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30.05.21

A maior banda feminina do mundo fala sobre o sexismo da indústria, as barreiras enfrentadas pela classe artística e as pressões de crescer aos olhos do público.

Existe alguma coisa que a Little Mix não pode fazer? Com turnês mundiais, cinco álbuns certificados como platina e colaborações com nomes como Nicki Minaj, o currículo delas parece a lista de desejos de toda jovem cantando com sua escova de cabelo e sonhando com o estrelato pop. 

Mas o que você deve saber sobre Little Mix – que consiste em Geordies Jade Thirlwall e Perrie Edwards, ao lado da sulista Leigh-Anne Pinnock – é que elas criaram o hábito de transformar sonhos em realidade. Originalmente formadas no concurso de talentos The X Factor, foi o talento bruto e carisma natural delas que traduziram o que poderiam ter sido meros cinco minutos de fama em uma carreira de uma década. Armadas com seu pop animador – todas músicas triunfos épicos, energia efervescente e vocais crescentes – elas ajudam a melhorar o dia a dia, dando uma nova vibração e significado às experiências familiares de amor e perda.

Mas a Little Mix não se contenta em tocar vidas apenas por meio de sua música. Nos últimos anos, elas se tornaram algumas das artistas mais francas da cultura pop do Reino Unido. Com Leigh-Anne se abrindo sobre suas experiências de racismo no documentário da BBC Race, Pop & Power e Jade e Perrie revelando suas respectivas lutas contra o transtorno alimentar e a ansiedade, bem como a defesa incansável do grupo em relação a cultura LGBTQIA+, as meninas desafiam os pessimistas sexistas que dizem que elas deveriam ficar caladas sobre as questões sociais e guardar suas opiniões para si mesmas. 

Agora, após a saída do quarto membro Jesy Nelson em dezembro de 2020, a banda está se preparando para entrar em seu período mais corajoso – um período que está cheio de coração, alma e, claro, hinos. Para comemorar essa nova fase e marcar o lançamento de “Heartbreak Anthem”, colaboração com o duo Galantis e David Guetta, conversamos com Jade, Perrie e Leigh-Anne para discutir como crescer aos olhos do público, advogar pelos direitos trans no cenário global e mudar o mundo.

Em primeiro lugar, adoraria saber como foi suas experiências de quarentena. Como foi ter todo esse tempo de inatividade? Deve ter sido um grande ajuste.

Leigh-Anne Pinnock:  Para nós, foi incrível poder parar e reservar um tempo para nós mesmas. Foi realmente positivo sair da quarentena sabendo que não há problema em desacelerar. Definitivamente nos ensinou que o “vai, vai, vai” constantemente não é realmente saudável. Você realmente precisa de um tempo.

Olhando para o futuro, vocês acha que terão mais consciência de focar no presente momento enquanto calmamente reconhecem e aceitam os próprios sentimentos, pensamentos e sensações corporais?

Perrie Edwards:  Acho que sim. Isso nos deu um pouco de perspectiva sobre o que realmente é importante na vida. Por meio da quarentena, definitivamente aprendemos a prática de focar no presente momento, colocando-se em primeiro lugar e em maneiras diferentes de lidar com as lutas que você enfrenta e com sua saúde mental de maneira positiva.

saúde mental é  um assunto importante para vocês? Eu sei que vocês já se abriram sobre suas lutas antes.

Jade Thirlwall: Assim como a maioria das pessoas, todas nós passamos [por lutas de saúde mental] de alguma forma. Só nos últimos anos é que todo mundo está falando mais e mais sobre isso, então está se tornando um pouco mais normalizado. É bom ver que há conversas mais abertas sobre saúde mental. Como artistas, [falar sobre saúde mental] mostra aos nossos fãs que eles não estão sozinhos sejam no que estejam sentindo ou no que enfrentem. E suponho que incentive as pessoas que nos colocam em um pedestal a lembrar que somos humanas. A saúde mental não possui limites quando se trata de raça, gênero ou trabalho. Pode afetar qualquer pessoa e a todos.

Vocês sentem a responsabilidade de falar sobre isso, considerando que vocês possuem uma plataforma tão grande?

PE:  Nós apenas tentamos ser tão abertas e honestas quanto nós podemos e usar as nossas plataformas para o bem. Quando nos abrimos sobre as nossas lutas, o que passamos individualmente e o que passamos como um grupo na indústria, isso ressoa com as pessoas. Muitas pessoas podem se identificar com isso. Se nos manifestarmos e pudermos ajudar pelo menos uma pessoa, faremos a diferença.

Sobre fazer mudanças, não consigo pensar em muitos grandes grupos pop ou artistas musicais que mostraram seu apoio às pessoas trans – mas vocês sim. Por que a aliança com a comunidade queer é importante para vocês?

JT: Estamos muito cientes de que temos uma influência, principalmente sobre nossos fãs mais jovens. É importante mostrar aos nossos fãs dessa comunidade que eles são aceitos, que os amamos e que eles devem ser celebrados – e encorajar outras pessoas a participarem disso. É na verdade bom senso. Eu sempre acho estranho quando as pessoas me perguntam por que sou uma aliada, porque realmente não é preciso muito para ser isso. Temos uma grande base de fãs e, dentro dessa base de fãs, temos muitos fãs LGBTQIA+. Estaríamos prestando um péssimo serviço a eles se estivéssemos nos beneficiando de sua lealdade para conosco, mas não falássemos por eles. Eu realmente espero que, ao fazer isso, encorajemos outros artistas e outras pessoas públicas a fazerem o mesmo. Infelizmente, ainda há tanto ódio e transfobia em nosso país e nós postarmos e conversamos sobre isso, esperamos que ajudem as coisas a progredirem.

É revigorante ver a Little Mix ser tão franca. Parece que apenas recentemente as mulheres que estão sob os olhos do público têm tido permissão para fazer as suas vozes serem ouvidas, vinte ou mesmo dez anos atrás elas simplesmente não tinham esse espaço.

JT: Definitivamente, há um longo caminho a percorrer quando se trata de mulheres poderem falar sobre misoginia e suas experiências na indústria do entretenimento. As mulheres ainda não recebem o mesmo valor que os homens e ainda sofrem sexismo ou assédio no local de trabalho. Essas coisas obviamente existem, mas começamos a sentir que há mais uma plataforma e um entendimento, e quando falamos, estamos realmente sendo ouvidas e compreendidas. Há força na solidariedade das mulheres que se defendem e fazem mais barulho sobre isso, principalmente nas redes sociais.

Quando se trata de seu trabalho, vocês tem muito controle sobre sua produção e criatividade, mas não acho que isso seja amplamente apreciado ou conhecido. Vocês acham que a culpa é do sexismo?

LA P: Eu sinto que é por estar em um grupo pop feminino. As pessoas presumem que não devemos ter voz ou que não temos muito a dizer ou que não escrevemos nossas próprias músicas. Isso tem sido uma coisa contínua, mas fizemos tudo ao nosso alcance para, bem, nos livrarmos completamente desse estereótipo. Só porque estamos em um grupo de garotas, não significa que não fazemos nossas próprias coisas. Tudo vem de nós e sempre foi assim. Nós apenas rimos das pessoas que não têm nada de bom a dizer sobre isso, para ser honesta. Nós sabemos quem somos e o que fazemos. Estou muito orgulhosa de como defendemos as coisas e como usamos nossa voz.

Existem  outros conceitos errados sobre vocês?

LA P: Por onde começamos?

JT: Demorou muito para provar à indústria que tínhamos credibilidade o suficiente para sermos dignas de reconhecimento. Eu acho que isso veio por sermos de um show de talentos e de estar em um grupo feminino. Sempre sentimos que somos azarões e temos que provar que as pessoas estão erradas, o que gostamos bastante na verdade, e somos muito boas nisso. Depois, há o [equívoco] de que há animosidade entre nós três. Esse é popular. Sempre vemos histórias inventadas sobre nós nos jornais. Só temos que aprender a ignorar.

Deve ter sido muito  difícil quando vocês apareceram pela primeira vez aos olhos do público e ver toda essa desinformação sobre vocês na imprensa – eu lembro que vocês eram tão jovens quando entraram nos charts pela primeira vez.

JT:  Tínhamos literalmente 18,19 anos quando fomos colocadas no grupo. Crescemos como mulheres dentro da indústria e perante o público. No começo era muita coisa para enfrentar e se acostumar, o constante escrutínio.

Qual conselho vocês dariam para as garotas em uma posição semelhante às suas?

PE:  Só não se percam. Não tentem atender a todas as pessoas porque vocês nunca agradarão a todos. Façam o que te deixa feliz e aproveitem o percurso.

Com o governo continuando a cortar fundos para programas artísticos e para a educação criativa nas escolas, fica claro que muitos jovens de famílias de baixa renda não têm muitas oportunidades de seguir carreira na música. Isso é algo que as preocupam?

JT:  Quando se trata de artes e quando se trata de talento, qualquer um  –  se você tem isso em você, se é algo que você gosta e se é uma paixão – pode ser um grande artista. Alguns dos maiores ícones e lendas possuem origens da classe trabalhadora, nós precisamos encorajar isso tanto quanto pudermos e ter certeza de que o governo está apoiando isso e dando aos jovens a oportunidade de viver seus sonhos e ter um carreira na indústria. Nós somos muito gratas por todas nós virmos de origens da classe trabalhadora e tivemos a sorte de entrar em um programa e receber uma plataforma. Foi um processo difícil para nós, mas definitivamente não é fácil para quem está tentando fazer isso do zero. É o financiamento do governo que o ajuda a melhorar seu trabalho e lhe dá essa oportunidade.

Como grupo, vocês passaram por muitas mudanças recentemente. Diga-nos, o que está em jogo para a nova era de Little Mix?

PE: Por um lado, é um novo começo porque somos três. Temos tantas coisas emocionantes planejadas, tantas músicas e algumas colaborações incríveis. Há muito para se animar, tanto para nossos fãs quanto para nós. Então, obviamente, estaremos em turnê no próximo ano. Nós literalmente mal podemos esperar para entrar em turnê, ela foi adiada duas vezes agora, então estamos ansiosas por 2022.

Falamos muito ao longo desta entrevista sobre as maneiras pelas quais vocês desejam usar sua influência para mudar as coisas para melhor. Para finalizar, qual vocês desejam que seja o legado da Little Mix?

LA P: Quando as pessoas pensam em Little Mix, quero que pensem: “Elas fizeram alguns hinos, usaram a voz para o bem, elas falaram sobre coisas que não estavam certas e mudaram o mundo”. Você conhece aqueles artistas que ativamente fazem mudanças? Eu adoraria que as pessoas pensassem em nós nessa categoria.

PE:  Tipo, “Deus, aquelas meninas me fizeram sentir muito bem comigo mesmo, elas me deram tanta confiança, elas realmente deixaram sua marca”. Sim, isso seria glorioso...

JT: [Em tom de brincadeira] Lendas, querida, queremos ser lendas!

 

O single “Confetti” da Little Mix com Saweetie já foi lançado, assim como sua colaboração com Galantis e David Guetta, “Heartbreak Anthem“.

Fonte: Hunger Magazine. Tradução e adaptação: Equipe BRLM.



29.05.21

Nota: 4 de 5 estrelas

A cantora Leigh-Anne Pinnock fala sobre o preconceito no mundo da música e sobre o sentimento de invisibilidade por causa da cor de sua pele neste documentário elucidativo.

Leigh-Anne: Race, Pop and Power (BBC One) é o segundo documentário liderado por uma integrante da Little Mix. Em 2019, a agora ex-integrante da banda, Jesy Nelson fez Odd One Out, um documentário confessional sobre os efeitos catastróficos das redes sociais na saúde mental de mulheres jovens famosas. Foi o precursor de uma série de outros documentários sobre um tema semelhante que se seguiram.

Este é um documentário mais aberto e colaborativo, fazendo tanto perguntas quanto buscando respostas. Leigh-Anne Pinnock ficou muito famosa, muito rapidamente, muito jovem, depois que Little Mix se tornou o primeiro grupo feminino a vencer o The X Factor, na época em que o programa ainda era relevante. Elas agora são a maior banda feminina do mundo, apesar de reduzir sua formação original para um trio em dezembro do ano passado, e recentemente se tornou a primeira banda feminina a ganhar o prêmio de Melhor Grupo Britânico no Brits Awards.

Para seus fãs, muitos dos quais também são mulheres jovens, seu apelo está em sua imagem identificável. Elas parecem legais, engraçadas e pés no chão. No início deste documentário, porém, Pinnock revela que houve complicações desde o início.

Às vezes, eu sentia que estava sendo tratada de maneira diferente de minhas parceiras de banda por causa da cor da minha pele” explica ela, lembrando-se de ocasiões dolorosas em que foi ignorada pelos fãs enquanto as outras integrantes de banda não eram, e das inúmeras vezes que ela olhava ao redor das gravações ou de uma sala e via apenas pessoas brancas. “Foi algo que eu nunca poderia explicar totalmente”, diz ela, sobre o sentimento que persistiu.

Filmado no ano passado, e capturando o momento em que os protestos globais do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) trouxeram esses sentimentos para o foco, Race, Pop and Power é uma discussão que parece muito atrasada. Pinnock diz que o documentário é como uma chance de fazer perguntas que ela diz nunca ter se sentido capaz de fazer antes. Quando surgiram notícias de que o documentário estava sendo feito, Pinnock enfrentou críticas tanto de Tommy Robinson quanto de alguns membros da comunidade negra que questionavam porque uma mulher negra de pele clara seria o rosto de um programa como esse. Ela admite que tem medo de dizer a coisa errada e se preocupa com o fato de os fãs não quererem ouvi-la falando sobre questões sociais. Mas ela decide, simplesmente, que deve falar.

Prefiro dizer isso mesmo não sendo exatamente certo do que não dizer nada”, diz ela, o que, para alguém que está sob os olhos do público neste clima cultural atual, deve ser aplaudido.

Pinnock se senta com seus pais e fala sobre suas atitudes em relação à raça. A mãe é metade barbadiana e o pai de descendência jamaicana; os pais deles vieram para o Reino Unido na década de 1960 e se casaram com parceiros brancos. A mãe de Pinnock se identifica como negra. Seu pai “se identifica como John Pinnock”. Quando ele soube do documentário, ele disse a ela que seu primeiro pensamento foi: “Se fortaleça, controle-se, não reclame sobre isso.”

Ela conversa com seu noivo, o jogador de futebol de Watford Andre Gray, sobre antigos Tweets que ele postou que eram ofensivos sobre mulheres negras retintas. Eles falam sobre colorismo, erros, educação, informações, cultura e preconceito. É franco e elucidativo. O mesmo acontece com o painel de estrelas negras do pop, incluindo Alexandra Burke e Keisha Buchanan dos Sugababes, que se reúnem para falar sobre suas próprias experiências de racismo na indústria. É, diz Pinnock, como uma terapia.

Este é um período de transição no mundo da fama, à medida que as celebridades deixam de compartilhas palavras ensaiadas para dizer na mídia. Por muito tempo, um grupo como a Little Mix teria guardado suas opiniões para si mesmas, por medo de afastar os fãs ou os responsáveis por eles. Mas Pinnock dá a impressão de que já está farta disso. Ela fala sobre o The X Factor tingir seu cabelo de vermelho e raspar a lateral de sua cabeça, para torná-la “a Rihanna” da edição. “Está claro que minha cor estava sendo usada para definir minha imagem no grupo”, diz ela.

Mais tarde, ela tenta marcar uma reunião diante das câmeras com o presidente de sua gravadora, a Sony, apenas para ser disponibilizada a chefe de marketing, que é uma mulher negra. Ela está abertamente frustrada com o que vê como uma atitude de “vamos colocar duas mulheres negras em uma sala para resolver a questão do racismo”. “Bem, essa sou eu sendo largada pela gravadora”, ela brinca.

Gostei muito desse documentário atencioso, sensível e determinado. Parece ser voltado para um público mais jovem, mas os espectadores que podem se ver como velhos para gostarem da Little Mix vão achar que é proveitoso. Ele examina questões complicadas sem esperar respostas fáceis e observa Pinnock voltando os seus esforços para educar a si mesma e aos outros em um plano prático para encontrar e empregar mais artistas negros no Reino Unido. “Este é apenas o começo”, ela diz, e eu não duvido por um segundo.

Tradução e Adaptação: EquipeBRLM | Fonte: The Guardian



29.05.21

Nota: 4 de 5 estrelas

Dois dias antes do lançamento do documentário da estrela da Little Mix, Leigh-Anne Pinnock, ela postou uma mensagem com palavras fortes na conta oficial da banda no Twitter.

A atriz de 29 anos estava se manifestando a uma legenda exposta na primeira página do jornal Metro, que a confundiu com sua colega de banda, Jade Thirlwall. Como Pinnock apontou em seu tweet, estava longe de ser a primeira vez que a imprensa confundia as duas.

Por que duas mulheres de cor sempre são confundidas?” ela escreveu. “Dez anos depois e isso ainda está acontecendo. Esse é o tipo de merda com que Jade e eu tivemos que lidar por 10 anos e esse é outro motivo pelo qual eu estava motivada para fazer meu documentário. #FAÇAMELHOR!

Leigh-Anne: Race, Pop & Power explora de forma envolvente assuntos como raça e racismo na indústria musical britânica. Contado da perspectiva de Pinnock como a única integrante negra de uma banda pop com uma base de fãs predominantemente branca, a cantora faz um grande esforço para apresentar essas questões de uma forma que possa informar e educar os próprios fãs. Mas mais do que isso, Race, Pop & Power mostra como Pinnock está empenhada em não se posicionar como uma porta-voz de todas as artistas negras no Reino Unido.

No documentário, Pinnock está visivelmente dividida entre sua compreensão do colorismo (o tratamento preferencial da sociedade aos negros de pele clara para aqueles com pele mais escura), suas próprias experiências vividas de racismo e seu desejo de usar sua enorme plataforma para aumentar a conscientização. Ela reconhece que não é de forma alguma uma especialista em “muitos tipos diferentes de racismo“, abordando isso ao entrevistar a deputada Dawn Butler sobre o abuso racista que ela enfrentou, bem como aos apresentadores de um podcast que ela conheceu em uma marcha do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

Ela encontra um muro de silêncio, no entanto, quando tenta falar com o presidente de sua própria gravadora, a Sony, sobre o que os executivos estão fazendo para ajudar a combater a falta de diversidade dentro da indústria. Anteriormente, Pinnock havia observado como ela é frequentemente cercada por um grupo todo branco de maquiadores, membros da equipe, fotógrafos e diretores de vídeo. Ela está desapontada com a aparente relutância da Sony em ter um representante para a entrevista, brincando, “essa sou eu sendo largada pela gravadora” quando ela gentilmente os critica por isso. Mesmo assim, ela usa o momento para apontar como é essencial que os brancos também se envolvam nessas conversas.

Pinnock pode estar brincando sobre ter sido dispensada, mas há uma longa e terrível história da indústria da música falhando com artistas negras ou punindo-as por falarem sobre o preconceito que enfrentam. No ano passado, a escritora e acadêmica Janine François escreveu uma coluna para o The Independent sobre como a indústria da música falhou com as estrelas pop britânicas negras. “Eu percebi como a indústria musical do Reino Unido funciona, permitindo a entrada de uma cantora negra por vez como se fosse algum tipo de rotação”, disse ela. “Quando temos uma “artista revelação”, muitas vezes todas têm pele clara, basta olhar para o nosso grupo atual agora.

A mensagem que você tira do Race, Pop & Power depende da identidade pessoal. Como um telespectador branco, trata-se da importância de ser um aliado, de ter consciência de que não basta simplesmente “não ser racista”. O progresso, como Pinnock demonstra tão bem, é alcançado muito mais rápido quando as pessoas trabalham juntas.

Tradução & Adaptação: Equipe BRLM | Fonte original: Independent



23.05.21

Foi lançado nesta quinta-feira, 20 de maio, a nova música de trabalho do grupo Galantis com o DJ David Guetta e Little Mix intitulada como “Heartbreak Anthem”.

A faixa foi lançada simultaneamente com um clipe impecável dirigido por Samuel Douek, o mesmo diretor do clipe de “Confetti”. 

A música alcançou o primeiro lugar do iTunes Mundial, assim como o topo do iTunes de mais de 25 países como: Reino Unido, Brasil, Portugal, Filipinas, Chile, Costa Rica, Irlanda, Mexico, Paraguai, Polônia, Suécia, Republica Checa, Grécia, Singapura, Emirados Árabes, Egito, Chipre, Armenia, Colombia, França e outros.

Confira o clipe:

Confira o que o diretor Samuel Douek revelou sobre o conceito do clipe:

“O clipe de Heartbreak Anthem foi inspirado no infame romance “Nights at the Circus” de Angela Carter, lançado em 1984, um conto feminista de realismo mágico sobre a liberdade. Jade, Leigh e Perrie são as ‘Fatais com asas’, um trio de cantoras e dançarinas que se apresentam noite após noite para multidões que as adoram, enquanto nos bastidores elas se sentem encurraladas e sozinhas. À medida que avançamos na música, elas encontram a felicidade em sua própria pele ao lado de imagens digitais de David Guetta e do ‘Seafox’ do grupo Galantis – um símbolo de libertação. O vídeo aborda as pressões da fama e do coração partido, evocando uma mensagem de autoaceitação contra o pano de fundo de um mundo burlesco de ficção científica.

Galantis revelou em entrevista recente que começou a trabalhar com a Little Mix antes da pandemia e que o single tinha os vocais da Jesy, porém com a saída do grupo, eles rearranjaram a música.

“Heartbreak Anthem” já está disponível em todas as plataformas de streaming. Não deixem de conferir e apoiar!

ATUALIZADO: Confira o lyrics video oficial postado no canal do DJ David Guetta:



20.05.21

Antes do seu documentário na BBC Three, Leigh-Anne da Little Mix fala sobre ser a única garota negra no grupo e sobre o racismo no Reino Unido.

Na última turnê, lembro-me de sair do palco e chorar na maioria das noites…e ficar tipo, ‘Por que me sinto assim? Por que sinto que ninguém gosta de mim? É como se eu não estivesse no palco.‘”

Leigh-Anne Pinnock da Little Mix tem gravado um documentário há mais de um ano sobre sua experiência como a única integrante negra do grupo britânico. No documentário, ela fala para outras pessoas – incluindo outros músicos – sobre o racismo na indústria da música. Conversei com ela em um estúdio silencioso no leste de Londres.

A falta de diversidade é vergonhosa“, diz a cantora de Shout Out to My Ex sobre a indústria da mídia em geral, antes de seu documentário Leigh-Anne: Race, Pop & Power, da BBC Three.

Então, acho que se posso… ser uma aliada, então é isso que eu serei.

Todos nós sabemos que o racismo é uma questão terrível e massiva neste país e eu realmente queria me aprofundar nisso. Foi importante para alguém como eu fazer algo assim [porque] eu tenho uma base de fãs predominantemente branca e as pessoas que sinto que poderia alcançar fazendo este documentário são enormes. Por que não me colocar nessa posição lá fora e fazer esse tipo de coisa?

Embora o racismo seja o assunto do documentário, Leigh-Anne também toca no colorismo – quando uma pessoa negra de pele mais clara é privilegiada a uma pessoa negra retinta devido à tonalidade de sua pele.

Leigh-Anne conta:

Eu queria usar minha voz para falar sobre o colorismo porque eu estou muito ciente de como isso é horrível e é apenas algo que precisa ser falado.

Eu conheço meu privilégio e o abordo isso no documentário. O que abordo é que sei que se minha pele fosse uns tons mais escuros, eu não estaria na banda, é a verdade. Sabemos que não há mulheres negras retintas o suficiente sendo representadas, então isso era algo que eu realmente sentia que eu precisava falar.”

Ela acrescenta:

Eu queria falar sobre minhas experiências e como me senti na banda, sendo a garota negra no grupo e as pessoas me identificando como a garota negra. Eu realmente queria explorar essa parte por que me sentia tão esquecida, tão ofuscada e foi por causa da minha cor. Mas também, eu queria poder ouvir outras mulheres negras sobre suas experiências.”

No documentário, Leigh-Anne fala com estrelas pop britânicas negras, incluindo Keisha Buchanan do Sugababes, a ex-concorrente do X Factor Alexandra Burke e as cantoras e compositoras Raye e NAO.

Alexandra se lembrou de quando lhe disseram que era “muito escura para estar na indústria“.

Disseram a ela: “Você precisa clarear a pele porque não vai vender nenhum disco. É isso que às vezes me faz sentir que não quero estar nesta indústria”, diz ela. “Eles tiraram tanto minha confiança que eu não poderia ser eu mesma.

NAO falou sobre as pessoas não saberem que o racismo acontece de várias maneiras. Ela diz no documentário: “As pessoas não percebem que possuem pensamentos racistas. Elas foram ensinadas a dizer: Preto não é bonito.”

No documentário, Leigh-Anne começa a ouvir as experiências delas.

Foi o momento mais impressionante do documentário”, diz Leigh-Anne. “Ser capaz de estar em uma sala com essas mulheres incríveis que passaram por coisas tão devastadoras por causa da raça.

Foi inspirador ouvir elas desabafando e me inspirou a me abrir mais e apagou aquela sensação de não estar sozinha nisso. Foi interessante também porque todas nós tivemos experiências tão diferentes. Eu realmente pensei que teria experiências semelhantes a Keisha por ela também ter sido a única garota negra em seu grupo, mas a dela era completamente diferente da minha.”

Enquanto a conversa acontecia entre os cantoras pop, Keisha explicou a Leigh-Anne que “quanto mais bi-racial você parecer, mais tolerável você será para o público, mais você se parecerá branco“.

EU ME IDENTIFICO COMO NEGRA”

Outro momento importante do documentário é quando Leigh-Anne, pela primeira vez, se abre sobre a identificação como negra.

Isso é uma coisa muito pessoal, não é? Algo simples como: você se identifica com o quê?’”, diz ela.

Eu me identifico como negra. Tenho dois pais bi-raciais”, revela ela, acrescentando que foi criada em uma família caribenha como seus pais.

Por isso, sempre me identifiquei como negra enquanto crescia. Eu sinto que fui identificada como negra aos olhos do público também. O público me chamava de ‘garota negra’ da Little Mix e era isso que eu era, mas é uma coisa muito pessoal de se dizer.”

Acho que é difícil para mim responder a essa pergunta porque fico com medo de ofender as pessoas por eu ser uma pessoa bi-racial [dizendo] que eu me identifico como negra, porque sei o quão ruim é o colorismo e como as pessoas de pele escura não são representadas o suficiente na mídia.”

Eu entendo a frustração de eu dizer que me identifico como negra quando sou evidentemente mais clara.

No documentário, Leigh-Anne também fala com seu noivo, o jogador de futebol Andre Gray, sobre seus tweets anteriores. Depois que Leigh-Anne o questiona sobre por que escreveu os tweets, ele diz no documentário:

Isso é o que acontece quando você é ingênuo, você se torna um produto do seu ambiente. Portanto, o que quer que esteja por perto todos os dias – e você não educado sobre isso ou exposto porque está errado – então meio que se pega.”

Não há desculpa para isso. Quando tudo saiu, eu fiquei constrangido, envergonhado, desapontado, mas ao mesmo tempo eu tinha que ser um homem e assumir meus erros.”

Eu cometi esse erro, aprendi e me eduquei e cresci para entender o quão ofensivo e errado era o que eu postava.”

Esses tweets foram incrivelmente ofensivos e para eu fazer um documentário abordando o colorismo, eu tinha que falar sobre isso e Andre precisava falar sobre isso“, acrescenta Leigh-Anne.

“EU VOU CONTINUAR ATÉ VER UMA MUDANÇA”

Em 2019, quando o documentário foi anunciado com o título provisório “Colourism and Race”, Leigh-Anne enfrentou muitas reações negativas das pessoas nas redes sociais, com pessoas a questionando se, por ser uma mulher negra de pele clara, ela era a pessoa certa para gravar um documentário sobre colorismo.

Um tweet disse: “Leigh Anne tem a pele muito clara. Ela é racializada, mas por que ela está apresentando um documentário sobre colorismo? A menos que ela esteja em uma jornada para aprender sobre como isso a beneficia?”

Outro disse: “Se Leigh-Anne não destacar o fato de que o colorismo afeta mais as mulheres negras de pele mais escura, ela nem precisa lançar esse documentário.

Em resposta a essas críticas, Leigh-Anne explica:

“Eu meio que gostaria que não tivéssemos usado esse maldito título provisório agora. Eu queria amplificar suas vozes e falar sobre colorismo. Eu queria falar sobre racismo também, mas sabia que o colorismo é um assunto tão grande que definitivamente não é falado o suficiente. Eu queria trazê-lo à luz e falar sobre ele em uma mídia mais aberta.

Ouvir os comentários foi muito doloroso porque comecei a me questionar, tipo, ‘Eu sou a pessoa certa para fazer isso? Eu assumi o lugar de outra pessoa?’ Foi definitivamente difícil ver esses comentários e me machucou mais vindo da comunidade negra questionando se eu era a pessoa certa para isso.”

Depois de me questionar, pensei: ‘Não’, porque eu também estou falando sobre as minhas experiências e prefiro usar minha plataforma para alcançar milhões de pessoas do que não fazer nada.”

No filme, Leigh-Anne pode ser vista marchando em alguns dos protestos Black Lives Matter do ano passado e ela explica como pretende continuar fazendo campanha contra o racismo, inclusive na indústria da música. De acordo com o órgão comercial da UK Music, houve um aumento significativo no número de funcionários negros, asiáticos e de minorias étnicas na indústria da música desde 2016 – mas essa representação é pior em cargos executivos com salários mais altos.

Decidimos criar o Black Fund basicamente para criar e fazer um pote de dinheiro para doar a instituições de caridade negras e ajudar a comunidade negra”, diz ela.

Vou continuar até ver essa mudança!” afirma a cantora-compositora.

Os negros devem se sentir abertos e devem se sentir livres para entrar em seu local de trabalho, e se você não achar que é diversificado o suficiente ou se houver um problema e você não sentir que é tratado com justiça por causa da cor de sua pele, você deve ser capaz de dizer isso e não ter medo ou ser ignorado.”

Você não pode simplesmente pegar pedaços da cultura e não dar oportunidades aos negros. Eu quero ver mais diversidade e quero ver as pessoas ativamente fazendo uma mudança e não apenas falando sobre isso.

“AGORA EU POSSO ME SENTIR CONFIANTE”

No início desta jornada, eu definitivamente não tinha tanta confiança quanto eu tenho agora”, diz Leigh-Anne, ficando visivelmente mais relaxada ao longo de nossa conversa.

Eu sinto que eu não acreditava em mim o suficiente e isso é devido a todos aqueles anos me sentindo tão esquecida e me sentindo como a invisível.

Mas eu acho que agora, falar e contar ao mundo sobre as minhas experiências e ouvir outras pessoas se relacionarem comigo e ouvir as histórias de outras pessoas, ajudou. Até mesmo garotas de outras bandas femininas – Normani (Fifth Harmony) me procurou quando lancei meu vídeo sobre minhas experiências e ela me fez sentir como se eu não estivesse sozinha.

Agora posso mostrar o meu poder e posso me sentir confiante. Eu desperdicei muito tempo sem me sentir assim e ficando ansiosa antes dos shows e dos encontros com fãs e pensando que eu não teria o mesmo retorno que as [outras] garotas.

Por fim, ela diz:

Gostaria de não ter perdido tanto tempo me preocupando com isso e apenas ter dominado isso, mas sabe de uma coisa? Todos nós aprendemos e todos nós seguimos nossas próprias jornadas.’

Ainda estou aprendendo. Estamos todos aprendendo. Vamos cair, levantar e aprender mais e mais.

Confira a entrevista completa legendada pela equipe BRASILLM:

Tradução & Adaptação: EquipeBRLM | Fonte: BBC



15.05.21

O documentário Leigh-Anne: Race, Pop & Power, lançado em 13 de maio de 2020 pela BBC, foi produzido por Kandise Abiola e dirigido pelo amigo de infância de Leigh-Anne, Tash Gaunt.

Esse poderoso documentário único segue a estrela do pop, Leigh-Anne Pinnock, enquanto ela confronta sua experiência como a única integrante negra da Little Mix e como uma mulher negra na indústria da música.

“A maior parte do documentário sou eu falando sobre minhas experiências, sendo a integrante negra da minha banda no meu mundo pop muito branco”, diz Leigh-Anne. “Eu realmente queria que as pessoas vissem que só porque sou bem-sucedida não significa que eu não serei afetada pelo racismo.”

O documentário foi gravado no ano de 2020, um ano em que convergiu o assassinato de George Floyd e a quarentena da Covid-19, o que proporcionou a muitas pessoas um tempo incomum para refletir sobre o racismo na sociedade.

Confira as fotos promocionais divulgadas pela BBC:

A equipe BrasilLM traz para vocês a versão legendada do documentário, assistam:

Youtube:
OPÇÃO 1:
 

OPÇÃO 2:

OPÇÃO 3:

 

OPÇÃO 4: 

 

 

 



14.05.21

Little Mix anunciou na data de hoje, 14 de maio, o lançamento de nova música intitulada como “Heartbreak Anthem”, uma parceria com o DJ David Guetta e o grupo pop eletrônico Galantis!

É a primeira música inédita da Little Mix como um trio que será lançada na próxima quinta-feira, 20 de maio. A parceria será promovida através da gravadora Big Beat Records do grupo Galantis.

Confira um trecho o novo single do grupo Galantis em parceria com David Guetta e Little Mix:

Confira a capa de “Heartbreak Anthem”:

 

No ASCAP consta registrado que a faixa foi co-composta pelas meninas e David Guetta:

No documentário sobre racismo e experiências da Leigh, foi divulgado um trecho da sessão de composição da faixa que ocorreu durante a quarentena em Londres:

Pré-salvem a música no Spotify ou Apple Music para contribuir com o desempenho da música no lançamento. Cliquem aqui

 



14.05.21

Em uma semana cheia de surpresas, Little Mix lançou na data de hoje, 14 de maio, uma versão acústica de seu single “Confetti” no canal oficial do grupo no Youtube.

O trio serviu vocais, harmonias, carisma e beleza na performance e surpreendeu os fãs com um dos melhores acústicos da carreira.

Confira o vídeo logo abaixo:



13.05.21

Nesta terça feira, 11 de maio, a Little Mix compareceu a premiação britânica de maior relevância na indústria da música, o Brit Awards.

Foi a primeira aparição pública da Leigh-Anne e Perrie após os anúncios de gravidez e o trio garantiu vários momentos fofos no Red Carpet. As três cruzaram o tapete vermelho do Brit Awards 2021 com vestidos fluidos brancos e off-white sem estampas. Jade foi de Vivienne Westwood, Perrie de David Koma e Leigh-Anne de Maison Margiella.

Confira fotos das meninas no tapete vermelho da premiação:

As meninas venceram o prêmio de “Best Group (Melhor Grupo)”, feito inédito para um grupo feminino em 43 anos de história da premiação. Em discurso emocionante, as meninas agradeceram aos fãs, Jesy e equipe, criticaram a misoginia, o sexismo e falta de diversidade na indústria da música e dedicaram o prêmio às outras girl bands que já tinham sido indicadas a premiação porém não venceram.

Nós estamos juntas há dez anos! Posso dizer? Dez anos. Tem sido os melhores anos das nossas vidas, nós passamos por tanta coisa, nos divertimos muito e criamos memórias lindas.

Veja o discurso legendado por nossa equipe logo abaixo:

 

Confira as entrevistas legendadas no nosso canal:

Girl groups famosos parabenizaram as meninas nas redes sociais pelo feito histórico, dentre eles Girls Aloud, All Saints, Spice Girls e Keisha Buchanan do Sugababes.

Confira também fotos das meninas na sala de imprensa:

As meninas na cerimônia:

As meninas deixando a premiação:

O Brit Awards reuniu uma plateia de 4 mil trabalhadores que atuaram na linha de frente da pandemia sem distanciamento social e sem máscara. As medidas foram aprovadas pois o Reino Unido não registrou nenhuma morte por Covid-19 nas últimas 24 horas e boa parte da população já foi vacinada.

As autoridades estão analisando o Brit Awards como uma espécie de teste para a retomada do entretenimento no país. Espera-se que toda a população adulta esteja vacinada até o mês que vem. Apesar de todo o relaxamento das medidas de restrição, porém, todos serão obrigados a fazer um teste de Covid-19 antes de entrar na Arena.



11.05.21

Perrie Edwards anunciou nesta segunda-feira, 10 de maio, que está esperando seu primeiro filho com o jogador de futebol inglês Alex Oxlade-Chamberlain.

 

A cantora de 27 anos postou fotos em preto e branco de sua barriga no Instagram com a legenda:
“Estou muito feliz por estar nesta jornada selvagem com minha alma gêmea. Eu + Ele = Você 🌎 ♥. Mal podemos esperar para conhecê-lo, bebê Ox.”
Enquanto isso, o jogador de futebol do Liverpool, Oxlade-Chamberlain, postou as mesmas imagens em sua página no Instagram, comentando:
“Alguém tem algum conselho sobre como trocar as fraldas? 😅 muito grato e animado por se tornar um pai ❤️  e que venham as noites sem dormir.”
O anúncio da Perrie veio poucos dias depois que Leigh-Anne também anunciou que está esperando o seu primeiro filho. 
As fotos do anúncio foram curtidas por milhões de pessoas e com diversos famosos a parabenizando, dentre eles: Jesy Nelson, Halsey, Millie Bobby Brown,  Sam Smith, Pixie Lott, Katharine Foster, Chloe Bailey, Zara Larsson, Ella Henderson, Mollie King, Rochelle Humes, Fleur East, Kamille e claro Leigh e Jade.
“Muito feliz por vocês dois! E muito feliz por estarmos nessa jornada juntas. Te amo muito”, comentou Leigh.
“Estou tão feliz por vocês. Eu sou a tia mais sortuda do mundo! Amo vocês”, escreveu Jade.
Com o anúncio e os fãs eufóricos por 2 integrantes da Little Mix estarem grávidas ao mesmo tempo, o nome da Perrie ficou em primeiro lugar nos assuntos mais comentados do Twitter em diversos países como Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Mundialmente.



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