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29.05.21

Nota: 4 de 5 estrelas

Dois dias antes do lançamento do documentário da estrela da Little Mix, Leigh-Anne Pinnock, ela postou uma mensagem com palavras fortes na conta oficial da banda no Twitter.

A atriz de 29 anos estava se manifestando a uma legenda exposta na primeira página do jornal Metro, que a confundiu com sua colega de banda, Jade Thirlwall. Como Pinnock apontou em seu tweet, estava longe de ser a primeira vez que a imprensa confundia as duas.

Por que duas mulheres de cor sempre são confundidas?” ela escreveu. “Dez anos depois e isso ainda está acontecendo. Esse é o tipo de merda com que Jade e eu tivemos que lidar por 10 anos e esse é outro motivo pelo qual eu estava motivada para fazer meu documentário. #FAÇAMELHOR!

Leigh-Anne: Race, Pop & Power explora de forma envolvente assuntos como raça e racismo na indústria musical britânica. Contado da perspectiva de Pinnock como a única integrante negra de uma banda pop com uma base de fãs predominantemente branca, a cantora faz um grande esforço para apresentar essas questões de uma forma que possa informar e educar os próprios fãs. Mas mais do que isso, Race, Pop & Power mostra como Pinnock está empenhada em não se posicionar como uma porta-voz de todas as artistas negras no Reino Unido.

No documentário, Pinnock está visivelmente dividida entre sua compreensão do colorismo (o tratamento preferencial da sociedade aos negros de pele clara para aqueles com pele mais escura), suas próprias experiências vividas de racismo e seu desejo de usar sua enorme plataforma para aumentar a conscientização. Ela reconhece que não é de forma alguma uma especialista em “muitos tipos diferentes de racismo“, abordando isso ao entrevistar a deputada Dawn Butler sobre o abuso racista que ela enfrentou, bem como aos apresentadores de um podcast que ela conheceu em uma marcha do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

Ela encontra um muro de silêncio, no entanto, quando tenta falar com o presidente de sua própria gravadora, a Sony, sobre o que os executivos estão fazendo para ajudar a combater a falta de diversidade dentro da indústria. Anteriormente, Pinnock havia observado como ela é frequentemente cercada por um grupo todo branco de maquiadores, membros da equipe, fotógrafos e diretores de vídeo. Ela está desapontada com a aparente relutância da Sony em ter um representante para a entrevista, brincando, “essa sou eu sendo largada pela gravadora” quando ela gentilmente os critica por isso. Mesmo assim, ela usa o momento para apontar como é essencial que os brancos também se envolvam nessas conversas.

Pinnock pode estar brincando sobre ter sido dispensada, mas há uma longa e terrível história da indústria da música falhando com artistas negras ou punindo-as por falarem sobre o preconceito que enfrentam. No ano passado, a escritora e acadêmica Janine François escreveu uma coluna para o The Independent sobre como a indústria da música falhou com as estrelas pop britânicas negras. “Eu percebi como a indústria musical do Reino Unido funciona, permitindo a entrada de uma cantora negra por vez como se fosse algum tipo de rotação”, disse ela. “Quando temos uma “artista revelação”, muitas vezes todas têm pele clara, basta olhar para o nosso grupo atual agora.

A mensagem que você tira do Race, Pop & Power depende da identidade pessoal. Como um telespectador branco, trata-se da importância de ser um aliado, de ter consciência de que não basta simplesmente “não ser racista”. O progresso, como Pinnock demonstra tão bem, é alcançado muito mais rápido quando as pessoas trabalham juntas.

Tradução & Adaptação: Equipe BRLM | Fonte original: Independent

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