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25.11.21

Em 2011, quatro meninas receberam a maior chance de suas vidas -formar um grupo e participar da primeira temporada da versão britânica do The X Factor. 10 anos depois, Little MixJade Thirlwall, Perrie Edwards e Leigh-Anne Pinnock – é um dos grupos mais bem sucedidos do mundo com top singles e álbuns para se tornar um dos grupos femininos com maior número de vendas e maiores posições nos charts de todos os tempos.

 

Até hoje, as conquistas continuam chegando – desde o Melhor Grupo Britânico no BRIT Awards em 2021 (primeira vez que um grupo feminino venceu), até serem imortalizadas em tamanho real no Museu de cera Madame Tussaud, em Londres. Hoje, a banda lança “Between Us”, uma coletânea dos maiores hits celebrando uma década de músicas pop.

O álbum celebra o grande trabalho de Little Mix, mas, para Jade, é em primeiro lugar uma carta de agradecimento cheia de glitter aos fãs.

“É sobre relembrar a todos exatamente quem Little Mix é.” Jade disse ao entrevistador via Zoom.

“E o motivo pelo qual nossos fãs se apaixonaram por nós”.

Apesar de passar a última década nos holofotes, a estrela do pop de 28 anos nascida na costa norte da Inglaterra, não pode acreditar no quanto sua vida mudou. Para marcar o lançamento do álbum, Jade reservou um momento para refletir sobre os últimos 10 anos – desde ser expulsa de um hotel em Londres por roubar um pernil de cordeiro, a perdoar a sua versão mais jovem e, claro, mudar a cara da música pop.

ERNESTO MACIAS: Já se passou mais de uma década desde que você começou a fazer música. Você tem algumas conquistas em seu currículo como artista solo, e muitas como parte da Little Mix. 10 anos em um grupo feminino, um novo CD chegando, e eu descobri recentemente que vocês passaram 100 semanas no top 10 oficial da parada de singles do Reino Unido. Isso é um recorde. Quando você ouve todas essas coisas, o que vem à sua mente?

JADE THIRLWALL: Ícones, querido. Eu acho que é incrível, não apenas para artistas pop, mas para um grupo feminino que já existe há 10 anos e que conquistou tudo o que conquistamos. Isso ainda me deixa boquiaberta, a ficha nunca cai. Eu sou muito grata por cada dia e, honestamente, ainda estou amando isso. Acho que naquela época, quando fui colocada no grupo, eu sabia que era especial – parecia, por mais brega que seja, que era destino. Eu tinha um bom pressentimento, mas nunca pensei que seria tão grande.

MACIAS: Vocês acabaram de lançar um novo álbum, uma celebração de 10 anos fazendo música – como você descreveria o álbum?

THIRLWALL: Exatamente isso. São todos os maiores sucessos, incluindo alguns dos nossos favoritos ao longo dos anos, assim como cinco novas faixas, que escrevemos no início deste ano. Eu não conheço nenhum grupo feminino que passou 10 anos sem nenhuma pausa. Parecia certo fazer um momento de “maiores sucessos”. É uma sensação muito especial – apenas as lendas podem dizer que tiveram um álbum dos maiores sucessos, ou que têm uma discografia grande o suficiente para isso. Vai ser uma grande celebração da Little Mix e um enorme agradecimento aos nossos fãs por nos apoiarem por tanto tempo.

MACIAS: Você disse que há cinco canções novas que todas as três escreveram nesse álbum. Como você descreveria essas músicas?

THIRLWALL: Eu acho que são pura excelência do pop. Era importante para nós que essas faixas adicionais fossem assumidamente pop, porque eu acho que é um ponto forte. Ao longo dos anos, passamos por tantas fases na indústria da música e conseguimos resistir ao teste do tempo, e acho que é porque nunca desistimos de quem éramos e nunca mudamos por ninguém. Tudo veio de nós. Eu acho que no momento o puro pop está retornando. Acho que houve um período em que talvez as pessoas pensassem que não era tão legal. Eu não sei. Sinceramente, não entendo por que às vezes as pessoas se irritam com o pop chiclete ou puro e têm esse tipo de esnobismo, como se não fosse tão digno de crédito. Eu fico tipo, “Querido, se você puder escrever, então vá em frente – e você obviamente não pode, então estamos aqui para fazer isso, vamos dar a você e você vai adorar.”

MACIAS: É melhor que sim.

THIRLWALL: Na verdade, no ano passado, em retrospectiva, de certa forma meio que ajudou. Acho que com o isolamento e tal, todos estavam sendo criativos e se sentindo bem, as pessoas queriam músicas e melodias que fizessem você cantar junto e levantar o astral. Lady Gaga lançou Chromatica no ano passado e foi uma dádiva de Deus para mim. Realmente me ajudou durante esse período e me ajudou a amar novamente o puro pop e estou aqui para isso. As novas faixas do álbum Between Us são para lembrar a todos exatamente quem é Little Mix, e o motivo pelo qual os nossos fãs se apaixonaram por nós em primeiro lugar.

MACIAS: É evidente que vocês querem fazer música pop para fãs de pop. E por falar em fãs, vocês têm muitos ao redor do mundo, mas quero te perguntar — Little Mix, e você como indivíduo, são vistas como lendárias aliadas da comunidade LGBT+. Isso é algo que levam a sério. Você pode me contar um pouco sobre seu relacionamento com a comunidade e o que isso significa para você?

THIRLWALL: Acho que, com o passar dos anos, ficou cada vez mais claro para mim que tínhamos uma enorme base de fãs LGBTQ+. Isso iniciou a jornada de ser aliadas e de garantir que os fãs sentissem que têm artistas que eles podem se inspirar e que dizem: “Tudo bem ser você mesmo”. Se você vai se beneficiar de uma base de fãs, você tem que mostrar a eles que você os apoia e que está com eles, não importa o que aconteça. Então foi isso que fizemos. Eu diria que, talvez até cinco anos atrás, eu era o que chamaria de uma aliada “vadia básica”. Tipo, eu ia a bares gays, eu estava lá e obviamente era uma aliada de alguma forma, mas não estava fazendo o suficiente para defender ou realmente mostrar o que isso realmente significava. Eu meio que me dei conta disso conforme eu recebia cartas de fãs e mensagens nas redes sociais, e isso ajudou a me estimular a fazer da forma correta: ser uma aliada mais ativista, trabalhar com as instituições de caridade certas, falar mais e usar nossa plataforma para o melhor. Eu sinto que sempre posso melhorar, então estou constantemente tentando aprender mais sobre história. Em todo o mundo, temos fãs em territórios onde ainda precisa haver muito progresso – para mim, vindo de uma origem árabe, é muito importante mostrar aos fãs que eles têm alguém para lutar por eles e dar-lhes algo que eles possam se orgulhar e amar, e ajudá-los a se sentirem bem consigo mesmos.

MACIAS: Por falar em representar pessoas que nem sempre são representadas, especialmente na indústria da música, sei que você tem ascedência mista. Você pensa sobre o peso de representar diferentes culturas na posição em que você está?

THIRLWALL: Com certeza. Quando comecei, eu tinha apenas 18 anos e ainda não tinha certeza de quem eu era. Quando criança, convivia muito com minha família iemenita – meu avô era iemenita e sempre foi um grande defensor dessa cultura. Ele faleceu quando eu tinha 13 anos e pareceu que parte da minha identidade partiu com ele. Eu estava em uma área predominantemente branca em uma escola predominantemente branca, então fiz o meu melhor para me encaixar naquele ambiente. Quando fui colocada no grupo e me mudei para Londres, fiquei com muito medo. Fiquei com medo de valorizar minha ascendência, porque quase não tinha visto nenhuma representação árabe positiva na mídia do Reino Unido. Ter orgulho de quem eu era me assustou um pouco, e até hoje carrego um pouco de vergonha e arrependimento… Mas estou compensando isso agora, então nunca é tarde para se tornar a pessoa que o seu eu mais jovem teria se inspirado.

MACIAS: Em quem você se inspirava quando pequena?

THIRLWALL: Minha ídola, além da Diana Ross, era a princesa Jasmine. Ela foi literalmente a única representação árabe que eu pude ver na TV. Até mesmo hoje, se você tem uma ascendência mista, definitivamente há uma luta de identidade – não ser branco o suficiente, não ser negro o suficiente ou árabe o suficiente, e tentar entender o que isso significaria. Ainda tenho momentos em que luto com isso internamente, é o condicionamento que absorvi ao longo dos anos. Espero que meus fãs saibam que estou trabalhando nisso todos os dias. Eu perdoei meu eu mais jovem por lutar com isso, porque não era necessariamente culpa dela estar tão condicionada a sentir que o branco é o mais bonito.

MACIAS: Agora, vou te fazer algumas perguntas que o Andy [Warhol] costumava fazer às pessoas antigamente. Você sonha?

THIRLWALL: Sim.

MACIAS: Chuveiros ou banheiras?

THIRLWALL: Banheiras.

MACIAS: Há algo de que se arrepende de não ter feito?

THIRLWALL: Não ir muito para a América com o grupo e não acolher minha ascendência antes.

MACIAS: Qual foi o seu primeiro emprego?

THIRLWALL: Eu era recepcionista de um teatro.

MACIAS: Quantos anos você tinha?

THIRLWALL: Provavelmente uns 13 anos. Eu era muito jovem, acho que na verdade não fui paga por ser muito nova, mas era algo para fazer, eu imagino.

MACIAS: Faz parte. Quando você fica nervosa?

THIRLWALL: Toda vez que eu subo no palco.

MACIAS: O que você faz para se acalmar?

THIRLWALL: Eu faço o que as garotas gostam de chamar de cocô do pânico. Respiro bastante e geralmente um pouco de meditação resolve.

MACIAS: Por que isso não pode ser simplesmente mágico o tempo todo?

THIRLWALL: Honestamente, querido, me fale você, porque eu estou vivendo minha própria fantasia diariamente.

MACIAS: O que comeu no café da manhã?

THIRLWALL: Torrada. Muito chato, é um café da manhã bem sem graça.

MACIAS: O que você está lendo no momento?

THIRLWALL: Estou terminando The Transgender Issue de Shon Faye, que causou um certo rebuliço no Twitter. Mas eu não dou a mínima, então leia.

MACIAS: Onde você dança?

THIRLWALL: No quarto, querido. Todos os dias. Eu danço todos os dias. É tão bom para você, todo mundo deveria dançar todos os dias.

MACIAS: Quem é o namorado dos seus sonhos?

THIRLWALL: Meu namorado, Jordan Stephens.

MACIAS: O que você acha do amor?

THIRLWALL: Acho que amor é algo que você tem que dar a si mesmo antes de poder dar aos outros.

MACIAS: Qual é a coisa mais maluca que um fã já te enviou?

THIRLWALL: Ai, Deus. Estou tentando pensar se há algo esquisito.

MACIAS: Ou a mais fofa…

THIRLWALL: Bom, na verdade uma das coisas mais malucas – uma pessoa pagou, sabe aqueles aviões que voam pelo céu e têm uma faixa neles?

MACIAS: Pagaram para você?

THIRLWALL: Sim, eu estava em um festival e de repente todo mundo estava tipo, “Olhe para cima” e dizia “Eu te amo, Jade” no céu. Um fã pagou por isso.

MACIAS: Isso é muito louco. Qual o segredo sujo que você pode compartilhar conosco?

THIRLWALL: É um pouco desagradável, na verdade, mas eu raramente lavo meu cabelo. Essa é a chave para esses cachos exuberantes.

MACIAS: Qual é o seu filme favorito?

THIRLWALL: O Show de Truman.

MACIAS: Você se interessa por móveis?

THIRLWALL: Eu amo móveis. Gosto de sentar nas coisas. Quem não gosta de móveis? Acho que quanto mais velha fico, mais gosto, o que é definitivamente um sinal de envelhecimento.

MACIAS: Te entendo totalmente. Que tipo de roupa você gosta?

THIRLWALL: Eu sou bem oito ou 80. Ou sou super casual, com roupas de alfaiataria e tracksuits, ou uma drag queen completa. Não há meio-termo.

MACIAS: Você tem televisão?

THIRLWALL: Não, não no meu quarto. Isso me impede de assistir TV na cama.

MACIAS: O que você adora na cidade de Nova Iorque?

THIRLWALL: Acho que a vibe, principalmente. As pessoas. É como Londres, mas mais amigável.

MACIAS: Acha que os americanos têm bom gosto?

THIRLWALL: Na moda?

MACIAS: No geral.

THIRLWALL: Eu pessoalmente acho que Londres tem um gosto melhor.

MACIAS: Você tem um diário?

THIRLWALL: Sim, sim.

MACIAS: Escreve nele todos os dias?

THIRLWALL: Eu tento, porque sou uma pessoa muito esquecida, então gosto de ter memórias escritas.

MACIAS: Do que você mais se orgulha?

THIRLWALL: Tenho orgulho do império que construí para mim.

MACIAS: Você dorme oito horas por noite?

THIRLWALL: Não, eu durmo muito mal.

MACIAS: Quantas horas você dorme?

THIRLWALL: Provavelmente de quatro a cinco.

MACIAS: De quantos hotéis você já foi expulsa?

THIRLWALL: Um.

MACIAS: Foi sua culpa?

THIRLWALL: Na verdade, eu fui acusada de roubar um pernil de cordeiro. É uma história muito longa, mas resultou em mim sendo expulsa de um hotel muito chique em Londres e sendo colocada em um buraco em vez disso.

 

Fonte: Interview Magazine

Tradução e adaptação: Equipe Little Mix Brasil

Salvo em: Entrevistas | Noticias
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