que da tanto amor a um grilgroup. E não custa nada defender uma causa que merece”.

Não é incomum que, quando os membros de um boygroup ou de um girlgroup cresçam, procurem a todo custo não serem vinculados dessa forma. Little Mix não, estão muito orgulhosas de serem um girlgroup. Ela explica:

“É que estamos muito felizes em dar mensagens de empoderamento, solidariedade e sororidade. Em nossa sociedade sempre colocam mulheres umas contra as outras, para afetar nossa autoestima e fomentar uma competitividade nada positiva. Se nos apoiamos, somos mais forte. Podemos nos orgulhar de uma longevidade que já é digna de comemoração”

Jade se lembra de como essas mensagens chegaram até ela através de grupos como Spice Girls, TLC e En Vogue.

“A música delas transpirava empoderamento feminino, e é isso que me inspirou desde muito nova”.

Recorda que o primeiro álbum das Spice Girls acaba de completar 24 anos e ela ri.

“Oh meu Deus! É um pouco assustador, né? Faz eu me sentir mais velha”.

Enquanto gravavam o programa The Search, conta que também tinha esse tipo de sensação algumas vezes.

“Quando um dos competidores disse não saber quem era N’Sync, por exemplo, fiquei assustada”.

Consegue se imaginar celebrando 15 anos de carreira do Little Mix?

“Nem consigo imaginar. Só sei que estou muito orgulhosa de estar aqui agora, orgulhosa de uma longevidade que pra mim já é digna de celebração”.

Fonte: Shangay

Salvo em: Confetti | Noticias
Little Mix Brasil • Hospedado por Flaunt • Layout por Lannie D &