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06.05.21

Em seus primeiros dias com o grupo feminino, Pinnock se sentia invisível e não conseguia entender por quê. Então o assunto sobre racismo ficou evidente.

Leigh-Anne Pinnock vive o sonho de uma estrela pop desde os 19 anos de idade quando subiu no palco para fazer um teste para o The X Factor, cantando Only Girl (In the World) da cantora Rihanna. Ela já passou quase uma década em um dos maiores grupos femininos do Reino Unido. Mas ela teve um começo difícil com a Little Mix, e não porque ela não se dava bem com suas companheiras de banda. Ela se sentia “invisível” e costumava chorar na frente de seu “manager”.

“Eu simplesmente não conseguia encontrar meu lugar e não sabia o por quê”, disse ela em uma entrevista em 2018. “Eu não sentia que tinha tantos fãs quanto as outras garotas. Foi um sentimento estranho.”

A cantora, naquele momento, finalmente percebeu qual era o problema.

“Eu sei que existem garotas negras por aí que sentem o mesmo que eu”, disse ela. “Temos um grande problema com o racismo, que está embutido em nossa sociedade.”

Se ela esperava que a entrevista mudasse alguma coisa, ficou desapontada.

“Eu realmente senti como se tivesse entrado por um ouvido e saído por outro”, diz ela hoje, falando da mansão Surrey que ela divide com seu noivo jogador de futebol, Andre Gray.

“Era quase como se as pessoas ainda não estivessem prontas para falar sobre raça.”

Agora ela está tentando de novo, como protagonista de um documentário da BBC Three, intitulado como “Leigh-Anne: Race, Pop & Power”.

“A maior parte do documentário sou eu falando sobre minhas experiências, sendo a integrante negra da minha banda no meu mundo pop muito branco”, diz ela. “Eu realmente queria que as pessoas vissem que só porque sou bem-sucedida não significa que eu não serei afetada pelo racismo.”

O documentário foi gravado no ano de 2020, um ano em que convergiu o assassinato de George Floyd e a quarentena da Covid-19, o que proporcionou a muitas pessoas um tempo incomum para refletir sobre o racismo na sociedade.

A própria declaração de Pinnock, num vídeo de cinco minutos postado no Instagram, se tornou viral em junho, com 3,5 milhões de visualizações. Além de enviar suas condolências à “família de George Floyd e a todas as outras famílias que perderam alguém devido à brutalidade policial e ao racismo”, ela falou sobre a solidão que sentiu durante as turnês em países “predominantemente brancos”.

“Eu canto para os fãs que não me veem, não me ouvem, nem me animam”, disse ela. “Minha realidade é me sentir ansiosa antes de eventos de fãs ou sessões de autógrafos porque eu sempre me sinto excluída.”

O documentário surgiu de uma conversa durante um jantar com antigos colegas de escola.

“Leigh-Anne se abriu para mim, pela primeira vez, sobre como ela se sentia em relação as suas experiências na banda”, diz Tash Gaunt, diretor que trabalhou com a BBC e o Channel 4. “Ela estava tendo uma série de percepções bastante dolorosas sobre o quão profundamente racista o mundo é, e se ela identificar [um problema], ela quer fazer algo a respeito”.

Os dois uniram forças e o ativismo do Black Lives Matter (BLM) no verão de 2020 deu a eles um renovado senso de missão.

“Sempre quisemos fazer algo que fosse complicado e que realmente desafiasse o público”, diz Gaunt. “Algo que se aproxima das conversas difíceis, ao invés de evitar o assunto.”

Em uma das primeiras cenas, Pinnock literalmente participa de uma conversa em um protesto do movimento BLM em Londres e pergunta como os jovens ativistas acham que ela deveria usar sua plataforma. Eles respondem que ela deve se educar e falar abertamente. Mais tarde, ela repreende o noivo Gray por uma série de tweets que ele postou antes de eles se conhecerem, descrevendo-os como “um exemplo flagrante de colorismo”. Ela também se senta com seus pais – ambos criados por um pai negro e uma mãe branca – para discutir a identidade racial. (“Eu me identifico como John Pinnock”, diz o pai dela, sem rodeios.)

Racismo  não era algo muito discutido em casa, em High Wycombe, quando Pinnock e suas duas irmãs estavam crescendo. Seu pai (mecânico) e mãe (professora) “foram ambos criados em famílias caribenhas, então, por sua vez, fomos criados em uma família caribenha, mas eles não tiveram ‘a conversa’ conosco. Eles não disseram:Olha, a vida vai ser difícil para você porque você é mestiça’.

Ela não encontrou nenhum racismo em sua escola secundária em Buckinghamshire, que ela descreve como “muito multicultural”, e olhando para trás ela entende o desejo de seus pais de isolar os seus filhos do resto do mundo. No entanto, ela revela:

“Se tivéssemos tido essa conversa, provavelmente eu estaria mais preparada para quando fosse colocada no grupo”.

Depois de tanto tempo como uma mulher negra aos olhos do público, Pinnock estava preparada para o tipo de reação raivosa que o documentário já recebeu de pessoas que, como ela diz, “não querem entender o racismo, não ligam para o racismo. Eles nunca se importaram.”

No entanto, assim que o projeto foi anunciado, uma reação diferente começou. O título provisório, Leigh-Anne: Colourism & Race, levou alguns a concluir que Pinnock estaria falando da discriminação baseada no tom de pele dentro da comunidade negra, de uma forma que ignorava o seu próprio privilégio por ser negra com a pele clara. É uma crítica que ela quer abordar de frente.

“Eu conheço meu privilégio, e o que exploro no documentário é o fato de que se eu fosse negra retinta, provavelmente nem estaria aqui.”

A decisão de incluir as vozes das mulheres negras retinta não foi uma tentativa precipitada de abafar as críticas:

“Definitivamente foi sempre o plano, 100%. Já sabemos que não há representação suficiente de mulheres de pele escura na mídia – isso é apenas um fato.”

 



06.05.21

Jade Thirwall tem uma letra favorita do novo verso de Saweetie no remix da música “Confetti”:

Eu gosto de quando ela diz sobre cortar o pau de alguém fora e colocá-lo em um ensopado”, diz Thirwall. “Esse é o meu trecho favorito.

Suas companheiras de banda, Perrie Edwards e Leigh-Anne Pinnock, caem na gargalhada quando ela recita a frase numa chamada de live que ocorreu um dia antes do lançamento oficial do single. Isso acontece muito quando conversamos com Little Mix: gargalhadas aleatórias de piadas internas e apoio constante ao que as outras estão dizendo. Isso porque apesar do ano 2020 ter sido difícil – além da pandemia global, que teve a sua turnê mundial adiada, a integrante, Jesy Nelson deixou a banda em dezembro – Little Mix tem que estar muito feliz.

Em janeiro, a banda conseguiu seu quinto single número um; um mês depois, elas venceram o prêmio “Gamechangers in Music” da Glamour UK e estão atualmente competindo na categoria de Best Group no Brit Awards deste ano – para não mencionar, poucos dias após esta entrevista (seu primeiro como um trio nos Estados Unidos), Pinnock publicou um anúncio da gravidez de seu primeiro filho.

“Começamos 2021 quando ‘Sweet Melody’ alcançou o primeiro lugar, o que foi um estímulo incrível depois do tempo que ficamos em quarentena”, diz Edwards. “Estávamos tão animadas para voltar. Durante a quarentena, eu acho que percebemos em casa o quanto sentimos falta de fazer tudo e o quanto nós amamos isso.

De certa forma, o remix de  Saweetie para “Confetti” é uma celebração perfeita de onde Little Mix está agora: é divertido, é livre e é, acima de tudo, uma celebração do poder feminino.

“Sempre há espaço para o empoderamento feminino”, diz Pinnock. “Acho que é o que fazemos de melhor. Então, nós absolutamente amamos ter mulheres nas nossas músicas – é bom ter tantas mulheres a bordo o quanto possível quando se trata de colaborações. Saweetie em ‘Confetti’ foi simplesmente perfeito. Ela é definitivamente alguém que sentimos que incorpora isso.”

A música em si é um hino pop que te faz sentir bem, pronta para os dias em que todos nós possamos realmente voltar para a boate novamente – algo de que a banda está consciente ao escolher que música lançar neste momento.

“Todo mundo está querendo festejar e eu acho que temos algumas músicas para serem lançadas que [podem ajudar] as pessoas a fazerem isso”, observa Pinnock.

Até lá, as meninas improvisaram uma boate fake para a música, graças a um clipe divertido com as meninas vestidos como seus alter-egos com barba e tudo. Embora seja “um dos dias mais engraçados de [sua] vida”, de acordo com Pinnock, a filmagem teve muitas dificuldades.

“Eu estava tipo,‘Oh, esta é uma ideia tão incrível, eu mal posso esperar para ser um cara’, diz Edwards. “Então, no segundo que eles começaram a colocar as próteses, eu literalmente não conseguia respirar. Eu estava tipo, ‘Oh não. Este é um plano ruim.”

O conceito, no entanto, é algo que elas desejavam fazer há muito tempo e, neste momento, elas não estão mais se segurando.

“Chegamos a um ponto em que pensamos, ‘Sim, vamos fazer qualquer coisa que não fomos capazes de executar antes ou que ainda não tenhamos marcado na nossa lista de coisas que queremos alcançar como banda,”, diz Thirwall.

Esse pensamento vem em parte em razão do ano passado ter sido colocado em espera, mas toda a história da banda também teve parte nisso, de certa forma: este ano marca dez anos de Little Mix. Elas não têm mais nada a provar.

“Quando fomos colocadas juntas, estávamos muito entusiasmadas e um pouco ingênuas para tudo. Nós meio que concordamos com o que pensávamos que deveríamos ser”, relembra Thirwall. “Estávamos apenas descobrindo quem éramos de verdade. Nós tivemos de nos tornar mulheres aos olhos do público, o que foi muito difícil. No meio de tudo isso, tivemos momentos em que nos sentimos constantemente criticadas e julgadas por quem éramos e como soávamos, e tentamos ganhar credibilidade como uma banda vinda de um reality show e apenas por ser uma girlgroup no geral.

“Com o passar dos anos, começamos a nos importar cada vez menos”, ela continua. “Agora, estamos neste momento em que sinto que conquistamos o direito de ser exatamente quem queremos ser, sem nos desculpar, usar nossas vozes mais do que nunca, vestir o que quisermos e com a aparência que quisermos, e sem nos importarmos tanto com o que as outras pessoas pensam.”

Ao falar sobre 2021 e o que está por vir, a banda usa a palavra “era” com frequência – como em, aperte o cinto dos Mixers, estamos no precipício de uma nova era da Little Mix.

“Estamos sentindo muita liberdade criativa. Estamos ultrapassando os limites e fazendo coisas criativas que talvez não tivéssemos feito antes”, conta Thirwall.

“Queremos apenas ter boa energia, boas vibrações neste ano.” Edwards acrescenta: “Ficarmos juntas é a coisa mais importante. Permanecendo juntas e protegendo umas as outras. Nós teríamos nos separado sem isso.”

“Acho que as pessoas não podem mais nos cobrar nada – já resistimos ao teste do tempo”, diz Pinnock. “Estamos juntas há 10 anos. Que banda pode realmente dizer isso nos dias atuais?”

Tradução e Adaptação: EquipeBRLM | Fonte: Nylon



04.05.21

Às 17h01 da segunda-feira, 14 de dezembro de 2020, veio o anúncio que os fãs de Little Mix temiam há meses: Jesy Nelson estava deixando a banda.

“Depois de nove anos juntas, Jesy decidiu deixar Little Mix”, trecho do comunicado das três integrantes restantes da banda. “Este é um momento incrivelmente triste para todos nós, mas apoiamos totalmente Jesy.”

Ao mesmo tempo, Jesy, 29, usou sua conta no Instagram para explicar seus motivos para mais de 7 milhões de seguidores. “A verdade é que estar na banda realmente afetou minha saúde mental. Acho a pressão constante de estar em um grupo de garotas e corresponder às expectativas muito difícil.”

É algo que ela já havia dito em seu documentário da BBC Three, “Odd One Out”, no qual ela revelou que o bullying nas redes sociais sobre sua aparência e peso a levou a overdose. Ela acrescentou no comunicado: “Chega um momento na vida em que precisamos reinvestir em cuidar de nós mesmos, em vez de [nos concentrar] em fazer outras pessoas felizes, e sinto que agora é a hora de começar esse processo”.

E assim, ela e um dos grupos femininos do Reino Unido de maior sucesso na história se separaram.

Enquanto Perrie Edwards, Jade Thirlwall e Leigh-Anne Pinnock continuaram como um trio, confirmando uma turnê em 2022, Jesy levou algum tempo para concentrar em si mesma. Além das postagens ocasionais no Instagram mostrando uma imagem mais relaxada, novo cabelo cacheado e alguns vídeos de si mesma no estúdio de gravação, quase não ouvimos nada dela. Até agora.

É um dia ensolarado no início de março quando ela chega toda sorridente para a nossa sessão de fotos no leste de Londres. Desde o início, há uma diferença notável na cantora até quando nós a filmamos pela última vez, 13 meses atrás, com suas ex-companheiras de banda. Ela sempre foi amigável e super educada, mas às vezes no ano passado, ela parecia um pouco distante. Hoje, ela está feliz, confiante e animada para contar à equipe da Cosmopolitan sobre seus planos para o futuro.

Mesmo às 17h, quando ela se sentou para ser entrevistada por uma de suas melhores amigas, a modelo Felicity Hayward, depois de oito horas sendo fotografada, não há como mudar o seu humor.

“Alôôô, mamãe sexy”, Jesy canta enquanto se senta para a ligação do Zoom com Felicity. Ela está vestindo uma jaqueta jeans, uma blusa branca, calças cargo e um colar de ouro grosso.

“Olá, sexy!” grita Felicity de alegria. “Eu coloquei perfume para você esta manhã.”

“Oh, você cheira bem”, ri Jesy.

“Eu não estou usando nenhuma calça, só esse top”, fala sem rodeios Felicity. “Você sabe, a vida de Zoom.”

Felicity, 32, ativista da positividade corporal e fundadora da campanha de mídia social #AmorPróprioTrazBeleza, é uma das amigas mais próximas de Jesy. Eles se conheceram durante as gravações do videoclipe de 2018 do Little Mix, “Strip”, e está claro que Felicity tem sido um grande apoio para a Jesy desde então.

Há muita conversa animada sobre o verão passado, quando a dupla aproveitou ao máximo o fato de Londres estar vazia devido à pandemia, e andava regularmente pela cidade em bicicletas com um boombox tocando R&B e garagem da velha escola. “Eu amei tanto isso”, sorri Jesy.

“Essas são algumas das minhas memórias mais felizes, o que parece loucura porque estávamos em uma pandemia. Mas era ser livre e simplesmente ser capaz de não dar a mínima. Eu estava apenas tendo o melhor momento da minha vida.”

Como ela conhece Jesy tão bem, pedimos que Felicity perguntasse tudo, desde por que ela deixou a Little Mix até o que ela tem feito musicalmente. Embora Jesy não quisesse comentar sobre seu relacionamento atual com as meninas, ela se abriu sobre como é realmente ser comparada a elas por quase 10 anos de sua vida.

FELICITY: Como foi hoje? Você parecia sexy?

JESY: Oh sim!

FELICITY: O que você vestiu?

JESY: Agora que estou em carreira solo, posso realmente usar o que quero. Antes, eu vestia o que achava que deveria vestir, porque tinha muito medo de usar certas coisas no caso de parecer maior do que as outras. Eu usaria espartilhos e merdas assim para ficar do tamanho que elas eram. Agora, eu não estou olhando para a tela pensando: ‘Oh meu Deus, eu não pareço tão bom quanto elas.’ Sinto-me livre.

FELICITY: Eu vi suas fotos no Instagram desde que você saiu e sinto que você saiu da sua concha. Você tem vestido coisas de meninos, jaquetas do time do colégio e grandes calças cargo. Você está muito sexy. E é bom ver você sendo você mesmo. Quão confiante você estava, em uma escala de um a 10, antes de entrar no grupo, durante o seu período no grupo e também agora?

JESY: Isso não é realmente um exagero – antes de entrar no grupo, eu teria dito que em uma escala de [um a] 10, eu tinha 9 ou 10. Não tinha inseguranças, nunca olhei para mim mesma e disse: “Eu não gosto disso.” Quando entrei na banda, minha confiança era 0. Depois que eu fiquei mais velha e aprendi a não me importar tanto, provavelmente cheguei a 4,5. E então eu diria que agora eu saí, sou um 8,5 sólido.

FELICITY: Isso é muito.

JESY: É a sensação mais estranha para mim. Eu sinto que vou ficar triste. [Jesy fica emocionada.] Eu não sabia que poderia ser tão feliz. Quando eu estava no grupo, pensei que era normal me sentir assim. E porque me senti assim por 10 anos, pensei: ‘Isto é a vida.’ Desde que saí, me sinto livre. Não acordo com ansiedade, pensando: ‘Eu tenho que fazer um videoclipe hoje, eu preciso me matar de fome.’ Ou: ‘Eu preciso fazer uma dieta extrema para ficar parecida com as outras três.’ Isso estava me consumindo.

Eu constantemente me comparei as outras. Claro, muito disso estava na minha cabeça, mas muito disso era traumas do passado. Mesmo recentemente, eu ainda estava sendo comparada a elas. É horrível quando você já não gosta de algo em si mesmo e milhares de pessoas apontam para isso. Agora me sinto como eu. Quando eu olho para trás [na minha época] na banda, eu realmente não era eu. Eu não posso acreditar o quão miserável eu estava.

FELICITY: Lembro-me de vê-la no set de filmagem e pensar: ‘Você é tão linda e passou por muito bullying e trollagem desde o início de sua carreira’. É muito difícil de ver. Sou uma mulher de tamanho grande – sou abusada porque sou genuinamente classificada como gorda. O tamanho médio do Reino Unido é 16, então você está bem abaixo disso e estava sendo enganada por ser grande. Você acha que teria sido tratada da mesma forma se tivesse passado como artista solo no The X Factor [em 2011]?

JESY: Não, eu realmente não acho. O X Factor estava tão acostumado a ter grupos femininos típicos que eram muito magros, e pareciam como os grupos femininos deveriam ser. Éramos descuidadas que usavam o que queríamos e todo mundo dizia: “Isso é diferente”. Eu pesava mais do que as outras três, e nunca houve isso em um grupo de garotas. Fui classificada como obesa e gorda.

FELICITY: É uma loucura, porque você era adolescente. Você tem garotas olhando para todas essas mulheres diferentes e pensando: “Por que ela está sendo chamada assim?” e “Se ela está sendo chamada assim, o que isso me torna?”

JESY: ExatamenteNos primeiros cinco anos de Little Mix, sempre estive na capa das revistas [semanais]. Você nunca vê um homem na capa de uma revista sendo examinado por sua aparência. Sempre envergonha as mulheres. Como devemos nos parecer? O que é perfeito? Para mim, perfeito é alguém que abraça seus defeitos e é 100% ele mesmo e confortável com isso.

FELICITY: Por que foi importante para sua saúde mental deixar a banda?

JESY: O último videoclipe que fizemos [Sweet Melody] foi o ponto de ruptura. Estávamos em quarentena e [essa foi] a primeira vez que pude dar um tempo e ficar em casa com as pessoas que eu amo. Foi o mais feliz que já me senti, e não percebi isso até voltar ao trabalho. Eu imediatamente me tornei uma pessoa diferente. Tive ansiedade. Sempre que tínhamos um videoclipe, eu colocava uma pressão enorme em mim mesma para tentar perder peso. Eu tenho medo de olhar para trás na câmera. Se eu não gosto do que vejo, acho muito difícil estar na frente da câmera e me sentir incrível.

Eu estava em quarentena e ganhei um pouco de peso, mas não me importei. E [então] eles disseram: “Você tem um videoclipe em algumas semanas”, e eu entrei em pânico . Fiz essa dieta extrema com shakes, e tentei comer o mínimo possível. No dia do vídeo de Sweet Melody eu tive um ataque de pânico nas gravações porque não parecia como eu queria e achei muito difícil apenas ser feliz e me divertir. Eu olhei para os outras três e elas estavam se divertindo muito. Eu fico com tanto ciúmes, porque quero me sentir assim e curtir, porque a música é minha paixão. Ter esse sonho e não estar gostando por causa da minha aparência, eu sabia que não era normal.

Há uma cena em Sweet Melody na qual eu não estou, porque foi quando eu tive um ataque de pânico e desabei. Eu estava tipo, ‘Eu só quero ir para casa.’ Eu estava chorando no camarim. Alguém muito próximo de mim disse: “Isso tem que parar. Você não pode continuar fazendo isso consigo mesmo. Você vai acabar onde estava antes.”

FELICITY: Sim…

JESY: Para mim, esse foi o ponto culminante. Eu estava tipo, ‘Eu preciso começar a cuidar de mim agora, porque isso não é saudável.’ Não era bom para as outras três estarem perto de alguém que não queria estar ali. Então fiz uma pausa. Eu passei por um período muito sombrio após o videoclipe. Minha mãe disse: “Isso tem que parar agora. Eu vi você sofrer muito. Já se passaram dez anos da sua vida.” 

Por muito tempo, eu me preocupei com os outros e decepcionei as pessoas. A única pessoa que eu deveria estar tentando fazer feliz era eu mesma, e eu não estava fazendo isso. Eu precisava fazer isso para minha saúde mental, porque sei que teria voltado para onde estava há cinco anos, e isso é assustador.

FELICITY: Agora é um momento tão emocionante, porque você tem todo esse novo capítulo para ser você mesma sem remorso. Continue nesses 8,5 e leve-o para 10! Além disso, vi que você está no estúdio – no que está trabalhando agora?

JESY: Música é minha vida. É tão poderoso para mim. Estou no estúdio apenas me divertindo. Eu amei a música que fiz com o Little Mix, mas não era o tipo de música que eu ouvia. É tão bom fazer músicas que eu amo. Não sei quando eu vou lançar. Eu me sinto muito contente e feliz. É a sensação mais estranha e a melhor do mundo.

FELICITY: Por essa felicidade, sei que vão sair alguns hinos de verão! Você pode me dar três palavras que a representavam na Little Mix e três que a representam agora?

JESY: Na Little Mix: honesta, trabalhadora, triste.

FELICITY: E agora?

JESY: Honesta, em paz, livre.

FELICITY: O que você fez um dia depois de deixar o Little Mix?

JESY: Eu estava em casa com a minha família, ouvindo todas as notícias. Todo mundo estava falando sobre isso em Lorraine. Quando postei a minha declaração, desliguei os comentários porque estava com medo – pensei: ‘Vou receber muita reação negativa por causa disso’. Minha irmã me ligou e disse: “Acho que você deveria ativar seus comentários. Tudo o que eu vi é muito positivo.”

Ativei meus comentários e apenas sentei na cama e chorei porque estava maravilhada com o quão amáveis ​​todos estavam sendo. Foi um choque para mim. Eu não conseguia entender o quanto as pessoas estavam me apoiando e entendiam. Eu estava em uma estranha montanha-russa de emoções. Fiquei triste, pois foram 10 anos da minha vida que estava desistindo. Fiquei com medo, tipo, “Merda, o que vai acontecer agora?”

Ao mesmo tempo, tive vislumbres de felicidade, de: ‘Posso fazer o que eu quero agora’. Eu não me sinto presa. Se eu quisesse ir à porra do mercado hoje e comer 10 barras de chocolate, poderia, porque não preciso mais me preocupar em fazer dieta. Não preciso me preocupar em ter um videoclipe ou em uma entrevista vestindo uma roupa que não quero usar porque as três outras meninas querem usá-la.

FELICITY: E então você sente que está sendo difícil?

JESY: Sim. E é horrível. Às vezes, eu sentia como se estivesse entrando em um ambiente onde as pessoas não queriam que eu estivesse. Às vezes, eu não era uma energia positiva porque estava muito deprimida. Quando você se sente assim de qualquer maneira, estar perto de certas pessoas da minha equipe que não me queriam lá era difícil.

FELICITY: Alguém surpreendente entrou em contato com você quando você saiu?

JESY: Tantas pessoas. Liam Payne do One Direction. E o Rag’n’Bone Man me mandou uma mensagem e disse: “Acabei de assistir ao seu documentário e me ajudou muito. Acho você brilhante.” Eu não achei isso corajoso, mas as pessoas diziam: “Você sabe como você é corajosa por fazer isso? Você vai mostrar a tantas garotas que elas podem fazer o que quiserem e se quiserem ser felizes, elas podem.” Você tem que ter fé de que tudo vai ficar bem e não permitir que o medo atrapalhe.

FELICITY: Estou muito animada por você. Eu não acho que você percebe o quanto você é amada. Você faria outro documentário? Você foi tão boa nisso.

JESY: Estou conversando sobre fazer outra coisa que é muito próxima de mim pessoalmente. Não tem nada a ver com o que passei, é sobre a jornada de outras pessoas. Não esperava a resposta que recebi do meu documentário. Eu adoraria fazer mais. Se ajuda as pessoas, não é incrível? Que possamos fazer nosso trabalho e ajudar as pessoas a superar seus piores dias apenas contando nossas histórias.

FELICITY: Estou vendo você assumindo o controle da sua música, e precisamos de algum tipo de linha de moda! Vou começar o fã-clube. Há mais alguma coisa que você queira falar?

JESY: Eu sinto que algumas pessoas não entendem porque eu deixei a Little Mix e agora estou no estúdio fazendo música. Muitas pessoas disseram: “Achei que você tivesse saído da banda para se concentrar na sua saúde mental?” Eu nunca disse quando fiz a minha declaração que estava saindo da banda para nunca mais estar aos olhos do público ou me apresentar novamente ou fazer música. Eu disse que estava saindo da banda porque realmente não conseguia lidar com a pressão de estar em uma banda de garotas.

É uma loucura as pessoas pensarem que eu simplesmente pararia de trabalhar completamente, porque [para] mim, trabalhar na minha saúde mental é ir para o estúdio e criar músicas que adoro. É isso que clareia minha cabeça e me deixa feliz. É bom para minha saúde mental. Eu não conseguia lidar com a pressão de estar no grupo feminino. Não que eu não pudesse lidar com a pressão de estar no centro das atenções. Eu era constantemente comparada as três outras garotas e isso mentalmente me levou a um lugar muito ruim, e eu não conseguia mais passar por isso.

Preciso fazer coisas que me deixem feliz agora, e as pessoas podem pensar que isso é egoísmo, mas às vezes na vida você tem que se colocar em primeiro lugar, tem que se amar e fazer o que te faz feliz.

FELICITY: E as pessoas que a amam e a apóiam não gostariam que você estivesse na banda e sofresse. Acho que você vai se dar muito bem por conta própria.

JESY: Muito obrigada – esta foi a entrevista mais agradável que já fiz. Você me fez perguntas que eu precisava responder. Eu não gostaria de mais ninguém.

Fonte: Cosmopolitan UK. Tradução e adaptação: BRASILLM.



04.05.21

O documentário de uma hora intitulado “Leigh-Anne: Race, Pop & Power” foi produzido por Kandise Abiola e será o filme de estreia do diretor e amigo de infância de Leigh-Anne, Tash Gaunt.

Esse poderoso documentário único segue a estrela do pop, Leigh-Anne Pinnock, enquanto ela confronta sua experiência como a única integrante negra da Little Mix e como uma mulher negra na indústria da música.

Leigh-Anne fala sobre o racismo que viveu enquanto crescia. Seus pais são descendentes do Caribe e Leigh-Anne se identifica como negra. Ela também está ciente de que ter a pele mais clara e ser uma celebridade significa que ela está em uma posição mais privilegiada do que as outras. Leigh-Anne embarca em sua própria jornada muito pessoal, para entender como ela pode usar sua plataforma e privilégio para combater o profundo racismo que ela vê na sociedade ao seu redor.

Após ela abordar isso, sua maior e mais importante missão, a notícia da morte de George Floyd e os protestos do movimento Black Lives Matter começam a tomar conta do mundo. Com a força de um movimento global agora por de trás dela, Leigh-Anne confronta as pessoas mais próximas a ela e tenta trazer conversas difíceis sobre a representação negra até o topo da indústria musical.

Com acesso irrestrito a integrante da maior banda feminina do mundo, nos juntamos a Leigh-Anne com suas parceiras de banda da Little Mix nos bastidores, em casa com o seu noivo profissional de futebol Andre Gray e com outras estrelas pop, políticos e podcasters enquanto ela abre uma importante conversa sobre raça. Leigh-Anne analisa as complexidades e o impacto das atitudes discriminatórias inconscientes, estereótipos raciais e colorismo, tanto dentro quanto fora dos olhos do público.

Desde que venceu o The X-Factor, Leigh-Anne sempre se sentiu tratada de maneira diferente, e agora ela está se perguntando se os anos em que se sentiu ignorada nas sessões de autógrafos, não ouviu seu nome ser aplaudido em eventos e os fãs passando por ela em favor das outras garotas da banda pode depender de sua raça.

Para entender sua experiência, ela contratou o diretor criativo de Beyoncé, Frank Gatson, cujas palavras em seu primeiro ensaio de vídeo há quase uma década foram: “você é a garota negra, você tem que trabalhar dez vezes mais“, ficaram com ela desde então.

Em uma cena emocionante com seus pais, vemos como eles reagiram pela primeira vez quando Leigh-Anne lhes contou como se sentia como a única integrante negra da banda. O pai de Leigh-Anne, John, lembra:

Na época eu pensei comigo mesmo, Leigh-Anne, seja forte, controle-se, você está em uma boa posição, vá em frente, não reclame disso.

Mas os pais dela viram as atitudes mudarem à medida que viram o efeito que a experiência teve em sua filha ao longo dos anos.

Sua mãe disse:

“Você pode usar sua voz e suas experiências para ajudar outras pessoas e permitir que outras pessoas saibam que as coisas vão mudar.”

Reunindo um grupo de realeza pop negra para uma mesa redonda que é quase como uma terapia, Leigh-Anne ouve experiências com Alexandra Burke, NAO, Raye e Keisha Buchanan dos Sugababes. Por sua vez, cada artista revela suas próprias experiências chocantes na indústria musical por causa da cor de sua pele. Ao discutir o colorismo, Leigh-Anne é forçada a confrontar a incômoda questão – “Se eu tivesse pele escura, estaria na Little Mix?

Se Leigh-Anne vai fazer perguntas difíceis ao mundo ao seu redor, ela precisa fazer o mesmo em casa. Em 2012, Andre Gray, o noivo e jogador de futebol de Leigh-Anne, escreveu uma série de tweets ofensivos, alguns dos quais eram sobre mulheres negras. Leigh-Anne confronta Andre sobre esses tweets e tenta entender o que o levou, quando jovem, a pensar coisas tão horríveis.

Colocar a cabeça acima do orgulho não é fácil e Leigh-Anne começa a receber críticas de todos os ângulos. Ela busca conselhos sobre como lidar com essa reação da Membro do Parlamento, Dawn Butler, que enfrentou abusos raciais horríveis ao longo de sua carreira. Dawn a aconselha para continuar:

“Quando os livros de história são escritos, as pessoas precisam se perguntar, o que vai ser dito ao lado do seu nome?”

Durante a aparição de Leigh-Anne no podcast Trilly Trio, o assunto do mundo de trabalho de Leigh-Anne surge.

Eu vou para o trabalho e não há negros, e tem sido assim durante toda a minha carreira, só não percebi, é normal!”

Os podcasters lançam o desafio para ela:

Você sente que tem confiança agora para ter uma conversa com sua gravadora, o que a administração realmente está fazendo para colocar o Black Lives Matter como um assunto a ser falado?

Leigh-Anne decide que deve confrontar sua gravadora sobre o que eles estão fazendo para fazer uma mudança positiva. Mas encontrá-los diante das câmeras para unir forças e trabalhar juntos para a frente será mais difícil do que ela imaginava.

Sobre o documentário, Leigh-Anne revelou:

Eu quero fazer isso porque sempre fui apaixonada pelos direitos dos negros. Conversas sobre racismo e colorismo são algo que tenho constantemente com meu namorado e minha família e, como tenho uma plataforma, quero usá-la para levar essa conversa a um público mais amplo e defender minha comunidade negra. O racismo sistêmico é complexo; ao fazer este documentário, quero aprender a melhor forma de emprestar minha voz ao debate para que os jovens que me admiram não tenham que enfrentar o que eu e minha geração tivemos que enfrentar. 

Fiona Campbell, produtora da BBC Three, acrescentou:

Estamos constantemente tendo conversas sobre raça e discriminação e como podemos cobrir isso na BBC Three de uma forma que pode contribuir para fazer mudanças positivas e permanentes. Este é um documentário que encomendamos há alguns meses e o início das filmagens com Leigh-Anne coincidiu com a trágica morte de George Floyd e os protestos e debates atuais que colocaram essas questões raciais em foco para ela, para a Grã-Bretanha e o mundo.

Ao trabalhar com celebridades de alto perfil, como Leigh-Anne, e outras pessoas importantes que ela conhecerá durante este processo, esperamos que as conversas honestas que este documentário apresentará tenham o poder de mudar atitudes, oferecer uma visão e ajudar a prevenir o racismo em nossa sociedade.

O documentário de uma hora será transmitido via BBC Three a partir do dia 13 de maio. O documentário também irá ao ar na BBC One às 21h na quinta-feira, 13 de maio.

 Tradução e Adaptação: EquipeBRLM | Fonte original: BBC UK



30.04.21

Perrie Edwards contou tudo sobre as colaborações ideais da girlband e parece que os artistas que ela espera – Chloe x Halle – já reagiram sobre isso. Perrie Edwards conversou com Marvin Humes do Capital FM em uma live no Instagram na noite de quinta-feira (antes de ir para Londres para o Capital Breakfast com Roman Kemp), então, naturalmente, a cantora da Little Mix foi bombardeada com perguntas sobre os planos da banda e as colaborações dos sonhos.

Quando Marv perguntou com quem as meninas gostariam de colaborar, Perrie revelou que adorariam trabalhar com Chloe X Halle e Normani. Os sonhos de PerrieLeigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall podem não ser tão rebuscados, já que Perrie confessou que todas as colaborações que elas esperavam até agora aconteceram. Ela disse durante a live no Instagram:

Chloe e Halle seriam uma boa. É difícil porque todas nós dissemos que fizemos isso agora, então foi Nicki Minaj e Machine Gun Kelly e coisas assim e nós conseguimos marcar cada um. Eu acho que Normani seria uma boa também, ela seria épica.

Confira o que a Perrie disse:

Ainda sobre uma possível colaboração, Perrie admitiu para a Hits Radio que ama as meninas do duo Chloe x Halle:

Seria insano. Tipo, seria surreal. Muitos de vocês disseram isso recentemente, seria absolutamente incrível. Elas são tão maravilhosas, icônicas, talentosas e incrível. Então colaborar com elas seria absolutamente maravilhoso.

Jade acrescentou que a colaboração com Chloe x Halle funcionaria muito bem por causa das coreografias e looks do duo:

Honestamente, a coreografia e os looks. As vezes sinto que elas se vestem tipo… sabe, como elas vestem tipo fantasias e tem as coisas feitas exclusivamente para elas. Sinto que isso realmente daria muito certo com a gente.

Confira trecho da entrevista:

Fãs da Little Mix rapidamente pegaram o momento em que Perrie despejou suas colaborações ideais e enviou para a própria Chloe Bailey, que respondeu com um emoji de coração e seguiu a cantora no Instagram.

Tradução & Adaptção: EquipeBRLM | Fonte: CapitalFM e Hits Radio



30.04.21

Little Mix conversou sobre a saída de Jesy do grupo e as meninas explicaram que “apoiam” qualquer que seja sua decisão.

Elas começaram a nova era como um trio após Jesy ter saído do grupo em dezembro do ano passado.

Perrie Edwards, Jade Thirlwall e Leigh-Anne Pinnock têm trabalhado em coisas animadoras enquanto continuam suas carreiras como um grupo feminino.

Apesar da saída de Jesy, as hitmakers de ‘Sweet Melody‘ colocaram a amizade em primeiro lugar e provaram mais uma vez que elas dão apoio umas às outras não importa o que aconteça.

Ao participar do Capital Breakfast with Roman Kemp, as cantoras de ‘Power’ conversaram sobre como foi que aconteceu, com Jade falando:

Eu acho que, sabe, se o coração de alguém não está mais em um lugar e a pessoa não quer mais, nós nunca vamos forçar umas às outras à fazermos algo que não queremos.

Continuando a dizer que ainda estão dando completo apoio à Jesy, ela continuou:

Nós apoiamos aquela decisão e foi bem estranho, pensar em continuar como um trio. Mas não estávamos prontas para desistir, então, nós apoiamos qualquer que seja a decisão da Jesy.

 

Confira o trecho da entrevista:

Isso vem depois das meninas baterem um papo com a revista Euphoria na primeira entrevista como um trio e disseram que a chave foi adaptação.

Jade os contou:

É aprender a se adaptar com o tempo. É meio que animador. E tivemos um bom início como um trio ao ter nosso single Nº 1 no Reino Unido. Isso foi tipo, ‘Ai nossa, esse é um bom sinal, bom presságio, de que esse ano vai ser bom para nós.

Perrie, Leigh-Anne e Jade acabaram de lançar o videoclipe do primeiro single como um trio, ‘Confetti‘, com participação de Saweetie, e deixou os fãs animados pela nova era.

Perrie também se juntou a Marvin Humes da Capital em uma live no Instagram na noite de quinta, soltando alguns detalhes sobre a nova turnê no ano que vem.

 

Os mixers definitivamente estão felizes por ter algumas músicas novas das meninas!

 

Tradução e Adaptação: EquipeBRLM | Fonte: CapitalFM



29.04.21

O último ano tem sido uma espécie de montanha-russa para a Little Mix, mas elas ainda estão gostando da viagem. O grupo feminino britânico se isolou junto ao resto do mundo em 2020, quando o COVID-19 tomou conta, mas ainda lançou um álbum em meio a tudo isso. Agora elas estão promovendo seu primeiro lançamento de 2021, e é um ardente remix da faixa-título do álbum “Confetti”, com participação da rapper Saweetie.

A faixa em sua forma original já era muito querida pelo grupo, o que a tornou um encaixe perfeito para esta nova vida.

“Amamos a música ‘Confetti’, sempre foi uma das nossas favoritas e sabemos pelas redes sociais que os fãs também a adoram!” Perrie Edwards diz.

“Pareceu certo fazer uma versão atualizada da música e dar um destaque para ela!” Jade Thirlwall acrescenta. “Colocamos a Saweetie, que amamos, para adicionar um sabor extra.”

E não estaria completa sem um clipe – que elas já gravaram.

“Nós realmente sentimos que pode ser um dos nossos melhores clipes de todos os tempos. Estamos muito animadas para que todos vejam”, acrescenta Leigh-Anne Pinnock.

A música será lançada nesta sexta-feira, 30 de abril, e marca um novo capítulo para Little Mix, cujas vidas foram abaladas no final de 2020 quando a quarta integrante do grupo, Jesy Nelson, decidiu se afastar para focar em sua saúde mental. E embora essa decisão tenha abalado a todos, “as meninas”, como são carinhosamente conhecidas por seu time, seus fãs e qualquer outra pessoa que sabe alguma coisa sobre elas, seguiram em frente.

Todos os sistemas ainda funcionam no mundo Little Mix”, afirma Thirlwall. “É apenas uma questão de aprender a se adaptar. Eu acho que é muito empolgante. E começamos bem como trio, tendo nosso single em número 1 no Reino Unido. Foi tipo, ‘Uau, isso é um bom sinal, um bom presságio que este ano vai ser bom para nós.”

Quando me sentei com Thirlwall, Pinnock e Edwards via Zoom no início deste ano, no meio do terceiro lockdown do Reino Unido, todas nós aparecemos em nossas melhores roupas confortáveis, fazendo parecer que era uma chamada de vídeo casual entre amigas. E é exatamente assim que as garotas fazem você se sentir quando estão perto de você – como se você fosse a amiga com quem elas só querem rir.

E assim fizemos. Apesar de entrarmos em conversas mais profundas sobre saúde mental, a incerteza do COVID e como a fama pode ser difícil, ainda falamos sobre a quantidade de guloseimas que consumimos enquanto estávamos presas em casa – Edwards brincou, chamando-se de “uma porra de uma batata” por causa de sua preguiça excessiva – e sobre tentar dominar o TikTok (o que nenhuma de nós fez).


Little Mix levou o último ano a passos largos, como muitos de nós. Felizmente, elas tinham a maior parte do trabalho para o álbum “Confetti” feito antes que o COVID realmente tomasse conta do mundo, mas todos os seus planos de divulgação foram essencialmente destruídos, incluindo uma turnê.

“Tivemos que lançar nossa primeira campanha de single durante o isolamento, o que foi bem bizarro”, disse Thirlwall sobre o lançamento de “Break Up Song” em março do ano passado. “Foi tudo por meio das redes sociais e tínhamos que encontrar uma forma de nos adaptar às circunstâncias. Por sorte, temos uma fã base incrível que irá absorver qualquer conteúdo das redes sociais. Então, tentamos nos atualizar e enfrentar tudo isso. Nós realmente nos dedicamos.”

Nos meses seguintes, Little Mix lançou “Holiday” e “Sweet Melody” antes do álbum “Confetti” ser lançado em dezembro. “Sweet Melody” em particular – que atingiu o topo dos charts – também encontrou vida no TikTok, algo que pode mudar tudo para os artistas.

“Eu gosto quando vejo todas as nossas músicas explodindo lá”, diz Pinnock. “Sweet Melody’ está indo bem. Quando você não tem que fazer nada e simplesmente acontece. É tipo, ‘nossa, que demais.”

Ela ri de como foi aparentemente fácil para “Sweet Melody ”ganhar força no TikTok, mas as três são rápidas em destacar que elas ainda não entendem como o aplicativo funciona e especialmente como as coisas viralizam. Para um aplicativo com um algoritmo virtualmente impossível de entender, que faz algumas músicas e tendências explodirem e outras definharem, é difícil saber o que funcionará e o que não.

Enquanto Thirlwall aponta que uma música explodindo no TikTok quase sempre se traduz em streams e vendas, Pinnock ainda está hesitante sobre como tudo isso acontece:

“É um pouco assustador. Eu não gosto dessa pressão de saber que provavelmente terá que ir bem no TikTok para se tornar um sucesso”, Pinnock compartilha.

Mas é importante para a música agora” Thirlwall diz a ela. “Sweet Melody ’decolando no TikTok significa que vai ajudar nos charts, é insano que tenha esse poder.”

Ela também destacam sabiamente que o TikTok é a plataforma perfeita para apresentar sua música a novas pessoas, trazendo novos fãs ao longo do caminho. Para artistas e músicas de sucesso, pode ser grande.

E “Sweet Melody” foi uma que funcionou. A música tem mais de 100 mil vídeos e, embora tenha começado como uma tendência de dança, tornou-se uma música que as pessoas simplesmente gostavam de usar porque é cativante.

Edwards adora que muitos dos vídeos de “Sweet Melody” não sejam nada do que ela esperava.

Alguns dos vídeos são estranhos – pessoas esculpindo gelo, costurando ou fazendo maquiagem”, ela ri. “São vídeos totalmente aleatórios, mas ‘Sweet Melody’ está neles, eu gosto de todos.”

Após esse sucesso, Little Mix procurou o TikTok novamente para mostrar um pouco de amor a “Confetti” na preparação para o lançamento do remix, dando início à hashtag #DROPLIKECONFETTI, que continua ganhando força e ficará ainda maior quando a música for lançada para que o mundo a aproveite ao máximo.

O algoritmo do TikTok tem funcionado a favor das meninas com sua música, e está preenchendo suas páginas com vídeos personalizados para elas.

“Acho que é uma plataforma muito positiva”, afirma Edwards. “E eu acho que todo mundo entra para se divertir e rir.”

Outras redes sociais, no entanto, Little Mix às vezes acha difícil de acompanhar, compartilhando abertamente que isso definitivamente pesa em sua saúde mental em alguns momentos.

“Estou começando a sentir que, particularmente, o Twitter pode ser um espaço bastante tóxico”, diz Thirlwall. “Então, eu continuo passando por fases de excluí-lo por uma semana antes de voltar novamente.”

Em um mundo onde a cultura do cancelamento reina, Thirlwall diz que o ódio que ela vê no Twitter a trouxe para um lugar que ela não queria estar. “Parece que todo mundo quer atacar as pessoas a cada minuto nas redes sociais. Eu nunca saio do Twitter me sentindo melhor comigo mesma.”

Em vez disso, ela se sente esgotada e, assim que percebeu como a mídia social a fazia se sentir, ela se esforçou para gastar menos tempo nela. Mas provou ser difícil quando é uma parte importante de seus trabalhos como artistas. Embora Pinnock admita que há momentos em que ela pega o celular para rolar a tela sem rumo, ela começa a “se sentir tão anestesiada” depois de um tempo, algo com que Edwards concorda de todo o coração.

“É maçante, não é? Não postei nada desde o ano passado”, diz Edwards. “As pessoas ficam tipo, ‘Onde ela está? Para onde ela foi? E eu fico tipo, ‘Estou apenas vivendo o dia a dia”.

Mas Edwards gastar muito menos tempo nas redes sociais – onde, no passado, você poderia encontrá-la postando com muito mais frequência – a fez se sentir um pouco culpada, mas também indiferente. Conectar-se com os fãs é algo tão importante para a Little Mix, mas como todas as três garotas apontaram, elas não estão fazendo muita coisa, já que grande parte de seu último ano foi gasto em casa no isolamento.

“Não há nada acontecendo em nossas vidas agora”, diz Edwards. “É um momento muito monótono. Eu não sei o que você quer que eu poste – apenas eu na cama o dia todo comendo bolinhos? Não é tão interessante. Entende o que quero dizer?”

Sabendo o quanto os mixers amam as meninas, no entanto, eu sinto que eles aceitariam de bom grado todas as fotos de Edwards descansando e comendo seus bolinhos – eles adoram ela e as outras meninas a esse ponto. Mas eles também entendem que o grupo coloca o autocuidado em primeiro lugar.

Uma coisa que elas aprenderam, durante esses múltiplos isolamentos pelos quais passaram – que as forçaram a desacelerar, se concentrar na saúde mental e fazer uma pausa muito necessária – é se livrar da toxicidade. E tudo começou com a mídia social.

“Se eu tivesse algum conselho para as pessoas, seria apenas seguir contas que fazem você se sentir bem consigo mesmo”, diz Thirlwall. “Ou aquelas que não fazem você se sentir como se não fosse o suficiente ou que fazem você se comparar com o que aquela pessoa está fazendo.”

Pinnock acrescenta que acha que este ano, para ela, foi realmente sobre se livrar de qualquer coisa tóxica e “estar perto de pessoas que fazem você se sentir bem e que trazem algo positivo para sua vida”.

As meninas também são grandes defensoras da terapia – terapia individual e terapia de grupo.

“Adoramos fazer terapia juntas”, diz Edwards sobre como elas lidam com sua saúde mental em um trabalho tão rigoroso. “Nós também temos umas as outras, o que é muito importante. De certa forma, somos a nossa própria rede de apoio, porque somos irmãs e sentimos todas as emoções juntas. Sempre podemos confiar umas nas outras.”

Elas se apoiam há cerca de 10 anos. Little Mix teve seu início em 2011, quando o quarteto ganhou o The X Factor no Reino Unido. Quando o programa acabou, elas embarcaram em uma década turbulenta, cheia de álbuns, singles, turnês, aparições na TV, encontros com fãs e todos os outros altos e baixos de ser uma estrela do pop. As meninas permaneceram juntas enquanto suas canções atingiam o topo dos charts, experimentando o auge. Mas elas também permaneceram juntas nos pontos baixos, incluindo partes difíceis de suas vidas pessoais e uma pandemia mundial que as forçou a mudar todo o ciclo de um álbum.

Se elas não tivessem umas as outras durante os vários isolamentos, o grupo não teria certeza de como se sentiriam agora.

“Não há motivação desta vez”, diz Edwards sobre o terceiro isolamento no início de 2021. “Não tem como levantar e ir. Não tem, ‘Eu vou ficar empolgada com isso nesta quarentena.’ Eu fico tipo, eu fiz isso no isolamento um, fiz no isolamento dois. Isolamento três, você pode se foder.”

“Eu simplesmente não entendo como ter motivação em casa, onde você esteve durante todo o ano passado”, acrescenta Pinnock.

Felizmente, com um novo single sendo lançado agora, Little Mix tem algo para finalmente colocar sua energia. “Confetti” feat. Saweetie dá um toque inteiramente novo a uma música que já era muito boa. Mas essa colaboração pode não ser a única que as garotas têm na manga. Eu não posso dizer com certeza o que elas terão a seguir, mas elas definitivamente estão interessadas ​​em continuar com as colaborações.

“Estamos no estúdio no momento fazendo diferentes ideias de colaboração”, Edwards compartilha. “Como acabamos de lançar Confetti, é bom experimentar com diferentes artistas no momento. Acho que estamos realmente interessadas nisso agora, apenas um feat ou participar da música de alguém. Eu acho que é bom ter essa pequena ponte depois de você lançar um álbum para mudar um pouco as coisas.”

As meninas estão de bocas fechadas sobre qualquer coisa além disso, mas já tendo parcerias com artistas como Cheat Codes, Nicki Minaj, Nathan Dawe e Jason Derulo nos últimos anos, podemos imaginar para onde elas irão a partir daqui. Esse grupo não tem medo de se envolver em uma variedade de gêneros, provando que o céu é o limite. E elas não poderiam fazer isso sem seus fãs, que elas mencionaram várias vezes durante nosso bate-papo. Quando as coisas ficaram ruins – não apenas no ano passado, mas nos últimos 10 anos – Little Mix sabia que poderia contar com seus fãs para apoiá-las e regá-las com amor infinito.

“Queremos apenas agradecer a todos por terem sido tão doces, dedicados e pacientes conosco durante este isolamento e por serem os melhores fãs de todos os tempos”, Edwards compartilha.

Pinnock e Thirlwall assentem com a cabeça, concordando com o sentimento de Edwards. Todas as três falaram alegremente sobre a felicidade que os fãs trazem, especialmente nos shows.

“Nossos fãs são tão barulhentos e simplesmente os melhores, em shows eles são incríveis. São loucos. Nós amamos isso,” Pinnock diz enquanto as três relembram as viagens pelo mundo fazendo shows.

Little Mix já tocou em praticamente todos os cantos do mundo neste momento – citando as Filipinas, Brasil e Japão de alguns de seus lugares favoritos – mas o melhor lugar para dar um show é sempre perto de casa.

Thirlwall diz: “Eu sinto que é especial quando tocamos em nossas cidades natais. Tipo quando nos apresentamos em Newcastle, foi muito especial para mim porque desde que eu era uma garotinha, eu ia assistir outros artistas se apresentarem naquela arena. E então quando eu estou lá, minha família e amigos na plateia, eu fico tipo, nossa, isso é muito especial.”

“São momentos como esses, quando viajamos e vemos fãs que nunca vimos antes”, diz Pinnock com um sorriso. “Você apenas percebe o quão grande é. Sabemos que conquistamos o Reino Unido, mas quando vemos isso no exterior, é tipo, ‘Isso é simplesmente enorme.’ É um sentimento surreal que apenas um pequeno grupo de pessoas vai entender – subir no palco na frente de milhares de pessoas gritando seu nome e cantando suas músicas. Músicas nas quais você colocou seu coração e sua alma sendo cantadas em uma arena por pessoas que a adoram.”

“Não acho que nada seja melhor do que isso”, diz Edwards. “Eu acho que quando cantamos músicas como ‘Shout Out to My Ex’ ao vivo e dizemos, ‘Para qualquer um que se identifica com isso, vá em frente’, e cada pessoa na multidão fica tipo, ‘Shout out to my ex!’ Porque elas apenas sentem a emoção.”

Música autêntica sempre foi a base da Little Mix e é algo que nunca mudará.

“Amamos escrever canções que as pessoas se identifiquem e que possam fazê-las se sentirem bem, as empoderar e as fazê-las se sentirem mais confiantes”, diz Edwards. “E eu acho que esse é o traço comum que temos em nossa música desde o primeiro dia.”

A autenticidade está no álbum “Confetti” e certamente estará em qualquer coisa que Little Mix fizer a seguir. E enquanto sua turnê cancelada ainda está aguardando um re-agendamento, há uma luz no fim do túnel – o remix de “Confetti” feat. Saweetie está perto de ser lançado, e os fãs estão tão leais como sempre.

“Os fãs definitivamente nos mantêm em movimento durante todos os momentos de merda, mas em breve estaremos em um palco, tendo o melhor momento de todos”, diz Edwards. “Tudo vai valer a pena.”

E nós mal podemos esperar.

Fonte: Euphoria Magazine

Tradução e Adaptação: Equipe Little Mix Brasil



03.04.21

Elas são o maior grupo feminino do Reino Unido, mas desta vez, Little Mix se tornará uma boyband para seu próximo vídeo clipe.

Posso revelar que Leigh-Anne Pinnock, Jade Thirlwall e Perrie Edwards se transformarão em homens em seu novo vídeo clipe, o primeiro sem Jesy Nelson, que saiu do grupo em dezembro do ano passado.

O trio filmou ontem (29/03/2021) o clipe de seu próximo single, Confetti, a quarto canção a ser tirada de seu álbum do mesmo nome, e continuarão trabalhando nisso hoje em um local ultra-secreto em Londres.

Uma fonte da música disse:

Este é o primeiro vídeo de Leigh-Anne, Jade e Perrie como um trio, então elas queriam fazer algo realmente divertido e fora do comum. Ver cada uma delas se transformando em versões masculinas de si mesmas é fascinante. Elas estão dando tudo de si e fazendo próteses faciais completas, o que leva horas, mas vai valer a pena no final.

O videoclipe será o primeiro de Little Mix sem Jesy Nelson, que saiu no ano passado.

A ideia é que as três serão vistas enfrentando seus alter egos masculinos. É um vídeo que elas querem fazer há anos já. É estranho não ter a Jesy com elas, especialmente porque ela canta o primeiro verso da canção, mas elas estão fazendo funcionar para elas porque a música tem um grande potencial.

No fim de semana a banda, que vendeu mais de 60 milhões de discos em todo o mundo e tem 16 singles no top dez da UK Singles Charts, revelou que havia voltado para o estúdio de gravação para começar a trabalhar em novas músicas.

Elas compartilharam fotos do dia e revelaram que estavam de volta com a cantora e compositora Kamille, que escreveu 22 canções para elas, e MNEK, que estava por trás do single número 1 de janeiro, Sweet Melody.

Leigh-Anne também compartilhou um vídeo delas dançando durante um intervalo de seu trabalho e disse a seus fãs no Instagram: “Quando voltamos ao estúdio com as rainhas. . .

Também espero que elas sejam indicadas para o British Group quando as indicações para o Brit Award forem reveladas hoje.

Considerando que elas ainda estão fazendo grandes sucessos uma década desde que se reuniram, elas certamente merecem.

Fonte: The Sun | Tradução e Adaptação: EquipeBRLM



19.03.21

Tap Music assinou contrato com Leigh-Anne Pinnock enquanto a estrela da Little Mix se prepara para lançar sua carreira solo.

A empresa que representa Dua Lipa, Lana Del Rey, Ellie Goulding, Dermot Kennedy, dentre outros, irá representar Leigh em sua carreira solo musical, cinematográfica e na televisão. Tap Music trabalhará em conjunto com a Modest Management, que continuará administrando o trabalho de Leigh-Anne com a Little Mix. Satellite 414 irá representar a cantora na imprensa.
O co-fundador da Tap Music e fundador da Music Week Ed Millet e Ben Mawson disseram:

Estamos muito animados em receber Leigh-Anne na família Tap Music em toda a sua carreira solo. Ela é uma artista incrível, inteligente e talentosa com uma forte visão e senso de objetivo que tem inúmeros projetos na televisão, cinematografia e música que já estão sendo discutidos. Estamos muito ansiosos para trabalhar com Leigh-Anne e a ajudar a conquistar todos os seus objetivos.

Esse é um momento muito animador para mim e minha carreira” diz Leigh-Anne. A cantora continua:

Eu estou tão animada para revelar que agora estou sendo representada pela Tap Music em todos os meus projetos solo. Esse é um momento muito animador para mim e minha carreira e mal posso esperar para mostrar a todos o que estou preparando. Continuarei trabalhando em meus compromissos solo bem como com o Little Mix.

Detalhes sobre o primeiro lançamento musical de Leigh-Anne ainda não foram confirmados. Little Mix recentemente chegou ao topo dos charts com ‘Sweet Melody’, que tem 511,689 vendas até agora, de acordo com o Official Charts Company.

 

Tradução e Adaptação: Equipe BRLM | Fonte: MusicWeek



02.03.21

GLAMOUR Mulheres do Ano Gamechangers na música: Little Mix em sua década no topo e uma nova vida como um trio:

Leigh-Anne Pinnock, 29, Jade Thirlwall, 28, Jesy Nelson, 29, e Perrie Edwards, 27, se tornaram o maior grupo feminino do mundo como quarteto. Agora, enquanto Little Mix ganha o prêmio Mulheres do Ano da GLAMOUR por serem Gamechangers (mudaram o jogo) na música – tanto dentro quanto fora do palco – e começa um novo capítulo como um trio, elas se abrem para Josh Smith sobre como o ano passado foi o ano em que mais houve mudanças até agora em um reinado de uma década no topo da música pop.

Tendo entrevistado Little Mix sete vezes, tanto em grupo quanto individualmente para suas primeiras entrevistas solo, houve risos, lágrimas, o mais forte dos abraços e muito humor. Discutimos tudo, desde como a ansiedade paralisava Perrie e a deixou incapaz de sair de casa, o racismo online que Leigh-Anne enfrentou, a aliança de Jade com a comunidade LGBTQA + e como as experiências de Jesy com trolls a deixaram tentada a cometer suicídio. Nós até discutimos como Jade aprendeu a limpar o banheiro pela primeira vez no primeiro confinamento, mostrando que nossas conversas tiveram tanto alcance quanto os vocais das meninas.

Em todas as nossas conversas, a “irmandade” tem sido o centro – então, de todas as previsões possíveis sobre o que seu futuro reservava, uma delas deixando o grupo mais cedo é a última coisa que eu teria previsto. Ainda assim, em 14 de dezembro, após o anúncio em novembro de que faria uma pausa prolongada da banda, Jesy decidiu deixar o grupo permanentemente, afirmando que apesar de ser “o momento mais incrível da minha vida… recentemente, estar na banda realmente afetou minha saúde mental”.  Em troca, as meninas disseram em um comunicado: “Este é um momento incrivelmente triste para todos nós, mas apoiamos totalmente a Jesy. Nós a amamos muito e concordamos que é muito importante que ela faça o que é certo para sua saúde mental e bem-estar.” Seus fãs – carinhosamente chamados de ‘Mixers’ pela banda – estavam de luto.

Hoje, três meses depois, enquanto ampliam suas respectivas casas dentro e fora de Londres – todas elas estão vestidas com seus melhores trajes de lazer, que vão desde o macacão tie-dye de Leigh-Anne até a camiseta Christopher Kane de Jade com o estampado ‘Sexo’ – a irmandade segue sendo protetora com sua ex-colega de banda como sempre foram. Elas mantêm nossa conversa de uma hora firmemente sobre o futuro do Little Mix e, respeitosamente, não abordam a decisão pessoal de Jesy de deixar o grupo.

Foi bom entrar no novo ano, como um trio, com o single nº 1”, diz Perrie com orgulho, referindo-se a Sweet Melody, que também se tornou o single da Little Mix a ficar mais tempo no Top 10 até hoje. É um momento que Perrie está chamando de “bom presságio” para seu novo capítulo, ao qual todas concordam.

Eu me pergunto como fazer uma pausa forçada no ano passado devido ao surto da Covid-19 – depois de passarem tanto tempo juntas – e a mudança resultante na formação do grupo as fez refletir sobre seu tempo e posição no grupo.

Deu a todos uma perspectiva do que você realmente ama fazer na vida”, Jade responde em seu sotaque Geordie, explodindo de entusiasmo porque ela está “tão animada para conhecer novas pessoas” fora do seu apartamento.

“Não estou dizendo que somos co-dependentes, mas contamos muito umas com as outras, por isso tem sido saudável dar um passo para trás e pensar: ‘O que eu quero?’ e a medida em que nos reunirmos e trabalharmos juntas neste ano, teremos um relacionamento ainda melhor e mais saudável. É lindo que ainda sejamos um grupo, mas queremos ajudar a empurrar umas as outras para fazermos nossas próprias coisas também. É como um novo amanhecer de Little Mix.”

“É definitivamente importante. Isso vai levar algum tempo. Não é algo que acontece durante a noite para o dia depois de estarmos juntas 24 horas por dia, 7 dias por semana” completa Jade.

“Está tudo bem” Perrie tranquiliza Jade – algo que elas fazem umas pelas outras ao longo de nossa entrevista. “Sempre tivemos umas as outras, é sempre o Little Mix – somos nós.”

“Você sabe o quê?” Jade percebe uma coisa. “Aprendi enquanto estava morando com Jordan (Stephens, seu namorado e estrela de Rizzle Kicks) ou Holly (sua colega de apartamento), se eles me perguntam coisas ou me pedem para decidir algo, eu automaticamente digo, ‘O que vocês acham?’ E fico tipo, ‘Oh, elas não estão aqui,’” Jade acrescenta em seu tom de Geordie, fingindo estar procurando por suas companheiras de banda. “Esqueci que posso tomar decisões sozinha. É uma sensação muito estranha.”

Com tudo o que elas conquistaram nos dez anos desde que se tornaram o primeiro grupo a vencer o The X Factor em 2011, é um milagre elas terem tido tempo para pensar, quanto mais para tomar decisões. Desde a noite da final – quando eu saí com as palavras ‘LITTLE MIX 2 WIN’ escritas em marcador permanente no meu antebraço como uma homenagem à tatuagem The Female Boss de sua mentora Tulisa – elas se tornaram oficialmente a maior banda feminina do mundo.

Com seus hinos-pops que vão desde o primeiro single Wings até Black Magic e Shout Out To My Ex, Leigh-Anne afirma com razão: “Nós fizemos música para impulsionar as pessoas, fazer as pessoas felizes e inspirá-las.” E se combinaram para criarem seis álbuns de estúdio, 27 singles – dois dos quais alcançaram o cobiçado status de multi-platina – vendas de mais de 50 milhões de álbuns e singles em todo o mundo, 100 indicações para prêmios, 48 vitórias, incluindo dois Brit Awards, seis MTV Europe Music Awards e agora quatro prêmios GLAMOR Women of the Year. Ah, e elas lançaram cinco turnês mundiais com sua última, The Confetti Tour, remarcada para o próximo ano. Elas têm uma fortuna coletiva estimada de £ 24 milhões – em 2019, sendo que elas ganharam £ 11,2 milhões apenas em turnês.

Essas turnês não só entraram para o ranking das mais lucrativas por um grupo feminino, como também se tornaram o fórum de discussão de tópicos sobre a “mudança de jogo”. Em sua última apresentação na Arena O2 de Londres, elas voaram para o palco com um chamado do feminismo, dedicaram sua música Secret Love Song à comunidade LGBTQ+ e até passaram um vídeo de Piers Morgan, mostrando como ele as atacou continuamente por conta da nudez em um de seus clipes e pelo que elas vestem.

“Nós mostramos que quando mulheres se unem as coisas funcionam, mesmo com todos os obstáculos em nosso caminho. Desde o começo fomos subestimadas no X Factor e ninguém esperava que fossemos ir tão bem”, disse Jade.

“Depois disso, todos começaram a dizer, ‘Elas vão lançar um single, talvez um álbum e vão ser descartadas.’ Perseveramos e passamos por isso. Crescemos e nos tornamos mulheres adultas juntas. É muito impactante mostrar para os outros que se pode ter longevidade, você pode quebrar barreiras, ganhar prêmios e quebrar recordes através da união e sendo uma força para as mulheres. Se eu tivesse uma menina, vendo isso se desenrolar diante de seus olhos, dos dez aos 20 anos, que grande coisa é ter isso na indústria pop como uma mensagem para as mulheres jovens.”

Sendo muito sincera sobre a ligação entre elas, Leigh-Anne continua:

“Acho que o nosso senso de irmandade é o melhor para quando enfrentamos tempos ruins juntas durante os anos ou se irritamos umas as outras, porque nunca foi uma opção não estarmos juntas e sempre soubemos que somos irmãs. Isso te ajuda a aprender a perdoar, ser mais paciente e mais compromissada porque você está numa dinâmica de grupo onde ou isso acontece ou vocês não permanecem juntas.”

Com todos esses elogios, estou curioso para saber de qual conquista pessoal elas tem mais orgulho até o momento?

“Uma coisa que tivemos que fazer em nossa carreira, que é difícil, é ser corajosa,Perrie responde. “Todos nós estamos enfrentando a pior situação de nossas vidas. Só queremos ficar na cama, ficar embaixo do edredom e nunca mais sair. Mas você sabe que existem pessoas que dependem de você, existem 3 outras garotas que precisam de você, têm todos os fãs ao redor do mundo; você não quer ter uma reputação ruim.”

O momento de maior orgulho de Leigh-Anne também envolve o desafio de ter uma plataforma – coletivamente elas tem 63 milhões de seguidores em todas as redes sociais – e usar para uma boa causa.

“Tenho orgulho de ter falado sobre a minha experiência com o racismo. [que será o tópico de seu documentário pela BBC3 mais tarde neste ano]. Eu tinha muito medo de fazer isso no passado. Agora tenho a coragem. Sinto que me encontrei.”

Encontrar seu lugar em uma indústria que tem raízes profundas na misoginia – como Perrie disse: “A primeira coisa que uma mulher é questionada na indústria musical é sobre namorados,” – é definitivamente não ser subestimada e aprender a navegar o que levou anos para cada uma delas. O controle das mulheres na indústria musical é um tópico em alta quando conversamos, devido ao documentário do New York Times, ‘Framing Britney Spears, que todos nós assistimos e como Leigh-Anne disse, “Meu Deus, isso me irrita”.

“Passamos muito tempo sendo inferiorizadas, principalmente por homens na indústria”, Jade reitera. Leigh-Anne continua:

“Sempre tivemos uma voz como um quarteto, formamos uma força e sempre estivemos muito unidas. Mas houve fases, com as gravadoras por exemplo, onde eles nos jogaram para o canto e obviamente a maioria eram homens, eles nos viam como quatro mulheres e não nos levavam a sério. Enfrentamos isso durante toda a nossa carreira. Até mesmo recentemente. Eu me pergunto, ‘O quanto isso realmente mudou?'”

O que mudou foi a confiança delas em falar sobre o que elas acreditam. Por exemplo, se autodenominar feministas foi algo que elas deixaram de conversar sobre em entrevistas por muito tempo.

“Há alguns anos, estávamos no tapete vermelho e um reporter colocou o microfone em nossas caras e perguntou de uma maneira muito negativa, ‘Vimos que vocês se dizem feministas, é verdade?’ afirma Perrie. “Naquele tempo todas ficaram com medo, era um tabu muito grande e nisso estávamos autorizadas a falar sobre e é por isso que sempre evitamos esse tópico. Como mulheres na indústria, já é difícil o suficiente sem se posicionar, basta apenas um deslize e tudo é tirado de contexto. Sempre estivemos com medo de isso acontecer, odiamos aquilo. É por isso que sempre falávamos qualquer coisa.

“Uma pessoa muito sábia uma vez me disse, ‘Quando os livros de história são escritos, o que vai estar escrito próximo ao seu nome?’, é uma frase tão importante porque sabe de uma coisa, estamos usando nossa voz para inspirar pessoas,” enfatiza Leigh-Anne.

“Aprender a dizer ‘não’ têm sido muito importante para nós”Jade acrescenta. “Por muito tempo tinhamos medo de irritar as pessoas – e sermos jogadas para escanteio e é tipo, ‘Bem, se você não fizer isso, você não pode ter isso.’

Perrie entra com uma palavra para descrever a situação: “Chantagem“. Jade concorda, “É estranho que isso ainda aconteça, mas de repente, quando esse poder é tirado de quem abusa de você, você entende, se eu apenas disser ‘não’ com mais frequência e nos juntarmos nessa decisão, funciona!”

Leigh-Anne concorda:

“A percepção, também, foi de que somos parte de uma máquina. Somos peões nisso. As pessoas não se importam de verdade conosco. Quando entendemos que temos umas as outras , podemos nos proteger e saber que nem todos querem o nosso bem – mas estamos unidas – podemos ficar firmes juntas e lutar por nós mesmas.”

Tomar a decisão como um grupo de deixar a gravadora, Syco, em 2018 – forçando Simon Cowell a reconquistar o controle que ele tinha sobre elas – é um testamento disso. E como o seu hit recente Not A Pop Song diz, ‘Eu não faço o que Simon diz / Entenda de uma vez / Essa é a vida e ela nunca é justa / Dizem pra seguir qualquer sonho / Ser uma marionete / Funciona pra você mas essa não sou eu’ – elas estavam de saco cheio de serem controladas.

“Somos uma marca, mas a diferença é que nós sabemos que somos uma marca e tiramos vantagem disso para o nosso próprio benefício. Usamos disso para nós mesmas, não para as outras pessoas,” Perrie afirma em união à suas companheiras.

A decisão foi muito difícil e levou a um dos momentos mais raros do grupo em que poderia ter sido reduzido a uma ‘falha’, mas até nesses momentos – Jade menciona “se estabelecer no mercado americano” como outro desses momento – elas se dedicam em olhar tudo isso como uma oportunidade para o empoderamento brilhar.

“Deixar a gravadora foi um grande passo para nós,” Leigh-Anne disse.

“Mas como o LM5 (o quinto álbum que inclui hits como Woman Like Me) foi lançado nesta época, não teve o reconhecimento que merecia. Com tudo que aconteceu, foi um pouco desvalorizado e nós sempre olhamos para isso – principalmente Jade e eu (que participaram da composição da maioria das músicas) – e pensamos o quão irritante isso é, porque trabalhamos muito nele! Mas você tem que pensar, ‘Sabe de uma coisa, nos mativemos firmes, e fizemos isso por um motivo!”

Enquanto nosso tempo juntos acaba, eu pergunto se elas assumiram o comando em nome daquelas garotas de olhos brilhantes e cheios de sonhos, que fizeram o teste para o The X Factor há anos atrás.

“Eu ainda fico muito nervosa no palco”, Jade revela. “Uma das coisas que comecei a fazer – quando penso que não sou boa o suficiente ou estou prestes a me cagar de medo – é imaginar a pequena Jade sentada lá como minha maior fã me dizendo, ‘Meu Deus, é isso que você conquistou!’ Tenho que me lembrar o quão longe eu cheguei algumas vezes, sofri da síndrome do impostor, onde eu fico tipo ‘Como eu consegui convencer todo mundo que eu estou na maior girlgroup do mundo e eu sou realmente talentosa, quando na verdade eu não sou isso’. A pequena Jade apenas se senta alí e diz ‘Jade, meu amor, você arrasou, estou tão orgulhosa de você’. Então eu me sinto bem comigo mesma novamente.”

Leigh-Anne concorda, “Não sinto que consigo me reconhecer, aquela garota do passado. O crescimento da minha confiança, é algo que eu nunca vi.”

É evidente que ser parte da Little Mix foi algo que “mudou o jogo” para elas, como pessoas, o que Perrie transmite perfeitamente.

“Eu era uma garota muito assustada que queria a mãe a todo momento, até mesmo quando eu tinha 15, 16 anos. Quando eu ia no McDonalds e precisava de ketchup, eu não iria me levantar e pedir porque era muito tímida. Ou se eu fosse pra um buffet, eu não levantaria com meu prato e pegaria comida a não ser que meu pai fosse comigo, porque se alguém olhasse pra mim eu me cagaria. Mesmo se minha mãe ou meu pai me pedissem pra cantar, eu ficava tipo ‘Ok, mas coloque uma toalha na sua cabeça’. Agora, assim que pisamos no palco e ouvimos o rugido da multidão você só pensa, ‘Meu Deus, isso é incrível!’, mas assim que saímos do palco somos apenas essas garotas bobas.

E é por isso que amamos Little Mix – que elas reinem por muito tempo sobre nós.

Fonte: Glamour UK Magazine. Tradução e adaptação: Equipe Little Mix Brasil

 



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